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A Linha do Corgo é uma linha de caminho-de-ferro desactivada, que unia as localidades de Chaves e Régua, em Portugal; foi inaugurada em 12 de Maio de 1906, com a chegada do comboio a Vila Real, e concluída a 28 de Agosto de 1921, com a chegada a Chaves.[1] O troço entre Vila Real e Chaves foi encerrado em 1990[2], enquanto que a ligação entre a Régua e Vila Real foi desactivada para obras em 25 de Março de 2009[3][4], sendo totalmente encerrada pela Rede Ferroviária Nacional em Julho de 2010.[5][6]


Abri este thread para a discussão das obras lentas :nuts: que pretendem para a requalificação dos poucos trechos de linha férrea estreita que ainda estão operacionais.
Refiro-me a Linha do Tâmega que vai de Livração até Amarante e a sinuosa linha do Corgo que liga Peso da Régua até Vila Real. :)

Tirando a ideia que alguns defendem (incluindo eu) na necessidade de uma nova linha ferroviária para Trás-os-Montes que ligue vilas e cidades como Amarante,Vila Real, Mirandela e Bragança até ao Porto em menos de duas horas, aquelas duas localidades (Amarante e Vila Real) necessitam de uma requalificação urgente.
O facto de terem fechado as linhas para obras, significa que existe uma janela de oportunidade para mudanças radicais do seu traçado e funcionalidades.

Por agora eu defendo que no caso de Amarante, a actual linha devia ser totalmente substituida por uma nova linha de via larga (enquanto não pensamos em vias rápidas em bitola europeia :eek:hno:), convertendo a linha Livração/Amarante num ramal da actual linha do Douro que juntamente com a expectável electrificação do troço Caíde/Marco de Canaveses (apanha Livração no meio do percurso), podia ser electrificada em via única.

As alterações mais radicais ocorreriam na estação de Livração, porque atendendo aos mapas, podia-se suprimir quase todo o sinuoso troço entre Livração e o apeadeiro de Santo Isidoro, e criar uma derivação para o novo ramal quase um quilómetro a jusante da estação actual de Livração. A nova estação de Santo Isidoro podia ser um pouco desviado a este do actual apeadeiro sem prejuízo de serviço.
Um trajecto pelo interior da vila implicaria alguns túneis que só arranjariam complicações. :nuts:
O troço Santo Isidoro até Valbom possui algumas curvas que podiam ser rectificadas, abrindo trincheiras conforme necessário, mas isso exigiria uma profunda sondagem geológica para a viabilidade do novo traçado. :cheers:
Estando os apeadeiros de Valbom, Vila Caiz e Passinhos separados a menos de 400 metros entre cada um deles, podia-se suprimir dois para criar uma estação maior em Vila Caiz, e aumentar a eficiência do serviço.
A partir daí, a obra pouco passava de arrancar a linha podre e o seu balastro, e colocar a nova ferrovia, podendo aplicar algumas correcções a via na zona do Outeiro.
As estações de Fragim-A e Fragim seriam renovadas como as anteriores, tornando-se estações modernas. Curiosamente, entre Fragim e Amarante é um instante, mas temos a possível confusão da linha cruzar com várias ruas com passagens de nível... :lol:
Podia-se construir alguns pequenos túneis (cerca de 20 metros) na zona de São Gonçalo (Amarante) de modo a desnivelar possíveis cruzamentos rodoviários, até alcançar a nova estação de Amarante. :)

As consequências seriam enormes para aquela povoação: o comboio passava de 30 km/h para cerca de 90 km/h, como passava para uma bitola mais moderna (enfim, a ibérica por enquanto :bash:), e salienta-se que as estações passavam a ser 6 e devidamente modernizadas. O tempo de viagem até Livração seria reduzido a pouco mais de 10/15 minutos, e também os comboios podiam seguir directamente ao Porto.
Nesta óptica, Amarante seria servido pela rede de sub-urbanos do Porto, prolongando o serviço de Caíde até Amarante e Marco de Canavezes.

Posteriormente, publicarei a minha proposta para a ligação Vila Real/Régua.
 

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Discussion Starter · #3 ·
Se a conversão do que resta da Linha do Tâmega num ramal da Linha do Douro até permitia facilitar o acesso de Amarante ao centro do Porto (uma viagem de um pouco mais de uma hora), integrando-a nos transportes urbanos ferroviários desta metrópole, resta tratar de Vila Real.

A médio prazo, Vila Real deverá ter uma ligação directa a Amarante exigindo a construção de um túnel ferroviário com pelo menos 10 km de extensão (pode variar entre 6 a 12 km, consoante o percurso), e aí a nova linha seguia de Amarante a uma concordância com Penafiel (ligando a Linha do Douro, com pelo menos uma via extra para os comboios intercidades, e aí seguia para Ermesinde e Campanhã) e outra para Guimarães e Braga.
Claro que depois de Vila Real prolongar-se-ia até Murça, Mirandela, Maçedo de Cavaleiros e Bragança com ligação a Zamora. (Talvez justifique um novo thread sobre essa linha ?)

Voltando a ligação entre Vila Real e a Régua, verifica-se que estamos perante uma linha podre com um trajecto aos zig-zags que torna um percurso que não ultrapassa 15 km num passeio de quase 30 ! :nuts: :lol:
Em vez de brincar a gastar dinheiro numa via obsoleta, pelo menos modernizem-na como deve ser... :bash:
Aqui vai a minha ideia, que é basicamente a sua conversão numa via larga (a linha do Douro é em bitola ibérica), e ligação directa à Régua.
A estação podia ficar um pouco deslocado do local actual, caso pensem na hipotética linha de Trás-os-Montes que têm um percurso oeste-este.
(Haveria uma estação secundária a oeste da cidade, e a principal a este que continha este ramal regional)
Assim o comboio partia em Vila Real-A, atravessava em túnel a cidade e depois da nova estação de Vila Real (perto dos shoppings), a linha referida desvia para um percurso norte-sul.

Em vez da linha seguir por uma linha de nível do rio Corgo, que só anda em zig-zag, a linha podia seguir entre Folhadela e Vila Nova de Baixo, que é um pequeno planalto e podia abrir um apeadeiro. Depois outro apeadeiro em Ferreiros, ficando a 500 metros a leste da actual linha. Até aqui a linha nova teria poucas curvas, comparando com os zig-zags que a actual acompanhava a curva de nível do rio. :lol:
Mais os apeadeiros de Sabroso(Cruzeiro) e Vale da Ermida (Carrazedo) que acompanhavam mais perto da estrada regional, do que o célebre zig-zag de Carrazedo :nuts: , que era suprimido e poupavam-se uns valentes quilómetros :lol:
Se necessário um pequeno túnel com menos de 500 metros seria feito naquele percurso.
A partir daí a linha seguia mais perto do Corgo, abrindo pequenos túneis e trincheiras conforme preciso, mas depois de Ermida até Alvações, seria um pouco conveniente abrir um túnel de cerca de um quilómetro para tornar o percurso mais rectilíneo, ou mudava-se de margem duas vezes para evitar algumas curvas que o rio faz naquele trajecto.
Depois de Alvações, com a auto-estrada a vista, era conveniente a linha mudar de margem duas vezes e construir alguns viadutos por causa do relevo, bem como a afluência do rio Tanha. Depois era difícil justificar a existência dos apeadeiros de Tenha e do Corgo. Se as suprimíssemos, podíamos desviar a linha depois de Alvações para a margem direita do rio Corgo, seguindo a sul de Vila Maior e acompanhando a auto-estrada por baixo, num viaduto. :) A linha passaria perfeitamente ao lado da estrada EM-313, como o entroncamento directo na linha do Douro ocorreria ainda antes de cruzar a ponte da foz do rio Corgo. Assim, estava modernizado a linha Vila Real/Peso da Régua que era mais adequado para viagens regionais, e como um comboio urbano de Vila Real.

Como a linha passava em via larga, com a possibilidade de electrificação, a viagem seria reduzida para cerca de 20/25 minutos com velocidade máxima de 80 km/h. :cheers:

Outra alternativa mais radical era escolher outro trajecto que não seguisse o vale do rio Corgo (o que podia provocar algum desacato popular), mas aí a entrada do comboio na Régua seria pelo lado ocidental virado na direcção para este. A via subia paralelamente a Rua da Lousada, verificando que passava ao lado de terriolas como Lobrigos e Quinchosos, mas se fosse a direito podia abrir um apeadeiro em Santa Marta de Penaguião e seguia a direito, abrindo alguns pequenos túneis até Cumieira, donde passava por um viaduto grande sobre uma ribeira com um grande desnível para os lados de Silhão. Nova estação em Parada de Cunhos, e finalmente alcançava a estação de VIla Real-A que entroncava com a hipotética linha de Trás-os-Montes. :cheers:

A primeira opção era uma rectificação do actual traçado, enquanto que a segunda permitiria uma viagem Régua/Vila Real em cerca de 15 minutos, atingindo os 100 km/h, como servia terras com maior população que a linha actual :lol:, mas serviria a mesma como comboio urbano de Vila Real... :)

Aguardo os vossos comentários...
 

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^^

A modernização da linha do Corgo será sempre complicada... e neste caso a segunda opção, melhor à partida tem o senão de como é dito entra na Régua virada a este... a não ser que se deslocasse a principal estçaõ da régua para oeste... Ainda assim haveria a linha do Corgo prever não só a reposição do canal a norte de Vila Real na direcção de Chaves (e Verín) como também a transposição do Douro e a ligação a Lamego/Viseu/Coimbra.

A médio prazo, Vila Real deverá ter uma ligação directa a Amarante exigindo a construção de um túnel ferroviário com pelo menos 10 km de extensão (pode variar entre 6 a 12 km, consoante o percurso), e aí a nova linha seguia de Amarante a uma concordância com Penafiel (ligando a Linha do Douro, com pelo menos uma via extra para os comboios intercidades, e aí seguia para Ermesinde e Campanhã) e outra para Guimarães e Braga.
Claro que depois de Vila Real prolongar-se-ia até Murça, Mirandela, Maçedo de Cavaleiros e Bragança com ligação a Zamora.
Concordo em quase tudo... e não em tudo porque acho que haveria uma melhor opção. De Mirandela a ligação a Bragança seria um ramal e a principal linha seguiria na direcção de Zamora pelo trajecto mais curto via Mogadouro e Miranda.
 

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Autarcas pressionam Governo para obras nas ferrovias
por JOSÉ ANTÓNIO CARDOSO06 Julho 2009

Atrasos no arranque das obras preocupam as populações servidas pela Linha do Corgo, encerrada desde Março. O comboio é necessário, protestam. Refer garante que obras vão avançar.

Os autarcas de Vila Real, Régua e Santa Marta de Penaguião pediram na semana passada explicações ao Governo e à Refer sobre oatrasos no início dos trabalhos de reabilitação da Linha do Corgo, encerrada desde Março para reabilitação. Temem que as obras, previstas para este mês, se atrasem mas a resposta oficial foi que estão em curso estudos e que os trabalhos arrancam em breve.

O calendário estabelecido entre os autarcas e a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, no passado dia 30 de Março no Governo Civil de Vila Real definiu que seriam efectuados estudos preliminares em Junho nos 26 quilómetros de ferrovia e que a empreitada das obras começaria em Julho com conclusão em Setembro de 2010.

Noticias em contrário circularam durante a semana passada, apontando que as obras seriam adiadas devido à falta de verba por parte da Refer para compra de material e que deixaria para 2011 a reabertura da linha. Por isso, os três autarcas, Manuel Martins (Vila Real), Francisco Ribeiro (Santa Marta de Penaguião) e Nuno Gonçalves (Peso da Régua) reuniram tendo decidido questionar a Secretaria de Estado dos Transportes e a Refer sobre o cumprimento ou não do calendário acordado.

Para Francisco Ribeiro, a preocupação com um possível atraso nas obras advém do facto de "a freguesia de Alvações do Corgo precisar do comboio, dado que é o transporte mais viável e seguro para a população".

O autarca penaguiota está também apreensivo com a altura das vindimas e de Inverno, dado que o transporte alternativo ao serviço das populações (autocarro) irá ter muitos problemas dada a intensidade do trânsito de pesados. Nalguns pontos a estrada não possibilita o cruzamento de duas viaturas e a formação de gelo que poderá por em perigo a circulação de passageiros porque "em muitos locais do percurso a estrada é marginada por ravinas de muitos metros".

Para o autarca reguense Nuno Gonçalves, foi dado "o beneficio da dúvida ao Governo". "Assumi peran- te a população que tudo iria decorrer com o que nos prometeram e se agora não cumprirem expressarei toda a minha revolta junto dos governantes." "No entanto acredito que a secretária de Estado irá cumprir a sua palavra mas é urgente que, juntamente com a Refer, assine um compromisso de que tudo irá decorrer como planeado, pois não aceito mais demoras nem adiamentos", disse ao DN.

Manuel Martins, presidente da Câmara de Vila Real, foi quem teve a iniciativa da reunião dos três autarcas onde relembrou que já em Março tinha exigido à secretária de Estado Ana Vitorino, um compromissos por escrito em relação ao inicio e fim das obras

Na altura do encerramento da Linha do Corgo, Manuel Martins afirmou concordar com o encerramento da via por tempo determinado, mas se o Governo não cumprisse a promessa de reabertura na altura indicada seria o primeiro a saltar para a linha levando atrás de si o povo em protesto contra o não cumprimento do acordo.

José Borges, presidente da Junta de freguesia de Ermida, é dos mais cépticos em relação ao cumprimento das promessas do Governo quanto à reabertura da linha do Corgo. Afirmou ao DN qu apesar de ter sido eleito nas listas do PS não acredita neste Governo, "pois não cumpre as promessas": "Estou desgostoso, não acredito na sua politica e estou arrependido do o ter apoiado."

Acrescentouainda o autarca: "Não temos comboio e não acredito que volte. Não é só a falta do transporte ferroviário, é também o problema das estações. Agora na estrada, que é muito perigosa, não temos qualquer abrigo em dias de calor ou frio."

DN
 

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Eu acho piada é que a obra ainda nem está atrasada (duvido muito que não vá atrasar, mas até agora o "início em Julho" ainda não foi quebrado). Eles é que já se estão a queixar por adiantado. :colgate:
 

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Concordo porque raio o litoral é menos prejudicado que o interior, as pessoas do interior têm os mesmos direitos qua as pessoas do litoral.
As densidades populacionais também são diferentes, mas não podemos esquecer o interior!
 

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Discussion Starter · #12 ·
As obras já começaram nas duas linhas.
Finalmente! Pelo menos fazem alguma coisa. :eek:kay:
Mas sem a mudança da bitola para via larga, acaba por desbaratar um pouco a intenção da obra porque a população de Amarante quer ir para o Porto sem mudar de comboio! :nuts:

Como eu tenho aqui explicado até mostrei dois ou três possibilidades para efectuar a mudança da bitola, sem ocorrer grandes alterações no traçado. :)
 

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REFER está quer reajustar funcionamento da linha do Corgo às necessidades das populações


Vila Real, 12 Nov (Lusa) - A Rede Ferroviária Nacional (REFER) está a efectuar um estudo junto das populações servidas pela linha do Corgo, entre Vila Real e Régua, para reajustar o seu funcionamento às necessidades dos passageiros, quando reabrir em 2011.

A ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou encerrar os 26 quilómetros da linha do Corgo a 25 de Março por falta de condições de segurança, detectadas na sequência do inquérito da REFER aos acidentes ocorridos na linha do Tua.

Depois de uma primeira fase em que foram arrancados os carris da via, a REFER termina sexta-feira um inquérito às populações servidas pelo comboio do Corgo.



Será para as necessidades dos passageiros???


Vamos ter a esperança que sim!
 

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REFER está quer reajustar funcionamento da linha do Corgo às necessidades das populações
Vila Real, 12 Nov (Lusa) - A Rede Ferroviária Nacional (REFER) está a efectuar um estudo junto das populações servidas pela linha do Corgo, entre Vila Real e Régua, para reajustar o seu funcionamento às necessidades dos passageiros, quando reabrir em 2011.
A ex-secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, mandou encerrar os 26 quilómetros da linha do Corgo a 25 de Março por falta de condições de segurança, detectadas na sequência do inquérito da REFER aos acidentes ocorridos na linha do Tua.
Depois de uma primeira fase em que foram arrancados os carris da via, a REFER termina sexta-feira um inquérito às populações servidas pelo comboio do Corgo.
Será para as necessidades dos passageiros???
Vamos ter a esperança que sim!
sejamos pessimistas : o inquérito vai mostrar que as necessidades das populaçoes justificam a nao-rabertura da linha. E, milagre, acontece que os carris jà foram removidos!! Que coincidência!!! Ou melhor, que boa antecipação do poder politico, muito conveniente de facto!!
sejamos ainda mais pessimistas : o estudo da REFER vai mostrar que o que se justifica é sim a recuperação do canal ferroviario para convertê-lo em canal rodoviario potênciando a criação do IC 1284 com perfil 2x3 vias alargavel facilmente para 2x5.
 

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sejamos pessimistas : o inquérito vai mostrar que as necessidades das populaçoes justificam a nao-rabertura da linha. E, milagre, acontece que os carris jà foram removidos!! Que coincidência!!! Ou melhor, que boa antecipação do poder politico, muito conveniente de facto!!
sejamos ainda mais pessimistas : o estudo da REFER vai mostrar que o que se justifica é sim a recuperação do canal ferroviario para convertê-lo em canal rodoviario potênciando a criação do IC 1284 com perfil 2x3 vias alargavel facilmente para 2x5.
Eheheheheh, acordámos com a veia pessimista a latejar fortemente! :D
 

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Arucard, não esquecer que as curvas estão lá, não apenas para contornar elevações maiores mas também para permitir ganhar altitude com a distância percorrida.

Deixa-me dar-te uma sugestão: as regras de projecto alemãs há muitos anos que limitam a 12,5‰ os gradientes, excepto em linhas exclusivas para os ICE. Tenta projectar desta forma a linha e o túnel.
 

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in "Jornal de Notícias"


Obras paradas da linha férrea inquietam edis


Autarcas de Vila Real, Santa Marta de Penaguião e Régua temem derrapagem no prazo da empreitada


Os autarcas dos concelhos servidos pela Linha do Corgo estão preocupados. As obras de remodelação da via estão paradas e não sabem quando vão recomeçar. Foram a Lisboa fazer perguntas ao Governo, mas não trouxeram respostas que os sosseguem.


A via-férrea que liga Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião e Vila Real deveria reabrir até ao final de 2010.:lol: A promessa foi feita em Julho do ano passado, pela anterior secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, durante a cerimónia de consignação da primeira fase das obras, em Vila Real, onde também anunciou que a empreitada iria custar 23,4 milhões de euros.


A primeira fase está concluída desde o fim do ano passado. Ao longo dos 26 quilómetros da via foram levantados os carris e travessas, bem como corrigida e beneficiada a plataforma. As seguintes fases, sem data para começar, prevêem a colocação dos novos carris e travessas, e a beneficiação de estações e apeadeiros.


Sem ver andamento nas obras e com os meses a passar, os presidentes das câmaras da Régua, Santa Marta e Vila Real puseram-se a caminho da capital e pediram boas-novas ao secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia Fonseca. "Viemos quase como fomos e até cheguei um pouco triste", lamentou-se o autarca penaguiota, Francisco Ribeiro, perante a única promessa do governante, de que se iria inteirar do assunto e em breve os poria a par da situação.


Se da tutela não houve qualquer informação que sossegasse os autarcas, da Refer o JN ainda não conseguiu obter qualquer resposta sobre a situação das obras e o seu futuro. Os presidentes de Câmara vão agora tentar bater também à porta da Refer e da CP para ver se de lá vem alguma informação. E vão pedir ao governador civil de Vila Real para que se empenhe no processo, não estando fora de hipótese pedir uma reunião com o ministro das Obras Públicas.


Francisco Ribeiro deixa claras duas coisas. Primeiro: "Não andamos aqui a brincar". Segundo: "Há um compromisso com as populações e não abdicamos dele". Lembra que o Governo ficou de os informar sobre o andamento das obras e de criar uma comissão de acompanhamento, da qual fariam parte os autarcas, e "nada foi feito". Daí a reunião em Lisboa. "Infelizmente nada nos disseram".


E é o silêncio que mais parece incomodar os autarcas, pois estando há anos nestes cargos, sabem que, às vezes, quando dependem de várias vontades, os prazos são difíceis de cumprir. "No entanto, não vamos calar-nos e estaremos atentos, na defesa intransigente dos nossos interesses. Se os responsáveis do Governo disseram à nossa frente que aquilo é para andar, agora não terei cara para dizer ao povo o contrário. Espero que a honestidade não seja posta em causa". É assim, peremptório, que Francisco Ribeiro aceita que a actual situação económica do país manda apertar o cinto, porém, nota que "esperar mais um mês ou mais meio ano não é a mesma coisa que esperar o resto da vida".
 
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