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Refinaria do Maranhão elevará 27% o volume de petróleo do país​


Ribamar Cunha

Subeditor de Economia


Unidade Premium da Petrobras, a ser construída no município de Bacabeira ao custo de US$ 20 bilhões, será responsável por quase 50% da produção das cinco novas refinarias que a petrolífera colocará em operação nos próximos anos.


Das cinco novas refinarias que a Petrobras colocará em operação no país nos próximos anos, a planta do Maranhão responderá por quase metade da produção, com o volume de 600 mil barris de petróleo por dia. A soma das outras – Renest (PE), Premium II (CE), Clara Camarão (RN) e Comperj (RJ) - chega ao processamento de 706 mil barris por dia.

A refinaria Premium I do Maranhão incrementará em 26,99% o volume de petróleo processado no país. A capacidade de produção da planta a ser instalada no município de Bacabeira é o dobro do projeto do Ceará (Premium II), que terá capacidade para processar 300 mil barris por dia.

A Petrobras investirá US$ 20 bilhões na refinaria maranhense, que será instalada em duas fases. A entrada em operação está prevista para 2013 com produção inicial de 300 mil barris/dia. A capacidade total instalada de 600 mil barris/dia será alcançada em 2015.

Metade da produção total da refinaria será óleo diesel, o item de maior peso na pauta de importações do estado. Os outros produtos são: a nafta petroquímica, querosene de aviação, Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) coque e bunker (óleo combustível para navios em geral).

Para movimentar toda a produção, a Petrobras necessitará de pelos menos oito novos berços no porto do Itaqui, sendo sete para granéis líquidos e um para granéis sólidos (coque e enxofre). Estima-se que 1.329 navios petroleiros façam essa movimentação por ano.

Toda uma infra-estrutura de terrestre também será instalada na retroárea do porto do Itaqui, que abrange parque de tanques, estação de descarregamento ferroviário, entre outras.

A refinaria irá se interligar ao porto do Itaqui por uma rede de dutos com 60 quilômetros de extensão de 90m de largura para o escoamento de granéis líquidos.


Ações - Segundo o secretário de Estado da Indústria e Comércio (Sinc), Maurício Macedo, o governo, por meio das ações do Comitê Gestor da Implantação da Refinaria Premium, está tomando todas as providências para o desembaraçamento do terreno de 20 Km², onde será instalada a planta industrial, em Bacabeira. Como também em relação à área com 60 km de extensão por 90 metros de largura destinada à rede de dutos. “Esses são dois dos principais gargalos em que estamos concentrando os esforços”, assinalou.

Em paralelo, o governo também está focando outras ações, a exemplo de um grande programa de qualificação de mão-de-obra, que deverá alcançar 23 mil pessoas, e em assegurar que as empresas locais participem do projeto da refinaria por meio do fornecimento de bens e serviços.


Investimento pode atrair um pólo petroquímico


A Refinaria Premium da Petrobras deverá colocar o Maranhão na porta do desenvolvimento industrial. A instalação de um pólo petroquímico em território maranhense é o grande desdobramento que o Governo do Estado já vislumbra a partir do projeto, a ponto de já estar se movimentando para atrair esse investimento, uma vez que os estados do Ceará e Pernambuco são potenciais interessados nessa disputa.

Por diversos fatores comparativos e competitivos (infra-estrutura portuária, localização geográfica, água, energia, etc) o Maranhão reúne grandes chances de receber o quinto pólo petroquímico no país – os demais estão concentrados nos estados de São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Outro aspecto favorável ao Maranhão é o fato de a refinaria Premium I ter o dobro da capacidade de processamento de barril de petróleo das plantas do Ceará (300 mil barris/dia) e de Pernambuco (230 mil barris/dia), o que resultará num percentual considerável de produção de nafta petroquímica.


Minério de ferro - Segundo o secretário de Estado de Indústria e Comércio (Sinc), Maurício Macedo, o Maranhão já dispõe de uma base formada pelas cadeias de minério de ferro e alumínio que pode ser ampliada com a nafta de petróleo, de modo a levar o estado a ingressar no rol de indústrias com foco em produtos acabados.

Isto é, o estado poderá receber indústria de plásticos, montadoras de veículos e uma série de outros empreendimentos periféricos ao pólo petroquímicos.

“Já estamos trabalhando para que paralelo ao projeto da refinaria, consigamos trazer um pólo petroquímico para o Maranhão”, informou Maurício Macedo.

http://imirante.globo.com/oestadoma/noticias/2009/06/28/pagina156128.asp
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Pernambuco já terá o seu pólo com fábricas de poliéster e garrafas PET
 

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O Show é aqui!
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O Ceará já terá o seu pólo metal-mecânico com a Companhia Siderúrgica do Pecém (as obras da Siderúrgica já começam no final desse ano).
Com isso, atrairá também outros pólos, além de sua refinaria.
Mas é sempre bom estar na disputa por grandes projetos, entre eles, pólo petroquímico, a automobilística (Chery, quem sabe), o estaleiro (muitas empresas já estão sendo cogitadas):)
 

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Per ardua surgo
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Pólo Petroquímico traz vários beneficios! A começar pela arrecadação, que aumenta significativamente, e deve ser revertida em melhorias para a população. Além disso atrai muitas empresas mesmo depois de implantado, pois concerteza será um local com os melhores meios de escoamento etc.

A Bahia ganhou, e continua ganhando, muito com o Pólo Petroquímico de Camaçari!
 

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Essa refrinaria do Maranhão realmente é gigante!

Vai ser um avanço muito bom pro Maranhão quando ela começar a ser contruída e mais ainda quando estiver pronta!

O Maranhão vai "bombar" com essa refinaria.
Com essa mega refinaria, o Maranhão irá aumentar bastante sua participação na economia nordestina!
 

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Ilha do amor
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Não tem como o Maranhão não receber um pólo pretroquímico com a refinaria que vai ter.

Aliás todos os outros tb vão ter.
 

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Pela grandiosidade dessas refinarias, principalmente a do Maranhão, só por grandes deficiências na infra-estrutura é que não existirão pólos petroquímicos.

Pernambuco, acho, que está um pouco na frente porque teve a refinaria anunciada antes, mas mais cedo ou mais tarde veremos empresas anunciando fábricas no CE e MA
 

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Discussion Starter · #14 ·
Não tem como o Maranhão não receber um pólo pretroquímico com a refinaria que vai ter.

Aliás todos os outros tb vão ter.
Vem sim.

Aliás as refinarias são cercadas de outras empresas de médio e pequeno porte.
Isso aí! Será a maior refinaria do país...não tem como outras fabricas não virem tambem para formar o polo petroquimico.:eek:kay:
 

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Mal falam em pólo petroquímico por aqui. Aparentemente, o pólo metal-mecânico, que será viabilizado pela siderúrgica, é uma prioridade maior que o petroquímico.
 

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http://www.eagora.org.br/arquivo/negocios-com-a-china-mas-nao-um-negocio-da-china/
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Negócios com a China, mas não um “negócio da China”
Carlos Lessa, Valor Econômico, 01/07/09

Com o desempenho espetacular da economia chinesa nas últimas duas décadas, apesar de ter sido atingida pela crise de seu principal parceiro, os EUA, a China logrou preservar em 2009 uma significativa taxa de investimento e um crescimento provável de 6% neste ano. O comércio exterior brasileiro com a China vem apresentando um ritmo expressivo de crescimento e, mantida essa tendência, o peso dos negócios com a China crescerá significativamente. Muitos registram com satisfação a perda de posição relativa do comércio Brasil-EUA.

Em tese, é conveniente para o Brasil aumentar exportações para a China. Entretanto, podem ser “negócios da China”. O Brasil é o grande supridor de minério de ferro da economia chinesa. No âmbito do Mercosul, as exportações siderúrgicas chinesas vêm deslocando o aço brasileiro. Não é um bom negócio comercial nem geopolítico estreitar laços de suprimento de exportações chinesas competitivas com manufaturados brasileiros. Um outro exemplo é, talvez, mais dramático: o Brasil dispõe de excelente couro verde bovino; a China (Hong Kong) e a Itália são grandes importadores desta matéria prima. Os chineses estão fabricando sapatos de couro brasileiro e deslocando o calçado brasileiro do mercado americano. A sofisticação chinesa é tal que têm sido contratados projetistas e especialistas brasileiros, desempregados nos pólos de Novo Hamburgo e Franca pela redução do mercado externo. Talvez venhamos a ver a espantosa venda de calçados “made in China” nos supermercados do Brasil. Equívoco deste tipo aconteceu com uma amiga, que comprou uma colcha em Tiradentes (MG), certa de estar levando para casa um artesanato regional, e descobriu a etiqueta “made in China”.

Suspeito que os chineses estão se inspirando na Inglaterra vitoriana que, no bojo da primeira Revolução Industrial, comprava alimentos e matérias primas para exportar manufaturados para o resto do mundo. No modelo chinês, não está London City; os tempos são outros e os EUA controlam - com sua dívida pública, com o dólar, com o Fed, com Wall Street - o coração estratégico do sistema financeiro globalizado. Os EUA dispõem de um sistema muito maior e mais sofisticado do que a City, porém não controlam os bancos e bolsas chinesas. A China tem, pelo tamanho ciclópico de sua reserva internacional em trilhões de títulos do Tesouro Americano, pelo menos a possibilidade de um tácito acordo bilateral, segundo o qual a China tenta ser uma Inglaterra renovada, que respeita a hegemonia financeira americana.

Quando presidente do BNDES, tive a oportunidade de um ensaio preliminar de negociação com o Banco Industrial da China. Pretendíamos acelerar a instalação da Ferrovia Norte-Sul e da Trans-Nordestina. A proposta preliminar chinesa foi fornecer os projetos de engenharia, os trilhos, as locomotivas e a mão-de-obra chinesa necessária para a execução das obras; como principal vantagem, acenava com o mercado chinês para os produtos derivados desta infraestrutura: soja, dendê, algodão, açúcar etc. Eu disse que o BNDES tinha o compromisso com o desenvolvimento da engenharia, da tecnologia, da metalurgia, da fabricação de máquinas; disse que o Brasil era industrializado e que seu principal problema social era gerar emprego e renda para os brasileiros. Ouvi dizer que os chineses propuseram à Argentina e ao Chile fazer um moderno super-túnel pela Cordilheira dos Andes, de modo a intensificar - via Pacífico - a integração do Cone Sul latino-americano com a China. Se esta proposta chinesa vier a ser aceita e se assemelhar àquela que rejeitei, acenderei velas de despedida para a sonhada integração sul-americana.

Soube pela mídia brasileira de uma proposta chinesa para um mega-financiamento para a Petrobras executar o programa do pré-sal. Este pode ser um “negócio da China”, para a China posicionar o Brasil como supridor de petróleo bruto. Nada poderia ser pior para o Brasil do que converter nosso país em exportador de petróleo. Para o Brasil, é melhor dispor de ouro negro em vez de títulos denominados em dólar. O sonho brasileiro da industrialização e da integração social (até hoje postergada) depende de nossa inteligência estratégica em relação ao pré-sal como alavanca de uma industrialização e de uma nova pauta de exportações de manufaturados, exequível se dispusermos de energia.

Do ponto de vista estrutural, as potencialidades brasileiras são superiores às chinesas. O Brasil não tem problema de produção de alimentos; a China já tem este problema devido à queda do lençol freático da região norte. As águas chinesas, antes sustentáculos da agricultura, estão sendo utilizadas cada vez mais para a industrialização e a população urbana. Neste particular, o Brasil, com 80% de sua população urbana e 50% metropolitana, já viveu o primeiro capítulo (certamente trágico) da transumância da população do campo para a cidade; na China, mais da metade da população ainda é rural.

A integração social brasileira exige educação, saúde, segurança e habitação para os milhões de famílias pobres urbanas e metropolitanas. Esta gente brasileira precisa de emprego de qualidade e renda. Somente é possível fazê-lo com um país industrializado. Isto exige aumentar a disponibilidade de energia por brasileiro - podemos fazê-lo, pois temos reservas hidráulicas, o pré-sal e iremos desenvolver recursos bioenergéticos. Nosso principal ponto de estrangulamento é a péssima rede nacional de transporte, predominantemente rodoviária. Operamos nossa economia com fretes hiperelevados; a redefinição da logística brasileira com ferrovias de integração, navegação de cabotagem na linha da costa e nas principais bacias fluviais produziria uma espetacular redução dos custos de frete. O significado econômico disto é a elevação geral da produtividade da economia e a redução do preço relativo de bens e serviços para o brasileiro consumidor. O mercado interno se ampliaria e, pela industrialização, teríamos os empregos desejados por nossa juventude.

Carlos Lessa é professor-titular de economia brasileira da UFRJ. Escreve mensalmente às quartas-feiras. E-mail: [email protected]
Acho que essa notícia tem bastante haver com o tema desse tópico.
 

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Torcendo para o Maranhão!
acho q é o que mais prescisa!
ate para o "nivel do Nordeste" o estado,está bem atrasado,e um poló petroquimico,seria um passo para tentar diminuir esse atraso,em relação as outras regiões do país
 
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