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Metrô lotado, a qualquer hora do dia



Integração de três linhas ao bilhete único, na semana passada, decretou o fim do horário de pico e do conforto

Bárbara Souza

Não existe mais período definido no dia para enfrentar horário de pico no metrô de São Paulo. Na semana passada, quando as três linhas principais foram totalmente integradas ao bilhete único, o sistema atingiu a média histórica de 2,8 milhões de passageiros por dia - 300 mil a mais que a média antes do início da integração total. É como se o metrô transportasse, além do público habitual, o equivalente à população de Vitória, capital do Espírito Santo, com 313.312 habitantes. O primeiro efeito colateral do bilhete único são trens e plataformas lotados, mesmo quando o período considerado de pico já passou.

"Sempre chego uns 40 minutos antes e espero até passar um trem menos cheio", diz a vendedora Alessandra Augusto. Na quinta-feira, às 10h10, ela esperou 4 trens até conseguir embarcar na Estação Paraíso. "Semana passada, coloquei um cara para fora do metrô, porque ele se aproveitou que estava lotado para colar em mim."

Apesar de não ter registrado aumento desse tipo de reclamação ou do número de furtos, a Companhia do Metropolitano reconhece que o passageiro vai começar a sentir algum desconforto. "É importante frisar que metrô é isso mesmo, é um transporte de massa, rápido. Não há diferença entre a lotação do metrô da cidade de São Paulo e a registrada em metrópoles como México, Moscou e Tóquio", afirma o diretor de Operações do Metrô, Décio Tambelli.

Alessandra, como o técnico de rendimento e vendas do Correio Italo Oliveira Marciano, reconhece a eficácia do sistema. "Mesmo lotado, o metrô dá segurança com relação ao horário. Se eu fosse de carro, não levaria menos de 40 minutos. De metrô, não passa de 25 minutos", diz Marciano, que teve de abandonar a "mordomia" de estudar no vagão durante o trajeto para o trabalho. "Antes, sempre conseguia ir sentado, lendo. Agora, só às vezes", conta ele, que usa diariamente o metrô entre Barra Funda e Tatuapé.

"Quem usa o sistema já percebeu. Não existe alternativa. Tem de investir para ampliar", afirma o presidente da Maubertec Engenharia e Projetos, José Roberto Bernasconi, também presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco).

As cenas de superlotação são ainda mais visíveis na Estação Sé. Ao sair do trem na plataforma da Linha 3 (leste-oeste, Vermelha) e tentar descer para o acesso à Linha 1 (norte-sul, Azul), rumo à Avenida Paulista, o passageiro se depara com as escadas rolantes desligadas - estratégia de segurança usada pelo Metrô para não aumentar o volume de passageiros na plataforma já lotada.

Para evitar o empurra-empurra na escada, o funcionário público Dario Mendes esperou diminuir o movimento na quinta-feira. Ficou mais de meia hora parado, às 8h20. "Imagino que essa concentração de pessoas trabalhando na região central seja a responsável pelo movimento mais intenso", diz.

Essa é uma das causas, mas o Metrô já previa aumento no volume de passageiros após a integração, iniciada no fim do ano passado. "A expectativa era de 5% de crescimento. Estamos chegando a 9% e esse número ainda não está estabilizado", diz Tambelli. Ele estima que em 90 dias seja possível avaliar o impacto da integração total. "Há um período de acomodação. Vamos esperar esse tempo para sentir a estabilização."

Enquanto isso, a companhia já percebeu que o passageiro da Linha 3 está se espremendo mais nos trens. Os cálculos da empresa apontam que a média no horário de pico é de 8 passageiros por metro quadrado nessa linha - a média no mesmo período do ano passado era de 7,5 pessoas por metro quadrado.

Para os engenheiros, é um número aceitável, o mesmo que um elevador com capacidade para 500 quilos por m2, com cada passageiro pesando 60 quilos. Para o passageiro, significa mudança no padrão de conforto. "Fiz uma cirurgia. Não posso arriscar", disse a professora Maria Aparecida Scandinzzi, que esperou meia hora por um trem não superlotado.

Folhetos ensinam como usar o bilhete único

O Metrô iniciou campanha para explicar aos passageiros como usar o bilhete único. Foram distribuídos folhetos mostrando, por exemplo, como o bilhete deve ser posicionado no visor. Desde o início da integração com o metrô, caiu o tempo médio de passagem de pessoas nas catracas - antes eram 20 por minuto, agora são 18. Muitos ainda se atrapalham na hora de encostar o cartão no leitor. O Metrô espera que em 90 dias o passageiro já tenha se acostumado ao sistema. B.S.

Integração com a CPTM distribuirá os passageiros

A expansão das linhas, aliada a um investimento pesado na modernização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM)e redistribuição do emprego na cidade são as apostas do Metrô para garantir a qualidade do sistema. "O que a gente tem pensado é fazer com que essas duas redes (Metrô e CPTM) virem uma malha e funcionem integradas, do ponto de vista funcional e tarifário", diz o diretor de Expansão e Planejamento do Metrô, Renato Viégas.

Elas já estão integradas no sentido tarifário desde 2002, com transferência entre linhas sem precisar pagar uma nova passagem. E devem começar a se tornar uma malha viária por trilhos com as obras da Linha 4 - com a ligação da Vila Sônia até a Luz haverá uma distribuição dos passageiros que usam trens e metrô no sistema - e da Linha 3, com a chegada do metrô à Estação Tamanduateí. "Isso aliviará parte significativa que iria descer no Brás para depois fazer o encaminhamento à Avenida Paulista", acrescenta Viégas.

É a aposta do especialista em engenharia de tráfego e transporte Francisco Moreno Neto. "Com as obras até a linha da Vila Sônia, os passageiros serão distribuídos no sistema", afirma. "Pode não haver dinheiro para acompanhar as necessidades da cidade, mas a idéia é montar uma malha."

Essas propostas fazem parte do Plano Integrado de Transportes Urbanos (Pitu 2010), que prevê passar a transportar 7,2 milhões de passageiros por dia no sistema de trilhos. "Esse plano todo vai levar a CPTM a transportar 3 milhões de pessoas por dia. Hoje, transporta algo em torno de 1,5 milhão", diz Viégas. O investimento só para os trens, que devem ter reduzido de 6 para 3 minutos o intervalo entre os carros no horário de pico, é estimado em US$ 1,3 bilhão. "Com toda a rede consolidada, haverá ganho de cerca de 30% de redução do tempo de viagem até 2010", diz Viégas.

Apesar de o Pitu apontar que 72% dos investimentos necessários para adequar o transporte público devam ser investidos no sistema sobre trilhos, a malha viária também é uma aposta para melhorar a relação emprego e distribuição da população na cidade. Existe uma aposta de transformar a Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste, por exemplo, numa área de concentração de emprego. "A intenção é estimulá-la a virar a Berrini dos anos 2020", afirma Moreno Neto.
 

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Eu sou a favor da utilização de trens sem qualquer acento!! Assim, a cada três trens com assento, viria um sem assento no qual entraria mais gente que não liga de viajar em pé, diminuindo a fila... que vcs acham??
 

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Eu acho que deveriam fazer como em Tokyo onde existem vagoes com bancos restrateis nos horario de pico esses assentos ficam na parede do trem e se abrem nos horarios normais, porem acho um erro como essa integracao esta sendo feita o sistema de metro pelo jeito esta superlotado e os investimentos sao lentos imigine quando essa linha 4 e 5 entrar em operacao ...
 

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O sistema anda superlotado em parte pela falta de opções de rota, por exemplo, TODO MUNDO que vai da zona leste até a Paulista tem que trocar na Sé e Paraíso. Quando inaugurarem a linha 4, esse pessoal poderá trocar na República e na Paulista-Consolação.
 

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Discussion Starter · #6 ·
mopc said:
O sistema anda superlotado em parte pela falta de opções de rota, por exemplo, TODO MUNDO que vai da zona leste até a Paulista tem que trocar na Sé e Paraíso. Quando inaugurarem a linha 4, esse pessoal poderá trocar na República e na Paulista-Consolação.
Apesar disso ajudar na superlotação do trecho Sé-Paraíso da linha 1-Azul, o que mais tem sido apontado nessas matérias sobre superlotação é da linha 3-Vermelha... e para isso só as seguintes perspectivas de expansão aliviariam:
- Expresso Tiradentes (mas será que hoje o pessoal da região Sul da ZL pega ônibus até a linha 3, ou já pega ônibus até o destino final ou até as linhas 1 e 2 ?)
- Extensão da linha 2-Verde até Tamanduateí (desde que isso tire da linha 3 passageiros vindos da linha D; eu pessoalmente acho que não vão ser muitos nesta condição particular)
- Extensão da linha 2-Verde até Tatuapé (só que isso está previsto para junto do lançamento da Enterprise ao espaço)

Então enquanto a solução, que é a chegada da 2-Verde no Tatuapé, não sai, o que fazer ? Acho que não vai ter outra saída que não diminuir o intervalo entre trens. Apesar do já citado custo alto para troca do sistema de sinalização, talvez ele pudesse ser implantado paulatinamente em alguns trechos. Só o investimento inicial de sistemas a bordo dos trens é que precisaria ser feito todo de uma vez.
 

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Será que a extensão da linha verde até Tatuapé vai demorar tanto assim? Existe alguma previsão para esse trecho?? E quanto à extensão até Tamanduateí??? Já existe oficialmente pelo menos, até dem um desenho da estação no site do metrô, mas parece que os planos atuais só contemplam até Sacomã. Sacomã está planejada para quando?? 2007?
 

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Discussion Starter · #8 ·
mopc said:
Será que a extensão da linha verde até Tatuapé vai demorar tanto assim? Existe alguma previsão para esse trecho?? E quanto à extensão até Tamanduateí??? Já existe oficialmente pelo menos, até dem um desenho da estação no site do metrô, mas parece que os planos atuais só contemplam até Sacomã. Sacomã está planejada para quando?? 2007?
Sacomã já tem decretos de desapropriação expedidos (constam inclusive do site do Metrô); acho que quando Tamanduateí também tiver desapropriações "canetadas" pelo governador, aí poderemos chamamar a linha de Vila Madalena - Tamanduateí.

Prazos eu deveria deixar o pai Vladis de Ogum jogar os búzios... :dizzy:

... mas vou chutar Sacomã em 2008, Tamanduateí em 2010, Tatuapé em 2015. Chute de hoje 02.05.06 15h49, acho que eu e os foristas ainda mudaremos muito de opinião a esse respeito.
 

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cives totius mundi
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Saturação ! colapso ! essa notícia, cedo ou trde ia mesmo chegar um dia o jeito vai ser mesmo tirar os bancos dos trens e liberar mais espaço nos vagões ! imagino idosos, cegos, deficientes ou uma grávida precisando usar o sistema agora, vão ter que liberar vagões exclusivos !!! apesar do caos aparente, mesmo assim a saída continua sendo mais metrô para a cidade.
 

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**16º ano**
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Pois é, o sistema passou seu limite, está o caos!!

E pra piorar parece que a cada dia os número de ônibus diminui, hoje mesmo depois de deixar passar 3 ?onibus com gente nas portas, pra não chegar atrasado acabei pegando um que não me servia mas ia até o metrô Vila Mariana, e de lá até a Consolação pra pegar outro ônibus ( tb lotado), essa piora nos ônibus tem contribuido para levar mais pessoal para o metrô tb.
 

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Discussion Starter · #11 ·
Hoje eu fiz Vila Madalena - Paraíso(em VM às 16h30) e na volta Ana Rosa - Vila Madalena (em AR às 18h05). Um bom sinal é que só vi um trem antigo, os outros todos eram novos; mas alguns maus sinais:
- Mesmo no horário que fui, algumas pessoas preferiam ficar amontoadas nas portas do lado direito do trem do que ficar sentadas. Isso acontece, imagino, porque as plataformas nas estações da Paulista são centrais, embarque/desembarque pelo lado esquerdo, mas no Paraíso a competição por sair pelo lado direito do trem e pegar as escadas rolantes é muito grande. As pessoas abdicam de um breve conforto na linha 2-Verde para melhorar suas chances na linha 1-Azul.
- Na volta o trem que chega da Imigrantes na Ana Rosa chega com pouca gente, e muitos descem (para pegar a linha 1-Azul, imagino). Eu consegui sentar mas algumas pessoas ficaram de pé. No Paraíso eu vi do outro lado da plataforma o trem chegando; eu nunca tinha visto um trem com tanta gente empaçocada na linha 2-Verde. O que eu estava lotou e bem, mas não chegou no ponto que estava o do outro sentido. E pela primeira vez eu vi um trem chegando em Vila Madalena com gente em pé por falta de assentos (não por escolha do usuário em ficar de pé).
 

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Discussion Starter · #12 ·
rkj said:
Então enquanto a solução, que é a chegada da 2-Verde no Tatuapé, não sai, o que fazer ? Acho que não vai ter outra saída que não diminuir o intervalo entre trens. Apesar do já citado custo alto para troca do sistema de sinalização, talvez ele pudesse ser implantado paulatinamente em alguns trechos. Só o investimento inicial de sistemas a bordo dos trens é que precisaria ser feito todo de uma vez.
Eu pensei numa outra alternativa enquanto estava na 2-Verde hoje: e se o número de carros dos trens da 3-Vermelha fosse aumentado ? Apesar disso perder um aspecto de padronização que temos hoje, talvez seja necessário.
Alguns problemas:
- Em função do comprimento das estações, talvez dê para colocar só um carro a mais, quiçá dois, e mesmo assim esse(s) carro(s) teria(m) restrições de estação destino (não abriria portas em algumas estações intermediárias onde não coubesse).
- Se colocar o dobro de carros, certamente não haveria espaço nas plataformas; isso exigiria embarque e desembarque em duas etapas: primeiro os carros da frente, depois os de trás. Para minimizar o impacto disso provavelmente só algumas estações principais permitiriam embarque e desembarque desses 6 outros carros.


Eu sei que não parece promissor, mas às vezes alternativas estranhas podem dar certo.
 

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Talvez uma solução quase-definitiva seria melhorar o expresso leste, aumentando sua velocidade e sua frequência. Itaquera é a estaçao mais utilizada da zona leste, depois da estação Brás, então seria um alívio considerável na linha 3 se os seus usuários utilizassem o expresso leste, que por ter intervalos relativamente longos e velocidade reduzida, tem demanda "sobrando" ainda.
 

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Discussion Starter · #16 ·
Ainda na linha de soluções "diferentes", e se o metrô adotasse a via reversível na linha 3 ? Nos horários de pico para o centro, haveriam trens partindo em uma via no intervalo mínimo possível, e a outra via alternaria entre trens num sentido e noutro. Provavelmente esse trem "na contra mão" deveria ser expresso (Itaquera -> Brás -> Sé -> República, por exemplo) para ter um bom efeito.
 

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celodias15 said:
Talvez uma solução quase-definitiva seria melhorar o expresso leste, aumentando sua velocidade e sua frequência. Itaquera é a estaçao mais utilizada da zona leste, depois da estação Brás, então seria um alívio considerável na linha 3 se os seus usuários utilizassem o expresso leste, que por ter intervalos relativamente longos e velocidade reduzida, tem demanda "sobrando" ainda.
Concordo com essa solução, mas o Expresso Leste só terá intervalo de 3 minutos de em 2010.. acho que nesse caso deveriam adiantar isso e ter um intervalo idêntico ao da linha 3, mesmo que se tenha um alto investimento para isso.
 

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Hoje peguei a linha vermelha na hora do almoço tava bem lotada, a coisa está complicada. Também acho que a linha verde até Tatuapé e a melhor eficiência do Expresso Leste tem que vir rápidos.
 

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rkj said:
As subterrâneas, certamente. Mas e as de superfície ?
Também, as plataformas tem o tamanho de um trem do Metrô só algumas plataforma de Trens da CPTM tem tamanho maior porque comportavam trens com 12 carros.
rkj said:
Ainda na linha de soluções "diferentes", e se o metrô adotasse a via reversível na linha 3 ? Nos horários de pico para o centro, haveriam trens partindo em uma via no intervalo mínimo possível, e a outra via alternaria entre trens num sentido e noutro. Provavelmente esse trem "na contra mão" deveria ser expresso (Itaquera -> Brás -> Sé -> República, por exemplo) para ter um bom efeito.
Praticamente impossivel, o Metrô não teria onde colocar esses carros e para ajudar ainda mais agora ate o sentido Centro Bairro esta ficando lotado.
 
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