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A Livraria Cultura abre em setembro uma loja na Villa Daslu, em São Paulo, dentro da estratégia de diversificar seu modelo negócio. A nova livraria terá uma área de 360 m2 - metragem bem inferior a suas unidades, que possuem em média 3 mil m2.

"Estamos estudando novos modelos porque temos consciência de que existe uma limitação no Brasil para abrir muitas livrarias de grande porte" , disse Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura e neto da fundadora, Eva Herz.

A proposta de abrir uma livraria partiu da BR Malls, que administra a Villa Daslu há um ano e meio e quer mudar a imagem de que o local se resume a uma butique.

"Muitas pessoas acham que lá só tem a Daslu, mas queremos mostrar que é um empreendimento com restaurantes, joalherias, lojas de grifes nacionais e livraria, além da própria Daslu. No total, são 70 pontos" , afirmou Bettina Quinteiro, superintendente da Villa Daslu.

A Cultura vai substituir a Laselva, que há sete meses fechou a loja que tinha na Daslu. "A Laselva é uma livraria de aeroporto e adotava esse mesmo modelo na Daslu e por isso não deu certo" , explicou Bettina. Em reestruturação desde o ano passado, a Laselva tem um alto endividamento com editoras, bancos e governo.

Só seu débito bancário chega a R$ 30 milhões. Segundo a empresa, as dívidas já foram negociadas. Na Villa Daslu, a Livraria Cultura dará atenção especial para publicações importadas e relacionadas à moda, sem descartar títulos tradicionais.

"Há uma grande expectativa de que os homens procurem a livraria enquanto suas esposas ou namoradas estão fazendo as compras", complementou Bettina. Segundo Herz, a abertura da loja vai ao encontro da estratégia da Cultura de ter negócios focados em públicos específicos.

Nesse sentido, a Cultura colocou livrarias na São Paulo Fashion Week, na Casa Cor e no congresso HSM (evento internacional na área de recursos humanos). Também está prevista a abertura de uma unidade temporária em Campos do Jordão.

"Na São Paulo Fashion Week, por exemplo, vendemos em um só dia cinco exemplares da revista de luxo ´Visionaire´. Numa livraria tradicional levamos meses para vender essa quantidade" , disse Herz. Famosa no mundo da moda e do design, a publicação chega a custar R$ 1,3 mil (cada exemplar), dependendo da edição.

Ainda dentro da estratégia de atingir nichos, a Cultura planeja para outubro a inauguração, em São Paulo, de uma livraria apenas com títulos da editora Record - nos mesmos moldes da parceria que possui com a Companhia das Letras desde o ano passado.

Apesar de estar abrindo unidades menores, o diretor de operações destaca que o projeto de expansão com as livrarias tradicionais continua. Desde fevereiro, a Cultura tem um novo sócio, o Capital Mezanino, fundo de investimento em participações administrado pela Neo Investimentos.

Com a entrada do fundo, a Cultura, que até então abria uma nova loja por ano, agora quer inaugurar duas unidades no mesmo período. A Cultura prevê a abertura de lojas de grande porte em Fortaleza, Brasília e uma outra unidade em praça não revelada até o próximo ano.

O investimento em cada um desses pontos é de aproximadamente R$ 6 milhões. Atualmente, a rede conta com oito unidades distribuídas em São Paulo, Campinas, Porto Alegre, Recife e Brasília. A empresa fechou o ano passado com faturamento de R$ 230 milhões, contra R$ 190 milhões em 2007. (Beth Koike | Valor Econômico)

Fonte: http://www.varejista.com.br/novo_site/desc_materia.asp?id=39294
 

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Curiosamente o site da Cultura não cita mais a unidade da Daslu. Alguém sabe se fechou?

Tenho cá pra mim que ela volta a aparecer no JK Iguatemi, mas achei que só fecharia quando esse estivesse quase pronto.
 
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