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Subway and train Forever!
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SÃO PAULO - A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e o Metrô de São Paulo devem lucrar cerca de 50% a mais com a publicidade afixada em seus veículos este ano. Essa modalidade de mídia, consagrada nos Estados Unidos e na Europa, cresce cada vez mais no Brasil e se firma como um importante veículo de comunicação. No ano passado, todo o segmento de mídia exterior movimentou R$ 2 bilhões e a expectativa é que cresça até 30%. A receita não operacional da CPTM, que inclui ganhos com publicidade e locação de espaço comercial nas estações, movimentou R$ 9 milhões em 2005. Para este ano, a previsão é que a soma atinja R$ 13 milhões. A companhia oferece anúncios em painéis e sancas (espaço livre em cima das janelas) nos trens. Nas estações, além dos painéis, há a mídia eletrônica (TVs de plasma nas estações Barra Funda e Brás). Há também o envelopamento dos trens, que aumentou quatro vezes em 2006.
“A procura está crescendo porque nos estruturamos para oferecer este serviço. Somos procurados por pequenas e grandes empresas que querem fazer uma publicidade mais regionalizada”, conta Maialu Saad, assistente técnica da Gerência de Administração do Patrimônio (GSP). Recentemente, a Citroën escolheu os trens da Linha C (Osasco- Jurubatuba) para mostrar o novo modelo Xsara Picasso Seleção e envelopou três carros. A montadora escolheu a linha por estar localizada ao longo do eixo empresarial da avenida Nações Unidas, por onde passam 600 mil veículos diariamente. Outra vantagem é que a Linha C transporta 90 mil pessoas por dia e concentra os usuários de melhor nível social.
São cobrados R$ 5,5 mil mensais por carro, sendo que os trens da CPTM têm três ou quatro carros. As despesas com a produção da película adesiva e com a instalação e remoção ficam a cargo dos anunciantes. No ano passado, houve apenas um anunciante. Nos primeiros meses de 2006, Banco Santander , Extra , Nestlé e Bradesco já experimentaram a nova mídia. Para a Linha C, há pedidos para novos anúncios.
Diariamente, 1,35 milhão de pessoas usa os trens da CPTM, que conta com o perfil dos usuários de cada linha, o que facilita a elaboração dos planos de mídia.
O metrô lucrou R$ 9 milhões com publicidade no ano passado. Em 2004, foram apenas R$ 2,4 milhões. Para 2006, espera-se repetir o número de 2005, e deve haver crescimento com a instalação de 70 painéis backlight nas estações nos próximos dois meses. Em São Paulo, são 1,2 mil painéis em estações e outros 7,8 mil nos trens.
“Na média, 55% dos painéis das estações estão ocupados. Nos trens, chega a 95%. Quem mais nos procura são escolas e universidades, mas há um aumento dos bancos. Com os novos painéis, que valorizam mais os anúncios, atrairemos outras empresas”, afirma Reynaldo Dinamarco, gerente de comercialização e novos negócios do Metrô de São Paulo.
O preço de um painel no metrô varia de R$ 100 a R$ 885. O envelopamento de um trem custa R$ 60 mil mensais. Entre os clientes estão Unilever , Ocean Air e a corretora Geração Futuro , além de distribuidoras de filmes que estão recorrendo a essa mídia para divulgarem os lançamentos.
“Desde que assumimos a comercialização dos espaços publicitários, temos nos dedicado a buscar anunciantes. Antes, isso era terceirizado. Estamos conseguindo anunciantes de vários portes, justamente pelo preço e pela possibilidade de alugar poucos painéis. É uma mídia democrática e sem intermediários, o que facilita o acesso de pequenas empresas. Com novos segmentos anunciando no metrô, passaremos a ser percebidos de uma outra forma”, garante Dinamarco.
As quatro linhas do metrô são usadas diariamente por 2,5 milhões de paulistanos. Cada uma delas possui um público com características específicas. Essas informações são repassadas às agências publicitárias.
Para Angelo Franzão, diretor de mídia da McCann Erickson, a mídia externa já se consagrou em razão das características das grandes cidades, como trânsito pesado, o ir e vir e a concentração populacional
“A mídia out of home [do inglês fora de casa] respondia por 5% dos planos de mídia há cinco anos. Hoje, abocanha de 15% a 20%. Este segmento foi impulsionado principalmente pelas empresas internacionais que comercializam esses espaços. São empresas bem organizadas, que dispõem de dados técnicos fundamentais para dialogarmos com o cliente”, diz.
Franzão afirma ainda que a maior utilização dos meios de transporte como mídias tem haver com “perseguir” o consumidor. “A marca tem que estar onde está seu cliente. Por isso, não é mais possível concentrar os anúncios em um só veículo”, explica. Para ele, os investimentos devem cresce neste tipo de mídia.
Em relação ao envelopamento dos trens, ele classifica a novidade como uma estratégia diferenciada e ousada. “Você dá um sentido de massa para aquela informação. Há uma boa relação custo benefício. O objetivo nem sempre é atrair os passageiros, mas sim firmar uma marca”, constata.
A mídia exterior predileta deve continuar sendo o outdoor, segundo Franzão. Isso porque ela é mais organizada e cuidadosa. “Não há risco algum. Os anúncios são trocados a cada duas semanas e nunca há dois concorrentes no mesmo local”, comenta.
Geral, Bruno Azevedo e Alex Capella, DCI, 03/05/2006.
 

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VDC só no mês de férias
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Bacana, acho muito legal o metrô envelopado*, pena que aqui em BH não é muito comum.

*Só é ruim porque atrapalha a vista da janela, no caso aqui de BH que o metrô é de superfície, isso é relevante, sim.
 
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