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AAA Azevedo Arquitetos Associados
Mercado Popular da Rocinha, Rio de Janeiro-RJ

Arquitetura na favela


O projeto de Rodrigo Azevedo deu forma ao Mercado Popular da Rocinha, no principal ponto de concentração de ambulantes, na entrada de uma das mais conhecidas favelas do Rio de Janeiro.

As atividades comerciais foram organizadas sob o abrigo de uma cobertura única, executada com lona tensionada. Desse material, o autor extraiu a leveza plástica da obra e solucionou questões técnicas, como o escoamento de águas pluviais.

Quando o arquiteto apresentou à prefeitura , em 2003, proposta para reestruturar os mercados populares e camelódromos da cidade, tinha como embasamento prático o projeto de urbanismo, arquitetura e restauro do Mercado Ver-o-Peso, em Belém, implantado por uma equipe liderada pelo arquiteto Flávio de Oliveira Ferreira, da qual ele fizera parte.

A experiência também permitira a Azevedo estruturar o programa Preservação e Qualificação de Feiras e Mercados Populares, responsável pela constituição de uma fundamentação teórica.

Como já existia, na cidade, o projeto de lei da criação do mercado, com o objetivo de organizar o comércio informal concentrado na entrada da favela da Rocinha, Azevedo foi contratado para dar a forma arquitetônica a ele.

O terreno para implantação da proposta era o mesmo já ocupado pelos ambulantes: uma calçada de cerca de 150 metros de extensão, com largura variável de seis a 20 metros, por onde transitam diariamente cerca de 50 mil pessoas. De um lado do local há um ponto de ônibus e peruas de lotação; do outro, uma subestação de energia e um templo.

A solução desenvolvida por Azevedo organizou as atividades sob cobertura única, buscando fluidez, permeabilidade visual e, sobretudo, leveza. Esse elemento tem forma plasticamente forte e de fácil leitura por usuários e transeuntes.

Além de se preocupar, como prioridade, com o escoamento das águas pluviais, que não poderiam ser despejadas diretamente na rua nem nos terrenos vizinhos, o projeto enfrentou a questão da escolha de um material que não aquecesse o espaço interno nem o escurecesse durante o dia.

A escolha recaiu sobre a lona tensionada, também utilizada no projeto de Belém. “Sua plasticidade e características técnicas resolveram as principais questões”, afirma Azevedo. No projeto, a tensoestrutura está apoiada em pilares metálicos, ancorados, por sua vez, em estrutura de concreto armado com fundação em estacas do tipo raiz.

A captação das águas pluviais ocorre através de implúvios centrais no interior dos postes principais das lonas e segue pela rede de drenagem no subsolo.

Um volume construído em alvenaria centraliza sanitários, administração e casa de máquinas - a climatizacão artificial é feita por aspersores. Os 166 vendedores do mercado ocupam módulos de estrutura metálica, onde comercializam roupas, produtos eletrônicos, bebidas e sucos.

O Mercado Popular da Rocinha, cuja implantação teve custo de 1,2 milhão de reais, funciona 24 horas por dia e tornou-se referência urbana.

“Os mercados populares são um dos elementos mais interessantes da cultura nacional”, avalia Azevedo. Para o arquiteto, além de abastecer a população com alimentos, utensílios, ervas, vestuário etc., esses locais são centros agregadores de pessoas, difusores da cultura popular e desempenham função econômica relevante na economia local.

“Eles são responsáveis pela renda de uma seqüência de pessoas, desde produtores, artesãos e pequenas fábricas até lixeiros, carregadores e feirantes. Ao mesmo tempo, constituem alternativa de consumo a preços normalmente inferiores aos do comércio formal”, explica.





 

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QUE LIXO! tem q remover, e nao urbanizar!
 
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