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MA meu tesouro,meu torrão
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Operado pela Vale, transporte tem 330 vagões e cerca de 3.500 m de extensão


Alto Alegre do Pindaré - Em circulação há menos de 30 dias, o maior trem do mundo, operado pela mineradora Vale, alterou a rotina dos moradores de cidades e comunidades do corredor da Ferrovia Carajás. O comboio de 330 vagões, três locomotivas, cerca de 3.500 metros de extensão e capacidade para transportar 40 mil toneladas de minério de ferro, leva em média 13 minutos para ultrapassar as passagens de níveis, que permitem o acesso às cidades e comunidades cortadas pela ferrovia. As locações anteriores, com 220 vagões, levavam tempo bem menor, cerca de sete minutos.

Não bastasse, o trem gingante faz uma parada diária nesses cruzamentos para troca de maquinistas ou para a passagem de outros comboios, que dura entre 30 minutos e duas horas. Enquanto isso, filas de carros, motos, ciclistas e pedestres vão se formando à beira da ferrovia. Impacientes com a longa espera, muitos se arriscam e passam por entre os vagões.


TRAVESSIA

Uma dessas situações foi flagrada – na tarde de domingo, 11 - em Alto Alegre do Pindaré, um dos municípios maranhenses cortados pela Estrada de Ferro Carajás (EFC). Na volta para casa, após o trabalho, o coveiro Raimundo Aguiar Lisboa não pensou duas vezes ao se deparar com o trem parado, obstruindo o acesso à cidade.

Com a ajuda de um amigo, primeiro passou a bicicleta, depois, ele mesmo apoiou as mãos nas engrenagens, que interligam os vagões, e ultrapassou a barreira. “A gente não sabe a hora em que o trem vai sair. É melhor pular porque senão atrasa a vida”, argumentou o coveiro. Indagado sobre os riscos, Raimundo Lisboa disse que tem consciência.

“Eu sei que não é seguro, ainda mais porque o trem não apita quando vai sair, mas o que é que a gente vai fazer? Ontem à tarde (sábado), ele (trem) ficou parado por quase duas horas e a gente nesse sol. Quando resolveu sair já era quase 15h”, reclamou o coveiro.

Também na fila de espera para entrar em Alto Alegre do Pindaré, o empresário Horácio Sousa disse que a Vale está tirando o direito de ir e vir dos moradores do município. “Fui almoçar com a minha família no domingo passado e quando voltei tive que esperar das 13h até as 5h na margem da ferrovia. Estava com crianças no carro, inclusive um bebê de apenas um ano”, relatou o empresário.

No dia anterior, sexta-feira, 9, segundo informação de moradores, o acesso à cidade ficou bloqueado à noite, entre 22h e 23h30.


MUDANÇA

No Maranhão, o projeto de expansão da ferrovia, além de Alto Alegre do Pindaré, altera a rotina de outras 12 cidades e de dezenas de comunidades situadas no corredor Carajás. Em quase todas elas a Vale terá que realizar obras (de passarelas e viadutos). Em alguns casos, para a execução das obras de duplicação da ferrovia, haverá realocação de famílias.

Em Bacabeira, na região do Munim, já é quase certo que a empresa terá que indenizar moradores para executar a obra de duplicação da estrada de ferro, só não se sabe o número exato de famílias e quando ocorrerá. Além disso, a empresa deverá construir duas passarelas no município para garantir a passagem segura dos pedestres que moram na área de campo e precisam cruzar a ferrovia diariamente.


Números


>> A Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale no Maranhão e no Pará iniciou em abril suas operações com a circulação de 330 vagões. Anteriormente, o trem tinha 220 vagões.

>> Os 330 vagões, três locomotivas, cerca de 3.500 metros de extensão e capacidade para transportar 40 mil toneladas leva, em média, 13 minutos para ultrapassar as passagens de níveis, e atravessar as cidades e comunidades cortadas pela ferrovia. As locações anteriores levavam cerca de 7 minutos.

>> A Vale transporta, diariamente, mais de 130 mil toneladas de minério de ferro, que saem de Carajás/PA até chegar no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira no Maranhão.

>> O super trem passa por 23 municípios.

>> A meta da Vale é alcançar 130 milhões de toneladas até 2009 e 230 milhões de toneladas a partir de 2012.
 

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^^^^
Não vejo como.
O caso é de passagens em nível e comunidades as margens da ferrovia.
Vão apenas construir outro par de trilhos paralelo ao atual.

Esse é mais um sintoma do maior problema do projeto São Luís - Carajás, a falta de integração com a sociedade e economias locais.

Também por isso, apesar de transportar tanta riqueza, as regiões por onde passa continuam entre as mais miseráveis do país.
 

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Não vejo como.
O caso é de passagens em nível e comunidades as margens da ferrovia.
Vão apenas construir outro par de trilhos paralelo ao atual.

Esse é mais um sintoma do maior problema do projeto São Luís - Carajás, a falta de integração com a sociedade e economias locais.

Também por isso, apesar de transportar tanta riqueza, as regiões por onde passa continuam entre as mais miseráveis do país.
geralmente a parada de trens são para cruzamento de trens, troca de equipe, e manutenção!!!
com a duplicação o tempo de espera para cruzamento e manutenção sera reduzido e o trem de passageiros poderá circular diáriamente como na EFVM!!!
Como não há interação da ferrovia com as comunidades ao longo da linha??? otrem de passageiros é mantido para isso, e quanto a pobreza de cidades, pode ser resolvida com siderurgicas ao longo da ferrovia, assim como é aqui em minas, mas é preciso vontade política para que isso ocorra!!!
mas o abismo social ainda poderá ocorrer com cidades que não possuem atrativos como isensão fiscal e mão-de-obra!!!!
 

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geralmente a parada de trens são para cruzamento de trens, troca de equipe, e manutenção!!!
com a duplicação o tempo de espera para cruzamento e manutenção sera reduzido e o trem de passageiros poderá circular diáriamente como na EFVM!!!
Como não há interação da ferrovia com as comunidades ao longo da linha??? otrem de passageiros é mantido para isso, e quanto a pobreza de cidades, pode ser resolvida com siderurgicas ao longo da ferrovia, assim como é aqui em minas, mas é preciso vontade política para que isso ocorra!!!
mas o abismo social ainda poderá ocorrer com cidades que não possuem atrativos como isensão fiscal e mão-de-obra!!!!
É justamente o que estou pregando em São Luís.
Tentar convencer de que as siderúgicas não precisam vir para a Ilha, mas podem ficar situadas ao longo da ferrovia.

O trem de passageiros hoje, é uma ônus real que a CVRD tem de garantir, senão perde o direito de concessão. Estou a falar de integração de fato. Só estaremos bem no dia que pelo menos 60% do minério que passa hoje ficar no estado e ser transformado em AÇO e tudo o que se pode fabricar a partir dele.
Não faz o menor sentido vender-mos à China parte do nosso grande potencial de riqueza. Estamos tranferindo a eles nossa capacidade de desenvolvimento. E o que nos pagam não beneficiam satisfatoriamente as populações imediatamente envolvidas.
 

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É justamente o que estou pregando em São Luís.
Tentar convencer de que as siderúgicas não precisam vir para a Ilha, mas podem ficar situadas ao longo da ferrovia.

O trem de passageiros hoje, é uma ônus real que a CVRD tem de garantir, senão perde o direito de concessão. Estou a falar de integração de fato. Só estaremos bem no dia que pelo menos 60% do minério que passa hoje ficar no estado e ser transformado em AÇO e tudo o que se pode fabricar a partir dele.
Não faz o menor sentido vender-mos à China parte do nosso grande potencial de riqueza. Estamos tranferindo a eles nossa capacidade de desenvolvimento. E o que nos pagam não beneficiam satisfatoriamente as populações imediatamente envolvidas.
é,bem que poderia mesmo,uma boa cidade para se instalar uma siderurgica seria Açailândia, parece que a cidade tem um certo tipo de liderança e recebe os trilhos da norte sul!!!!
mas ser conhecida e ter uma densa população não garante que uma industria se instale lá, outro exemplo que posso citar aqui em Minas Gerais é Governador Valadares que mesmo com seu prestígio perdeu a USIMINAS para Ipatinga, e varias siderurgicas se instalaram na região de Ipatinga formando a Região Metropolitana do Vale do Aço, mas muitas cidades do Vale do rio Doce não conseguiram atrair o desenvolvimento e continuam na pobreza!!!
Olha que o processo aqui é mais antigo, a Ferrovia (estrada de Ferro Vitória a Minas) foi inaugurada em 1904 e a CVRD assumiu a ferrovia ainda na década de 50 e foi duplicada na década de 70!!!!
essa história de atrair siderurgica é praticamente a mesma coisa a maioria das siderurgicas são de outros países, aqui até a gigante USIMINAS foi privatizada,e algumas siderurgicas levam no nome de seus países de origem tipo: CIA.BELGO-MINEIRA, MANESMANN, MITSUI e por aí vai!!!!
 

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é,bem que poderia mesmo,uma boa cidade para se instalar uma siderurgica seria Açailândia, parece que a cidade tem um certo tipo de liderança e recebe os trilhos da norte sul!!!!
mas ser conhecida e ter uma densa população não garante que uma industria se instale lá, outro exemplo que posso citar aqui em Minas Gerais é Governador Valadares que mesmo com seu prestígio perdeu a USIMINAS para Ipatinga, e varias siderurgicas se instalaram na região de Ipatinga formando a Região Metropolitana do Vale do Aço, mas muitas cidades do Vale do rio Doce não conseguiram atrair o desenvolvimento e continuam na pobreza!!!
Olha que o processo aqui é mais antigo, a Ferrovia (estrada de Ferro Vitória a Minas) foi inaugurada em 1904 e a CVRD assumiu a ferrovia ainda na década de 50 e foi duplicada na década de 70!!!!
essa história de atrair siderurgica é praticamente a mesma coisa a maioria das siderurgicas são de outros países, aqui até a gigante USIMINAS foi privatizada,e algumas siderurgicas levam no nome de seus países de origem tipo: CIA.BELGO-MINEIRA, MANESMANN, MITSUI e por aí vai!!!!
Pois é, mas o problema está na estrutura de capital e no objetivo das companias.

O estado pode participar, obrigar a divisão de parte do capital entre os funcionários e o mais importante, estimular o consumo dos produtos siderúrgicos na própria região.
Com estaleiros, fabricas de auto-peças, paterial de trasnportes e toda a infinidade de coisas que o aço permite.

As siderúrgicas que estamos falando são gigantes, apenas a undidade prevista para o Ceará terá capacidade superior a todas as usinas no Brasil juntas.
As do Maranhão idem, tens noção da dimensão disso?!

Vão mudar a estrutura econômica do país, não podemos deixar essa riqueza na mão dos outros assim de graça. Temos que fazer de tudo para o capital ficar dentro do país e se disseminar entre o maior número possivel de pessoas.
Isso se faz com diversificação econômica. Está na hora de pensarmos como gente grande. Pois somos ENORMES brasileiro as vezes não se dá conta de que vive no 5º país do mundo.
 

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Pois é, mas o problema está na estrutura de capital e no objetivo das companias.

O estado pode participar, obrigar a divisão de parte do capital entre os funcionários e o mais importante, estimular o consumo dos produtos siderúrgicos na própria região.
Com estaleiros, fabricas de auto-peças, paterial de trasnportes e toda a infinidade de coisas que o aço permite.

As siderúrgicas que estamos falando são gigantes, apenas a undidade prevista para o Ceará terá capacidade superior a todas as usinas no Brasil juntas.
As do Maranhão idem, tens noção da dimensão disso?!

Vão mudar a estrutura econômica do país, não podemos deixar essa riqueza na mão dos outros assim de graça. Temos que fazer de tudo para o capital ficar dentro do país e se disseminar entre o maior número possivel de pessoas.
Isso se faz com diversificação econômica. Está na hora de pensarmos como gente grande. Pois somos ENORMES brasileiro as vezes não se dá conta de que vive no 5º país do mundo.
Menos Kaique... menos... pode até ser a maior do brasil, agora que é maior que todas as siderúrgicas do Brasil juntas é impossível!!!
 

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Menos Kaique... menos... pode até ser a maior do brasil, agora que é maior que todas as siderúrgicas do Brasil juntas é impossível!!!
É sério. Em PLACAS de aço a produlão atual é de 1,5 milhão de toneladas por ano. A siderúrgica do Pecém deverá produzir 2,5mi de toneladas de PLACAS e a do MA ,caso algum dia concretizem, 3 milhões t. O total do aço produzido no país é da ordem de 30 milhões de toneladas, até 2015 querem dobrar essa produção.
 

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As siderúrgicas que estamos falando são gigantes, apenas a undidade prevista para o Ceará terá capacidade superior a todas as usinas no Brasil juntas.
As do Maranhão idem, tens noção da dimensão disso?!
Li uma vez que a do Ceará teria uma produção de 5 toneladas anuais. Então não será maior que todas juntas, muito longe disso. Em 2011 será inaugurada a CSV aqui no litoral sul, com produção anual de 6/t, no ES mesmo já tem a Arcelor Tubarão, produzindo 7,5/t por ano. A Usiminas está passando por uma ampliação na planta, que depois de inaugurada vai produzir 9/t anuais lá em Ipatinga/MG. Isso sem dizer da CSN, Gerdau, e outras, que também tem número expressivos.
 
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