Skyscraper City Forum banner
1 - 20 of 1311 Posts

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #1 · (Edited)
Projeto para malha aérea regional

Thread para acompanhar o desenvolvimento da nova Malha Aérea Regional do Nordeste.

Objetivos do Fórum.

O fórum é de discutir a implantação da nova malha aérea que vai nascer no interior do Nordeste.

Pontos do fórum:

1- Empresas Aéreas, Novidades, Serviços Prestados;
2- Adequação de Aeroportos dentro das normas de segurança Aeroportuarias, Ampliação, Conforto;
3- Malha Aérea Proposta, Ligação Ponto a Ponto, HUB, Rota com a Capital, Novas Cidades;
4- Frequências e Horários;
5- PAX observado para;
6- Aeronaves, Novidades, Idade, Visual;
7- Planejamento, Idéias, Objetivos da Malha;
8- Deliberações Governamental para Projeto, Implantação, Manutenção e Sucesso.


As primeiras noticias que motivaram a criação do Fórum para acompanhamento estão abaixo.

A assessoria de Imprensa da Sudene informou que a construção das linhas aéreas nas cidades do interior entre si e com as capitais faz parte de um projeto maior que ainda será anunciado pela presidenta Dilma Rousseff.
Participantes da reunião secretários de turismo e representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Bancos publicos como o BNB e BNDES.


Requisitos

- Instalação de "hub" em uma cidade da região
- Interligação com as linhas nacionais e internacionais nas capitais;
- As linhas regionais devem se conectar com todas as capitais do Nordeste, além de Vitória, Belo Horizonte, Palmas e Brasília;
- Frequências das linhas regionais - preferencialmente diárias. No máximo a cada dois dias;
- Horário dos voos
- Preferencialmente entre 5 h e 23 h;
- Contratação de mão-de-obra da região;
- O prazo meta para início da nova malha é 1º de dezembro de 2012.


Destinos atendidos

- A relação inclui as capitais dos estados do Nordeste, municípios polos (mandatórios) e outros municípios que possuem aeródromos e potencialidade econômica.

- Municípios polos:Ilhéus (BA), Porto Seguro (BA), Barreiras (BA), Paulo Afonso (BA), Petrolina (PE), Juazeiro do Norte (CE), Campina Grande (PB), Imperatriz (MA), Parnaíba (PI), Montes Claros (MG) e Linhares (ES).

- Outros municípios:Arcoverde (PE), Balsas (MA), Barreirinhas (MA), São Raimundo Nonato (PI), Aracati (CE), Jijoca, Patos (PB), Vitória da Conquista (BA), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Lençois (BA). Fonte: Sudene


Integração

Na proposta entre Sudene, CTI Nordeste e Infraero, ficou estabelecida uma relação de destinos a serem contemplados no projeto. Além dos estados do Nordeste, estão inclusos na malha aérea Minas Gerais, Tocantins, Espírito Santo e Distrito Federal.

"Foi levada em conta a questão da localização próxima da região";
"Pelas nossas pesquisas percebemos que o Nordeste viaja muito dentro do Nordeste. Desenvolver essa malha significa também estimular esse turismo. Precisamos ainda ampliar o relacionamento com nossos maiores emissores que estão no Sudeste", explica Roberto Pereira, da CTI Nordeste.

"A gente precisa acabar com essa ideia de que cada capital do Nordeste precisa ter um aeroporto internacional. Três ou quatro são suficientes para distribuir os passageiros em aeronaves menores para aeroportos nacionais, ligando cidades menores", explica Alberto Feitosa, secretário de turismo de Pernambuco.

Viabilização do Projeto

Para viabilizar o desenvolvimento da malha aérea será escolhido um aeroporto hub, que funcionará como um centro de conexões para os voos. Apesar de não haver confirmação oficial, a função deve ficar com a cidade de Petrolina.


Empresas Aéreas Participantes

Azul/Trip, Passaredo, Avianca e Falcon Jet/Voa Brasil.



Incentivos


1- Concessão de incentivo no ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do querosene;

Obs: O superintendente regional da Infraero, Fernando Nicácio, apresenta dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que mostram um peso de 32% dos combustíveis no custo de uma passagem aérea. "Sabemos que é um peso grande, mas não fechamos a taxa de incentivo ainda", esclarece Roberto Pereira, da CTI Nordeste.

2- Incentivo fiscal;

Nota: As empresas que operarem com aviões com capacidade para até 120 pessoas e com rotas para o interior poderão receber o incentivo. "A mobilidade no Nordeste é muito difícil. Para ir do Piauí para o Maranhão, por exemplo, os voos passam por Salvador. Com a redução do imposto conseguimos alavancar o turismo na Bahia em cidades como Barreiras, Vitória da Conquista, Paulo Afonso e Juazeiro. Encurtaras distâncias aumenta o fluxo turístico e desenvolve as cidades menores", diz o diretor de Relações Nacionais da Bahiatursa, Fernando Ferrero.

3- Crédito para Indústria Aeronáutica.

Nota: Renato Fernandes, afirma que o BNDES estaria disposto a disponibilizar crédito para a construção de pelo menos sete aeronaves dos modelos ATR 42 e Embraer ERJ 145. O secretário executivo da CTI Nordeste acrescenta que o ideal para atender a demanda regional são aeronaves com capacidade de 50 a 70 assentos. "Menos do que isso tira a viabilidade econômica e ter mais é inviável", completa:
Até o momento foram três encontros realizados na Sudene para tratar do projeto da malha aérea regional. Na última reunião o grupo de trabalho apresentou uma proposta unificada às quatro companhias aéreas, que ficaram de analisar o material e fazer uma contraproposta no próximo dia 13 de setembro. A pretensão é que mais para frente sejam convocadas as companhias TAM e GOL, hoje maiores players do setor aeroportuário. Juntas, as duas empresas respondem por 74,1% do mercado.

4- Demanda de crédito

Sudene, BNB e BNDES.

5- Esclarecimento Final

As quatro companhias que criarão os voos fazem parte do consórcio que atua na aviação executiva da região. O objetivo é estruturar uma malha aérea que permita a ligação direta entre todas as capitais nordestinas e algumas cidades do interior.

O executivo da Sudene, Adonias Oliveira, informou que alguns dos pontos discutidos na reunião foram a necessidade do financiamento para a compra de novas aeronaves pelas empresas, melhoria na infraestrutura dos acessos e dos aeroportos; cumprimento da Lei do uso do Solo, protegendo os aeroportos de construção de imóveis próximos aos equipamentos; política de redução de tributos, em especial, dos combustíveis de aviação.

A intenção é fazer com que essa nova malha aérea esteja sendo colocada em prática já na próxima estação de verão, no final deste ano, início de 2013. Um dos principais trunfos que serão expostos para as companhias aéreas será a pujança da economia do Nordeste, a segunda da América Latina e com imenso potencial de crescimento.

Novidades

Para Alberto Feitosa, secretário de turismo de Pernambuco, a região precisa investir em aeroportos de menor porte. "A gente precisa acabar com essa ideia de que cada capital do Nordeste precisa ter um aeroporto internacional. Três ou quatro são suficientes para distribuir os passageiros em aeronaves menores para aeroportos nacionais, ligando cidades menores", explica. O secretário da CTI-NE, Roberto Pereira, lembra também que ações como essa vão estimular ainda mais o turismo interestadual. "Pelas nossas pesquisas percebemos que o Nordeste viaja muito dentro do Nordeste. Desenvolver essa malha significa também estimular esse turismo. Precisamos ainda ampliar o relacionamento com nossos maiores emissores que estão no Sudeste".

Para viabilizar o desenvolvimento da malha aérea será escolhido um aeroporto hub, que funcionará como um centro de conexões para os voos. Apesar de não haver confirmação oficial, a função deve ficar com a cidade de Petrolina, onde a empresa Voa Brasil Linhas Aéreas, braço da holding americana Falcon Jet pretende fixar sua sede. De acordo com o secretário executivo, além da fluência dos voos dentro da região, o objetivo é que mais para frente se obtenham avanços na integração de destinos nacionais e internacionais com o Nordeste.

Dentre as empresas regionais que participam do projeto, a Voa Brasil é a grande novidade. O diretor comercial da empresa, Dílson Prado, anuncia que a companhia trabalhará com a operação de 38 aeronaves, nove Embraer 195, nove Bombardier Dash 8 Q-400 e 20 Cessnas Grand Caravan. "Vamos investir na linha regional para beneficiar o Nordeste, visando aprimorar os serviços aéreos dos estados", afirma. O lançamento da Falcon Jet/Voa Brasil está previsto para dezembro.


Fontes:

http://www.dnonline.com.br
http://www.sudene.gov.br
http://www.airfln.com.br
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #2 · (Edited)
Azul e Trip pedem autorização para code-share


A Azul e a Trip pediram autorização à Anac para realizarem um acordo de code-share, isto é, um compartilhamento de voos entre as duas empresas. Se aprovada a solicitação, o início da ação deverá acontecer até o final deste ano. Com isso, somando as malhas aéreas das duas companhias, os passageiros terão à disposição cerca de 800 voos diários em 99 destinos brasileiros.

No code-share, a Azul ficará responsável pela comercialização dos trechos de ambas empresas. A Trip continuará a vender normalmente seus voos por meio de seus canais. Embora o acordo seja bilateral, as companhias decidiram concentrar as vendas destes voos em apenas uma empresa, já em preparação para a adoção de uma única plataforma de vendas no futuro.

“Todos só têm a ganhar com esse acordo, principalmente os clientes, que contarão com uma ampla malha de voos, com diversas opções de conexões e frequências as quais trarão ainda mais comodidade para quem viaja”, fundador e presidente do Conselho da Azul, David Neeleman. “A operação encurtará distâncias e reduzirá o tempo de voo, possibilitando que mais pessoas utilizem o transporte aéreo”, completou o presidente-executivo da Trip, José Mario Caprioli.


http://aeroportosbrasil.blogspot.com.br/2012/08/azul-e-trip-pedem-autorizacao-para-code.html
http://g1.globo.com/economia/negocio...o-de-voos.html
 

·
Registered
Joined
·
5,781 Posts
^^

Code Share TAM e TRIP deve cair por terra. Quero ver como vai ficar o trecho SSA x IOS que a TAM não tá fazendo, pois reloca seus pax na TRIP.
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #6 ·
Estive hoje, lendo dados sobre o DAC, hoje ANAC. Vi a malha aérea que o nordeste tinha entre 1960 a 1980. Cidades como Pesqueira, Remanso, Barra, Barreiras, Picos, Petrolina, Paulo Afonso, etc..... Servidas com vôos regionais. O Correio aéreo servindo muitas cidades. O Maior desbravador, inclusive andei muito nele, foi o Emb-110 Bandeirante da Nordeste Linhas Aéreas e depois o EMB-120 Brasilia de Petrolina ~ Paulo Afonso ~ Recife e Petrolina ~ Paulo Afonso ~ Salvador em vôos de ida e volta simultaneamente. A era de aviões como o C-172, C-182, Samurai, Viscount, Electra, DC-3, Avro, Aerocomander, Emb-110, Emb-120, Navaro, na faixa de 5 a 40 PAX, era uma maravilha ter uma ligação entre as capitais, mesmo sabendo que era apenas um vôo diário. Estou fazendo um Book, vou digitalizar as fotos e postar no thread: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=94154105#post94154105

Hoje, cidades grandes acima de 400 MIL/Ha, tem menos vôo que cidades de 200 Mil/ha, outras que nem vôo regular tem no seu aeródromo, querem que empresas coloquem seus A-318/319/320, ATR, B-737 ou B-738 pra voar regularmente.
A nova Malha aérea é preciso, não por que o Governo esta exigindo, mas porque nos próximos 5 anos vivenciaremos eventos gigantescos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Como somos desprovidos de trens de transporte, Rios para navegação fluvial, teremos que apelar para a malha aérea. Resgatar algum que temos em pequenas cidades, aeroportos e pistas preparadas para receber diversos tipos de aeronaves, desde pequenos Gran Caravans ou a sensação do momento no Brasil que são os ATR-42 e 72. Sendo qualquer uma empresa que esteja querendo operar em nossa cidade, tenhamos em mente apenas uma frase, "aqui começa nosso desenvolvimento".
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #7 · (Edited)
Estudo para viabilizar a Malha Aérea no Nordeste

Aeródromos com Restrições de Piso, PCN abaixo de 20 - http://www2.anac.gov.br/biblioteca/iac/IAC157_1001.pdf

PE ARARIPINA
PB PATOS
PE GARANHUNS
PE SALGUEIRO
PE SERRA TALHADA
PE ARCOVERDE
BA GUANAMBI
BA BARRA
BA JEQUIÉ
PI PICOS
BA BOM JESUS DA LAPA
BA VITÓRIA DA CONQUISTA
MA SANTA INÊS
BA SENTO SÉ
BA CURAÇÁ
PB SOUSA
AL ARAPIRACA
MA CAROLINA

Pistas não Homolongadas para operações IFR(NOTURNO)

PE ARARIPINA
PB PATOS
PE GARANHUNS
PE SALGUEIRO
PE SERRA TALHADA
PE ARCOVERDE
BA GUANAMBI
BA BARRA
BA JEQUIÉ
PI PICOS
BA BOM JESUS DA LAPA
MA SANTA INÊS
BA SENTO SÉ
BA CURAÇÁ
PB SOUSA
AL ARAPIRACA
PE CARUARU
BA BARREIRAS
BA LENÇÓIS
BA VALENÇA
BA FEIRA DE SANTANA
BA IRECÊ
BA REMANSO
BA PILÃO ARCADO
PI PAULISTANA

Fonte:
http://www.anac.gov.br/Conteudo.aspx?slCD_ORIGEM=8&ttCD_CHAVE=3
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #8 · (Edited)
Aeroportos do Nordeste

Nesta Tabela da ANAC mostra as possíveis operações sem restrições nos principais Aeroportos do Nordeste.

Na relação mostra um exemplo de Aeronave, seu Peso Máximo para decolagem, Tipo de Trem de Pouso, Resistência de Piso necessário para operações sem restrição por classificação da pista e o Aeroporto capacitado a recebê-la.

 

·
Registered
Joined
·
6,581 Posts
Aeroportos do Nordeste
Muito interessante, Issao. Mas há algumas variações. Por exemplo, VDC tem PCN 10 e tem operado ATR 72 sem restrições. Certamente em outros aeroportos também podem ocorrer situações como essa ou estabelecer restrições para operação de aeronaves maiores do que a capacidade declarada.

Sobre o aeroporto de Feira de Santana, o PCN da pista é 14, mas definido por análise prática. Está no rotaer.

Você pode ver também os detalhes dos aeródromos que pertencem ao Governo da Bahia no Plano de Desenvolvimento Aeroportuário 2012 (PDAERO), no site de Secretaria de Infra-Estrutura (SEINFRA). O endereço é este: http://www.seinfra.ba.gov.br/pdaero2012.asp
 

·
Paris, France.
Joined
·
16,138 Posts
^^
Não dá pra entender bem essa tabela.

O que siginificam A, B, C, D nela? Altitudes dos aeroportos? Resistência do sub-leito?

E os números são os PCN?

Ah! MCZ teve o PCN aumentado para 66 quando foi ampliado, em 2005. É um dos maiores PCN do nordeste e isso não aparece nessa tabela.
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #13 ·
^^^^

Certo, mas esses estudos são do governo para que as cidades citadas acima recebam voos, ou isso é apenas um estudo seu?
Eduardo, Eu fiz um quadro comparativo, é uma comparação de informações do ROTAER com a exigências das Aeronaves com operações em Carga Maxima-MTOW(kg)

Vou acrescentar no quadro as informações da ANAC para melhor explicação.
 

·
Paris, France.
Joined
·
16,138 Posts
Vi que o PCN de FOR também é 66, igual ao de MCZ. Isso siginifica que há alguma coisa estranha nesse quadro.


PS: O ACN do B. 747-400 é de 57 para pistas em asfalto e 53 para pistas em concreto, com peso máximo de decolagem.
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #16 ·
Muito interessante, Issao. Mas há algumas variações. Por exemplo, VDC tem PCN 10 e tem operado ATR 72 sem restrições. Certamente em outros aeroportos também podem ocorrer situações como essa ou estabelecer restrições para operação de aeronaves maiores do que a capacidade declarada.

Sobre o aeroporto de Feira de Santana, o PCN da pista é 14, mas definido por análise prática. Está no rotaer.

Você pode ver também os detalhes dos aeródromos que pertencem ao Governo da Bahia no Plano de Desenvolvimento Aeroportuário 2012 (PDAERO), no site de Secretaria de Infra-Estrutura (SEINFRA). O endereço é este: http://www.seinfra.ba.gov.br/pdaero2012.asp
José, os efeitos de operações pela resistência de piso requer um aprofundamento de operações diárias. Existe um cálculo que indica a quantidade de operações em escala de tempo que o piso pode absorver por polegadas quadradas e quanto tempo se faz para retorno da massa, piso, base, sub-base e o efeito da camada de sub-base sobre o módulo de reação do terreno ao repouso.

Aeroportos com piso PCN 7, 8 até 18 podem receber aeronaves de 10 a 20 ton, porém, com intervá-los.

O Novo Aeroporto de Feira deverá ter um novo piso e nova largura, normalmente aeroportos de carga tem que ter piso acima de 60 PCN e Largura de 45 Mt entre as linhas e 5 mts em cada margem.
 

·
Registered
Joined
·
7,472 Posts
Aeroportos do Nordeste

Nesta Tabela da ANAC mostra as possíveis operações sem restrições nos principais Aeroportos do Nordeste.

Na relação mostra um exemplo de Aeronave, seu Peso Máximo para decolagem, Tipo de Trem de Pouso, Resistência de Piso necessário para operações sem restrição por classificação da pista e o Aeroporto capacitado a recebê-la.

O PCN do João Silva aqui em Santa Inês - MA é de 10. Podendo operar normalmente um ERJ-145. Q diachos esse Learjet significa nessa tabela???

SANTA INÊS / João Silva, MA SJBY 03 39 14S/045 20 42W
PUB UTC-3 25 (82)
06 – (1500 x 30 ASPH 10/F/C/Y/T) – 24
 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #18 · (Edited)
Vi que o PCN de FOR também é 66, igual ao de MCZ. Isso siginifica que há alguma coisa estranha nesse quadro.


PS: O ACN do B. 747-400 é de 57 para pistas em asfalto e 53 para pistas em concreto, com peso máximo de decolagem.
Bom vou fazer uma explicação do quadro, mas antes é necessário entendermos o seguinte:

ACN (Número de Classificação de Aeronaves). É um número que exprime o efeito relativo de uma aeronave sobre um pavimento, para determinada resistência.
PCN (Número de Classificação do Pavimento). É um número que indica a resistência de um pavimento para operações sem restrições.

OBS: A resistência do piso dos helipontos é apresentada simplesmente com o
peso em toneladas.

O PCN notificado indica que as aeronaves com ACN igual ou inferior ao PCN, podem operar sem restrições sobre o pavimento, obedecidas as limitações relativas à pressão dos pneus.
Poderão ser autorizadas operações de aeronaves com ACN igual ou superior ao PCN notificado para pavimento desde que obedecidos os critérios estabelecidos na AIC 09/01 - Resistência de Pavimentos dos Aeródromos e contida no MCA 53-1 - Manual do Especialista em Informação Aeronáutica.

Resistência dos pavimentos por o método ACN/PCN

Exemplo B-737-800

O ACN da aeronave de calculo, que neste caso é B737-800, ficará como o valor nominal do PCN. Os valores de ACN obtêm-se com o Aircraft Classification Number (Número de Classificação de Aeronaves).

Para o caso do pavimento flexível, o terreno de resistência alta, sem limite de pressão de pneus e pelo método de avaliação técnica, é:

- PCN 44/F/A/W/T

Para o pavimento rígido, com um terreno de resistência média, sem limite de pressão de pneus e pelo método de avaliação técnica:

- PCN 51/R/B/W/T

Assim o aeroporto pode receber, qualquer aeronave com um ACN inferior aos PCN’s.

Exemplo - 78/R/A/W/T

78 número de classificação do pavimento (PCN);

R tipo do pavimento para determinar o valor ACN - PCN;

A resistência do subleito;

W pressão máxima admissível dos pneus;

T método de avaliação.


a) Tipo de pavimento:

- Flexível (F)
- Rígido (R)

b) Categoria do terreno de fundação. No método ACN/PCN utilizam-se oito valores normalizados de terrenos de fundação (isto é, quatro valores “k” para pavimentos rígidos e quatro valores CBR. para pavimentos flexíveis), em vez duma escala contínua de resistências do terreno de fundação.

- Alta (A)
- Pavimento flexível: CBR>13; valor tipo CBR=15
- Pavimento rígido: K>120 MN/m3; valor tipo K=150 MN/m3

- Média (B)
- Pavimento flexível: 8< CBR<13; valor tipo CBR=10
- Pavimento rígido: 60< K<120 MN/m3; valor tipo K=80 MN/m3

- Baixa (C)
- Pavimento flexível: 4< CBR<8; valor tipo CBR=6
- Pavimento rígido: 25< K<60 MN/m3; valor tipo K=40 MN/m3

-Ultra Baixa (D)
- Pavimento flexível: CBR<4; valor tipo CBR=3
- Pavimento rígido: K<25 MN/m3; valor tipo K=20 MN/m3

c) Pressão máxima admissível dos pneumáticos:

- Alta (W): sem limite de pressão
- Mediana (X): até 1,50 MPa
- Baixa (Y): até 1,00 MPa
- Muito baixa (Z): até 0,5 MPa

d) Método da avaliação

- Avaliação técnica (T)

- Por experiência o aeronave usuária (U)


As letras A, B, C, D significam diferentes resistência do subleito dos pisos. O Calculo é complexo mas indicam a quantidade de operações anuais de uma aeronave para aquele tipo de piso.

OBS: para melhor entender utilize apenas o peso da aeronave.

 

·
Registered
Joined
·
3,365 Posts
Discussion Starter · #19 ·
O PCN do João Silva aqui em Santa Inês - MA é de 10. Podendo operar normalmente um ERJ-145. Q diachos esse Learjet significa nessa tabela???

SANTA INÊS / João Silva, MA SJBY 03 39 14S/045 20 42W
PUB UTC-3 25 (82)
06 – (1500 x 30 ASPH 10/F/C/Y/T) – 24
Sim Eduardo, pode operar aeronaves até 20 ton, mas há restrições. O peso da restrições é obtido na menor disponibilidade de Carga(excluido bagagens, apenas encomendas e Mala postal) da Aeronave para o aeroporto de destino.
 

·
Paris, France.
Joined
·
16,138 Posts
Bom vou fazer uma explicação do quadro, mas antes é necessário entendermos o seguinte:

ACN (Número de Classificação de Aeronaves). É um número que exprime o efeito relativo de uma aeronave sobre um pavimento, para determinada resistência.
PCN (Número de Classificação do Pavimento). É um número que indica a resistência de um pavimento para operações sem restrições.

OBS: A resistência do piso dos helipontos é apresentada simplesmente com o
peso em toneladas.

O PCN notificado indica que as aeronaves com ACN igual ou inferior ao PCN, podem operar sem restrições sobre o pavimento, obedecidas as limitações relativas à pressão dos pneus.
Poderão ser autorizadas operações de aeronaves com ACN igual ou superior ao PCN notificado para pavimento desde que obedecidos os critérios estabelecidos na AIC 09/01 - Resistência de Pavimentos dos Aeródromos e contida no MCA 53-1 - Manual do Especialista em Informação Aeronáutica.

Resistência dos pavimentos por o método ACN/PCN

Exemplo B-737-800

O ACN da aeronave de calculo, que neste caso é B737-800, ficará como o valor nominal do PCN. Os valores de ACN obtêm-se com o Aircraft Classification Number (Número de Classificação de Aeronaves).

Para o caso do pavimento flexível, o terreno de resistência alta, sem limite de pressão de pneus e pelo método de avaliação técnica, é:

- PCN 44/F/A/W/T

Para o pavimento rígido, com um terreno de resistência média, sem limite de pressão de pneus e pelo método de avaliação técnica:

- PCN 51/R/B/W/T

Assim o aeroporto pode receber, qualquer aeronave com um ACN inferior aos PCN’s.

Exemplo - 78/R/A/W/T

78 número de classificação do pavimento (PCN);

R tipo do pavimento para determinar o valor ACN - PCN;

A resistência do subleito;

W pressão máxima admissível dos pneus;

T método de avaliação.


a) Tipo de pavimento:

- Flexível (F)
- Rígido (R)

b) Categoria do terreno de fundação. No método ACN/PCN utilizam-se oito valores normalizados de terrenos de fundação (isto é, quatro valores “k” para pavimentos rígidos e quatro valores CBR. para pavimentos flexíveis), em vez duma escala contínua de resistências do terreno de fundação.

- Alta (A)
- Pavimento flexível: CBR>13; valor tipo CBR=15
- Pavimento rígido: K>120 MN/m3; valor tipo K=150 MN/m3

- Média (B)
- Pavimento flexível: 8< CBR<13; valor tipo CBR=10
- Pavimento rígido: 60< K<120 MN/m3; valor tipo K=80 MN/m3

- Baixa (C)
- Pavimento flexível: 4< CBR<8; valor tipo CBR=6
- Pavimento rígido: 25< K<60 MN/m3; valor tipo K=40 MN/m3

-Ultra Baixa (D)
- Pavimento flexível: CBR<4; valor tipo CBR=3
- Pavimento rígido: K<25 MN/m3; valor tipo K=20 MN/m3

c) Pressão máxima admissível dos pneumáticos:

- Alta (W): sem limite de pressão
- Mediana (X): até 1,50 MPa
- Baixa (Y): até 1,00 MPa
- Muito baixa (Z): até 0,5 MPa

d) Método da avaliação

- Avaliação técnica (T)

- Por experiência o aeronave usuária (U)


As letras A, B, C, D significam diferentes resistência do subleito dos pisos. O Calculo é complexo mas indicam a quantidade de operações anuais de uma aeronave para aquele tipo de piso.

OBS: para melhor entender utilize apenas o peso da aeronave.


O de MCZ é 66 F/A/X/T desde set. 2005.
46 era antes da obra de ampliação.
 
1 - 20 of 1311 Posts
Top