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A Delta está lá desde que me lembro quem sou. Sempre tiveram instalações e em funcionamento, entre a Fábrica da Nacional e a Manutenção Militar
 

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Discussion Starter · #26 ·
A Mercedes-Benz.io, o hub de inovação digital da multinacional alemã, vai instalar-se no Hub Criativo do Beato e vai instalar-se no campus da Factory - organização que gere um dos maiores campus para startups e empresas tecnológicas da Europa e uma das primeiras entidades parceiras anunciadas para o novo pólo criativo da cidade, criado pela Câmara Municipal de Lisboa e gerido pela STARTUP LISBOA.

O anúncio, acompanhado de visita ao espaço já em obras e apresentação dos projetos arquitectónicos, foi feito no passado dia 12 de julho, pelos responsáveis das duas entidades - Alexandre Vaz, CEO da Mercedes Benz IO, e Jeremy Bamberg, CEO da Factory Lisbon, com as presenças do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, do vice-presidente, Duarte Cordeiro, e do diretor da Startup Lisboa, Miguel Fontes.

A Mercedes-Benz.io espera atrair mais de 200 talentos para o seu novo escritório, ocupando cerca de 2.000 metros quadrados do projeto de um total de 12.000 metros quadrados pertencentes à Factory Lisbon e que correspondem à Fábrica de Massas e da Bolacha, duas das unidades inseridas nos 18 edifícios que compõem o complexo industrial da antiga Manutenção Militar.

Na ocasião, a Factory Lisbon revelou os planos para aquele que será um dos aspectos mais distintivos do seu campus – onde estão previstos mais de 700 postos de trabalho (maioritariamente de startups) -, a abertura ao público de um “miradouro-jardim na cobertura, que com cerca de 2000 metros quadrados, uma distância quase do cumprimento de dois campos de futebol, que permitirá a criação de áreas de estar, realização de eventos, lounge e fitness”.

O objetivo da Factory para o parque, cuja abertura está prevista para o verão de 2019, é que esteja aberto ao público “desde o amanhecer até o anoitecer”, e que seja simultaneamente, indo ao encontro daqueles que são desde sempre os objetivos do projeto da autarquia e da Startup Lisboa, uma “homenagem à vida industrial passada no local enquanto antiga fábrica das massas e da bolacha das forças armadas portuguesas. Uma viagem pelo telhado permitirá que todos os visitantes “mergulhem” na notável história do edifício, com silos de grãos, sistemas de controle e outras máquinas industriais recuperadas, juntamente com uma paisagem viva, composta principalmente de vegetação local.”

Os ateliês de arquitetura de Berlim de Julian Breinersdorfer e Loescher & Boeckmann, que trabalharam em projetos anteriores da Factory, desenvolveram o conceito arquitetónico do prédio juntamente com a José Baganha & Arquitectos Associados de Lisboa.

 

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Discussion Starter · #27 ·
O Hub Criativo do Beato, projeto concebido e gerido pela STARTUP LISBOA, inicia uma das mais importantes fases da sua existência: o arranque do processo de obras! Iniciou-se a reabilitação de infraestruturas e espaços públicos, obras a cargo da Câmara Municipal de Lisboa e, a reabilitação dos primeiros edifícios, a Fábrica de Massa e a de Bolacha, entregues à Factory Lisbon - um total de 12.000 metros quadrados. Aqui a Factory vai inaugurar o seu primeiro espaço em Lisboa. Este campus vai ainda contar com a presença do novo centro de inovação digital da Mercedes-Benz, a Mercedes-Benz.io . Prevê-se a conclusão dos trabalhos da Factory Lisbon em meados de 2019.

 

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Discussion Starter · #30 ·
A revista ADVOCATUS veio conhecer os bastidores do Hub Criativo do Beato. José Mota Leal, o nosso project manager, fez uma visita guiada explicando o papel da STARTUP LISBOA enquanto entidade responsável pela estratégia, implementação e gestão do projeto. Uma obra desta envergadura implica contar com os parceiros certos, e a Macedo Vitorino & Associados é o braço jurídico que diariamente alicerça o futuro do HCB.

 

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Tanto o 781 como o 782 são das melhores carreiras da Carris, aquilo que deveria existir e prometido no plano de 3 anos da Carris - corredores de alto desempenho.

De notar que infelizmente os horários dessas carreiras têm sofrido cortes sucessivos na última década, sendo hoje um vazio as deslocações ao fim-de-semana, sobretudo ao sábado de manhã, 1 delas podia funcionar.
 

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Funcionam porque a CML nunca estragou muito o corredor junto ao Rio.

Mas estou convencido que o que vai desenhando naquela zona vai piorar os tempos dessas carreiras.
 

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E os transportes públicos? Estão assegurados? Ou é mais um desfilar de transportes privados para aquela zona?

:lol::lol::lol: O que é que achas? Com base em todos os exemplos das excelentes autarquias deste país e em particular da de Lisboa, a solução será obviamente uma, o automóvel. Ah e umas bicicletas para ficar bem na fotografia. E pode ser que daqui a uns 5 anos aumentem a frequência dos autocarros que ainda passam por aí. E dentro de 10 anos, com sorte, o eléctrico 15 poderá então finalmente passar por essa zona, quando estiver tudo de pantanas forrado de automóveis por todos os buracos disponíveis...... e autarquia se queixar de que precisa reduzir a poluição por causa das multas de Bruxelas ( não é pelo bem estar da população).


Afinal expandir uma linha de eléctrico é muito complicado, mas adjudicar uma autoestrada aos amigos empreiteiros é algo fácil e rápido!
 

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Discussion Starter · #40 ·
FACTORY LISBOA: IMAGEM INDUSTRIAL COM APONTAMENTOS DE CONTEMPORANEIDADE


O arquitecto português José Baganha, juntamente com o atelier alemão de Julian Breinersdorfer e Loescher & Boeckmann, são os arquitectos responsáveis pelo Factory Lisboa, o projecto de revitalização urbana, desenvolvido em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, e o Startup Lisboa que vai instalar-se no Hub Criativo do Beato, com data de abertura prevista para o Verão de 2019. O conceito é da responsabilidade do Factory, que já conta com três espaços similares em Berlim.
Em entrevista ao CONSTRUIR, José Baganha desvendou os grandes desafios do projecto que vai ocupar duas antigas instalações de produção de alimentos para as forças militares e navais portuguesas.

Quais os grandes desafios que este projecto apresentou?

José Baganha: Trata-se de um edifício que possui uma “carga” muito significativa para a nossa memória colectiva. O grande desafio consiste em dotar aqueles espaços de tudo o que há de mais actual em matéria de conforto e infra-estruturas preservando essa memória. E isso passa também por manter uma imagem de edifício industrial, desactivado, muito em voga actualmente, com apontamentos de contemporaneidade nos sistemas de acesso, pelo exterior, nos detalhes, nos equipamentos ou nas caixilharias, por exemplo.
Para além disto – que não é pouco -, temos que fazer tudo em muito pouco tempo. A pressão é enorme.

O Campus pretende ligar o público à comunidade que vai residir no edifício, mas também à história e ao espaço. De que forma a arquitectura vai contribuir para este objectivo?

Desde logo, o espaço da antiga Manutenção Militar – o “Campus”, como diz – será aberto à cidade. Alguns muros e vedações desaparecerão. Para além disso, o edifício integrará espaços de eventos culturais, cafetaria, restaurante e um miradouro de dimensões fora do comum no terraço da cobertura, entre outros que contribuirão para uma fruição diversificada dos espaços. Tudo isto conservando a imagem, a tipologia desta antiga fábrica. Serão até integrados alguns dos equipamentos de produção e silos já desactivados.


Como tem sido a parceria com o atelier alemão de Julian Breinersdorfer?

A parceria tem sido óptima. Temos aprendido muito. Eles são altamente criativos e simultaneamente exigentes no rigor e na qualidade. A sua experiência em projectos semelhantes – que desenvolveram noutras paragens – também ajuda muito.
A adaptação desses projectos criativos à nossa realidade legal/construtiva nem sempre é fácil, mas temos funcionado como uma verdadeira equipa e isso ajuda muito.

Este é um projecto que pretende contribuir também para a requalificação da zona. O que vai ganhar a zona do Beato com este novo Campus?

Em primeiro lugar, destaca-se uma vantagem evidente que decorre do facto do espaço e os seus diferentes edifícios estarem a ser qualificados e integrados no tecido urbano mantendo as suas principais características. Depois, espera-se que a diversidade de usos e também a qualidade e quantidade de pessoas que um empreendimento desta natureza sempre trás arraste outras actividades e, assim, contribua fortemente para a revitalização desta área da cidade.

Fonte: http://www.construir.pt/2018/09/18/factory-lisboa-imagem-industrial-com-apontamentos-de-contemporaneidade/
 
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