SkyscraperCity banner

21 - 40 of 824 Posts

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #26
Baú Velho


Avenida Constantino Nery
por: Carlos Zamith

A Avenida Constantino Nery já mudou de nome cinco vezes, mas agora já se vão mais de meio século e, felizmente, ninguém mais se preocupou em fazer nova troca. A denominação dessa Avenida foi oficialmente dada em 1905, por força da Lei nº. 426, de 30 de novembro.

Cinco anos depois, exatamente no dia 28 de novembro de 1910, a Intendência Municipal aprovou um projeto do Intendente Alberto Botelho Coelho, subscrito pelos seus pares Carlos Studart, Agostinho César de Oliveira, Francisco Bernardo de Farias e Polidoro Rodrigues, propondo a mudança do nome de Avenida Constantino Nery, para Avenida João Coelho, em homenagem ao então governador do Pará, Dr. João Antonio Luiz Coelho.



Já em 1919, o Intendente Licínio Silva foi o autor de outro projeto de Lei, mudando a denominação de Avenida João Coelho, para Avenida Olavo Bilac, propositura que foi aprovada e transformada na Lei nº. 999, de 20 de março.

Mas em 1927, o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa, foi autor de um projeto restabelecendo o nome da Avenida Constantino Nery, anulando, portanto, a Lei anterior, a que deu o nome de Olavo Bilac. O projeto de Sérgio Pessoa foi aprovado, sem qualquer restrição.

Em 1930, três anos depois, essa artéria sofre nova mudança em sua nomenclatura. O Prefeito Municipal nomeado por alguns meses, após a Revolução de 1930, professor Marciano Armond, baixou Decreto nº 03, com data de 01 de novembro anulou "as mais recentes leis que mudaram os nomes de diversas ruas e avenidas". Dentre elas estava a Avenida Constantino Nery, que por esse Ato voltou a chamar-se Avenida Olavo Bilac.

Embora restabelecida a denominação de Olavo Bilac, a verdade é que ninguém conseguiu gravar esse nome. Para os habitantes de Manaus, aquela via continuava sendo conhecida por João Coelho e por muito tempo, pois até os coletivos e os antigos "expressinhos", permaneciam com a placa de "João Coelho", pelo menos até a década de 70.
A VOLTA

Em 1953, na segunda legislatura da Câmara Municipal de Manaus após a redemocratização do país, o Vereador Walter Rayol, eleito pelo PTB com expressiva votação, levou a discussão do Plenário do Legislativo, um projeto que se transformou na Lei nº. 295, de 12 de outubro, propondo a volta do nome de Constantino Nery, com a justificativa que foi publicada no “O Jornal” desta cidade:

"Reparando uma injustiça que vem sendo mantida sem razão plausível, fazemos voltar a sua antiga denominação a Avenida Constantino Nery, que lhe foi dada em 1905, pela Lei n.426, de 30 de novembro. Esta via pública foi aberta no governo do general Constantino Nery, seu idealizador e construtor. Não desejamos fazer desaparecer o nome de Olavo Bilac, o poeta primoroso e principalmente fundador da Liga de Defesa Nacional. E, o nome de Olavo Bilac fica transferido para a terceira parte da Avenida Ipixuna, no bairro de Cachoeirinha".

Foi assim que a Avenida Constantino Nery voltou a ter seu nome primitivo. O projeto de Walter Rayol recebeu o apoio de seus companheiros Ismael Benigno, Edgard Macedo e Raimundo Coqueiro Mendes, este presidente da Câmara Municipal.
RESUMO

Lei nº 426, de 30-11-1905 – Constantino Nery para João Coelho;

Lei nº 999, de 26-03-1919 – João Coelho para Olavo Bilac;

Lei nº 1407, de 04-05-1927 – Olavo Bilac volta a Constantino Nery;

Decreto 03, de 01-11-1930 – Constantino Nery volta a Olavo Bilac;

Lei nº 295, de 12-10-1953 – Olavo Bilac volta a Constantino Nery.



http://www.bauvelho.com.br/?p=732
 

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #27
Blog do Rocha

A Casa Mais Antiga de Manaus



A fotografia acima mostra a casa mais antiga de Manaus, está localizada na Rua Bernardo Ramos, numero 77, centro antigo. É uma casinha em estilo colonial, datada de 1819, portanto, com cento e noventa e um anos. Tem a cor predominante verde, possui uma placa “Bar e Mercearia Guarany”, segundo os historiadores, serviu como residência do Vereador José Casimiro Prado, que ajudou a construir o 1º. Teatro da cidade, onde atualmente funciona a Capitania dos Portos.

O Programa Monumenta, com recursos do governo federal, previa a restauração de prédios e monumentos históricos – no corredor cultural proposto, estava inserido o Paço da Liberdade, o Coreto e Chafariz, situados na Praça Dom Pedro II e a Casa 77, acima descrita.

Este programa se arrasta desde a administração do prefeito Serafim Correa, infelizmente, nada foi concluído até os dias atuais. Sabemos que a referida casa foi comprada pelo poder publico e, encontra-se em processo de recuperação, pode-se dizer “a passos de tartaruga”.

http://jmartinsrocha.blogspot.com/search?updated-min=2010-01-01T00:00:00-04:00&updated-max=2011-01-01T00:00:00-04:00&max-results=50
 

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #28 (Edited)

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #29

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #32
Pelé visita Manaus

A primeira viagem de Pelé a Manaus ocorreu com o time do Santos, em 1968. Antes do Vivaldão, e ao tempo do presidente da FAF, Flaviano Limongi. O time paulista ficou hospedado na Maromba e jogou contra o Nacional no estádio Ismael Benigno, do São Raimundo.

Dois anos depois, Pelé voltou, agora com a seleção brasileira, para pré-inaugurar o Vivaldão. A festa foi completa, com a apresentação dos convocados para o selecionado brasileiro, incluindo alguns jogadores locais.


O Jornal. 5 abril 1970


Pelé, na ocasião, recebeu a visita de seu amigo Silvio (Cururu) Moreira (então um esperto moleque, deficiente físico).




Enfim, em outubro de 1971, quando Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, antes de outro jogo contra o Nacional, recebeu das mãos do governador João Walter o diploma de Cidadão do Amazonas. No dia seguinte, antes do retorno, Pelé foi visitar as Irmãs que assistiam aos hansenianos no sanatório existente no Aleixo.







http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
 

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #34
Livraria Acadêmica (1912-2009)


O Jornal. Manaus, 1949

Fundada em 1912, este estabelecimento fechou as portas ano passado. Agora, o edifício passa por reformas e, certamente, ali não mais haverá livros nem papéis. Nem o acolhimento fidalgo do seu Barata. Restará apenas saudades pelo fim do mais antigo templo ocupado pelos leitores da cidade.

Última foto, em agosto 2009



http://catadordepapeis.blogspot.com/2010_10_01_archive.html
 

·
Registered
Joined
·
8,103 Posts
Se pode fazer melhor, vá lá e faça. Contribua, não apenas critique.

No mais, parabéns pelo tópico Manaus.ASB
Eu não critiquei o forista e nem o tópico.
O ''tenso'' foi pq, pelas fotos, o centro historico já era bem acabadinho nessa época.

E eu adorei o thread, viajo muito vendo fotos mais antigas, ainda mais essas de um passado não muito distante. E esses registros ''jornalisticos'' de antigamente tbm são bem interessantes, deveriam ganhar um thread só pra eles
 

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #36 (Edited)
O fim dos Armazéns Rosas, de J. G. Araújo II



Jornal O Povo. Manaus, 28 setembro 1990


Para melhor entender esse gigantismo, reproduzo a “Cronologia do maior incêndio de Manaus”, publicada em A Crítica, de 28 de setembro de 1990.


O incêndio gigantesco que destruiu grande parte dos prédios situados no quarteirão formado pelas ruas Eduardo Ribeiro, Quintino Bocaiúva, Marechal Deodoro e Teodoreto Souto e também atingiu o prédio da Galeria Central, localizada na Marechal Deodoro, no lado oposto do quarteirão, durou cerca de 4 horas. O inicio do incêndio, segundo informações ainda não oficiais, foi na loja Disco de Ouro, por volta das 13 horas. E foi debelado quando faltavam 10 minutos para as 17 horas. A seguir a cronologia do acontecimento.

O mesmo periódico seguiu analisando o desastre. Em editorial - Fogo que clareia -, salientou as dificuldades manifestas dos bombeiros, e relembrou a punição do coronel Cavalcanti Campos, ex-comandante do Corpo, que, ao denunciar a situação dos “homens do fogo” em programa de TV dirigido por Carlos Souza, hoje vice-prefeito de Manaus, foi severamente punido.
Para encerrar esta postagem, afinal, este sinistro ofereceu motivação para longos debates. Recordo o finado colunista social – Gilberto (Gil) Barbosa, que nele, também encontrou o mote para sua coluna Gente, da mesma data: “Desaparelhamento imperdoável”.

13h – Começa incendiar a loja Disco de Ouro. As pessoas que ali trabalhavam correram a procura de extintores de incêndio.

13h30 – O fogo começa a se alastrar para as lojas vizinhas, em especial para A Cearense.

13h50 - Chegam os primeiros carros do Corpo de Bombeiros. O incêndio já estava tomando dimensões alarmantes, com focos para o prédio da Galeria Central.

14h – Uma senhora, identificando-se como tia das irmãs Cristiane e Claudia Feitosa, chega no local desesperada, dizendo que as duas estavam presas no prédio da Galeria Central. Até o final do acontecimento o fato não foi confirmado. Os bombeiros e policiais garantiram que não havia ninguém no prédio.

14h10 – Finalmente os Bombeiros conseguem armar as mangueiras e usar os jatos de água. Porém, somente pelo lado da avenida Eduardo Ribeiro.

14h15 – Os bombeiros chegam também na rua Marechal Deodoro.

14h20 – Proprietários e empregados da loja Jambo, ajudados pelos bombeiros tiram e jogam nas esquinas das ruas Quintino Bocaiúva e [Marechal] Deodoro, grande parte das mercadorias da loja. Além de salvar um pouco do prejuízo, a operação visava retirar do local todo material de fácil combustão.

14h25 – Alguns bombeiros em cima do telhado da Sayes Importação e Exportação começam a controlar o fogo no prédio da Galeria Central. Nessa hora, o vento começa a soprar em direção à Lobrás e, se ajudou a controlar o fogo da Galeria, piorou a situação na loja Jambo e passou a ameaçar a loja Marisa.

14h40 – Soldado do Corpo de Bombeiros, identificado pelos companheiros como Jocildo, sai carregado com ferimentos na cabeça.

14h50 – O calor na rua Marechal Deodoro é intenso. O capitão Bonates pede a todos que se afastem porque existe material altamente explosivo no sobrado da Jambo. Cinco minutos após a informação se confirma e o telhado do prédio é consumido em poucos minutos.

15h – Caminhões do [supermercado] CO começam a levar todo o material da Dessana, neste instante também sobre ameaça. Nos quinze minutos seguintes chegam diversos veículos de apoio, como um caminhão-pipa da Aeronáutica e da SEMOB [Secretaria Municipal de Obras], e pás mecânicas para limpar o caminho para os caminhões dos bombeiros.

15h25 – O coronel Medeiros [comandante geral] da PM admite que o incêndio naquele momento estava incontrolável. Escutam-se várias explosões.

15h55 – Desaba grande parte da parede [dos Armazéns] que dá frente para a av. Eduardo Ribeiro. Dez minutos depois desaba outro pedaço menor.

16h – Começa a haver pequenos atritos entre a multidão de curiosos que nesta ocasião ocupava toda a Praça do Relógio, av. Eduardo Ribeiro e av. Sete de Setembro. O vento começa a diminuir de intensidade e o fogo começa a ser controlado.

16h30 – Chega um pelotão de choque da PM, com escopetas, submetralhadoras. Acontece um pequeno atrito entre um policial deste pelotão e um repórter de uma estação de TV.

16h55 – Finalmente, o fogo é apagado.


Curiosos e donos de lojas vêm o prejuízo. O Povo, 28.9.1990

Os prejuízos são incalculáveis! Empresas comerciais inteiras viram anos de esforços transformar-se em cinzas. Os parcos recursos do Corpo de Bombeiros não foram suficientes e o fogo, em algumas horas, consumiu o inacreditável. Sem agentes químicos para debelar e extinguir esse incêndio, mesmo a água foi um fator ausente e que teria sido providencial.


Jornal já desaparecido, O Povo. Manaus, 28 setembro 1990

http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/A Crítica
 

·
München
Joined
·
11,757 Posts
Discussion Starter #38
Alarme falso de bomba na agência da Caixa Econômica Federal, Manaus agosto de 1980


A Crítica. Manaus, 30 agosto 1980

No final de agosto de 1980, ainda se vivia sob o Governo Militar, aconteceu um alarme falso de bomba na agência da Caixa Econômica Federal, situada na rua Barroso, ainda hoje em funcionamento. Ao seu lado, funcionava a Justiça do Trabalho, e mais adiante a agencia do Banco do Estado do Amazonas que vendia seguros em geral.
Não podia ser diferente, a evacuação do prédio causou aquele rebuliço. Atraindo uma grande multidão para assistir quem sabe o trabalho da polícia. Ou ver a bomba explodir. Como não havia bomba, os curiosos ficaram a ver os fuscas da Polícia Militar. Sim, porque a PM ainda utilizava esses prosaícos veículos no serviço de policiamento.


Interesante é que no início do mês, Mário Adolfo, competente chargista, publicou em sua coluna a ilustração seguinte. Parecia prever a notícia alarmante do final do mês. Afinal, agosto é mês do desgosto.

Mas, para entender o trabalho do chargista, Ibrahim Sued era um colunista social, com programa de TV. Era com o mote - bomba, bomba, que anunciava suas notícias.


A Crítica. Manaus,
10 agosto 1980

http://catadordepapeis.blogspot.com/search/label/A Crítica
 
21 - 40 of 824 Posts
Top