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Genius Rayearth
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Itataia é estratégica ao Brasil


A menos de uma semana do anúncio da empresa que fará a exploração da mina de Santa Quitéria (Itataia), projeto que existe há décadas no Estado, o diretor geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), aponta a concretização da usina como fruto de uma necessidade nacional.

A mina, descoberta em 1976, possui jazidas que terão capacidade inicial de produção, com a usina, de 120 mil toneladas de fosfato por ano, além de outras 800 toneladas de urânio anuais. ´A exploração segue a dinâmica de mercado, com demanda crescente por fertilizantes, que são produzidos através do fosfato´, aponta.

Aqui mesmo no Estado, o produto já deverá contar com um grande consumidor: a Tortuga, empresa brasileira que fabrica produtos de nutrição e saúde animal, com uma fábrica em construção no Pecém.

Esta semana, o presidente Lula afirmou que quer aumentar a produção de fertilizantes no País e, para isso, determinou que fossem analisadas, junto ao setor privado, maneiras de acelerar projetos que elevem essa produção, que já é crescente no Brasil nos últimos anos.

Entretanto, a demanda agrícola supera a capacidade de oferta da indústria nacional. Além disso, o diretor do Ipece ainda destaca o potencial de Itataia na área de urânio. Ele informa que há também uma maior demanda por energia, e que pode ser suprida através da energia nuclear, como já se analisa. A mina poderia contribuir fortemente para este fim.

Siderúrgica e refinaria


Ainda não existe nenhum estudo elaborado mostrando o impacto que a instalação de dois grandes empreendimentos no Ceará, como a siderúrgica e a refinaria, traria à economia local. O que se sabe é que este será bem elevado, levando-se em conta que, somente o atual projeto da refinaria deverá incrementar o PIB cearense em 48%. Entretanto, esses projetos devem ser geridos de maneira que os benefícios sejam internalizados, sejam recebidos pelos próprios cearenses, aponta Marcos Holanda.

´Esses dois empreendimentos, juntos, vão gerar uma explosão para os próximos três, quatro anos. O Ceará nunca teve projetos que envolvessem uma demanda tão grande´, comenta o economista, destacando também os impactos com Itataia e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). ´Mas, para atender essa demanda, é preciso ter mão-de-obra capacitada´, indica.

´O potencial do Ceará é interessante, se estes projetos forem bem trabalhados, e isso em conjunção com o fortalecimento da economia que já existe por aqui, movida pelo turismo, entre outros segmentos´.

http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=545913
 
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