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15/05/2008
Governo do estado anuncia que até o fim do ano será lançada licitação para levar o trem metropolitano a regiões nobres de belo horizonte e ao Centro Administrativo

Fábio Fabrini

Cristina Horta/EM/D. A Press/24/4/08

Uma das propostas prevê a ampliação da linha que liga o eldorado, em contagem, à venda nova, na capital

Depois de décadas de inércia, o metrô de Belo Horizonte começa, finalmente, a avançar. O governador Aécio Neves (PSDB) afirmou ontem que, ainda este ano, será lançada licitação pública para implantar as linhas 2 (Barreiro-Santa Tereza) e 3 (Pampulha-Savassi) e para esticar a linha 1 (Eldorado-Vilarinho) até o Centro Administrativo do estado, em construção no Bairro Serra Verde, na Região Norte da capital, pelo modelo de parceria público-privada (PPP). O projeto já tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em breve, virá a BH assinar convênio com o governo do estado para dar início ao empreendimento. A idéia foi levada terça-feira, por Aécio, ao Palácio do Planalto e é uma aposta para diminuir a histórica dependência de recursos da União, principal entrave para que a obra saia do papel.

Conforme o Estado de Minas adiantou ontem, a expectativa é de que a iniciativa privada invista 38% dos R$ 4 bilhões necessários (R$ 1,52 bilhão). O governo federal vai aplicar o mesmo percentual e os 24% restantes (R$ 960 milhões) serão rateados pelo estado e as prefeituras de BH, Betim e Contagem. Uma minuta com os termos do convênio foi entregue à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e espera-se apenas um sinal positivo para a oficialização do acordo. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Márcio Lacerda, diz que a abertura da concorrência pública nos próximos meses permite o início das obras ainda no ano que vem. E abre caminho para a transferência da administração do metrô para os governos locais, a chamada estadualização, um pleito que se arrasta desde os anos 1990.


Ele explica que, potencialmente, todas as grandes construtoras com atuação no país teriam interesse no projeto. Ficará com o metrô aquela que exigir a menor contrapartida do governo, baixando os percentuais previamente estipulados. O investimento será recuperado com a cobrança de passagens.

O Palácio da Liberdade tentará viabilizar, integralmente, os traçados previstos em projetos básicos, elaborados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A linha 1, em superfície, seria ampliada até o Centro Administrativo, com trilhos subterrâneos e mais três estações (veja arte). Para isso, ganharia mais trens e melhorias nos freios e na sinalização. A linha 2 também seria em superfície, do Barreiro à Avenida Tereza Cristina, no Bairro Gameleira, na Região Oeste. Dali, seguiria sob o leito da Avenida Amazonas até o Bairro Santa Tereza. Tida como prioridade, devido à Copa do Mundo de 2014, a linha 3, inteiramente subterrânea, ligaria a Pampulha à Savassi.

Trata-se do sonho dourado da população e dos administradores públicos, mas, na falta de recursos, o governo trabalha com um plano B. Seriam feitos apenas a extensão da linha 1 e o ramal da linha 2, entre Calafate e Barreiro. A terceira ligação se resumiria a uma linha entre a Savassi e a Lagoinha. Dali em diante, os passageiros fariam integração com ônibus e seguiriam para a Pampulha pelo corredor exclusivo em construção na Avenida Antônio Carlos.

O secretário admite que a idéia precisa ser melhor estudada, pois, sem melhorias no sistema de transporte, BH corre o risco de ser cortada da lista de sedes do Mundial de futebol. Mas alega que o projeto não inviabilizaria a realização do evento. “Se faltar dinheiro, é possível fazer essa integração. Você acha que a Copa tem um impacto tão grande assim no sistema de transporte?”, questiona.

Na semana que vem, representantes do estado e do governo federal se reúnem para acertar detalhes da PPP do metrô. Depois, será criado um grupo de trabalho para afinar as idéias e o discurso. O encontro do governador com Lula chegou a gerar desconforto na cúpula da CBTU, em Belo Horizonte, que soube da proposta pelo EM. Ontem, o superintendente da companhia em Minas, Jackson Charles Martins Antunes, foi a Brasília. De acordo com funcionários da empresa, o objetivo era se inteirar do assunto. “Tomamos conhecimento pelo jornal”, admitiu ele, acrescentando que viajou para fazer consultas médicas.

Jackson diz que vai se reunir com representantes do estado nas próximas semanas, mas vai batalhar para emplacar os traçados previstos nos projetos da CBTU. “As linhas passam pelos maiores centros de interesse da população”, justifica. Os estudos complementares, com o detalhamento das obras, devem ficar prontos no ano que vem, o que significa que não haverá mais entraves, exceto dinheiro, para as máquinas entrarem em campo.

DESEQUILÍBRIO Um dos principais inimigos da PPP é o desequilíbrio financeiro do metrô de BH. Apesar de a capital ter a quinta maior tarifa entre 15 cidades brasileiras e estrangeiras relacionadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em estudo que comparou o preço do transporte ao poder de compra do salário mínimo, o governo federal subsidia 45% das passagens do trem metropolitano. No ano passado, o passageiro custou à CBTU R$ 2,36, em média, contra uma arrecadação de R$ 1,29. Foi preciso aplicar R$ 38 milhões para socorrer o sistema. “A iniciativa privada não vai se interessar por algo que dê prejuízo. Por isso, é fundamental um estudo de viabilidade. Se não houver retorno do investimento, será necessária uma salvaguarda do governo”, diz o diretor de Operação do Metrô BH, Luís Prosdocimi, ponderando que o crescimento da demanda pode tornar o sistema superavitário.

Fonte: Estado de Minas

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Será que dessa vez a coisa deslancha? Se realmente se concretizar será umas das mais importantes(se não a mais!) obras de infra-estrutura da região metropolitana de Belo Horizonte! Vamos acompanhar com entusiasmo...
 

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[...]Trata-se do sonho dourado da população e dos administradores públicos, mas, na falta de recursos, o governo trabalha com um plano B. Seriam feitos apenas a extensão da linha 1 e o ramal da linha 2, entre Calafate e Barreiro. A terceira ligação se resumiria a uma linha entre a Savassi e a Lagoinha. Dali em diante, os passageiros fariam integração com ônibus e seguiriam para a Pampulha pelo corredor exclusivo em construção na Avenida Antônio Carlos.
Já começa com um plano B... Isso não é legal.
 

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Também não acho legal!^^^^
È um absurdo vazer um turista sair do seu
hotel 5 estrelas pegar um trem e depois um ônibus!
Muito desconforto! Esse pessoal é foda!
 

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A linha azul é praticamente parelela a vermelha. Não seria mais interessante fazer uma linha fazendo outro percurso mais distante desses dois?
 

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Quantos km de linha vai ficar no todo.
 

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Porque fazer metrô para a Pampulha, agora que só tem vôos regionais ?
Melhor fazer um trem expresso para Confins.
 

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Como eu não conheço BH, PENSO, pelo mapa, que a linha 2 podia ser só um ramal da linha 1 (algo como linha 1A), saindo da Estação Nova Rodoviária e rumando para Barreiro e, dependendo da demanda, fazer um arco, ligando o leste da cidade às linhas 1 e 2, assim, o metro cobriria uma região bem maior da cidade... e teria uma característica de rede (ao contrário do que acontece em São Paulo, que as linhas não são muito conectadas).
 

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A linha azul é praticamente parelela a vermelha. Não seria mais interessante fazer uma linha fazendo outro percurso mais distante desses dois?
O problema é que essa linha 1 (vermelha, no desenho) apenas tangencia o centro da cidade. Por isso é comum ouvir de belorizontinos que o nosso metrô leva o nada a lugar nenhum: como foi feito aproveitando o leito da ferrovia já existente, passa a uma certa distância dos principais pontos de concentração populacional. Com exceção das proximidades da atual rodoviária e da Praça da Estação, quem pega metrô pra ir ao centro, tem que descer na Estação Central ou na Lagoinha (atual rodoviária) e pegar um ônibus. Então, há quem tenha que pegar ônibus, metrô e depois outro ônibus pra chegar no destino na área central. Conheço pessoas que moram perto de estação de metrô, mas que nunca o usam para ir ao centro, já que é mais cômodo pegar um ônibus direto.

A idéia de fazer uma nova linha, praticamente paralela à já existente, e com pouco mais de 1 km de distância entre elas no ponto em que elas mais se distanciam, é que a nova passe, subterrânea, bem no centro da cidade; além de atender o eixo da Av. Amazonas, que é bastante saturado e possui grande demanda.

Entretanto, e infelizmente, eu acredito mais nesse "plano B". Ou seja, essa linha 2 (azul) será como um ramal da linha 1 (vermelha) a partir da nova rodoviária; e a questão do atendimento do centro da cidade será feito somente pelo trecho lagoinha-savassi da linha 3 (verde). É uma solução que vai melhorar bastante o metrô (e acabar com a desculpa de que ele não leva a lugar nenhum); mas não é o sonho de nós, belorizontinos, que há tanto esperamos por um metrô que de fato interligue a cidade com eficiência.
 

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Porque fazer metrô para a Pampulha, agora que só tem vôos regionais ?
Melhor fazer um trem expresso para Confins.
Existem 3 propostas para o trecho final da Ant. Carlos (todas as 3 terminarão numa estação que será construída no início da Av. Pedro I, junto ao ViaBrasil e ao Labareda): uma seguindo direto a Ant. Carlos, com uma estação em frente à entrada do Campus da UFMG e depois direto até a estação final; a segunda, mantendo a mesma estação em frente à entrada da UFMG, desviando da Ant. Carlos para uma estação junto ao Aeroporto e seguindo até a estação final; e a terceira opção passando por dentro do Campus da UFMG, tendo uma estação dentro do Campus, uma na Abraão Caram para atender ao Mineirão e seguindo direto, por baixo do bairro São Luis para a estação final.
 

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Acho um desperdício o trecho subterrâneo lagoinha Pampulha, já que a Antônio Carlos está sendo duplicada e haverá um corredor exclusivo para ônibus.
Deveriam construir o trecho Savassi Lagoinha e um ramal da linha 1 ligando a estação primeiro de maio ao mineirão com uma estação no aeroporto.
 

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Acho um desperdício o trecho subterrâneo lagoinha Pampulha, já que a Antônio Carlos está sendo duplicada e haverá um corredor exclusivo para ônibus.
Deveriam construir o trecho Savassi Lagoinha e um ramal da linha 1 ligando a estação primeiro de maio ao mineirão com uma estação no aeroporto.
é que a linha 1 iria ficar sobrecarregada, quanto a corredor a linha verde está sendo construida ao lado da linha do metrô e sua influência,a infra-estrutura da antonio carlos vai servir de apoio a linha 3 do metrô, que pela lógica deve ser construida da savassi para a pampulha!!!!
 

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é que a linha 1 iria ficar sobrecarregada, quanto a corredor a linha verde está sendo construida ao lado da linha do metrô e sua influência,a infra-estrutura da antonio carlos vai servir de apoio a linha 3 do metrô, que pela lógica deve ser construida da savassi para a pampulha!!!!
E por que não passando pela Pedro Segundo e Catalão até a Pampulha, acho que a situação da população que utiliza a Antônio Carlos estará resolvida com o final da duplicação.

Quanto a linha 1 sobregarregada? Todos sabemos que ela é sub utilizada, mas bastaria diminuir os intervalos dos trens, além disso jogos ou são noturnos ou em finais de semana, não concorrendo com quem o utiliza diariamente.
 
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