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Discussion Starter · #1 · (Edited)
EDSON COELHO

Especial para O LIBERAL

Há dez anos, o município de Marabá, sudeste do Estado, é talvez o único do mundo com níveis de crescimento semelhantes aos da China, cerca de 10% ao ano, tanto na economia como na população. Nos próximos anos, Marabá deve superar, e muito, o gigante asiático. Segundo previsões da companhia Vale, o município deve receber, até o final de 2010, cerca de 250 mil novas pessoas - um crescimento de 150% em relação aos 200 mil habitantes de hoje. O motivo é que o sudeste do Pará, Marabá como centro, está se tornando um dos principais pólos de desenvolvimento do Norte brasileiro, com investimentos totais previstos de cerca de R$ 60 bilhões até 2014 e obras que representam reivindicações históricas da sociedade paraense, como a construção das eclusas de Tucuruí, da hidrovia Araguaia-Tocantins e de uma siderúrgica cuja pedra fundamental será lançada em maio do próximo ano, mas já movimenta a economia e a vida social e trabalhista de toda a região.

A partir de hoje, uma série de reportagens vai mapear os principais investimentos previstos para o sul e sudeste do Pará, as principais obras, os empregos que serão gerados (e como se preparar para eles), bem como as oportunidades de negócios e transformações sociais que tudo isso gera. A cidade de Marabá no centro de todo o processo.

Marabá, que significa 'filho do prisioneiro ou estrangeiro', e ainda 'filha da índia com o branco', surgiu oficialmente como município em 5 de abril de 1913 (recebendo o título de cidade só em 1923), mas suas origens remontam ao final do Século XIX, quando, em 1892, várias famílias fogem das sangrentas lutas em Boa Vista do Tocantins (GO) e, em 1894, Carlos Leitão, com um grupo de seguidores, instala um burgo agrícola às proximidades do rio Itacaiúnas. Dois anos depois, descobre na região o caucho, que também produzia látex, considerado a primeira grande riqueza do município.

www.orm.com.br



:cheers:


ps: a reportagem está imcompleta, pois o liberal agora restringe reportagens para não assinantes!
 

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Nossa, mas que exagero, a cidade irá receber 250mil pessoas a mais até o fim de 2010? a cidade já não tem estrutura e saneamento básico para população de hoje imagina daqui um ano e meio com esse 1/4 de milhão de habitantes! Infelizmente a grande maioria dessa massa será de pessoas com pouca instrução e aventureiros.
 

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Nossa, mas que exagero, a cidade irá receber 250mil pessoas a mais até o fim de 2010? a cidade já não tem estrutura e saneamento básico para população de hoje imagina daqui um ano e meio com esse 1/4 de milhão de habitantes! Infelizmente a grande maioria dessa massa será de pessoas com pouca instrução e aventureiros.
1/4 de milhão de habs a mais, pois somando a pop. atual com essa que aumentará segundo a matéria, dará por volta de 455.000 hab em Marabá!

Tbm achei muito receber 250 mil pessoas em 1,5 ano.(~54% de crescimento populacional).

Nem Parauapebas que é um dos municípios que mais cresce em população no Brasil aumentou tanto assim! Parauapebas aumentou sua população em 99.000 mil hab (90% de crescimento) durante 23 anos(81>04).

Se realmente acontecer, fica evidente que essa multidão será atraída pelos investimentos da Vale, como a matéria faz questão de dizer, principalmente pelo seu carro-chefe: a siderúrgica!

No mais, fico torcendo para que a cidade consiga superar todas as mazelas que decorrem desta grande imigração. :cry:
 

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soh quero q daqui mais uns anos quando Marabá estiver mais arrumada ainda
aqules politicos bando de fazendeiro d la queiram emancipar o municipio do estado
 

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Será que daqui a pouco surgirá a terceira metrópole na Amazônia??
:cheers:
Ou a primeira do Carajas! :| Espero que não. hehe


ih rapá corre Ananindeua :runaway: pra naum perder a 3ª maior população da região norte para Marabá:hahaha:
Pra mim isso não é problema nenhum.

soh quero q daqui mais uns anos quando Marabá estiver mais arrumada ainda
aqules politicos bando de fazendeiro d la queiram emancipar o municipio do estado
Emancipar o município não. Emancipar vários municípios, incluindo Marabá, constituindo um estado!

Giovanny Queiroz. Este é o nome do principal político(Dep. Federal) nos bastidores para a criação do estado de Carajás. Ele atual nessas bandas. Acho que ele é natural de outro estado. :gunz: :mad2:
 

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Discussion Starter · #11 ·
Nossa, mas que exagero, a cidade irá receber 250mil pessoas a mais até o fim de 2010? a cidade já não tem estrutura e saneamento básico para população de hoje imagina daqui um ano e meio com esse 1/4 de milhão de habitantes! Infelizmente a grande maioria dessa massa será de pessoas com pouca instrução e aventureiros.
Também achei um exagero, a cidade não teria, alias, não tem estrutura pra receber essa quantidade de pessoas! E se isso viesse a ocorrer seria um desastre, uma explosão demografica que acarretaria enormes problemas sociais!
 

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Leão
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Vota contra a criação de Carajás!
No mais creio que essa deva se desenvolver muito nos próximos anos!
com certeza q os paraenses vão querer perder aqueles pedaços do estado
tah bom té parece...vai ser a maioria contra a minoria...naum vai ter pra politico nenhum naum

vota contra tudo que é respeito a emancipação
 

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O problema é que dizem que há muitos "estrangeiros" na região do Carajás, bem q a população do estado que procura emprego no amazonas poderia começar a migrar pro sul do estado para suprir mão de obra por lá, ficaria tudo entre o Pará mesmo =)
 

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Gente eu acho difícil a população de Marabá aumentar tanto até o fim de 2010. E sem sombra de dúvidas a cidade mal comporta a população que tem hj, imagine o dobro disso ali. Eu tive a oportunidade de conhecer a cidade ano passado, era por essa época de Agosto, egua eu nunca pensei q fosse um lugar tão quente, é incrivel, principalmente na orla, com um riozão enorme do lado, mas a secura eh extrema. Por fim, eu esperava um pouco mais da cidade, pelo volume de grana que rola naqueles lados.
 

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Eu Sou o Rei do Mundo!
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caso venha ocorrer uma votação a respeito dessa divisão do pará, algem sabe dizer quando ela iria ocorrer?
Nunca hehehe.

Não é tão simples dividir um Estado, fora que o governo federal precisa "sustentar" o novo estado durante oito anos, com uma quantia de milhões e milhões de reais por mês.

Essa divisão n vai sair..
 

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caso venha ocorrer uma votação a respeito dessa divisão do pará, algem sabe dizer quando ela iria ocorrer?
Olha. A penúltima notícia que li sobre o assunto era que os processos que circulavam em Brasília que tratavam da divisão de estados Brasileiros teriam sido arquivados, com a exceção da divisão do estado da Bahia em três partes. :happy:

E a última foi que alguma coisa referente a criação do tapajós iria para votação. :(
 

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Discussion Starter · #20 ·
Desenvolvimento às portas de Marabá

Só a siderúrgica da Vale em Marabá vai gerar 18 mil empregos diretos, no pico da obra, e 3 mil durante a operação, a partir de 2013, com outros 12 mil indiretos. Estes números sinalizam a dimensão do empreendimento, mas as demais obras, projetos e atração de empresas em torno da siderúrgica representam com muito mais abrangência o desenvolvimento projetado para o sul e sudeste do Pará nos próximos anos. Este é o tema da quarta matéria que tem Marabá como centro dos maiores investimentos já realizados no Pará num período de quatro anos.

'A siderúrgica Aços Laminados do Pará será a âncora de um novo pólo de desenvolvimento no setor metalmecânico, no sul do Pará'. As palavras do diretor da siderúrgica, José Carlos Gomes Soares, confirmam oportunidades de empregos e negócios em empreendimentos como fábricas de vagões, tubos, peças em geral feitas a partir do aço, além de tudo o que será movimentado com obras de infraestrutura e habitação em Marabá. A cidade ganha obras públicas em volume nunca antes visto (veja nesta página) e vive um boom imobiliário que eleva os preços de terrenos à estratosfera. A Vale, responsável pela Siderúrgica, se unirá a governo do Estado e Prefeitura em várias ações, como se lê na entrevista exclusiva concedida pelo diretor José Carlos Gomes a O LIBERAL:


Quantos empregos serão gerados na construção? Quantos na operação?

A previsão é que no período de implantação do projeto sejam criados 18 mil postos de trabalhos no pico da obra e, na fase de operação, um total de 3 mil empregos diretos e mais 12 mil indiretos. A Alpa será como âncora de um novo pólo de desenvolvimento no setor metalmecânico, que será implantado no município de Marabá, sudeste do Pará.


Como as pessoas podem garantir essas vagas? A quem devem procurar?

A Vale e o governo do Pará desenvolverão parcerias com instituições, como Senai, Sine, Universidade Federal do Pará, Cefet e Estações Conhecimento da Fundação Vale, para a qualificação e formação de profissionais que atuarão na implantação e operação do projeto.


Quais os novos negócios – oportunidades para empresários – que surgirão, ou podem surgir, com a construção da siderúrgica?

Haverá um potencial enorme de novos negócios não só diretamente, na fase de implantação da Alpa, como também toda uma movimentação da cadeia produtiva de Marabá e cidades vizinhas.


Dezenas de milhares de pessoas acorrerão a Marabá em busca de emprego. De alguma forma, a empresa conversa com prefeitura e governo do Estado para que isso signifique desenvolvimento, e não caos?

A Vale, a Fundação Vale, os governos do Estado e Federal e a Prefeitura de Marabá estão fazendo parcerias para viabilizar o treinamento de mão-de-obra priorizando profissionais da região, evitando, ao máximo, a contratação de profissionais de fora do Estado. Isso faz parte da política de sustentabilidade da Vale.


E quanto a novos fornecedores: quem pode se habilitar? Quais os insumos ou novos produtos que a Vale vai demandar em Marabá e região?

A Vale, por intermédio do PDF e do Programa Inove, contribuirá no desenvolvimento de novos fornecedores, além de fortalecer sua cadeia atual, para que estejam preparados para atender às futuras demandas da Vale por produtos e serviços.


Além dos investimentos na usina, a Vale tem outros projetos em Marabá, em função da siderúrgica: na área social, ou ambiental...

A Vale já está implantando no município o Projeto Salobo (cobre) e também desenvolve vários projetos sociais. Em maio deste ano, assinou protocolo de intenções com a Prefeitura Municipal de Marabá, que prevê o desenvolvimento de parcerias nas áreas de gestão pública, infraestrutura urbana, habitação, organização urbana e rural, desenvolvimento humano e econômico.


De que forma a construção das eclusas em Tucuruí, da hidrovia do Tocantins e da ampliação do porto de Vila do Conde vão beneficiar a região sul e sudeste do Pará, e a economia paraense como um todo?

A implantação da Siderúrgica depende fundamentalmente da logística que a região oferece, que é privilegiada, pois tem ferrovia, rodovia e uma hidrovia, que deverá ser feita no Rio Tocantins, por onde poderão ser movimentados insumos e produtos siderúrgicos. A hidrovia, além de servir à Alpa, será importante para toda a população da região, interligando Marabá a Barcarena.


Há alguma possibilidade de o projeto sofrer alterações, ou adiamento? Como a Vale vê o mercado internacional para o aço a ser produzido? A crise já teve o momento mais crítico?

A expectativa é de que os serviços de terraplenagem iniciem em junho de 2010 e as obras em outubro de 2010. O início da operação da Coqueria e pelotização está previsto para novembro de 2012 e a entrada em operação do alto forno e laminação para novembro de 2013.

Obras tomam conta da cidade, que vive clima de reestruturação urbana

'A cidade está toda quebrada', define o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, referindo-se à quantidade de obras, públicas e privadas, que modificam a paisagem urbana de todo o município. Só a Prefeitura tem cerca de 50 obras em andamento, entre as quais a reforma de quatro escolas e 15 construções, como a da sede da Universidade Aberta do Brasil.

O governo federal (já responsável pela construção da hidrovia e das eclusas de Tucuruí) tira do papel antiga reivindicação do município, a duplicação da Transamazônica no trecho que corta a cidade (cerca de 8 quilômetros), o que inclui a duplicação de uma ponte. A obra, de R$ 84 milhões, tem contrapartida de R$ 4 milhões da Prefeitura, que também remanejou e indenizou as famílias que serão removidas em função de uma rotatória.

O governo federal é parceiro do governo estadual em algumas das principais obras de saneamento e habitação na cidade: a revitalização e construção de casas no bairro do Cabelo Seco, um dos mais pobres de Marabá, beneficiando 1. 1.120 famílias com abastecimento de água, esgotos, drenagem e regularização fundiária; a drenagem da grota da Avenida do Aeroporto, que dará melhores condições de vida a mais de 10 mil famílias; e a regularização fundiária da fazenda Bandeira, que beneficiará quase 500 famílias, com construção de casas e infra-estrutura.

'No total, só a Cosanpa fará, em quatro anos, mais da metade de tudo o que foi feito em Marabá ao longo de todo um século', garante José de Andrade Raiol', secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional (Sedurb). 'O investimento será de R$ 99 milhões, R$ 83,96 repasses do governo federal e do PAC e contrapartida estadual de R$ 16,83 milhões.'

Além das obras oficiais, e enquanto as novas empresas não chegam, o setor imobiliário já se mobiliza para construir condomínios gigantescos. Um deles, com 526 unidades, da Direcional, é focado na classe média, com apartamentos de 2 e 3 quartos, e 76 casas. O foco de clientes é o programa Minha Casa, Minha Vida, a ser financiado pela Caixa Econômica Federal em valores de até 100 mil reais, dependendo da cidade. Servidores estaduais têm direto a 3% de desconto no preço do total do imóvel.

Em frente a este condomínio, planeja-se outro, gigantesco (para 15 mil pessoas), ambos com exigências específicas da prefeitura, como área para subsedes, igrejas, postos de saúde e outros serviços sociais e administrativos. 'Marabá, que hoje já é dividida em três núcleos urbanos, ganhará, sem dúvida, outros núcleos, com o boom populacional', avalia Hildete Soares dos Anjos, coordenadora do campus da Universidade Federal do Pará de Marabá. (E.C.)

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