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Percebes tu
Diogo, deram-te a oportunidade de brilhar e nos mostrares todo o teu profundo conhecimento e ensinares a todos os outros restantes leigos umas coisas, vais deixar passar?
Deixaste-me sem resposta num outro thread também quando te pedi exemplos de algo que afirmaste, contrariando a minha afirmação, sem apresentares um único fundamento.

Quanto ao André, os contributos e partilhas que tem feito neste fórum têm contribuído, e muito, para elevar o nível e a qualidade do conteúdo existente no mesmo, e por diversas vezes, comprovou as suas ideias com FACTOS! Revela sim ter um conhecimento, não posso afirmar que profundo porque não o conheço, mas no mínimo sólido e alargado sobre aquilo que afirma!

Estes teus comentários, cada vez mais recorrentes, vazios de conteúdo, não abonam muito a teu favor. E a tua ideia, defendida em vários posts teus, de retirar da baixa serviços para dar lugar a museus e armazéns de retalho, expulsar as empresas que dão vida ao Marquês de Pombal e vizinhança, para o tornar num cluster de lojas......diz-me que tens 0 de ideia sobre o que é bom planeamento urbano.

Não me vou alongar nesta conversa, nem vou dar resposta a qualquer coisa que não seja construtivo e sobre o tema que se devia estar a discutir, mas começa a ser cansativo ver repetidamente certo tipo de respostas.
 

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Boas,

Embora não seja o quarteirão da Suíça, fica bem perto.
Alguém já tinha visto este Anteprojeto de 1951 do Estúdio Mário Novais para a Praça da Figueira?

IMG_3105.JPG
 

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Não sei como é que alguém no pleno das suas faculdades conseguiria sugerir tal monstruosidade. O desprezo pelo edificado histórico era assim tanto na altura?
Sim, sempre houve desprezo em toda a história da humanidade, numa décadas mais que noutras, mas desprezo de hoje não lhe fica atras. Muito se aprendeu mas há muito mais ainda a consolidar.
 

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Proporcionalmente diria que a mentalidade mudou pouco. Na altura o que era antigo representava atraso neste país, mas ainda há muito boa gente que pensa assim (se é antigo é para demolir, que o que é bom é novo). Mas se a meio do séc xx ainda havia correntes de pensamento e artísticas que justificavam isso, agora é só mesmo parolismo e novo-riquismo.
Daqui a uns anos também vão olhar para os atentados que se fizeram na zona das Avenidas Novas, quando se perceber que afinal o património de fins do séc. XIX era relevante, tal como nós agora olhamos para este projecto e estranhamos.
Mas pelo menos aqui ainda se propunha algo de contemporâneo, ao contrário de todos os monos que se fizeram e se fazem nas décadas mais recentes por cima de património histórico com valor.
 

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Ascendeste ao posto de troll
Não é troll, sou mesmo fanático por este estilo particular. Não é por acaso que o meu edifício preferido em toda a AML é o Palácio da Justiça em Campolide.
calma lá. O Toni é um entusiasta da arquitetura e tem o seu gosto.

Acredito que concorde que não era o melhor local para se fazer aquilo...?
Pode ser que não seja mesmo o melhor, contudo, tenho uma enorme propensão para este estilo específico (e sucedâneos do mesmo), pelo que não me importaria nada de o ver ser aí implementado, independentemente do que por lá antes subsistisse (excepcionando-se dessa substituição, em todos os casos, na zona referida ou noutra qualquer, monumentos de qualquer índole e espaços serventes de outras funções que não as típicas, a exemplo daqueles os parques naturais, ou espaços género jardim zoológico). Eu acredito que se integrasse bem na envolvente, por ser um estilo que, como poucos, consta de traça monumental, pelo que não destoaria do ideal carácter que uma zona central tenderia a ostentar. Mas compreendo que no momento da decisão sobre esta questão tenham optado pela manutenção do que do local já constava, não é algo a que me oponha.
 

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Não é troll, sou mesmo fanático por este estilo particular. Não é por acaso que o meu edifício preferido em toda a AML é o Palácio da Justiça em Campolide.
Toni, eu por exemplo sou fanático de Calatrava, mas sei reconhecer onde é que uma obra está bem enquadrada e onde nao está. Esse projeto da praça da Figueira ficaria bem numa zona como a cidade universitária ou o Campo Grande, nunca numa zona histórica como a baixa Pombalina. O facto de ser monumental ali não o faz enquadrar-se na envolvente, até diria que só faz pior porque nem acho aquela zona da Baixa propriamente "monumental", tem traça histórica e icónica mas não monumental.

That said o palácio da Justiça é muito interessante de facto, apesar de sempre ter achado que ficou ali um pouco solitário onde está.
 

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Não sei como é que alguém no pleno das suas faculdades conseguiria sugerir tal monstruosidade. O desprezo pelo edificado histórico era assim tanto na altura?
Coimbra. Alta.

Está tudo dito.

Até uma igreja do tempo de Dom Afonso Henriques foi...

Ainda bem que não o fizeram. Como dizes, pode ser adequado noutro sítio... mas naquela magnífica Baixa iluminista? Credo.
 

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Não é troll, sou mesmo fanático por este estilo particular. Não é por acaso que o meu edifício preferido em toda a AML é o Palácio da Justiça em Campolide.
Por acaso, também gosto imenso do Palácio da Justiça, especialmente do edifício da esquadra. 🙂

Mas lá está. Não destruiria um casco histórico para colocar aquele edifício lá.
 

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Toni, eu por exemplo sou fanático de Calatrava, mas sei reconhecer onde é que uma obra está bem enquadrada e onde nao está. Esse projeto da praça da Figueira ficaria bem numa zona como a cidade universitária ou o Campo Grande, nunca numa zona histórica como a baixa Pombalina. O facto de ser monumental ali não o faz enquadrar-se na envolvente, até diria que só faz pior porque nem acho aquela zona da Baixa propriamente "monumental", tem traça histórica e icónica mas não monumental.

That said o palácio da Justiça é muito interessante de facto, apesar de sempre ter achado que ficou ali um pouco solitário onde está.
Sim, de facto, reconheço que poderia destoar, até porque creio não me ter expressado adequadamente no último segmento do meu anterior comentário. Tomei duas coisas distintas por iguais - monumentalidade (referente do domínio do carácter) e enquadramento estilístico, atendendo à envolvente de dado edifício (agora sobre a traça). Ficaria, a ser realizado o projecto em causa, no tocante da traça, muito distinto da envolvente - sim - contudo, creio que o carácter próprio do projecto revogado para a zona em questão partilharia da monumentalidade em seu redor (aqui, sobre a tua acepção discordo, dado que a historicidade e iconicidade não são, de todo, incompatíveis da monumentalidade, até porque muito do antigo ou icónico é também monumental, pense-se, a exemplo, o museu de história natural de Lisboa).
Aqui também creio discordarmos: a Baixa não é, no tocante da respectiva traça, integralmente uniforme, há excepções à regra, que, na sua rara ocorrência, na forma de edifícios de alterno desenho, geram potentes destaques visuais (por vezes tipológicos) da grande malha pombalina, o que não considero mau de todo per se. O recinto ao qual se prenderia o projecto em causa teria, com a realização desta visão, elevado valor intrínseco (não menos, a meu ver, que o do conjunto pombalino). O choque visual, provocado pelo contraste que aquele conjunto fomentaria, quando aposto às suas imediações, levaria os transeuntes que por esta praça se deslocassem quase que a uma diferente realidade. Eu vejo no contraste (estilístico, não relativo à manutenção dos edifícios) uma via pela qual a arquitectura transcende o mero "agradável", pela qual provoca algo mais nas pessoas, emoções fortes, cujo suscitar de se não queda exclusivo à realização do projecto em questão, apesar de, por essa via, crer eu, se nos revelarem aquelas mais evidentes no seu emergir do que de outro modo o seriam. Dito isto, não considero o desejo no preservar da coesão estilística em dado conjunto (neste caso, sobre aquele que se alinha com a noção estilística do pombalino) factor de superior relevo comparativamente ao garantir da variedade na traça de particular agrupamento de edifícios (especialmente quando essa variedade seria adquirida por meio de um estilo arquitectónico que, ainda que divisivo, aprecio muito), pelo que, sendo estes dois factores antitéticos, admito maior propensão sobre o último (não querendo colocar-me no hemisfério extremo desta opinião, de todo, dado que considero benéfico haver alguma coincidência estilística no geral, ainda que em leve dosagem) - respeito, contudo, o querer preservar da coesão que professas, também eu já partilhei dessa opinião e nela reconheço muito bons pontos, pode ser que algum dia retorne a aderir à mesma. Por ora, contudo, reconheço mais ganhos com a concretização do que teria sido proposto.
P.s. também admiro muito a obra "calatraviana", e não me importava de ver maior manifestação sua inserida na cidade - contudo, há que fazer uma distinção, nisto, a disparidade tipológica da disparidade estilística (há que comparar o que é comparável): no meu muito restrito conhecimento da obra de Calatrava, fico com a ideia de serem as suas construções de maior notoriedade de tipologia muito distinta daquela que se verificaria do projecto em causa, sendo este realizado. De certo que também não pretenderia em plena praça central algo género o que podemos observar dele em Valência. Mesmo que te refiras à traça dos edifícios de sua autoria, está esta muito ligada à própria tipologia dos mesmos, sendo quase dela indissociável, pelo que essa comparação, ainda que perceba o seu sentido, não consigo para aqui transpôr (claro que este é só o meu ver da coisa, e caso conheças a obra dele em medida mais abrangente do que eu a conheço - muito provavelmente que sim - e, dentro desta, conhecas também a de edificíos de tipologia qual a que está em causa no referido projecto para a praça, cuja traça seja similar àquela da Gare do Oriente, a exemplo, então, por favor, descarta este último segmento :))
 

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Não é troll, sou mesmo fanático por este estilo particular. Não é por acaso que o meu edifício preferido em toda a AML é o Palácio da Justiça em Campolide.

Pode ser que não seja mesmo o melhor, contudo, tenho uma enorme propensão para este estilo específico (e sucedâneos do mesmo), pelo que não me importaria nada de o ver ser aí implementado, independentemente do que por lá antes subsistisse (excepcionando-se dessa substituição, em todos os casos, na zona referida ou noutra qualquer, monumentos de qualquer índole e espaços serventes de outras funções que não as típicas, a exemplo daqueles os parques naturais, ou espaços género jardim zoológico). Eu acredito que se integrasse bem na envolvente, por ser um estilo que, como poucos, consta de traça monumental, pelo que não destoaria do ideal carácter que uma zona central tenderia a ostentar. Mas compreendo que no momento da decisão sobre esta questão tenham optado pela manutenção do que do local já constava, não é algo a que me oponha.
O meu edifico favorito até podia ser a torre Vasco da gama mas daí a demolir a baixa para fazer por lá o mesmo vai uma grande diferença!

ja percebemos o calibre deste senhor, não se trata de gosto mas sim fanatismo, demolir a baixa para se impor um estilo que se gosta.
 

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