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^^

Já começaram...

O Hub Criativo do Beato, projeto concebido e gerido pela STARTUP LISBOA, inicia uma das mais importantes fases da sua existência: o arranque do processo de obras! Iniciou-se a reabilitação de infraestruturas e espaços públicos, obras a cargo da Câmara Municipal de Lisboa e, a reabilitação dos primeiros edifícios, a Fábrica de Massa e a de Bolacha, entregues à Factory Lisbon - um total de 12.000 metros quadrados. Aqui a Factory vai inaugurar o seu primeiro espaço em Lisboa. Este campus vai ainda contar com a presença do novo centro de inovação digital da Mercedes-Benz, a Mercedes-Benz.io . Prevê-se a conclusão dos trabalhos da Factory Lisbon em meados de 2019.

 

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Lisboa investe 20 milhões para criar empregos qualificados no Beato

Autarquia ambiciona prolongar o trajeto do elétrico número 15 para, no futuro, alcançar o Parque das Nações.

A Câmara de Lisboa está apostada em transformar a zona do Beato num polo de inovação. Em 2016, a autarquia adquiriu um edifício pertencente a um complexo militar desativado, localizado naquela área, tendo pago mais de sete milhões de euros. É aí que está a nascer o Hub Criativo do Beato, que vai ser a casa de várias empresas tecnológicas. Mas a Câmara quer ir ainda mais longe e ficar também com a ala norte deste complexo, que tem uma dimensão superior quando comparada com a que está a ser reabilitada, a sul. “Estamos muito contentes com o desenvolvimento que o Hub [Criativo do Beato] está a ter. Tem vários projetos de referência”, diz Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

“Estamos a fechar os últimos acordos para o desenvolvimento daquela área; teremos em breve boas notícias. Estamos a iniciar uma segunda parte desta tarefa, que passará pela negociação da ala norte da manutenção militar. É uma área cerca de três vezes superior à que estamos a trabalhar neste momento, e que será transformadora de toda a zona”.

Para tal, a cidade está disponível para abrir os cordões à bolsa, devendo a fatura ser superior à que foi paga há dois anos. “Estamos a desenvolver o processo com o governo, com o Ministério das Finanças e da Defesa. Já sinalizámos a nossa vontade. Há vontade também do governo em que possamos avançar para esta solução. Contamos ao longo do próximo ano fechar esse acordo. Entre a aquisição da ala sul e da ala norte, a Câmara irá despender cerca de 20 milhões de euros para a aquisição dos espaços”.

Esta zona mais a norte vai ter espaços para empresas, serviços e startups, mas não só. “Ainda não está fechado o modelo relativamente à ala norte. Está mais atrasado; temos estado mais concentrados em fechar a ala sul para podermos dar essa dimensão por encerrada. A ala norte é diferente”, nota, acrescentando que já existe no local um teatro de grandes dimensões, uma creche e uma zona de quinta. “É uma zona menos compacta [do que a onde está a nascer o Hub do Beato] e mais aberta, que terá um programa próprio mas que queremos que funcione em conjunto e integrada” com o que já está a ser preparado com o Hub Criativo.

Aliás, o modelo de negócios para a exploração vai ser semelhante ao aplicado no Hub: os espaços vão ser alugados e o investimento na requalificação dos mesmos, que será feito pelas entidades que os ocupem, será a forma de pagamento.

Contudo, um dos problemas daquela zona da capital são as acessibilidades. O autarca não esconde que atualmente o Beato “não está muito bem servido” no que a meios de transporte diz respeito, mas “vai estar” no futuro. “O nosso objetivo a médio prazo é fazer o prolongamento da linha do elétrico, do 15, que neste mandato vai ser prolongado até Santa Apolónia. Queremos ainda, neste mandato, começar a dar o passo de levar o 15 até ao Parque das Nações. Passar a ter um sistema de elétrico rápido, ou metro de superfície, na nova composição. Em segundo lugar, fazer a ligação entre o apeadeiro de Marvila – que está hoje muito subutilizado – com um acesso pedonal e ciclável bastante fácil ao Hub do Beato, que vai dar uma acessibilidade à zona que hoje não tem”.

Com estas alterações, o autarca não tem dúvidas de que, no futuro, o Beato será sinónimo de mão-de-obra qualificada e de uma nova vida. “Daqui a poucos anos vamos ter ali milhares de postos de trabalho, um sistema de acessibilidades novo, um sistema de circulação novo, com mais oportunidades para o comércio local e toda a vivência na zona. Vai haver uma grande transformação urbana”.

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt/web-summit-2018/lisboa-investe-20-milhoes-para-criar-empregos-qualificados-no-beato/?fbclid=IwAR34mbKsKl86KFFO1htG8iMP0YFgIEHYoRpyUDkLuIO7XCX1ci7X9crbwL4
 

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Abertas as candidaturas para projetos de restauração e comércio no Hub Criativo do Beato

Até 21 de dezembro, a Startup Lisboa está a receber candidaturas de projetos de restauração, cafetaria, bar e outros serviços como mini-mercado e loja de conveniência para o Hub Criativo do Beato.


A Startup Lisboa, entidade que gere o Hub Criativo do Beato (HBC) — um dos maiores hubs de empreendedorismo na Europa–, iniciou esta quarta-feira o processo de seleção para os novos conceitos de restauração e comércio, que vão ocupar uma área de 1.500 metros quadrados.

O concurso, cujas propostas podem ser enviadas até 21 de dezembro, destina-se a projetos relacionados com restauração, cafetaria, bar e outros serviços como mini-mercado e loja de conveniência. O importante, diz a incubadora de empresas em comunicado, é que sejam serviços “que garantam diversidade, inovação e que respondam às necessidades do público e da comunidade envolvente do novo hub”.

Os espaços que estão a concurso são dois edifícios históricos da antiga Fábrica da Manutenção Militar: o Edifício da Fábrica das Carnes e a Oficina Auto e Edifício Administrativo. A cedência destes espaços, diz a Startup Lisboa, prevê que seja o próprio promotor a investir na “requalificação, implementação e gestão”, sendo o investimento “amortizado na renda mensal”. Depois de dez anos de cedência, a utilização do espaço renova-se automaticamente por mais cinco anos até ao limite máximo de 25 anos.

O concurso divide-se em duas fases: após o período de entrega das propostas, é feita uma primeira avaliação das candidaturas, tendo por base critérios como a adequabilidade, a qualidade do projeto, a valorização do património e o perfil dos promotores. De seguida, as melhores propostas terão que fazer uma apresentação presencial a um júri e o vencedor passa à fase de negociação. “O objetivo é que o projeto do operador/promotor esteja em funcionamento até ao final de 2019“, acrescenta a Startup Lisboa.

Segundo José Mota Leal, da Startup Lisboa e gestor do projeto do HCB, “o objetivo é oferecer um leque de serviços adequados, que respondam não só a todos os que irão trabalhar no HCB, mas que também sejam suficientemente atrativos para se tornarem rapidamente uma referência na cidade de Lisboa”.

A Startup Lisboa é uma incubadora que já captou algumas empresas como a Factory Berlin, uma das maiores incubadoras europeias, a Mercedes-Benz, o grupo Super Bock e os escritórios da Web Summit.

Fonte: https://observador.pt/2018/10/31/abertas-as-candidaturas-para-projetos-de-restauracao-e-comercio-no-hub-criativo-do-beato/?fbclid=IwAR25kP2QlzUDAYQmd1Y3gv9lcEaDQNuxtHZrN1vmU-U3yGiGyhlZQLouoPo
 

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Contudo, um dos problemas daquela zona da capital são as acessibilidades. O autarca não esconde que atualmente o Beato “não está muito bem servido” no que a meios de transporte diz respeito, mas “vai estar” no futuro. “O nosso objetivo a médio prazo é fazer o prolongamento da linha do elétrico, do 15, que neste mandato vai ser prolongado até Santa Apolónia. Queremos ainda, neste mandato, começar a dar o passo de levar o 15 até ao Parque das Nações. Passar a ter um sistema de elétrico rápido, ou metro de superfície, na nova composição. Em segundo lugar, fazer a ligação entre o apeadeiro de Marvila – que está hoje muito subutilizado – com um acesso pedonal e ciclável bastante fácil ao Hub do Beato, que vai dar uma acessibilidade à zona que hoje não tem”.

Certo... nada de colocar mais carreiras de autocarros, ou melhorar a cadencia e a fiabilidade dos que existem... vamos esperar pelas obras em Santa Engracia, perdao Apolonia (E' perto! E' um engano comum!) para levar para la' o 15E, e entretanto o pessoal que faca os 1.000m entre o apeadeiro de Marvila e o HCB a pe' ou de trotinete...

Mais vale dizer que vao ter um parque de estacionamento exclusivo para a Uber...
 

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Havia um antigo canal ferroviário que podia ter usado para eletrico rápido, mas a CML resolveu desmantelar.

Agora volta com a conversa do E15...Medina vintage
 

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Discussion Starter · #58 ·
Do Beato para o mundo. Hub digital da Mercedes já ligou o taxímetro

Mercedes e Daimler estão a transformar Lisboa num hotspot digital. As empresas mudam-se para o Beato para prestar serviços premium, que vão da venda do carro, ao desenvolvimento de plataformas para táxis, carros partilhados, autónomos e elétricos.


Esta é uma história com final feliz, mas que começou com um “não”. Alexandre Vaz, atualmente Managing Director da Mercedes Benz.io Portugal, hub de inovação digital da multinacional alemã, começou por "namorar" a marca das estrelas de três pontas com o intuito de “vender uma startup de marketing digital” da qual era CEO.

“Tive uma conversa com o responsável de marketing digital a nível mundial. Esteve comigo há dois anos na Web Summit e disse-me que queria abrir um hub fora da Alemanha para o desenvolvimento digital”, recorda. “Falhei totalmente porque não consegui vender a minha empresa (Liquid Data Intelligence)”, assume.

Não vendeu, mas não falhou. “Sem estar à espera, fui surpreendido e, um tempo depois, convidaram-me para abrir o hub. Não podia abrir mão de um desafio destes”, diz, sorridente, Alexandre Vaz, formado em Engenharia e Gestão Industrial pelo Instituto Superior Técnico e com um MBA da Universidade Nova de Lisboa.

Estávamos em maio de 2017 e estava dado o segundo passo da Mercedes (e da Daimler) em Portugal, escolhendo Lisboa como centro digital da marca. Antes, em julho de 2016 já tinha instalado o centro de serviços Network Assistance Center, que, a partir de Portugal, dá apoio técnico e nos processos de pós-venda à rede de oficinas da marca automóvel na Europa.

A “Autoeuropa do digital” assim apelidada na altura pelo então secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, foi criada “para internalizar os conhecimentos técnicos digitais da empresa que estavam a ser desenvolvidos por empresas externas”, num primeiro momento, a que se seguiu a construção das “plataformas de estruturas digitais futuras”, vincou o responsável máximo da Mercedes Benz.io Portugal, nova designação do hub.

Construindo “tudo o que é a plataforma de marketing e vendas da Mercedes”, diz que o hub atua em duas áreas a que correspondem dois projetos: “Temos o website – OneWeb – que está presente em mais de 100 países (onde está a Mercedes), mas que na verdade é uma plataforma que tem lá dentro diferentes produtos, como sejam a marcação de test drive, procura de carros novos ou usados” da marca alemã, assinalou. “Todos os países têm bases de dados diferentfes e o desafio é uniformizar tudo e construir a plataforma de futuro”, conta. A segunda aérea está assente na “plataforma de e-commerce, venda de carros online novos e usados e peças”, continuou.

Dos carros das três estrelas, aos smart, passando pelos táxis e carros partilhados

Relembrando que “hoje em dia ninguém pode ser conservador num mercado que está a mudar tão rapidamente”, avisou que “uma Mercedes ou uma Daimler, é muito mais do que as pessoas pensam”. E nesse muito mais entra a “Smart, a My Taxi (plataforma de táxis) e a Car2Go (car sharing), sendo que esta última irá fazer uma fusão com a Drive Now (car sharing da BMW)”, fusão que recebeu, no passado dia 8, luz verde da Comissão Europeia (Direção-Geral da Concorrência) para a consolidação dos serviços de mobilidade, onde se inclui os carros partilhados.

“Mais que um fabricante de automóveis premium, a Mercedes-Benz e a Daimler vão transformar-se num prestador de serviços de mobilidade premium. Ir de A a B de Mercedes, Smart, táxi ou com car sharing, sempre no mesmo segmento”, diz Alexandre Vaz, resumindo assim a ambição da empresa.

“Por agora, a Mercedes-Benz. io está mais focada nos carros da marca Mercedes e a tentar construir esta primeira camada”, disse. Depois, com um futuro cada vez mais digital, dará seguimento à estratégia C.A.S.E.: “Connected”, “Autonomous”, “Shared & Services” e “Electric Drive”, antecipando uma mudança com os carros elétricos e autónomos. Em relação aos serviços que podem prestar, “o céu é o limite”, seja em “trabalho ou entretenimento”, explicou, adiantando que a criação de aplicações ligadas aos automóveis da marca alemã e o desenvolvimento de tecnologias para a condução autónoma servem de exemplos de tarefas realizadas a partir de Lisboa para o mundo.

Um táxi dos anos 60 como centro de emprego

Atualmente a empresa emprega "cerca de 65 pessoas” e deverá fechar o ano com “90” e atingir, em 2019, “as 140”, estima Alexandre Vaz numa conversa que decorreu dentro de um Mercedes dos anos 60 vestido de táxi, automóvel como dono português e que serviu de centro de recrutamento durante a Web Summit 2018. “80 % dos programadores são portugueses, mas queremos os melhores programadores, venham de onde vierem”, assegurou. Durante três minutos, contabilizados por um taxímetro, todo e qualquer interessado à procura de emprego tinha a oportunidade, em plena feira de tecnologia, de explicar ao recrutador as razões pelas quais deveria ser escolhido.

Mas os “recrutas” não têm só saída com os carros. Também os camiões alemães entraram recentemente em Lisboa com a Tech & Data Hub, sendo a terceira lança da multinacional alemã em Portugal. “É uma empresa separada que fará o mesmo que fazemos”, explicou Alexandre Vaz, acrescentando que esta irá apostar na inovação e serviços digitais no setor dos veículos comerciais, de camiões e autocarros, com a qual “teremos uma colaboração estreita”, garantiu.

No Beato entre o centro de Lisboa e o aeroporto com vista para o mundo

Temporariamente localizados no Second Home no Cais do Sodré, em Lisboa, a Mercedes-Benz.io vai funcionar, a partir de meados de 2019, no hub Criativo do Beato, polo criativo da cidade, criado pelo Município de Lisboa e pela Startup Lisboa, e um dos maiores campus para startups e empresas tecnológicas da Europa. Será uma das primeiras ocupantes do espaço da antiga manutenção militar com o Factory Lisbon a ocupar os edifícios da fábrica de massas e da bolacha daquela infraestrutura. “Ficaremos a curta distância do centro de Lisboa e perto do aeroporto, num espaço que não estava explorado”, regozijou.


O tempo da conversa com Alexandre Vaz foi muito além dos três minutos. Tempo suficiente para um último comentário sobre o Mercedes que serviu e continuará a servir de sala de recrutamento. Estávamos a falar de tecnologia e mundo digital, mas olhando para o clássico à nossa frente foi lapidar. “Este carro dos anos 60, têm que ficar como está, os carros têm as suas eras e era crime mexer”, sorri, deixando uma nota final de “lamento” por ter vendido o “Mercedes de 1979” de que foi proprietário.

The Next Big Idea é um site de inovação e empreendedorismo, com a mais completa base de dados de startups e incubadoras do país. Aqui encontra as histórias e os protagonistas que contam como estamos a mudar o presente e a inventar o que vai ser o futuro. Veja todas as histórias em www.thenextbigidea.pt

Fonte: https://24.sapo.pt/tecnologia/artigos/do-beato-para-o-mundo-hub-digital-da-mercedes-ja-ligou-o-taximetro?fbclid=IwAR1OqFOwSGzaeXjW7IUiTyABmEpWylsbGGyAjzNTC0UR72BAjWJCDoDuZ84
 
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