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Discussion Starter · #7,922 ·
VLI inaugura primeiro centro de preparação para operadores, em Imperatriz



Objetivo é o aprimoramento constante da equipe com o aumento de segurança e eficiência nas
operações


A VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – inaugurou o seu primeiro centro de preparação para novos operadores e capacitação de profissionais, em Imperatriz (MA). A unidade, também chamada de dojo, é focada em fortalecer as habilidades técnicas e promover ainda mais segurança nas rotinas de trabalho, além de contribuir para a entrega de componentes e na manutenção de rodeiros, que integram toda a parte de rodas, rolamentos e eixos que permitem a movimentação do vagão sobre os trilhos.
A unidade é estratégica para a operação da VLI na Ferrovia Norte-Sul. Por meio do tramo norte da ferrovia, a companhia oferece agilidade ao escoamento de grãos, aumentando a competitividade brasileira nas exportações. As cargas saem do interior do país, passam pelos terminais de Porto Nacional e Palmeirante, em Tocantins, e seguem até o Porto do Itaqui, em São Luís (MA).
Os treinamentos ministrados no novo dojo são direcionados aos colaboradores das regiões adjacentes a Imperatriz e sua dialética é conceituada no Sistema Toyota de Produção (TPS), cujo objetivo é proporcionar aumento de produtividade e eficiência, evitando desperdícios de recursos e tempo. Além disso, o liceu adota a metodologia Training Within Industry (TWI) – Treinamento Dentro da Indústria ou Treinamento no Local de Trabalho – que consiste em introduzir, na teoria, e depois na prática, o trabalho de manutenção de rodeiros.



O supervisor de Vagões e Componentes da VLI, Bruno Rafael, destaca a importância do espaço e as expectativas a partir de sua utilização. “Este é primeiro centro de capacitação seguindo o modelo de TPS na região e seu escopo é aperfeiçoar os atributos técnicos dos profissionais. O projeto também contribui para melhorar os rodeiros de vagões da companhia, além de expandir os conhecimentos técnicos dos colaboradores, com foco na realização de atividades cada vez mais seguras”, explicou.
Desta forma, o dojo vai atender toda a companhia em Imperatriz e garantir que os colaboradores que atuem na área sejam qualificados para realizar as atividades com excelência, assegurando assim um aumento na eficiência e na confiabilidade, minimizando desperdícios e evitando perdas operacionais

 

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Discussion Starter · #7,923 ·
Porto do Itaqui no AAPA Latino 2021
02/12/2021
O presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago, apresenta o programa de inovação do porto público do Maranhão em Cartagena (Foto: Divulgação)

O Porto do Itaqui participou da 29ª edição do AAPA Latino, o Congresso Latino-americano de Portos, realizado pela Associação Americana de Autoridades Portuárias em Cartagena, na Colômbia, nesta semana. O encontro reúne autoridades portuárias para debater projetos atuais e futuros. O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Ted Lago, falou sobre resultados e potencialidades e apresentou o Porto do Itaqui Labs, programa de inovação do porto público do Maranhão, em um painel exclusivo para lideranças brasileiras.

O painel Projetos Estruturais do Setor Portuário, realizado na tarde da última terça-feira, 30 de novembro, além de Ted Lago, contou com o secretário nacional de Portos e Transporte Fluvial, Diogo Piloni; o diretor-presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral; o diretor de Desenvolvimento dos Portos do Paraná, André Luiz Pioli; o presidente da Companhia Docas do Espírito Santo, Antônio Julio Castiglioni Neto; o superintendente do Porto do Rio Grande, Paulo Fernando Estima; e o diretor de Planejamento e Gestão do Porto de Suape, Francisco Leite Martins.

“É uma honra para nós poder mostrar nossos avanços neste fórum tão importante para o setor portuário desse território. Apresentei aqui a série de iniciativas que vem modernizando o nosso porto e melhorando não só os resultados, mas também a eficiência operacional com tecnologia e inovação. Ter um painel exclusivo para a realidade brasileira demonstra o valor dos nossos portos públicos no cenário atual e essa troca de experiências que o encontro promove é fundamental para o desenvolvimento de projetos atuais e futuros”, disse Lago.

O Porto do Itaqui está consolidado como hub de combustíveis e grãos, líder no Arco Norte do Brasil. Com certificações de excelência na gestão da Qualidade, do Meio Ambiente e de Segurança da Informação, prepara-se para superar a marca de mais de 30 milhões de toneladas de cargas movimentadas neste ano. Esse resultado demonstra um trabalho focado em melhoria contínua e com a missão de desenvolver o Maranhão e região, gerando emprego e renda ao longo de diversas cadeias produtivas.

A AAPA é a instituição que representa aos portos públicos de grande profundidade dos Estados Unidos, Canadá, América Latina e Caribe. Sua missão é promover os interesses comuns da comunidade portuária e fomentar a liderança nas áreas do comércio, transporte, meio ambiente e outros assuntos relacionados ao desenvolvimento portuário e suas operações.

 

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Mais de 37 mil novas vagas com carteira assinada já foram criadas no Maranhão só em 2021

01/12/2021
Governo promoveu ações para criar empregos durante a pandemia. (Foto: Arthur Costa)

De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência nessa terça-feira (30), foram criados no Maranhão, no acumulado de janeiro a outubro de 2021, 37.465 postos de trabalho com carteira assinada.

Para Simplício Araújo, secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), este dado importante do Maranhão se deve as ações estratégicas realizadas pelo Governo do Estado para enfrentar a pandemia da Covid-19 e criar oportunidades em todo o território maranhense.

“O governador Flávio Dino não tem medido esforços para que encontremos formas de continuar o trabalho de desenvolvimento em todo o Estado. Importantes iniciativas, como o Trabalho Jovem e o Cidade Empreendedora, ambos coordenados pela Seinc, têm possibilitado destaques importantes na economia do Maranhão”, afirmou o secretário.

Segundo o Caged, no acumulado do ano, o setor de Serviços gerou 16.917 empregos formais. Já no Comércio, foram 8.701 postos de trabalho criados – na construção civil, 6.869 vagas foram geradas. Também se destacaram os setores agropecuário e industrial – o primeiro com 2.615 vagas criadas e o segundo com 2.363 novos postos (ambos com carteira assinada).

Os dados divulgados pelo Caged apontam, ainda, que no mês de outubro de 2021, 4.479 vagas formais foram geradas em todo o Maranhão – 2.140 destes postos de trabalho correspondentes ao setor de Serviços.

Geração de Emprego

Recentemente, com apoio da Seinc e da Eneva, a Techint Engenharia e Construção, empresa responsável pela construção e montagem da usina Parnaíba V, no Complexo Parnaíba, no município de Santo Antônio dos Lopes, abriu vagas para profissionais especializados para atuar no projeto.

As vagas disponibilizadas pela Techint Engenharia e Construção são para as funções de isolador(a), funileiro(a) montador e funileiro(a) traçador.

Para concorrer a vaga, o candidato deve comprovar experiência anterior na função e enviar o currículo para o e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (99) 98458-4017.

São Luís tem gerado muitos empregos neste ano. Mas talvez não consiga bater o próprio recorde de 30 mil de 2010.
Agora o conjunto dos outros 216 municípios do estado está tendo o melhor desempenho de todo o período do Caged com um saldo de 18 mil empregos neste ano.
 

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Discussion Starter · #7,926 ·


 

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EMISSÔES
CVM concede registro à Aço Verde do Brasil
02/12/2021

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a emissão de títulos, após registro na categoria "B", à siderúrgica Aço Verde do Brasil. Localizada em Açailândia (MA), a empresa faz parte do Grupo Ferroeste, e está em processo de ampliação e investimento na produção de aços longos.
O registro permite a oferta de títulos de dívidas, exceto ações. "Esse é um primeiro passo para a empresa que está, a cada ano, fortalecendo a governança corporativa e aproximação com o mercado. O retorno positivo da CVM demonstra que estamos realizando esse trabalho de forma transparente e sustentável, visando crescimento da empresa, investidores e stakeholders", pontua Gustavo Bcheche, diretor financeiro e de relação com investidores da AVB. No primeiro semestre de 2021, a Aço Verde do Brasil teve crescimento de 138% em sua receita líquida. A expectativa para o próximo ano é de uma receita de R$ 3 bilhões, também alinhados aos recentes investimentos industriais da empresa. Em 2021, a companhia colocou em operação o segundo alto-forno, aumentando a capacidade de produção para 600 toneladas.
A Aço Verde do Brasil utiliza a rota de produção de aço integrada à base de carvão vegetal reflorestado no lugar no coque (carvão mineral), que possui emissão zero de carbono. Além de outras tecnologias, como o reuso dos gases de processo, para eliminar a utilização de combustíveis fósseis, e a reutilização dos resíduos do processo. Essas ações levaram a AVB a ser a única indústria brasileira premiada no Global Metals Awards 2021, prêmio que reconhece as melhores iniciativas e investimentos na indústria de metais em 16 categorias. A AVB conquistou o prêmio Revelação ESG. "É uma honra estar entre importantes siderúrgicas do mundo. Esse reconhecimento é o resultado de anos de muito trabalho, quando, há mais de 10 anos, vislumbramos a importância de desenvolver um produto altamente sustentável", afirma o diretor presidente da AVB, Ricardo Nascimento.

 

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Discussion Starter · #7,932 ·
Distrito Industrial de Balsas comemora chegada de novas indústrias e geração de empregos
Emanuel Lemos

Empresa instalada no Distrito Industrial de Balsas - foto reprodução

O Distrito Industrial de Balsas está situado em uma área de 150 hectares, sendo que 50 hectares com infraestrutura para instalação de empresas e outros 100 estão aptas para ampliação da área.
Localizada nas margens da BR 230, no sentido Riachão, à 10 Km da área urbana de Balsas, O projeto é realizado pela Prefeitura de Balsas, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. O Distrito Industrial conta uma boa política e as boas práticas com incentivos do município e do estado para atrair investimentos.
A parceria entre Governo do Estado e Prefeitura de Balsas, já rendeu a construção da infraestrutura local com disponibilidade de energia de alta e baixa tensão, água com poço próprio do distrito e acessos pavimentados, para instalação de empresas nas áreas industriais, de logística e Serviços. A compra das áreas (lotes) é feita com subsídios do Governo do Estado.
O Grupo Arbaza, é uma grande empresa que está se instalando no distrito e vai trabalhar com beneficiamento de feijão e gergelim para exportação ao mercado asiático. O investimento inicial de R$ 25 milhões que vai gerar 50 novos empregos diretos. Um processo que agrega valor a produção agrícola da região.
Atualmente mais 6 pedidos de aquisição de áreas estão no processo de finalização para implantação de novas empresas.

O Distrito Industrial tem uma área com toda a infraestrutura e conta com subsídios para instalação de empresas, dos seguimentos de indústrias, logística e serviços. 7 novas empresas estão no processo para instalação o que vai gerar empregos.

 

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Discussion Starter · #7,934 ·
Grãos e outra cargas impulsionam investimentos privados no Porto de Itaqui

O Porto do Itaqui, no Maranhão, vai anunciar até o fim do ano um pacote de investimentos em infraestrutura de R$ 500 milhões para os próximos três anos

O Porto do Itaqui, no Maranhão, vai anunciar até o fim do ano um pacote de investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 500 milhões para próximos três anos, que será realizado com recursos próprios. Impulsionado pela exportação de grãos da região Matopiba — fronteira agrícola que inclui partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — e pelo transporte de granéis líquidos, o porto vive um boom de investimentos do setor privado.

 

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Ilha do amor
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Uma outra questão é a informalidade gigantes.
 

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Discussion Starter · #7,936 ·
Vale anuncia meta de retirar 500 mil pessoas da situação de pobreza extrema
Por Estadão Conteúdo
29/11/2021

Vale
Bartolomeo explicou que a Vale mapeou cerca de 1,9 milhão de pessoas em situação de pobreza extrema no entorno de suas operações no Brasil (Imagem: Reuters/Washington Alves)
A Vale (VALE3) quer retirar da situação de extrema pobreza cerca de 500 mil pessoas que vivem na área de abrangência de suas operações no Brasil e no mundo até 2030.
Essa é uma das três metas definidas pela mineradora dentro de sua ambição social, transmitidas nesta segunda-feira, 29, no encontro anual com investidores, realizado presencialmente na Bolsa de Nova York (NYSE).
Outras duas metas divulgadas pela companhia foram ajudar as 13 comunidades indígenas vizinhas às operações da Vale a terem melhor acesso aos seus próprios direitos previstos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas; e figurar entre as três empresas do setor mais bem posicionadas nos requisitos sociais em avaliações externas – como os índices Dow Jones (DJI) e o MSCI, por exemplo.

“Queremos ser parceiros e contribuir para a autonomia das comunidades em que operamos. Queremos que deixem de ser dependentes da mineração, que é uma operação transitória”, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, acrescentando que a Vale pretende investir cerca de US$ 200 milhões (pouco mais de US$ 1 bilhão) até 2030 para dar a tração inicial ao projeto de redução de pobreza.

Bartolomeo explicou que a Vale mapeou cerca de 1,9 milhão de pessoas em situação de pobreza extrema no entorno de suas operações no Brasil, ou seja, vivendo com menos de US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia.

O Brasil será o foco inicial da Vale em 2022, expandindo essa ambição social para outros países em 2023. A empresa tem operações em outros países considerados pobres, como Moçambique, por exemplo.
“Não é uma iniciativa de fazer ‘Bolsa Vale’. Isso nós não vamos fazer porque não resolve o problema. O que vamos fazer é articular a sociedade civil, governo e empresas para parcerias”, afirma o presidente da Vale, citando como exemplos de iniciativas que podem contribuir para a redução da pobreza extrema a melhoria da educação formal e a promoção do empreendedorismo urbano e rural e melhoria de equipamentos na área de saúde.
Dados divulgados recentemente pelo IBGE mostram que o Brasil tem 16,2 milhões de pessoas extremamente pobres, o que representa 8,5% da população, levando em consideração a linha de corte de US$ 1,90 por dia do Banco Mundial. “Poderíamos ter usado outro indicador de meta, como IDH, mas escolhemos a pobreza inclusive porque depois da pandemia ficou claro que a situação se agravou ainda mais”, afirmou.
Sobre o apoio às comunidades indígenas, o executivo lembra que a mineradora se relaciona com povos indígenas também fora do Brasil.
Em Voisey’s Bay, no Canadá, por exemplo, 50% da força de trabalho é de aborígines. A diretora de sustentabilidade, Maria Luiza Pinto e Paiva, explica que a intenção da Vale é conversar com os povos e entender o que cada uma precisa. “Queremos participar da autonomia dos povos indígenas”, explica a diretora de sustentabilidade.

Bartolomeo assumiu o comando da mineradora em abril de 2019, poucos meses após o desastre da barragem de Brumadinho (MG).
Desde então, ele conduziu a mineradora a avançar em uma agenda ambiental e de governança – dois dos três temas da agenda ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança). Segundo ele, a empresa já gastava valor relevante no social, mas faltava definir uma ambição.
“Gastamos e desembolsamos um valor relevante no social, mas faltava dar uma roupagem correta, definir como uma ambição social. Trouxemos essa visão. O maior aprendizado de Brumadinho foi ouvir e se engajar com as pessoas. Não podíamos tirar da nossa cabeça o que a sociedade espera da gente”, acrescentou Bartolomeo, que também vai anunciar nesta segunda-feira novas metas de diversidade para a companhia.
A Vale antecipou em cinco anos, para 2025, a meta de atingir 26% de participação feminina na força de trabalho. Atualmente, o porcentual de mulheres na Vale é de 18,7%, contra 13,5% em 2019, quando a empresa firmou a meta para mulheres dentro de uma estratégia de diversidade global, informou o executivo.
Além disso, a Vale anunciou que pretende alcançar 40% de empregados negros em funções de liderança no Brasil até 2026, contra 29%, número registrado após a realização de um censo autodeclaratório com os empregados no Brasil.

Na última edição do Programa de Trainee, por exemplo, a Vale selecionou 95 profissionais negros. Isso significa que, dos 144 trainees contratados pela empresa, 66% se autodeclararam pretos ou pardos no momento da inscrição.

Vale anuncia meta de retirar 500 mil pessoas da situação de pobreza extrema
 

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Discussion Starter · #7,938 ·
Primeira usina siderúrgica carbono neutro, AVB agora mira em resíduo zero
A Aço Verde do Brasil utiliza exclusivamente energias renováveis, não queima combustíveis fósseis e reutiliza os coprodutos de sua produção
Por exame.solutions
Publicado em: 06/12/2021



Produção da AVB: no ano passado, 83% dos resíduos e coprodutos gerados nos processos industriais foram reciclados (AVB/Divulgação)

Desde sua concepção, a siderúrgica Aço Verde do Brasil (AVB) está comprometida com a sustentabilidade. Localizada em Açailândia, no Maranhão, a companhia prioriza processos de economia circular e a redução de desperdícios de matéria-prima desde a fase de engenharia e de construção.

Em 2010, a empresa já dava destinação responsável para seus produtos sólidos e gasosos, provenientes da produção, o que envolve a moagem e a venda da escória de alto-forno para a produção de cimento, de energia renovável em termelétrica com gás de alto-forno e a injeção de finos do carvão vegetal.

Certificada no ano passado pela Société Générale de Surveillance (SGS) como a primeira usina siderúrgica carbono neutro do mundo, a empresa tem evoluído no reaproveitamento dos gases gerados durante a produção de energia.

A reutilização dos coprodutos nos equipamentos que exigiam combustíveis fósseis para combustão começou em 2015 — como o emprego de gás dos altos-fornos nos pré-aquecedores da aciaria para aquecimento do refratário das panelas de aço e gusa.

A reutilização dos coprodutos nos equipamentos que exigiam combustíveis fósseis para combustão começou em 2015 — como o emprego de gás dos altos-fornos nos pré-aquecedores da aciaria para aquecimento do refratário das panelas de aço e gusa.

Em 2018, 100% dos gases gerados no alto-forno durante o reaquecimento da laminação quente passaram a ser reaproveitados. Com isso, eliminou-se totalmente, na AVB, a utilização de combustíveis fósseis, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.

Considerando apenas o ano de 2020, 83% dos resíduos e dos coprodutos gerados nos processos industriais foram reciclados.

“A AVB continua investindo na implantação de inovações na planta visando um negócio sustentável baseado também nos princípios da economia circular”, diz Sandro Marques Raposo, diretor industrial da siderúrgica. “Além de ser a primeira usina carbono neutro, a empresa busca ser a primeira resíduo zero, com 100% dos restos sólidos sendo reutilizados nas operações.”

A consagração como primeira siderúrgica carbono neutro do mundo se deve ao uso do carvão vegetal no lugar do coque (carvão mineral) e da priorização da economia circular. A meta é transformar a siderúrgica na primeira produtora de aço resíduo zero do mundo já em 2022. Para tanto, a AVB adotou uma série de ações sustentáveis que reduzem os impactos ao meio ambiente.

A partir de 2022, por exemplo, a companhia também vai gerar energia limpa por meio de uma termelétrica verde com capacidade de 12 MW, usando os gases provenientes dos altos-fornos. A operação vai atender 30% da energia consumida pela usina — atualmente, ela só adquire energia elétrica de fontes externas comprovadamente renováveis.

E para o primeiro semestre do próximo ano também está prevista a inauguração de uma planta de briquetes, cuja razão de ser é reciclar os resíduos ainda sem destinação. Briquetes são blocos compactos de alta densidade feitos de resíduos da produção do aço, como lama de alto-forno, pó de despoeiramento e carepa da laminação.

O uso desses briquetes reduzirá o consumo de minério de ferro e carvão vegetal em 10%. Mais: deixará os pátios livres de resíduos, comuns em siderúrgicas. A expectativa é que, após o início da operação, 100% dos resíduos da AVB sejam reaproveitados.

“Organizações que conseguem zerar a produção de alguns resíduos, diminuir e/ou reciclar de maneira significativa a de outros possuem um valor adicional”, acrescenta Raposo. “Também reduzem o custo de construção, manutenção e de controle de pátio de resíduos internos, além de eliminar gastos com transporte, gerenciamento e destinação externa de resíduos gerados, entre outros benefícios”.

Além da planta de briquetes, a AVB pretende implantar em sua unidade, no próximo ano, uma nova tecnologia de forno industrial para produção de carvão vegetal, de patente e engenharia própria, que possibilita dobrar o rendimento gravimétrico de conversão: carvão – lenha em relação aos processos tradicionais. Este novo forno também foi projetado para o aproveitamento dos resíduos gerados no processo de carbonização como a fumaça, o alcatrão e o ácido pirolenhoso.

“A fumaça que sai do forno durante o processo de produção do carvão, que atualmente é descartada nos processos de carbonização tradicionais, será coletada e convertida em energia elétrica renovável, além do alcatrão e do ácido pirolenhoso, que também serão coletados e posteriormente comercializados”, adianta o diretor industrial da AVB.

Reciclagem
A AVB, convém lembrar, é a maior recicladora de sucata ferrosa do Maranhão. A empresa recicla mais de 80.000 toneladas desse material por ano, comprada de dezenas de coletores de recicláveis que trabalham na região de Açailândia — trilhos, vagões antigos e peças mecânicas de outras empresas que não sabem o que fazer com eles, também são adquiridos. Toda essa sucata representa 20% do volume necessário para a produção de ferro gusa, que se transforma em aço.

 

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Vale anuncia meta de retirar 500 mil pessoas da situação de pobreza extrema
Por Estadão Conteúdo
29/11/2021

Vale
Bartolomeo explicou que a Vale mapeou cerca de 1,9 milhão de pessoas em situação de pobreza extrema no entorno de suas operações no Brasil (Imagem: Reuters/Washington Alves)
A Vale (VALE3) quer retirar da situação de extrema pobreza cerca de 500 mil pessoas que vivem na área de abrangência de suas operações no Brasil e no mundo até 2030.
Essa é uma das três metas definidas pela mineradora dentro de sua ambição social, transmitidas nesta segunda-feira, 29, no encontro anual com investidores, realizado presencialmente na Bolsa de Nova York (NYSE).
Outras duas metas divulgadas pela companhia foram ajudar as 13 comunidades indígenas vizinhas às operações da Vale a terem melhor acesso aos seus próprios direitos previstos na Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas; e figurar entre as três empresas do setor mais bem posicionadas nos requisitos sociais em avaliações externas – como os índices Dow Jones (DJI) e o MSCI, por exemplo.

“Queremos ser parceiros e contribuir para a autonomia das comunidades em que operamos. Queremos que deixem de ser dependentes da mineração, que é uma operação transitória”, disse ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, acrescentando que a Vale pretende investir cerca de US$ 200 milhões (pouco mais de US$ 1 bilhão) até 2030 para dar a tração inicial ao projeto de redução de pobreza.

Bartolomeo explicou que a Vale mapeou cerca de 1,9 milhão de pessoas em situação de pobreza extrema no entorno de suas operações no Brasil, ou seja, vivendo com menos de US$ 1,90 de renda domiciliar per capita por dia.

O Brasil será o foco inicial da Vale em 2022, expandindo essa ambição social para outros países em 2023. A empresa tem operações em outros países considerados pobres, como Moçambique, por exemplo.
“Não é uma iniciativa de fazer ‘Bolsa Vale’. Isso nós não vamos fazer porque não resolve o problema. O que vamos fazer é articular a sociedade civil, governo e empresas para parcerias”, afirma o presidente da Vale, citando como exemplos de iniciativas que podem contribuir para a redução da pobreza extrema a melhoria da educação formal e a promoção do empreendedorismo urbano e rural e melhoria de equipamentos na área de saúde.
Dados divulgados recentemente pelo IBGE mostram que o Brasil tem 16,2 milhões de pessoas extremamente pobres, o que representa 8,5% da população, levando em consideração a linha de corte de US$ 1,90 por dia do Banco Mundial. “Poderíamos ter usado outro indicador de meta, como IDH, mas escolhemos a pobreza inclusive porque depois da pandemia ficou claro que a situação se agravou ainda mais”, afirmou.
Sobre o apoio às comunidades indígenas, o executivo lembra que a mineradora se relaciona com povos indígenas também fora do Brasil.
Em Voisey’s Bay, no Canadá, por exemplo, 50% da força de trabalho é de aborígines. A diretora de sustentabilidade, Maria Luiza Pinto e Paiva, explica que a intenção da Vale é conversar com os povos e entender o que cada uma precisa. “Queremos participar da autonomia dos povos indígenas”, explica a diretora de sustentabilidade.

Bartolomeo assumiu o comando da mineradora em abril de 2019, poucos meses após o desastre da barragem de Brumadinho (MG).
Desde então, ele conduziu a mineradora a avançar em uma agenda ambiental e de governança – dois dos três temas da agenda ESG (sigla em inglês para ambiental, social e de governança). Segundo ele, a empresa já gastava valor relevante no social, mas faltava definir uma ambição.
“Gastamos e desembolsamos um valor relevante no social, mas faltava dar uma roupagem correta, definir como uma ambição social. Trouxemos essa visão. O maior aprendizado de Brumadinho foi ouvir e se engajar com as pessoas. Não podíamos tirar da nossa cabeça o que a sociedade espera da gente”, acrescentou Bartolomeo, que também vai anunciar nesta segunda-feira novas metas de diversidade para a companhia.
A Vale antecipou em cinco anos, para 2025, a meta de atingir 26% de participação feminina na força de trabalho. Atualmente, o porcentual de mulheres na Vale é de 18,7%, contra 13,5% em 2019, quando a empresa firmou a meta para mulheres dentro de uma estratégia de diversidade global, informou o executivo.
Além disso, a Vale anunciou que pretende alcançar 40% de empregados negros em funções de liderança no Brasil até 2026, contra 29%, número registrado após a realização de um censo autodeclaratório com os empregados no Brasil.

Na última edição do Programa de Trainee, por exemplo, a Vale selecionou 95 profissionais metros. Isso significa que, dos 144 trainees contratados pela empresa, 66% se autodeclararam pretos ou pardos no momento da inscrição.

Vale anuncia meta de retirar 500 mil pessoas da situação de pobreza extrema
Num país miscigenado como o nosso esse assunto de cota pra negros na Vale vai fazer muito mulato e pessoas morenas deixar o cabelo black power ou rastafari pra poder ser incluído na cota. Tem que saber convencer o júri racial
 
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