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Mouraria: ainda há quem acredite na reabilitação

25.06.2008

O popular e histórico bairro da Mouraria já passou por várias tentativas de reabilitação do património - mas todas falharam

São edificações antigas, encravados numa das sete colinas, mais exosqueletos que casas, com chapéu de zinco e poleiro de pombos. Nas Gralhas, é do dois ao sete: prédios descarnados até ao miolo com a ruína suspensa pelas escoras ferrugentas que lhes alfinetam as entranhas. "Isso está aí há 30 anos", atira Georgete Germano, de 70 anos, por entre as grades da porta do seu rés-do-chão. Está ali e está por toda a Mouraria, coração de Lisboa e berço do fado. Ruína, ferrugem, despojos. Beco a beco, rua por rua, cabeças espreitam dos edifícios com queda adiada pelas ossadas de ferro. A câmara tenta acudir à Mouraria, tenta reabilitá-la. Será desta? Logo se saberá após a reunião do executivo lisboeta.

E os prédios com mais marcas são os prédios de marca, graceja Nuno Franco, 49 anos, com um esgar que lhe carrega a ironia. De indicador em riste vai fazendo círculos imaginários à volta das lajes luzidias estampadas algures por entre a sujidade e as rachas da maioria dos prédios enfermiços. "C-M-L, Câmara Municipal de Lisboa", lê em voz alta aquele morador, antes de caçar numa das varandas o epitáfio de uma reabilitação camarária que em 2006 acabou prematuramente. "Era como se enviasses os convites de aniversário para todos os teus amigos e depois não houvesse festa."

Haver, houve, explica a directora municipal da Conservação e Reabilitação Urbana durante o mandato de Pedro Santana Lopes (2002-2005), Mafalda Magalhães Barros. "Alguma coisa foi feita nesse período específico de 2002-2005, basta observar na Rua da Mouraria o edifício 8-16, bem como a intervenção no Largo de Rodrigo de Freitas." Mas os problemas não tardaram em aparecer.

Melhor ideia que resultado


"Na Mouraria, foram desencadeadas várias acções: uma campanha de vistorias para a análise das condições de segurança e salubridade dos edifícios, uma acção concertada com as forças de segurança para a remoção de veículos ligeiros e pesados que ocupavam o Largo [do Intendente] de uma forma anárquica, propostas de encerramento de estabelecimentos que não cumpriam as disposições regulamentares para estas actividades [e] preparação de empreitadas para a recuperação do edificado". A ideia, diz a antiga responsável, era concentrar meios para que houvesse "efeito de mobilização mais eficaz" de privados, "que seria arrastada pela acção da intervenção municipal".

Assim, em 2003, foi desencadeada na Mouraria uma "mega-empreitada" de 7,8 milhões de euros para a intervenção em 20 edifícios. "Na Mouraria foram então realizadas 181 vistorias, intimados 72 proprietários e a câmara tomou posse de 13 edifícios", sublinha Mafalda Magalhães Barros. Só no Largo do Intendente arrancaram obras em 23 imóveis, encetadas pelos proprietários particulares.

Mas nem tudo correu como o previsto, reconhece a responsável. Os projectos de intervenção não batiam certo com as condições encontradas depois de desocupadas as casas ("há determinado tipo de sondagens que só se podem realizar depois da desocupação dos fogos") e a "degradação muito acentuada do edificado" obrigou a autarquia a "proceder a realojamentos num grande número de casos, com os encargos daí decorrentes para o município".

No entanto, o elo mais fraco da operação acabou por ser o modelo de actuação escolhido pela câmara, admite a ex-directora municipal. "Se o modelo de empreitada, permitindo a intervenção em simultâneo num significativo número de edifícios, tinha grandes virtualidades, os grandes consórcios que ganhavam os concursos públicos eram empreiteiros mais vocacionados para a obra nova em betão que, contrariamente aos pequenos empreiteiros, recorrem a 'suspensões de obra' e a todos os subterfúgios que a lei prevê para exigir novos preços, novos prazos, valendo-se de estruturas jurídicas fortes que actuam especificamente nesta área", acusa. "Em 2006, os pagamentos aos empreiteiros não foram efectuados, começando estes a suspender as obras e a levantar os estaleiros. Relativamente à Mouraria, sei que o empreiteiro entrou em litígio com a câmara que lhe devia montantes elevados, tendo pedido a rescisão de contrato", lamentou.

Fonte: Público
 

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Forças políticas pedem urgência na intervenção

25.06.2008

Todas as forças políticas presentes na câmara e na Assembleia Municipal de Lisboa foram questionadas com cerca de um mês de antecedência sobre o futuro da Mouraria, mas os vereadores do PS e BE (os que detêm pelouros) e Lisboa com Carmona não responderam. Hoje na reunião pública da câmara poderão definir-se posições.

PSD espera para ver
Para os autarcas do PSD, um plano exclusivo para a Mouraria não é solução. "O problema do bairro é o acesso fazer-se através do eixo profundamente degradado Martim Moniz/Intendente", diagnostica a vereadora Margarida Saavedra, para quem o executivo socialista continua a apostar numa política de reabilitação "obsoleta". "Não pode se pode pensar em reabilitação de forma fragmentária, feita por gabinetes locais, como a câmara continua a insistir. A estratégia correcta tem de ser integrar a Mouraria na malha urbana da cidade", defende. Agilizar o processo de licenciamento, elaborar um plano de reabilitação do Martim Moniz, Almirante Reis e do Intendente pensando na diversidade de culturas ali existente e apostar em infra-estruturas de apoio às populações - "nem sequer há ali sítios para as crianças ficarem depois da escola" - são as soluções para PSD. Quanto ao património em avançado estado de degradação, como o Palácio da Rosa, Saavedra acredita que a culpa é da câmara, que vai a "reboque" de ideias alheias sem ditar as suas regras. "É a câmara que detém a gestão do património e, como tal, não deve vender imóveis sem ter um projecto", explica Margarida Saavedra.

PCP cauteloso
Rever o caducado Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Mouraria (PUNHM) é a exigência dos autarcas comunistas. "Faz sentido e torna-
-se necessário reavaliar esses planos, tal como prevê a proposta dos Cidadãos por Lisboa", sublinha o vereador Ruben de Carvalho. Ainda assim, o PCP pedirá a votação ponto por ponto, que acredita padecer de "várias inanidades" que esmiuçará na reunião. "O eterno impasse em que os executivos em função desde 2002 deixaram a Praça do Martim Moniz, bem como o agravamento da situação no Largo do Intendente e Rua do Vale Formoso tenderam a alargar a novas zonas", diagnostica Ruben de Carvalho.

CDS e PEV pedem urgência
A Mouraria precisa de uma intervenção com carácter de urgência, alertam os deputados do CDS-PP e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) com assento na assembleia municipal. E não se trata apenas de uma questão de reabilitação. Para ambos, urge que a câmara aposte na criação de espaços verdes para usufruto da população. O lixo espalhado pela rua é outro dos alvos a abater, dizem os deputados, que preconizam também o reforço do policiamento. O PEV sugere que se condicione o tráfego automóvel na Mouraria e se aposte na criação de estacionamento. O CDS sublinha a necessidade de se apostar na reabilitação do edificado com salvaguarda de fogos para habitação a custos controlados.

Reabilitar e conservar edifícios e palácios
e devolver o espaço público aos residentes


Preparar e calendarizar a actua-lização do Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Mouraria, tornando público o actual estado das empreitadas de reabilitação e conservação de edifícios são os pontos que hoje estará em debate na reunião pública do executivo camarário.

Subscrita pelas vereadoras dos Cidadãos por Lisboa (CPL), Helena Roseta e Manuela Júdice, a proposta que subirá á reunião de câmara prevê ainda reatar o projecto de reabilitação do Palácio da Rosa e assegurar a manutenção dos espaços verdes do Pátio do Coleginho, disponibilizando-os para usufruto da população local.

Desenvolver com as juntas de freguesia locais um projecto de requalificação do espaço público que contemple o reordenamento das praças, pátios e escadinhas e reperfilamento dos passeios e pavimentos é outra das soluções apresentadas à discussão pública.

As vereadoras dos CPL pretendem ainda a implementação de uma experiência-piloto de controlo de acesso e circulação de automóveis, bem como a adaptação a silo para estacionamento do antigo mercado do Chão do Loureiro, bem como o reforço do policiamento no bairro.

Em termos de animação cultural e turística, o executivo vai ainda apreciar a criação de dois parques infantis, a requalificação e programação da "Casa da Severa" e o apoio à implementação de casas de fado e à introdução de espectáculos deste estilo musical a outros estabelecimentos de restauração. Tudo isto sob a supervisão de uma comissão de acompanhamento que inclua moradores e associações locais.

Fonte: Publico
 

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|Portugal inteiro precisa de reabilitar os seus bairros historicos.. tintinha a estalar e nao so'.. esperemos que a da Mouraria avance.. barra podes por uma imagem do GE do bairro para me localizar?
 

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.. nao me consigo localizar.. que emaranhado! LOOL
 

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O Prof Godin
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…é a envolvente do castelo…
 

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Reabilitação da Mouraria: "Excelente ideia" foi chumbada

«O vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa, Manuel Salgado, achou uma "excelente ideia" a proposta das vereadoras dos Cidadãos por Lisboa (CPL) para a reabilitação do bairro histórico da Mouraria, mas acabou por reprová-la juntamente com os outros vereadores socialistas e a restante oposição, à excepção dos autarcas do movimento Lisboa com Carmona (LCC), que se abstiveram.
"A proposta está bem estruturada, mas é extremamente difícil de concretizar porque acarretaria um investimento muito volumoso que criaria expectativas nas pessoas que não podemos realizar", frisou Manuel Salgado. Entre outras medidas, fica assim adiada a revisão do respectivo plano de urbanização, o reforço do policiamento e a requalificação do espaço público do bairro.
Destino diferente teve a proposta de suspensão parcial do Plano Director Municipal com vista à conclusão do projecto inicial do Centro Cultural de Belém, que permitirá a construção de um hotel e equipamentos complementares. O documento foi aprovado com os votos contra de PSD, CPL e PC, a abstenção do BE e os votos favoráveis do PS e do LCC.
Adiada foi a pretensão dos CPL para que a câmara inicie diligências para efectuar a compra do espólio do poeta Fernando Pessoa que a família leiloará em Outubro. "Gostávamos de ter todo o espólio de Fernando Pessoa, mas essa não será a direcção certa a tomar", justificou a vereadora da Cultura, Rosalia Vargas, acrescentando que, após uma primeira avaliação dos volumes a leilão, a câmara terá de ver se tem dinheiro para fazer uma licitação.
A segurança das crianças que frequentam o Parque Oeste, no Alto do Lumiar, foi outro dos temas quentes do debate. De fotografias em punho, a autarca do PSD Margarida Saavedra confrontou o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes (BE), com os problemas de segurança daquele jardim, onde em Novembro morreu uma criança por afogamento. "Prometeram que iria ser colocada uma protecção no lago , mas a verdade é que ontem a rede não existia, o lago estava abandonado e as águas completamente verdes, como se pode ver pelas fotografias que tirei ontem". A intervenção fez Sá Fernandes levantar-se para responder que "a rede está lá debaixo de água para quando alguém cair ao lago não escorregar". O presidente do executivo, António Costa, não ficou indiferente à justificação do eleito do BE: "É preciso uma rede que impeça as crianças de caírem no lago. O senhor vereador tem de insistir com os projectistas nesta reflexão." Catarina Prelhaz»
 

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Câmara junta 140 milhões para Alfama, Mouraria e Intendente

04.07.2008

Criação de um percurso pedonal entre a Baixa e o Jardim do Torel e requalificação do Largo Rafael Bordalo Pinheiro estão na calha

A Câmara Municipal de Lisboa vai concluir as intervenções de reabilitação urbana lançadas pela autarquia durante o mandato do ex-presidente Santana Lopes e interrompidas nos anos subsequentes nas zonas históricas da cidade. Totalizando um investimento de 140 milhões de euros, metade dos quais provenientes de um empréstimo do Banco Europeu de Investimento (BEI) que deverá estar negociado até ao fim do mês, a prioridade da câmara é retomar as empreitadas do Largo do Intendente, Mouraria e Alfama, abrangendo um total de 80 edifícios.

O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, António Costa (PS) durante a última reunião descentralizada do executivo, que na quarta-feira à noite foi dedicada às queixas dos munícipes de 11 freguesias das zonas históricas de Lisboa.

Intervir com contenção é o lema do executivo liderado por António Costa, que rejeita para já alargar as obras a outros edifícios e partes da cidade. "A prioridade que temos, e constitui uma parte substancial do empréstimo de 70 milhões de euros, é arranjarmos meios para realizarmos as obras em edifícios de que a câmara tomou posse administrativa em 2003 e 2004.

Até conseguirmos acabá-las, não assumo compromisso de realizar novas obras, porque não podemos multiplicar casos em que a câmara toma imóveis e depois não os recupera por não ter dinheiro", salvaguardou o presidente perante uma plateia de cerca de 120 munícipes.

Para intervir do Largo do Intendente até ao antigo Museu da Marioneta (Largo Rodrigues de Freitas), a câmara, a par do empréstimo pedido ao BEI (e cujo desfecho será conhecido no próximo dia 25), está a preparar uma candidatura a fundos europeus no âmbito do QREN. Só na Mouraria vão ser reabilitados 15 edifícios, 14 dos quais de habitação e um outro para albergar a respectiva unidade de projecto. Ao todo, serão ali investidos 6,6 milhões de euros, abrangendo um total de 60 fogos.

Reabilitar Intendente

O espaço público do Largo do Intendente também será recuperado, estando apenas o município a ajustar o projecto original de acordo com as recomendações do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar), que lhe tinha dado parecer desfavorável por causa do impacto negativo do rebaixamento da via pública em vestígios arqueológicos ali existentes.

Em paralelo, a autarquia está a aferir o estado de 440 imóveis municipais para determinar quais deverão ser alienados e quais poderão ser recuperados e destinados a realojamento no âmbito de empreitadas públicas e privadas de reabilitação, avançou o director municipal da Reabilitação Urbana, Catarino Tavares.

Da Baixa ao Torel a pé

A criação de um percurso pedonal entre a Baixa e o Jardim do Torel é outro dos projectos da autarquia. Segundo o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes, a ideia é que seja possível andar a pé desde o Largo de São Domingos ao Torel, passando por dois dos terraços do edifício do Ateneu Comercial de Lisboa (Portas de Santo Antão) até chegar à Calçada do Lavra. Em troca da cedência de dois terraços, a câmara vai "apoiar" a concretização de equipamentos desejados pelo Ateneu - um ginásio e uma piscina -, explicou António Costa.

Numa reunião marcada pelos ânimos exaltados dos moradores que lutam pela reabilitação da Mouraria, a câmara garantiu ainda a qualificação do espaço público do Largo Rafael Bordalo Pinheiro e da vizinha Rua da Trindade, por onde seguia o eléctrico (linha já extinta), no Carmo, projecto que já foi entregue à unidade da Baixa. Na mesma zona, o Largo Trindade Coelho (Largo da Misericórdia) também será alvo de uma "reestruturação profunda" em 2009, a qual ficará a cargo da Santa Casa da Misericórdia, avançou António Costa.

Prometida ficou igualmente a recuperação de 31 parcelas da Rua das Barracas (25 das quais municipais), nos Anjos, protocolada desde 1999 com a Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica. "Se a cooperativa que ficou responsável pelas obras nada fizer, vamos nós pôr as mãos à obra", assegurou a vereadora da Acção Social, Ana Sara Brito, acrescentando que a câmara está já em conversações com aquela entidade. Posteriormente, a área será integrada num plano de pormenor, completou António Costa.

Fonte: Público

:applause:
 

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Câmara de Lisboa apresenta candidatura ao QREN para requalificar a Mouraria

12.02.2009

Vereadores do PCP alertam para o corte de trânsito na Baixa sem esclarecimento devido à população

Uma candidatura para a requalificação urbana da Mouraria vai ser apresentada pela Câmara de Lisboa às verbas comunitárias do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), prevendo-se um investimento global de sete milhões de euros até 2011.

O projecto de candidatura ao QREN, aprovado ontem genericamente pelo executivo, visa investir num conjunto de intervenções na Mouraria, numa área em torno da Cerca Velha de Lisboa, delimitada entre o Intendente, a Rua da Madalena e o Castelo de São Jorge. Segundo explicou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, o projecto terá como parceiro importante a EPUL e vai apostar na recuperação do espaço público, criação de zonas pedonais e de estacionamento, para além de promover programas de regeneração social e económica.

O projecto contempla a extensão das instalações das juntas do Socorro e de São Cristóvão e São Lourenço, para espaços para a juventude e prevenção da toxicodependência. Para Manuel Salgado, as principais "âncoras" do projecto passam pelo Largo dos Trigueiros (onde serão investidos 347 mil euros públicos) e no Quarteirão dos Lagares (1,6 milhões), onde a par da preservação de vestígios arqueológicos está prevista a instalação de um nicho de pequenas empresas. A recuperação da Rua do Capelão até à casa da fadista Severa está contemplada com 198 mil euros. No total serão investidos cerca de sete milhões de euros, com uma comparticipação máxima do FEDER de 3,5 milhões. O presidente da autarquia, António Costa, garantiu que o projecto será apresentado publicamente em Março.

O vereador Ruben de Carvalho (PCP) comentou que a candidatura ao QREN foi viabilizada após lhe serem mostrados "uns bonequinhos", esperando pela apresentação do projecto. A comunista Rita Magrinho alertou, por seu lado, para as consequências do desvio do trânsito da Ribeira das Naus a partir de domingo: "As pessoas vão ser objecto de uma experiência dolorosa". A vereadora lamentou que, por causa das obras no Terreiro do Paço, se avance com o corte do trânsito na Baixa, quando o plano de mobilidade ainda está em discussão pública, e sem que tenha sido levado a cabo o esclarecimento da população e de quem circula na zona.

Público
 

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É bom que tenham noção que 1º tem de ser resolvido o problema da droga no Intendente e Mouraria. Sem isso, bem podem gastar os milhões que quizerem, que nunca passará de uma zona abandonada e em decadencia.
 

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Lobito for friends
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A longo prazo podiam fazer o mesmo em Alfama.
Estima-se que hajam 4600 prédios devolutos e em estado de degradação em Lisboa se os requalificacem dariam para 25.000 habitantes.
Mas primeiro tem que se resolver os graves probelmas sociais dos bairros.
 

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Pexito na Alma
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exactamente. A parte social é muito importante na reabilitação, senão é reabilitar para alguns anos depois ficar tudo na mesma.

Gostaria de saber se este plano inclui medidas de caracter social.
 

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Há festa na Mouraria.


Lisboa
Obras na Mouraria apoiadas pelo QREN começam hoje
por LusaHoje


As obras de requalificação em ruas e largos problemáticos da zona da Mouraria, em Lisboa, começam hoje, num investimento com apoio comunitário que ascende a mais de sete milhões de euros.

As obras no Largo do Caldas, no Terreirinho, no Intendente, no Benformoso, no Largo dos Trigueiros e no Sítio do Fado da Casa da Severa têm início previsto para hoje e deverão estar concluídas daqui a 10 meses, de acordo com o website oficial do Programa de Acção da Mouraria da Câmara de Lisboa.

Já as obras na Rua da Guia deverão começar em janeiro, estando previstos também 10 meses para a sua conclusão.

Também o Quarteirão dos Lagares inicia as obras hoje, mas só deverá estar concluído no final de 2012. Neste local irá funcionar o centro de inovação da Mouraria, uma espécie de "ninho de empresas e microempresas que desenvolvam actividades com caráter de criatividade e inovação". O equipamento representa um investimento de 2,6 milhões de euros (mais IVA).

Esta intervenção, assim como as que vão decorrer nos espaços públicos da Mouraria, no Largo do Intendente e na rua do Benformoso, faz parte de uma candidatura ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Já a obra de requalificação urbanística e ambiental do Largo do Intendente e da Rua do Benformoso terá um encargo total que ronda os 1,4 milhões de euros.

No global, os projetos para aquela zona da cidade preveem investimentos que rondam os sete milhões de euros, com uma comparticipação máxima do FEDER de 3,5 milhões.

O arranque das obras vai ser assinalado com uma visita do presidente da câmara, António Costa, que será acompanhado pela ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas.
http://lisboasos.blogspot.com/2011/09/ha-festa-na-mouraria.html

Plano de Acção da Mouraria - site www.aimouraria.cm-lisboa.pt

O site “aimouraria” dedicado ao Plano de Acção da Mouraria já está acessível em www.aimouraria.cm-lisboa.pt.

O site “aimouraria” é um espaço dinâmico e interactivo, onde poderá encontrar toda a informação referente à totalidade das fases do Programa de Acção da Mouraria (divulgação dos eventos e iniciativas promovidos pela Parceria Local), sobre o modelo de funcionamento, calendarização e iniciativas do Plano de Desenvolvimento Comunitário da Mouraria e ainda toda a informação e divulgação das acções da Comissão Executiva e Comissão Alargada do GABIP Mouraria, gabinete institucional que alicerça e congrega todo o trabalho de Plano de Acção da Mouraria online desenvolvimento comunitário da Mouraria.
http://www.cm-lisboa.pt/?idc=41&idi=58393
 

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1 de Out de 2011
António Costa levou ministra ao Intendente para mostrar que a reabilitação já começou

Antevisão da intervenção para "mudar" o Intendente

António Costa levou ministra ao Intendente para mostrar que a reabilitação já começou
Por Inês Boaventura in Público

O presidente da Câmara de Lisboa foi o guia da visita a um prédio municipal reabilitado, a uma residência universitária e a outra destinada a artistas


O presidente da Câmara de Lisboa foi ontem de manhã o guia de uma visita ao Intendente, destinada a mostrar à ministra do Ordenamento do Território, Assunção Cristas, "exemplos de reabilitação" que António Costa gostaria que tivessem um efeito de "contaminação" a todo o bairro da Mouraria.
A autarquia vai dar início em breve à reabilitação do espaço público entre o Largo do Intendente e o Largo Adelino Amaro da Costa, que deverá prolongar-se até Junho de 2012. O principal objectivo, segundo o autarca socialista, é criar "um percurso bem organizado e atractivo, que abra o bairro e favoreça a circulação".
Essa obra implica um investimento de mais de 2,5 milhões de euros, metade dos quais terão financiamento comunitário, ao abrigo do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Este programa financiará também a criação de um centro de inovação, de dois equipamentos para jovens e idosos, de um parque infantil e de um espaço dedicado ao fado, no Largo da Severa. No total estas empreitadas vão custar 7,5 milhões de euros.
Em paralelo a Câmara de Lisboa canalizou para a Mouraria verbas do Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU), que serão utilizadas em edifícios municipais. António Costa revelou ontem que 21 fogos, de um total de 36, já foram reabilitados, estando os restantes em obra.
Um dos edifícios já prontos a habitar é o número 22 da Travessa da Cruz, uma obra que tinha sido lançada durante a presidência de Pedro Santana Lopes (PSD) mas que só agora chegou ao fim. Além deste imóvel, António Costa fez questão de mostrar à ministra Assunção Cristas dois outros, ambos propriedade de uma sociedade imobiliária familiar ligada à Viúva Lamego. O número 19 do Largo do Intendente foi arrendado à associação cultural Sou, para a instalação de residências artísticas e turísticas. No número 6 da Avenida Almirante Reis está já a funcionar como residência universitária.
Quando estiverem concluídas as intervenções do PIPARU, do QREN e também do programa municipal BIP-ZIP (que para a Mouraria canalizou 175 mil euros), António Costa reconhece que haverá ainda "um trabalho ciclópico a desenvolver". Mas esse, diz, estará nas mãos dos privados.
http://cidadanialx.blogspot.com/2011/10/antonio-costa-levou-ministra-ao.html
 
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