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Uma dúzia de anos disto..
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Instituto do Ambiente dá parecer positivo à quadriplicação da linha entre Chelas e Braço de Prata Processo de consulta pública decorre até domingo. Obras arrancam em 2006

O projecto da Refer para a quadruplicação da Linha de Cintura entre Chelas e Braço de Prata, em Lisboa, mereceu ontem um parecer positivo na avaliação de Impacte Ambiental pelo Instituto do Ambiente. «O balanço ambiental da execução é bastante positivo, uma vez que os benefícios ambientais se sobrepõem aos impactos negativos, que na sua maioria são pouco importantes e temporários», lê-se no estudo do Instituto do Ambiente. A obra vai custar 60 milhões de euros, devendo iniciar-se em 2006, depois de concluído o concurso público internacional.

Segundo os técnicos, apenas ocorrerão alguns impactos negativos durante a fase de construção e mesmo assim estão previstas medidas de minimização que os evitam ou reduzem. O processo de consulta pública decorre até domingo.

Segundo o documento, trata-se de uma obra que vai permitir «uma maior facilidade de circulação ferroviária, ao nível da redução dos tempos de percurso, através do descongestionamento associado à via dupla actualmente existente». Vai também ser possível a circulação de um maior número de composições, em particular das suburbanas, «aumentando a frequência e consequentemente diminuindo o tempo de espera».

A actual ligação entre Chelas e Braço de Prata «encontra- se já no limite de capacidade em termos de número de comboios que circulam por hora (especialmente nas horas de ponta), envolvendo vários tipos de serviços nas duas vias existentes, o que dificulta a circulação das composições, quer em frequência, quer em velocidade», refere o estudo.

A estação de Chelas/Olaias será deslocada no sentido da estação do Areeiro, para ficar mais próximo da linha do Metro, enquanto a de Marvila ficará no mesmo local, mas passa a usufruir dos serviços de uma estação ferroviária, integrada na nova zona de expansão de Marvila. Para a estação de Chelas estão previstos 178 lugares de estacionamento, dois a três lugares de tomada e largada de passageiros e três lugares de paragens para autocarros. Em Marvila, prevêem-se 107 lugares de estacionamento, dois a três para tomada e largada de passageiros e dois de paragem para autocarros.

A conclusão da obra, de acordo com a avaliação, vai também melhorar a interligação com as linhas adjacentes, permitindo o aumento das circulações dos comboios provenientes das linhas de Sintra e do Norte sobre a Linha de Cintura. Está igualmente previsto o aumento das circulações dos comboio oriundos de Setúbal/Pinhal Novo, a ligação da Linha de Cascais à do Norte, o aumento da velocidade e a melhoria da qualidade de oferta nas linhas de Sintra e do Norte.

Ficha

Projecto

O projecto desenvolve-se no concelho de Lisboa, atravessando as fregue- sias de Alto do Pina, Beato e Marvila. O principal objectivo é estabelecer a ligação, em via quádru- pla electrificada, entre a estação Roma/Areeiro e a estação de Braço de Prata.

Obras

A duração da execução dos trabalhos estima-se em cerca de 20 meses, período durante o qual a circulação será restringida neste troço a uma veloci- dade de 30 quilómetros por hora.

Velocidade

A velocidade praticada situa-se entre os 25 e os 60 quilómetros/hora, podendo passar para 100 nos comboios con- vencionais e 120 nos pendulares.

Segurança

As passagens de nível vão ser substituídas por passagens desnivelas superiores e inferiores e a via-férrea vai ser vedada.
Fonte: JN
 

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braaaap all day!
Lss911
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epah esse tipo de problemas são maus para a mobilidade...tempo, eficácia e segurança também!
 

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Reflex said:
enquanto a de Marvila ficará no mesmo local, mas passa a usufruir dos serviços de uma estação ferroviária, integrada na nova zona de expansão de Marvila.
Será esta espansão de Marvila a urbanização no vale de Santo António e/ou os jardins de Braço de Prata?
 

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A 30 de Julho de 2010, foi adjudicada à Obrecol – Obras e Construções, S.A., pela REFER, EPE, a Empreitada Autónoma 1 – para a Modernização do Linho do Norte e Quadruplicação da Linha de Cintura entre as estações do Areeiro e Oriente para compatibilização com as novas infra-estruturas da rede de alta velocidade, no montante de 19.049.590,00 euros (mais IVA).
Esta empreitada surge no âmbito da adaptação do sistema ferroviário da Área Metropolitana de Lisboa, como resposta aos expectáveis aumentos de procura e à introdução de novos elementos estruturantes, nomeadamente as novas Ligações Lisboa - Madrid, na qual se incluirá a Terceira Travessia do Tejo, Lisboa - Porto e a quadruplicação da Linha de Cintura. Assim, é necessário prever e articular um conjunto de intervenções significativas e complexas na actual infra-estrutura ferroviária entre as estações do Areeiro e Sacavém.

As intervenções a realizar na Linha do Norte e na Linha de Cintura, infra-estruturas estruturantes, responsáveis por uma significativa capacidade do transporte ferroviário, suburbano, de longo curso e de mercadorias, foram faseadas de forma a minimizar as interferências na circulação ferroviária e consequentemente a os impactos sócio-económicos causados.

Esta empreitada com um prazo contratual de 12 meses envolve, essencialmente, aos seguintes trabalhos:
- Restabelecimento da Calçada da Picheleira e consequente encerramento da Passagem de Nível (PN) existente ao km 8+698 da Linha de Cintura. Este restabelecimento, localizado do lado poente e paralelamente à via-férrea, permite a ligação à Rua Carlos Botelho e consequentemente o encerramento da PN existente.

- Restabelecimento da Azinhaga da Salgada, na sequência da demolição da actual PSR da Azinhaga da Salgada, aproximadamente ao km 9+146 da Linha de Cintura, devido ao alargamento do canal ferroviário, restabelece a ligação à Rua João César Monteiro da malha viária urbana, do lado sul das vias-férreas.

- Restabelecimento da R. Gonçalo Mendes da Maia, que mantém as condições de acessibilidade existentes da Av. Marechal Gomes da Costa às parcelas confinantes do canal ferroviário.

- Restabelecimento do Acesso ao PMO estabelece o acesso ao PMO e mantém as condições de acessibilidade à parcela da Escola Ester Janz;

- Ampliação da Passagem Superior da Av. Marechal Gomes da Costa, aproximadamente ao km 5+060 da Linha do Norte, para poente, surge da necessidade de permitir a materialização das futuras linhas em bitola UIC de acesso ao PMO e os arruamentos internos de circulação.

- Ampliação da Passagem Inferior da Av. de Pádua, ao km 5+945 da Linha do Norte para assentamento das vias de acesso ao PMO e duas novas vias em bitola UIC;

- Desvio e Reforço do Aqueduto do Alviela, numa extensão aproximada de 535 m, na zona do Apeadeiro de Marvila, decorrente das obras do alargamento do canal ferroviário da Linha de Cintura;

- Ampliação da Passagem Inferior Pedonal da Travessa do Poço na sequência da introdução no local das linhas de Alta Velocidade e do PMO, vem obrigar à expansão da ocupação ferroviária para o lado Poente, conduzindo assim à necessidade de proceder ao prolongamento, apenas para Poente, da Passagem Inferior Pedonal existente, que se encontra desactivada.

- Demolições de Estruturas, nomeadamente da Passagem Superior da Rua do Corsário das Ilhas, Edificações existentes, e Muro em Braço de Prata entre km 4+400 e ao km 5+050 da Linha do Norte;

- Parque de Material e Oficinas (PMO) Fase 1, para apoio aos comboios que sejam afectos à futura Rede de Alta Velocidade e ao serviço de ligação ao futuro aeroporto de Alcochete, foi considerada a construção de um PMO, feixe de apoio à Estação do Oriente para estacionamento e tratamento do material circulante, a localizar, no lado poente das linhas gerais, na zona compreendida entre Braço de Prata e a Estação do Oriente.

Fonte: Obrecol
http://www.obrecol.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=58&Itemid=14
 

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:applause:

finalmente a Fertagus vai poder chegar até à gare do oriente!
 

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Profissional da desordem
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Linha de cintura, desprezada durante tantos e tantos anos, hoje ainda é mais necessária do que nunca.
Oxalá isso avance com a rapidez que se impõe.
Para quando a inclusão da CP no passe "L" ?
Medida que sempre foi imperiosa de tomar mas que nunca avançou, e actualmente com o estrangulamento absurdo imposto à circular de Lisboa (Alcântara-Stª Apolónia-PdN) ainda mais urgente se torna.
 

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Como sabes isso?
Faz parte do contracto original com o Estado e nunca foi cumprido.

E passei há pouco em braço de prata e confirmo já há movimentações de terra e no painel até diz: integração na bitola europeia = TGV para além de referir (Oriente-Areeiro)

A Fertagus nunca pode levar comboios até ao Oriente devido ao estrangulamento da Linha de Cintura.
 

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Passei ontem junto a Marvila. Impressionante - prazo de conclusão anunciado Agosto de 2011 e ainda agora começaram.
Mas... a todos gás ao Sábado. Todo o complexo perto da Xerox já foi demolido, no vale junto a braço prata existem grande movimentações. Impressionante.

Toda a extensão entre cabo ruivo e braço prata está em contra-relógio.
 

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Lobito for friends
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Passei ontem junto a Marvila. Impressionante - prazo de conclusão anunciado Agosto de 2011 e ainda agora começaram.
Mas... a todos gás ao Sábado. Todo o complexo perto da Xerox já foi demolido, no vale junto a braço prata existem grande movimentações. Impressionante.

Toda a extensão entre cabo ruivo e braço prata está em contra-relógio.
Está à velocidade do ML quando foi da Expo.^^
 

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Fiz ontem todo o percurso da linha de cintura e não notei grandes obras junto à linha (ve-se movimentações de terras mas em terrenos adjacentes). A unica movimentação que vi mesmo ao lado da linha foi numa curta área entre Chelas e Marvila, quer na propria linha de cintura, quer no desvio do apeadeiro de Chelas para Sta Apolonia. Este ultimo troço tambem vai ser alargado, neste caso para duplicação?
 

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Que vão passar a estações?
Sim vão, pelo menos se o plano de quadruplicação da linha de Cintura, de 2005 for cumprido, constava na modernização e "atracção" de outros transportes para a estação, bem como a deslocalização das mesmas umas centenas de metros.

Digo isto porque o que está a ser executado inclui também a preparação da TTT e isso não estava contemplado em 2005.

Supostamente devem também começar as obras de ampliação da GIL.
 
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