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Discussion Starter #2
Lisboa poderá ter táxis fluviais no Tejo ainda este ano

O ponto central da ‘Rede Cais do Tejo’ será na Estação Sul e Sueste no Terreiro do Paço. Estão previstos mais quatro cais principais em Belém, Parque das Nações, Montijo e em Cacilhas. Adicionalmente existirá um projeto especial para requalificar o Cais da Matinha e sete outros cais complementares no Cais do Gás, Alcântara, Ginjal, Trafaria, Porto Brandão, Seixal e Barreiro.

Andar de táxi por via marítima poderá ser a mais recente novidade na cidade de Lisboa, quer seja para captar turistas, aproveitar a construção do Aeroporto do Montijo, ou simplesmente ir para casa depois de uma saída à noite, o novo projeto Rede Cais do Tejo foi hoje oficializado e prevê a criação e o aproveitamento de vários terminais fluviais ao longo do rio Tejo.

A ideia para o projeto é da autoria da vereadora da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Teresa Leal, em conjunto com a Associação de Turismo de Lisboa (ATL). O protocolo foi assinado durante a cerimónia de apresentação do projeto na Gare Marítima de Alcântara.

O projeto quer reforçar a ligação entre as margens do Tejo na zona metropolitana de Lisboa, ligando municípios e oferecendo alternativas aos meios de transporte fluviais existentes. Durante a apresentação Vítor Costa, Diretor Geral da ATL, anunciou que estarão disponíveis a ouvir “propostas inovadoras” para aproveitar as infraestruturas criadas no âmbito do projeto.

O ponto central da ‘Rede Cais do Tejo’ será na Estação Sul e Sueste no Cais de Lisboa. Estão previstos mais quatro cais principais em Belém, Parque das Nações, Montijo e em Cacilhas. Adicionalmente existirá um projeto especial para requalificar o Cais da Matinha e sete outros cais complementares no Cais do Gás, Alcântara, Ginjal, Trafaria, Porto Brandão, Seixal e Barreiro.

A vereadora da CML, Teresa Leal, salientou a importância do Projeto para a diversificação na mobilidade da cidade de Lisboa, o impacto ambiental sublinhando que estes projetos servirão como alternativa ao uso intensivo dos automóveis através das duas pontes, as novas oportunidades de negócio e, por fim, a renovação das infraestruturas afirmando que, também, se trata de um “mimo para os turistas”.

Por sua vez o diretor geral da ATL, Vítor Costa, reforçou a ideia de que este projeto será uma “base para a criação de novos projetos” garantindo que haverá “preços competitivos para todos os atuais e futuros operadores”. Apesar de não adiantar datas, Vítor Costa falou numa “implementação faseada” ao longo de 2020.

Fernando Medina elogiou a vereadora Teresa Leal, afirmando que “desde que iniciou funções a vereadora sempre me falou deste projeto como sendo uma das suas principais prioridades para a cidade de Lisboa, que felizmente podemos agora concretizar”. O presidente da CML aproveitou também para agradecer a preocupação da ATL em investir no desenvolvimento da cidade à boleia da crescente onda de Turismo que “tem vindo a crescer cada vez mais”.

Nos termos do protocolo, até ao final do primeiro trimestre, a ATL terá de apresentar à CML uma proposta para a concretização do projeto Rede Cais do Tejo, que inclui um plano de negócios e uma proposta de financiamento e calendarização.

Fonte: https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/lisboa-podera-ter-taxis-fluviais-no-tejo-ainda-este-ano-532962
 

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Discussion Starter #4 (Edited)
Táxis fluviais chegam a Lisboa no verão​

Em causa está o projeto Rede Cais do Tejo, que é apresentado esta quarta-feira pela Câmara Municipal de Lisboa.


Apanhar um barco sem hora marcada para atravessar o rio Tejo entre Lisboa e a Margem Sul será uma realidade a partir do verão. “Estão criadas todas as condições para termos táxis fluviais no rio Tejo”, revelou Teresa Leal Coelho, vereadora do PSD em Lisboa e autora desta ideia, adiantando que “a Uber mostrou-se interessada” no negócio.

Em causa está o projeto Rede Cais do Tejo, que é apresentado esta quarta-feira (8 de janeiro de 2020) pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e que vai implicar a recuperação de postos de acostagem dos dois lados do rio por parte da associação de turismo da região e a utilização dos terminais fluviais da Transtejo/Soflusa. Segundo o Dinheiro Vivo (DV), a partir do verão ficarão disponíveis mais de uma dezena de locais para colocar as embarcações.

Na margem norte poderão ser utilizados locais como a Marina do Parque das Nações, Cais da Matinha, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, Cais do Gás, Alcântara e Belém enquanto na Margem Sul, além de Cacilhas, Trafaria, Porto Brandão, Barreiro, Seixal e Montijo, será recuperado o cais do Ginjal. A utilização das infraestruturas depende de acordos com a Transtejo e com a administração do Porto de Lisboa, escreve a publicação.

“Podemos aumentar a mobilidade dentro e fora de Lisboa, sobretudo do lado do rio, aproximando as populações”, destacou Teresa Leal Coelho, adiantando que, a nível económico, “poderão ser desenvolvidos novos negócios para fins recreativos e contribuir para melhorar o rendimento das famílias”.

Uber de olho no negócio

Também fica aberta a porta a serviços como o Uber Boat (já testado na Nigéria), em que a plataforma norte-americana explora um serviço de transporte fluvial de passageiros através de uma aplicação, refere o DV.

Entretanto, citada pelo Público, a vereadora disse que “a Uber mostrou-se bastante interessada” no negócio, que no fundo passa por “utilizar modos mais flexíveis de transporte” na capital.

De referir que ideia de aproveitamento do rio Tejo para táxis fluviais foi uma das medidas propostas por Teresa Leal Coelho enquanto candidata do PSD à CML, em 2017. “No mandato anterior, já tínhamos defendido a devolução do Tejo à cidade. Estes projetos já existem em várias cidades europeias”, contou, citada pelo DV.

Na segunda fase do projeto, “a médio prazo”, poderão ser recuperados os cais existentes em concelhos como “Oeiras, Vila Franca de Xira, Loures e Alcochete”, acrescentou a vereadora.

Fonte: https://www.idealista.pt/news/financas/economia/2020/01/08/42021-taxis-fluviais-chegam-a-lisboa-no-verao
 

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Discussion Starter #6
Rede Cais do Tejo quer aproximar as duas margens do rio



O protocolo assinado esta quarta-feira entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Turismo de Lisboa prevê a reabilitação de um conjunto de pontões ao longo das duas margens do Tejo. O projecto, denominado Rede Cais do Tejo, pretende fomentar a utilização do rio como meio de transporte entre as duas margens, por exemplo através de um serviço de táxis fluviais, entre outras soluções de mobilidade.


Nos termos do protocolo, o Turismo de Lisboa terá que apresentar, até ao final do primeiro trimestre deste ano, uma proposta para concretização da Rede Cais do Tejo, projecto que prevê a instalação, reabilitação e utilização progressiva de pontos e cais de acostagem para uma mobilidade mais alargada de pessoas no rio.

O objectivo é fomentar a utilização do rio como meio de transporte público ou privado, turístico e de lazer, colectivo ou individual, entre vários pontos da frente ribeirinha. Neste âmbito, a estratégia passa por aproximar a cidade do rio Tejo, actuando ao mesmo tempo como um complemento da actual rede de transporte público, através da abertura a novas soluções de ligação entre as margens norte e sul do rio, como será o caso dos táxis-barco.

Por se pretender esta complementaridade em termos da rede de transportes, os diversos pontos e cais de acostagem vão apresentar uma geometria variável permitindo a acostagem de diferentes tipos de embarcação e modelos de negócio de todos os operadores interessados, desde os já referidos táxis-barco aos barcos tradicionais, passando por outras soluções inovadoras.

O ponto central da Rede Cais do Tejo será na Estação Sul e Sueste, em Lisboa, estando previstos quatro cais principais em Belém, Parque das Nações, Montijo e Cacilhas, a que se soma um projecto especial para o Cais da Matinha e ainda sete cais complementares no Cais do Gás, Alcântara, Ginjal, Trafaria, Porto Brandão, Seixal e Barreiro.

“A Rede Cais do Tejo resulta do desafio à criação de novas formas de mobilidade e actividade económica. Este é um projecto que potencia as valências do rio em benefício dos lisboetas e de quem nos visita, numa clara aproximação das duas margens do rio e de valorização da oferta e serviços disponíveis”, afirma Fernando Medina, presidente da CML.

A proposta da CML para esta iniciativa foi da vereadora Teresa Leal Coelho. A Administração Porto de Lisboa e a Transtejo são parceiros do projecto.

Fonte: https://www.turisver.com/rede-cais-do-tejo-quer-aproximar-as-duas-margens-do-rio/
 

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Calma lá que daqui a pouco lá vem um de esquerda dizer que isto é para dar dinheiro aos privados e grande capital e que estamos a privatizar o Tejo! :hilarious
 

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Discussion Starter #8
O rio Tejo é ligação e não barreira​

Esta semana falou-se de uma Rede Cais do Tejo. Altura de voltar a olhar para o rio, não como algo estático, como se fosse uma barreira, mas como o fluxo vital de uma grande unidade urbana, capaz de ligar as diferentes margens.

Foi no início de Dezembro passado, numa animada conversa no âmbito do lançamento do livro BRR 2018, que traça um retrato das dinâmicas socioculturais da cidade do Barreiro na actualidade, resultado de um trabalho de co-criação entre académicos, agentes locais ou jornalistas, para o qual também contribui. Às tantas a discussão foi ter à forma como o rio Tejo, que separa o Barreiro de Lisboa, era sentido e percepcionado.

E o debate começou logo aí. A tentação é dizer que o rio constituiu obstáculo. Raramente pensamos no contrário, que o rio une. E é isso que também acontece. A cultura dominante até agora tem sido olhar o rio como se fosse barreira. É por isso que são recorrentes as conversas em torno da possibilidade de construção de uma terceira ponte. Raramente se olha para as potencialidades intrínsecas do rio como eixo de ligação. E não é um problema do Barreiro. É também de Lisboa e de todas as localidades que perfazem o arco ribeirinho, da Trafaria a Alcochete, passando por Cacilhas, Seixal, Montijo e outras.

Sou daqueles que gostariam de um dia ver o Tejo cheio de barcos dos mais diversos formatos e feitios, transitando entre margens, correspondendo a uma verdadeira aposta política, em vez da circulação remediada da actualidade. Foi por isso com satisfação que esta semana li que existe um projecto de criação de uma Rede Cais do Tejo, que prevê a reabilitação de treze pontos de acostagem em cinco concelhos. O objectivo é facilitar o transporte de passageiros em pequenas embarcações, entre Lisboa e a margem Sul, como meio de transporte público ou privado, turístico ou de lazer, colectivo ou individual.

Ficou a ideia que o recreio e o turismo seriam os grandes objectivos, em detrimento da circulação regular a preços acessíveis. Seria um erro e um desperdício se assim fosse. O centro geométrico da região de Lisboa é o Barreiro. Só o desvirtuamento da economia ao longo dos anos explica porque é que não existe uma rede intensa de comunicação de um lado para o outro. São inúmeros os exemplos no mundo onde o rio funciona como congregação urbana, criando unidades metropolitanas. Claro que a navegação cruzada, por si só, não chega. É preciso existir vontade política, articulação económica e construções culturais que projectem os diferentes lugares. Não é preciso inventar.

As potencialidades estão lá, do Barreiro ao Seixal, ao nível da memória, da dinâmica cultural, da gastronomia, do património, dos espaços inexplorados, das ideias de comunidade e do ambiente experimental urbano. Falta activar com inteligência.

Numa altura em que o centro de Lisboa está em profunda mudança, com impacto em todas as zonas circundantes, esta poderia ser a altura de voltar a olhar para as faculdades de articulação do rio, com os diferentes poderes municipais facilitando ou incentivando a mobilidade pelas suas margens. De um lado, Lisboa poderia diversificar-se, numa altura em que denota sinais de saturação, e do outro, as cidades e vilas do arco do rio, poderiam valorizar-se de novas hipóteses, estimulando as suas características únicas, entre o industrial e o urbano, com o campo ainda de permeio.

O problema é a questão anímica alimentada a partir das diferentes margens, com o rio encarado ainda como algo estático, como se fosse uma barreira de água, quando poderia ser o fluxo vital de uma grande unidade urbana.

Fonte: https://www.publico.pt/2020/01/12/opiniao/cronica/rio-tejo-ligacao-nao-barreira-1899936
 

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Discussion Starter #13
Proposta final de cais para táxis fluviais no Tejo conhecida até final de março


Cais do Ginjal será um dos locais que será reabilitado para o projeto Rede Cais do Tejo.

Associação de Turismo de Lisboa terá de entregar à câmara e Lisboa plano de negócios, proposta de financiamento e calendário para Rede Cais do Tejo.

A proposta final de reabilitação dos cais para táxis fluviais no rio Tejo será conhecida até ao final de março. O anúncio foi feito esta quarta-feira por Vítor Costa, diretor-geral da ATL – Associação de Turismo de Lisboa, durante a cerimónia de apresentação da Rede Cais do Tejo, o projeto que pretende instalar, reabilitar e utilizar 13 pontos e cais de acostagem nas margens norte e sul do rio e para permitir novas formas de mobilidade.

“Vamos concluir as negociações em curso com a Transtejo/Soflusa e com a administração do Porto de Lisboa para apresentarmos, até ao final do primeiro trimestre, uma proposta ao município”, assinalou o dirigente após a assinatura do protocolo do cooperação, na Gare Marítima de Alcântara.

A ATL será a entidade responsável pela reabilitação dos pontos e cais de acostagem. Embora ainda não se saiba qual será o orçamento final para estas obras, o financiamento terá origem em duas fontes: o Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa – que gere a taxa aplicada aos turistas – e o orçamento próprio da ATL, acrescentou Vítor Costa.

O Turismo de Portugal e a capitania do Porto de Lisboa serão as entidades responsáveis pelo licenciamento dos vários tipos de embarcações – entre táxis fluviais, barcos tradicionais, passeios e outras soluções inovadoras – e ainda pela definição dos períodos de circulação no rio Tejo.

Tanto poderão existir viagens entre cais das duas margens como deslocações feitas entre as pontas dos cais de cada uma das margens.

Detalhes do projeto

A primeira proposta do projeto Rede Cais do Tejo aponta para a utilização de 13 pontos e cais de acostagem, que terão várias características e que não terão qualquer conflito com a atividade regular da Transtejo.

Esta rede será coordenada a partir da renovada estação Sul e Sueste, no Terreiro do Paço. Neste local, serão criadas todas as condições para explorar os vários tipos de serviços. As obras de reabilitação deste espaço deverão estar concluídas até ao final deste ano.

Depois, irão existir quatro cais principais: na marina do Parque das Nações, onde será utilizado pelo menos o primeiro pontão, que praticamente deixou de ser utilizado após a Expo 98; o terminal de Belém, onde irá ser reabilitado o túnel para passageiros; em Cacilhas, num local próximo da fragata D. Fernando e Glória; e ainda no Montijo, que poderá ter um pontão específico por causa do novo aeroporto.

A rede irá também contar com sete cais complementares: três deles – Ginjal, Cais do Gás e docas de Alcântara – serão adaptados; os restantes quatro – Trafaria, Porto Brandão, Seixal e Barreiro – serão integrados na rede.

Haverá também um projeto especial no cais da Matinha, que nos últimos anos tem sido ocupado pelo paquete Funchal, que em processo de venda.

A proposta a ser entregue até final de março poderá ainda incluir dois cais adicionais: a doca de Pedrouços, no concelho de Oeiras, e ainda uma doca específica em Loures, por causa da realização das Jornadas Mundiais da Juventude, em 2022 em Portugal.

As primeiras viagens de táxi fluvial no rio Tejo poderão ocorrer já no Verão. Pelo menos essa é a expetativa de Teresa Leal Coelho, vereadora do PSD na câmara de Lisboa e autora da ideia.

Fonte: https://www.dinheirovivo.pt/empresas/proposta-final-de-cais-para-taxis-fluviais-no-tejo-conhecida-ate-final-de-marco/
 

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Táxis fluviais devem chegar ao Tejo dentro de ano e meio
Associação de Turismo de Lisboa concluiu estudo que contraria a previsão inicial de que neste Verão já podia haver oferta. Investimento ronda os seis milhões de euros e há até interessados em montar hotéis no rio.

Ainda vai ser preciso esperar sensivelmente um ano e meio para ver os primeiros táxis-barco a cruzar o Tejo. A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) já terminou o estudo sobre a futura rede de pontões no estuário e concluiu que as obras necessárias deverão durar 15 meses e ter um custo a rondar os seis milhões de euros.

O estudo, a que o PÚBLICO teve acesso e que será brevemente levado a reunião na Câmara de Lisboa, foi terminado em Março e sublinha que o prazo estimado “é para a totalidade das intervenções”, podendo começar a funcionar os pontões que entretanto ficarem prontos. O calendário, diz também o documento, está ainda sujeito às consequências que advierem da pandemia de covid-19.

O projecto da Rede Cais do Tejo foi apresentado publicamente em Janeiro pela ATL e pela câmara, seguindo uma ideia proposta por Teresa Leal Coelho, vereadora do PSD. Nessa ocasião, Leal Coelho mostrou-se confiante de que neste Verão já seria possível apanhar um táxi ou um Uber aquático para ir de Lisboa à Caparica, mas as contas da ATL apontam para 2021 o arranque das obras. Primeiro é preciso que este estudo seja aprovado em câmara, depois há que contar com dois meses para preparação e aprovação das candidaturas ao Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, alimentado pela taxa turística, mais quatro meses para projectos, três para concursos e seis para obras.

O projecto de rede sofreu algumas alterações nos últimos três meses. Caiu a ideia de criar já pontões no Montijo e na Matinha (Lisboa) e a utilização do Cais do Sodré ainda vai ser avaliada. Em Almada, o ancoradouro previsto para o Ginjal foi substituído por um no Olho de Boi, enquanto o que se prevê para Porto Brandão vai ser construído por um operador turístico que já trabalha no Tejo.

O centro da operação mantém-se na Estação Sul e Sueste e na Doca da Marinha, junto à Praça do Comércio, em Lisboa, que já estão em obras há vários meses para se transformarem no novo terminal da actividade marítimo-turística da cidade. Na margem lisboeta haverá ainda outros três cais – Belém, Parque das Nações e Alcântara – que já estavam previstos, mas de que agora se conhecem mais detalhes.

O de Belém será o mais complexo. A ideia é aproveitar uma estrutura que já existe perto da estação fluvial e aí criar um pontão específico, bilheteiras, um posto de informação, um quiosque e casas de banho. Prevê-se que os trabalhos custem à volta de 1,7 milhões de euros.

O mesmo tipo de intervenção está previsto para o cais do Parque das Nações, que já existe nas traseiras da Altice Arena e do Pavilhão de Portugal. Aqui é preciso reabilitar o cais e dragar aquela zona de rio, bem como fazer obras nos quiosques que lá existem, numa intervenção com orçamento de 950 mil euros. Já o pontão de Alcântara vai ser criado quase por baixo da Ponte 25 de Abril e representa um investimento de 1,2 milhões de euros.

Um barco-hotel no Tejo?
“Temos de transformar o Tejo numa via estruturante. É uma desolação, o rio está sempre vazio”, afirmou Teresa Leal Coelho na apresentação do projecto. A ideia constava do seu programa eleitoral em 2017 e foi bem acolhida por Fernando Medina, por Vítor Costa, director-geral da ATL – e, segundo a vereadora, pelo mercado. “Até hoje não se potenciou a dinamização do Tejo, que trará enormes vantagens para a mobilidade, para a economia e para o desenvolvimento regional. A Uber mostrou-se bastante interessada”, disse então.

O estudo da ATL não fala em empresas específicas, mas diz que os seus associados “manifestaram o maior interesse” e que houve “inúmeras reuniões com possíveis interessados”, em que se incluem operadores marítimo-turísticos e de táxis-barcos, mas também de “barcos-casa, barcos-hotéis, hovercrafts” e até de empresas interessadas em instalar redes de fornecimento de energia para barcos eléctricos.

FONTE: Táxis fluviais devem chegar ao Tejo dentro de ano e meio
 
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