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Discussion Starter · #1 ·
As histórias são sempre parecidas: pessoas humildes que deixam a terra de origem em busca de melhores oportunidades no Distrito Federal. Sem qualificação profissional e sem residência fixa, a rua acaba sendo a única alternativa para viver.

Apesar da aparência, no mundo dos moradores de rua de Brasília são encontradas as mais diferentes histórias. Como a do argentino Mariano Emílio Viotti, que mora em Brasília há três anos. Doente, ele disse que não regressa para o seu país de origem porque é perseguido politicamente e corre o risco de morte. Na capital federal brasileira espera asilo político. Ele disse que já entrou com dois pedidos, mas foram rejeitados. Enquanto isso, ele vai vivendo pelas as ruas da cidade e há três anos sobrevive com o dinheiro das esmolas dos brasilienses.

Já a moradora de rua Ana Lúcia Rodrigues não veio de tão longe. Ela é de Barreiras/ BA, cidade que fica a 648 km de distância. Deixou três filhos pequenos e saiu com o namorado em busca de um trabalho, sem qualificação profissional e sem dinheiro. Hoje sobrevive de esmolas. Ana Lúcia relata que tem vergonha de pedir dinheiro, mas mesmo assim, chega a tirar cerca de R$ 500 por mês. O dinheiro, segundo ela, serve para alimentação e para comprar objetos de uso pessoal.

Indagada sobre a possibilidade de voltar para casa, Ana disse que aceita, mas não quer voltar apenas com o dinheiro da passagem. Ela já foi encaminhada para um dos abrigos do Governo do Distrito Federal, mesmo assim prefere as ruas a ter que ficar no local. “Não gosto de lá. Tem muita bagunça, brigas, drogas e pessoas ruins”, denunciou. “Na rua é muito melhor. Gosto de ficar perto da rodoferroviária, porque aqui é mais tranqüilo e um cuida do outro”, completou.

As histórias relatadas por esses dois moradores de rua é uma realidade vivida por centenas de pessoas na capital do País. A situação chega a preocupar as autoridades. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest), hoje os moradores de rua da capital do país se dividem em três grupos distintos.

O primeiro é formado por pessoas que moram nas cidades do Entorno e vêm para Brasília com a intenção de catar papel ou pedir esmolas. Como não tem dinheiro para regressar para suas casas todos os dias, acabam ficando nas ruas. O segundo grupo é composto por usuários de drogas. Este é formado em sua maioria por jovens que passam de usuários a traficantes e não querem mais sair das ruas. E o terceiro grupo, segundo a Sedest, é composto por aqueles que vivem exclusivamente das esmolas. Cada um chega a retirar em média R$1,5 mil por mês.

Fonte: http://www.tribunadobrasil.com.br/?ned=2691&ntc=88210&sc=1
 

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Discussion Starter · #2 ·
^^ Agora me diz, tem mendigo e flanelinha que tira 1.500,00 reais, mais do que médico, policial e professor em inicio de carreira. Esse valor é baixo, eu conheço pessoas que tiram muito mais do que isso.
 

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Discussion Starter · #4 ·
^^ Aqui em casa, como minha mãe tem uma microempresa de alimentação até que davamos comida, agora, colocamos para correr, pois eles recusam a comida e pedem dinheiro, o pior, que são sempre as mesmas pessoas.
 

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Detalhe, são 1.500 limpinhos porque eles nao pagam aluguel e se bobear nem almoço porque é só ir em qualquer restaurante lá pelas 2, 3 horas e pedir uma quentinha.

Daqui a pouco vai ter mendigo bebendo Johnny Walker em vez de pinga.
 

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Por isso não dou um real. Para ninguém: criança, idoso ou deficiente.
 

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Discussion Starter · #7 ·
Detalhe, são 1.500 limpinhos porque eles nao pagam aluguel e se bobear nem almoço porque é só ir em qualquer restaurante lá pelas 2, 3 horas e pedir uma quentinha.

Daqui a pouco vai ter mendigo bebendo Johnny Walker em vez de pinga.
^^ Eu acho que isso é geral, apesar que tem locais que as pessoas ganham mais e outras um pouco menos. Eu me lembro de uma moradora de São Sebastião ou Paranoá que fingia ser mendiga, chegava no Plano Piloto e trocava de roupa, colocando roupas rasgadas e tal.

Então, eu sou totalmente contra dar quaisquer tipo de ajuda, se quiser ajudar, dê dinheiro (menos LBV) para instituições de caridade.
 

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Goldfinger
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Detalhe, são 1.500 limpinhos porque eles nao pagam aluguel e se bobear nem almoço porque é só ir em qualquer restaurante lá pelas 2, 3 horas e pedir uma quentinha.

Daqui a pouco vai ter mendigo bebendo Johnny Walker em vez de pinga.
Eles se fazem de probres, deficientes e etc. Muitos tem casa no entorno e trazem barraca, lona e o caramba pra botar aqui e pedir dinheiro, grana mais fácil não existe; sem trabalhar e etc. E isso acontece muito na época de natal. É de um pilantragem tremenda.


Apesar da aparência, no mundo dos moradores de rua de Brasília são encontradas as mais diferentes histórias. Como a do argentino Mariano Emílio Viotti, que mora em Brasília há três anos. Doente, ele disse que não regressa para o seu país de origem porque é perseguido politicamente e corre o risco de morte. Na capital federal brasileira espera asilo político. Ele disse que já entrou com dois pedidos, mas foram rejeitados. Enquanto isso, ele vai vivendo pelas as ruas da cidade e há três anos sobrevive com o dinheiro das esmolas dos brasilienses.
Santo pai :eek: esperava de tudo menos argentino pedindo dinheiro no sinal.
 

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O problema então e de quem dá esmola?
Não, o problema é bem complicado. Só que dar a esmola além de não reslver o problema pode agrava-lo. Dar esmola não cria o mendigo, mas mantem o "vicio".
Por outro lado tambêm não adianta nada simplesmante parar de dar esmolas, é preciso se "mexer" para resolver de verdade a situação. Mas um primeiro passo interessante é passar a dar o dinheiro a entidades assistenciais, e existem varias de confiança precisando de dinheiro.
 

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Discussion Starter · #12 ·
Não, o problema é bem complicado. Só que dar a esmola além de não reslver o problema pode agrava-lo. Dar esmola não cria o mendigo, mas mantem o "vicio".
Por outro lado tambêm não adianta nada simplesmante parar de dar esmolas, é preciso se "mexer" para resolver de verdade a situação. Mas um primeiro passo interessante é passar a dar o dinheiro a entidades assistenciais, e existem varias de confiança precisando de dinheiro.
^^ É igual uma bolsa que eu conheço fornecida pelo governo.
 

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Em Aracaju há algum tempo teve uma campanha até bem agressiva para convencer a população a não dar esmola na rua. Quem dá esmola se torna mais parte do problema do que da solução. O melhor a fazer é realmente ajudar uma instiuição de caridade, onde o necessitado deveria poder ter assistência de todos os tipos. Ou alguém acha que a rua ensina alguma coisa de bom a alguém?
 

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Goldfinger
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se acha que na argentina num tem mendigo?
uhaauhahaua
Eu sei que na Argentina tem mendigo, mas jurava que eles ficavam lá. Não atravessavam a fronteira pra mendigar em outro lugar. Ainda mais a 3.500km de distância
 

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Em Aracaju há algum tempo teve uma campanha até bem agressiva para convencer a população a não dar esmola na rua. Quem dá esmola se torna mais parte do problema do que da solução. O melhor a fazer é realmente ajudar uma instiuição de caridade, onde o necessitado deveria poder ter assistência de todos os tipos. Ou alguém acha que a rua ensina alguma coisa de bom a alguém?
Aqui a campanha é o seguinte : "Não dê esmola , dê cidadania".

Ai tem um Tel para ligar quando alguêm pedir esmola.
 

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Discussion Starter · #16 ·
^^ Aqui existia isso, mas a OAB e o MP acharam ilegal.
 

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Foi essa campanha q o Cristovam começou aqui em 1995, q foi usada tb em várias outras cidades, onde inclusive contou com apoio do Ministério Público:

- Cuiabá:
A Prefeitura de Cuiabá, em parceria com o Ministério Público Estadual, lança nesta segunda-feira, às 16 horas, a campanha: “Não Dê Esmola, Dê Cidadania – Esmola não dá Futuro”.
http://www.cuiaba.mt.gov.br/noticia.jsp?id=6496

- Aracaju:
Foi relançada com sucesso na manhã de hoje a Campanha Não Dê Esmola. Dê Cidadania, criada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), para retirar crianças e adolescentes das ruas e voltada para o fortalecimento de políticas públicas para dar cidadania a crianças e adolescentes que vivem em situação de risco e vulnerabilidade social.
A campanha conta com apoio do Ministério Público e também do Instituto G. Barbosa.

http://www.informesergipe.com.br/pagina_data.php?sec=2&&rec=15916&&aano=2006&&mmes=10

Promotora de Justiça elogia campanha `Não Dê Esmola: Dê Cidadania´
http://www.aracaju.se.gov.br/agencia_de_noticias/index.php?act=leitura&codigo=33571
 

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Discussion Starter · #18 ·
^^ Mas hoje em dia não funciona mais, pois com a benevolência do próprio MP, pois dizem que NÓS somos responsaveis pela mendicância. Eu queria que fosse na época da ditadura.

O cara, que estivesse mendigando, a policia dava duas alternativas para o cara, fosse trabalhar ou iria ser mandado de volta para terra natal. Ou na pior iria em cana por vadiagem.

Nessa época você não via um mendigo em Brasília, agora com o MP alegando o direito do ir e vir e ficar, então agora eles aprontam, igual aqueles que destruiram os azulejos da Igrejinha, e ficaram por isso mesmo.
 
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