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Saúde.Máquina localiza pequenos tumores e avalia reação à quimioterapia

UFMG abre seu Centro de Imagem Molecular com alta tecnologia

Instituto analisa a oferta de exames através do Sistema Único de Saúde

Publicado no Jornal OTEMPO em 31/05/2011
ANDRÉA JUSTE

FOTO: LEO FONTES

Útil. O aparelho de tomografia usa contraste radioativo para fazer diagnóstico

A população de Minas Gerais ganhou um importante aliado para o diagnóstico e o tratamento de doenças como o câncer. É o Centro de Imagem Molecular, inaugurado ontem pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Medicina Molecular (INCT-MM), da Faculdade de Medicina da UFMG.

Entre os equipamentos de tecnologia de ponta, o destaque é o aparelho de Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET, na sigla em inglês). A máquina é capaz de identificar diminutos tumores e informar se o paciente responde positivamente à quimioterapia. Durante o exame, é injetado no paciente um composto radioativo à base de flúor, inofensivo ao organismo e que faz com que as células cancerígenas sejam vistas na imagem computadorizada.

"Se o paciente tem um câncer de 3 cm e começa a tomar o quimioterápico, no PET é possível ver se o medicamento está funcionando. Então, sabe se há boa resposta do tratamento", afirma Marco Aurélio Romano-Silva, pró-reitor adjunto de pesquisa da UFMG e coordenador do INCT.

Segundo Romano-Silva, o paciente pode se submeter ao exame uma ou duas semanas após a sessão de quimioterapia. "Alguns tumores não respondem, então é possível identificar isso e economizar com algo que não produz efeito", diz.

O coordenador comenta que outro benefício do equipamento é a identificação de tumores pequenos, comuns em metástases.

SUS. Por enquanto, apenas pacientes do Hospital das Clinicas, ligado à UFMG, tiveram acesso aos exames do PET. Entretanto, Romano-Silva explica que será estudada a oferta do serviço pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Nossa expectativa é abrir para o SUS. Estamos conversando com Secretaria Municipal de Saúde", explica. "Nosso objetivo é mostrar que se você gasta mais no início, vai economizar adiante com menos internações e cirurgias", afirma, sobre o equipamento que custou R$ 4 milhões e que consome, mensalmente, cerca de R$ 30 mil apenas com manutenção.

Objetivo maior da instituição é a realização de pesquisas
Além do atendimento a pacientes, o Centro de Imagem Molecular se diferencia pela investigação científica. "O Centro é pioneiro porque foi concebido para ser uma instalação de pesquisa, mas que tem assistência também", explica o coordenador Marco Aurélio Romano-Silva, ressaltando que mais da metade dos recursos da instituição serão utilizados com estudos. Nesses casos, os pacientes são voluntários e assinam termo de consentimento.

A instituição também realiza, por exemplo, serviços de estimulação magnética transcraniana, usado em tratamentos de doenças como depressão, mal de Parkinson e até zumbido no ouvido (AJ).

Flash
Produção local. O radiofármaco flúor-18, usado pelo tomógrafo por emissão de pósitrons, é produzido dentro do campus da UFMG.

Fonte:
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=172679,OTE&IdCanal=7
De uso científico e médico!
 

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Superuniversidade em Minas obtém verba de R$ 20 milhões e já tem sede

Valquiria Lopes -
Publicação: 24/05/2011 06:00 Atualização: 24/05/2011 07:38

Unificação foi definida em outubro com o ministro Fernando Haddad
O consórcio das sete universidades do Sul e Sudeste de Minas Gerais, conhecido como Superuniversidade do Sudeste, agora tem o que precisava para se consolidar: dinheiro e endereço próprio. O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, confirmou ontem, conforme o Estado de Minas havia antecipado no início do mês, a liberação de R$ 20 milhões para a formação do consórcio e revelou que a sede da entidade e do Centro de Pesquisa e Inovação será instalada em um prédio da União em Caxambu, no Sul de Minas. Com isso, a cidade se tornará um novo polo de desenvolvimento cultural, econômico e de pesquisa em Minas.

O anúncio foi feito durante a abertura do I Fórum de Integração Universitária da Universidade Federal de Lavras (Ufla), que teve início ontem e se estende até domingo. A solenidade marcou também o encontro dos reitores das instituições de ensino superior que integram o consórcio: universidades federais de Alfenas (Unifal), de Itajubá (Unifei), de Juiz de Fora (UFJF), de Lavras (UFLA), de São João del-Rei (UFSJ), de Ouro Preto (Ufop) e de Viçosa (UFV). Ao todo, as escolas reúnem 3,5 mil professores e 4 mil técnicos administrativos, que atendem a 41 mil alunos de graduação e 5,3 mil de pós-graduação.

No conjunto, as sete instituições têm câmpus em 17 municípios do Sudeste de Minas Gerais e atendem a polos de educação a distância em 55 cidades. Com a integração, pelo menos 815 bolsas de mobilidade acadêmica serão oferecidas a alunos, professores e servidores. A junção das instituições prevê ainda a criação do Corredor Cultural, ambiente que permitirá o intercâmbio de grupos, manifestações e projetos culturais entre as universidades.

“Há cerca de 20 dias, os reitores nos entregaram, em Brasília, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), documento que traça as diretrizes do consórcio. Analisamos a proposta com o ministro Fernando Haddad, que concordou em alocar os recursos. Na ocasião, eles também nos informaram a decisão de instalar a sede do consórcio em Caxambu”, afirmou Luiz Carlos Costa.

Segundo ele, o MEC já autorizou os reitores a dar continuidade às ações para apropriação do imóvel. “Depois de tudo acertado, abriremos licitação para reforma e adequação das instalações, onde teremos uma estrutura administrativa e também laboratórios de pesquisa com um câmpus de excelência internacional. A decisão de ter um espaço fora das cidades do consórcio partiu dos próprios reitores”, confirmou o secretário.

Para ele, a confirmação dos recursos e do endereço para o consórcio foi um passo decisivo para a consolidação da Superuniverdade. “As instituições continuam autônomas e independentes. O que estamos fazendo é otimizar as ações e atividades que serão feitas em conjunto, passando de um patamar de competição para um processo de cooperação”, afirmou.

Conjunto

De acordo com o presidente do consórcio, Paulo Márcio de Faria e Silva, reitor da Unifenas, todas as instituições sinalizaram a intenção de participar. “A adesão agora é puramente uma questão formal, a ser decidida pelos conselhos universitários. Isso deve ocorrer até o fim de junho. Depois da confirmação, a constituição formal do consórcio será celebrada com o MEC”, explicou. Para ele, a Superuniversidade vai promover o desenvolvimento de forma regional. “Ao invés de termos apenas um câmpus, teremos um centro de pesquisa que será mantido pelas sete universidades, trazendo desenvolvimento não só para a cidade, mas para toda a região.”

A unificação das sete instituições também foi vista com bons olhos pela Universidade Federal de Minas Gerais. “Todas são universidades muito bem qualificadas e de bom nível. A associação é muito positiva do ponto de vista dos ganhos com mobilidade de estudantes, professores e pesquisas conjuntas., afirmou o reitor da UFMG, Clélio Campolina.

Vestibular

Sobre a possibilidade de um processo seletivo único depois da unificação, Costa explicou que todas já adotaram um sistema de seleção unificada com a adesão ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, ele não descarta a possibilidade de, no futuro, as instituições oferecerem vagas de forma conjunta. Para os cursos de bacharelado interdisciplinar que serão oferecidos pelas universidades, o secretário afirma que o processo único de seleção será um caminho natural.

Em Caxambu, o dia ontem foi de festa com o anúncio da chegada da sede do consórcio. “Há cerca de dois anos procuramos a Ufla para oferecer o espaço. Agora, a parceria está se consolidando. Estamos muito satisfeitos. A chegada do câmpus vai promover o desenvolvimento social e econômico da cidade, com a atração de empresas e abertura de novos postos de trabalho, além de fazer de Caxambu uma cidade melhor do ponto de vista cultural”, afirmou o prefeito, Luiz Carlos Pinto (PHS).
Link:http://www.em.com.br/app/noticia/es...tem-verba-de-r-20-milhoes-e-ja-tem-sede.shtml
 

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Discussion Starter · #5 ·
UFMG lança o Portal Brasileiro de Ciência e Tecnologia

Elaine Pereira -
Publicação: 03/06/2011 17:44 Atualização:

Foi apresentado nesta sexta-feira, em Brasília, o Portal Brasileiro de Ciência e Tecnologia, que pretende produzir e gerenciar um mapa da produção científica do país a partir de dados individuais dos pesquisadores que integram as equipes dos atuais Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) e que se encontram disponíveis de forma dispersa em fontes da web, particularmente a Plataforma Lattes do CNPq. O projeto vai gerar diferentes visões da produção científica de cada grupo, a partir das quais pretende-se analisar como as diversas áreas da ciência e do conhecimento se organizam no país, como ocorrem as colaborações entre pesquisadores e as interações multidisciplinares.
O site é parte do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Web (InWeb), coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais.
O professor do Departamento de Ciência da Computação (DCC) Alberto Laender é o coordenador do portal, que agrega informações de 123 Institutos de Ciência e Tecnologia (INCTs), 4.676 pesquisadores e 288.867 publicações científicas.
O endereço do portal é www.pbct.inweb.org.br/pbct.
http://www.em.com.br/app/noticia/te...rtal-brasileiro-de-ciencia-e-tecnologia.shtml
 

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Discussion Starter · #6 · (Edited)
Essa UFMG é muito produtiva, pois enquanto que para a UFRJ ( e até a estadual Unicamp) jorram verbas federais, ela, UFMG, fica contando centavos...talvez até se jorrasse tanto dinheiro para ela poderia trazer é problemas pois entraria numa burocratização, num organicismo, num oficialismo...tá aprendendo a se virar com suas próprias pernas! (e pesquisas.)
 

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Minas vai pesquisar segunda maior reserva de água doce do mundo

Estado de Minas
Publicação: 09/06/2011 06:00
Atualização: 09/06/2011 06:17

Um amplo estudo sobre o aquífero Guarani, segunda maior reserva de água doce do mundo, localizada, em sua maior parte, no subsolo brasileiro, vai ser desenvolvido numa parceria do governo mineiro com a Unesco e o Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, da Alemanha, por meio da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Hidroex). O acordo foi assinado nessa quarta-feira por missão da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia em viagem à Europa e inclui pesquisas para melhorar o abastecimento de água nas regiões de clima semiárido em Minas Gerais.

A situação do aquífero preocupa muitos cientistas pela sua localização em áreas de grandes aglomerados urbanos e onde a atividade agropecuária é muito intensa, principalmente em Minas, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. Os parceiros vão promover atividades voltadas para gestão integrada das águas, superficiais e subterrâneas, com a troca de experiências e técnicas de investigação e novas tecnologias para recuperação de áreas degradadas, além de avaliação de impactos dos processos industriais no meio ambiente.

O objetivo, de acordo com o secretário de Ciência e Tecnologia, Nárcio Rodrigues, que esteve em Leipzig, é a busca da sustentabilidade no uso das águas subterrâneas. Ele foi um dos participantes do congresso O Futuro de Áreas Degradadas – Estratégias e Tecnologias e apresentou os projetos mineiros da Cidade das Águas e da Fundação Unesco - HidroEX, ambos relacionados aos recursos hídricos e em fase de implantação em Frutal, no Triângulo Mineiro. A Alemanha é referência mundial no estudo de águas subterrâneas.

Mata Atlântica

Com o desafio de tirar Minas Gerais do ranking de estados com maior índice de desmatamento do Brasil (aumento de 15% entre 2008 a 2010 – de 10.909 hectares para 12.524 hectares), como indicou em maio o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, está estacionado em Belo Horizonte o caminhão da natureza. O projeto A Mata Atlântica é aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante, da Fundação SOS Mata Atlântica, ficará de hoje a domingo no Parque Lagoa do Nado, no Bairro Itapoã, na Região da Pampulha. Uma incursão pelo interior do veículo equipado equivale a uma viagem virtual pela Mata Atlântica, por meio de oficinas, exposições, jogos educativos, rodas de conversa e exibição de filmes.

http://www.em.com.br/app/noticia/ge...nda-maior-reserva-de-agua-doce-do-mundo.shtml
 

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DQ/UFMG

Nelcy Mohallem: repercussões

Grupo da UFMG desenvolve nova rota para produzir materiais úteis no tratamento do câncer

quinta-feira, 12 de maio de 2011, às 6h54

Pesquisadores mineiros desenvolveram uma nova rota para produção de um material formado por nanopartículas magnéticas de óxido de ferro que poderá ser útil no tratamento de vários tipos de câncer. Esse sistema biomédico, que está na pauta dos grandes centros de pesquisa nanotecnológica e médica do mundo, é resultado de um extenso trabalho que envolveu pesquisadores do Departamento de Química e do Centro de Microscopia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CDTN/Cnen), localizado em Belo Horizonte.

A pesquisa publicada em 2010 na revista científica Journal of Sol-Gel Science and Technology alcançou grande repercussão no meio acadêmico. “Em função da potencialidade de nosso trabalho e de seus bons resultados, recebemos de grupos relacionados com medicina e oncologia vários convites para divulgação em publicações científicas e para participação em congressos”, diz a física Nelcy Della Mohallem, professora da UFMG e coordenadora da pesquisa.

Os materiais magnéticos nanoestruturados, como os constituídos por diferentes formas de óxidos de ferro, já são empregados em procedimentos de diagnósticos, como ressonância magnética nuclear (RMN), e estão sendo testados como carreadores magnéticos de drogas e em tratamentos oncológicos com uso de hipertermia, terapia baseada no aquecimento do tumor mediante aplicação de um campo magnético de corrente elétrica para matar as células cancerígenas. Essas terapêuticas exploram duas grandes vantagens dos óxidos de ferro: a baixa toxicidade em seres humanos e a possibilidade de controlar sua magnetização. Formado por nanopartículas de magnetita – esse material magnético é composto por óxidos de ferro – inseridas em uma matriz de sílica, o nanocompósito é sintetizado na forma de pó ou de monólito, pequena peça usada em implantes em ossos atingidos por tumores.

O material possui poros regulares, que variam de 2 a 50 nanômetros de diâmetro – por isso é chamado de mesoporoso –, que podem ser preenchidos com vários tipos de fármaco. Uma etapa importante do desenvolvimento é o dimensionamento dos poros, adequado ao tamanho da molécula da droga. Os pesquisadores mineiros estão testando no material uma droga chamada doxorrubicina, antibiótico injetável usado na quimioterapia de diversos tipos de câncer. “O encapsulamento de uma droga desse tipo é importante por causa de sua toxicidade. Ao ser encapsulada e liberada de maneira controlada, conseguimos diminuir os efeitos colaterais no paciente”, diz Nelcy.

Campo externo

Nos tratamentos com hipertermia, o nanocompósito não precisa ser necessariamente preenchido com fármacos porque o combate ao tumor pode ser feito pelo aumento da temperatura no local. O modo de ação é simples. Quando o material atinge o tumor, o paciente recebe um campo magnético externo, que é gerado por um aparelho específico para esse fim. Dependendo do local da lesão, o material pode ser injetado com uma agulha ou conduzido pelo sangue com auxílio de magnetismo externo. O campo magnético faz com que as partículas magnéticas presentes no nanocompósito comecem a vibrar e se aqueçam.

“Temperaturas de 5 graus Celsius (ºC) acima da temperatura do corpo humano são suficientes para matar um tumor sem afetar as células vizinhas”, afirma Nelcy. “Mas o compósito precisa ser bem controlado, porque partículas como a magnetita podem aquecer 20o C acima da temperatura do corpo humano quando submetidas a um campo magnético, causando danos nas células saudáveis”, diz ela. Para ser eficiente e aumentar a temperatura dentro dos níveis desejados, o nanocompósito precisa ser impregnado com partículas de magnetita com tamanho, distribuição e concentração bem definidos.

Na liberação controlada de drogas, a ação é um pouco diferente. Quando o medicamento chega ao tumor, o campo magnético é aplicado e a vibração das partículas magnéticas provoca a liberação gradual da droga contida em seus poros. Em alguns casos, os dois tratamentos podem ser aplicados simultaneamente. O calor ataca as células do câncer, enquanto a droga age para evitar uma rejeição do material ou para prevenir uma infecção. “Os nossos nanocompósitos são revestidos de sílica e, por isso, são metabolizados pelo fígado e expelidos pelo organismo.”

Um dos avanços do grupo é a rota de síntese do material adotada pelo grupo, composto também pela pesquisadora Edésia de Sousa, do CDTN/Cnen, e pela química Karynne Souza, doutoranda do Laboratório de Materiais Nanoestruturados da UFMG. “Trata-se de uma rota simples e muito eficiente. Testamos o material e ele funcionou muito bem na faixa de temperatura desejada para tratamento de câncer”, diz Nelcy. O nanocompósito foi feito impregnando a sílica mesoporosa SBA-15 com uma solução contendo sulfato férrico, Fe2(SO4)3. Até o momento foram realizados testes in vitro. O grupo espera iniciar em breve ensaios com animais, que deverão ser seguidos de testes clínicos em humanos. “Nossa ideia é repassar o processo e o nanocompósito para uma indústria farmacêutica, porque uma empresa spin off – que nós até poderíamos criar – teria muita dificuldade de colocar o produto no mercado”, diz Nelcy. Todos os procedimentos são de alto custo e necessitam de elevados investimentos.

>Artigo científico
SOUZA, K.C. et al. Mesoporous silica-magnetite nanocomposite: facile synthesis route for application in hyperthermia. Journal of Sol-Gel Science and Technology. v. 53, n. 2, p. 418-27. 2010.

(Revista Pesquisa Fapesp, n. 182, abril de 2011)

Fonte:
http://www.ufmg.br/online/arquivos/019237.shtml
 

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^^
Eu já vi resultados deste tipo tratamento de câncer em cobaias. Não tem como não ficar animado com os resultados. É incrível, e na época o que impedia os testes em humanos era justamente a questão tóxica.
 

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Sara Grunbaum

Donnici: inovação

Produto desenvolvido na UFMG dissolve todo tipo de material sem alterar composição química

segunda-feira, 30 de maio de 2011, às 7h15

Pesquisadores da UFMG descobriram e depositaram pedido de patente de um composto que dissolve praticamente qualquer material orgânico ou inorgânico. O agente resolve um antigo problema, pois é capaz, a principio, de dissolver sem alterar a composição química de uma amostra que será submetida a análise, para avaliações de controle de qualidade ou da presença de componentes inorgânicos ou orgânicos, tóxicos ou não.

Os autores da descoberta são os professores Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, do Departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICEx), que lideram grupo de alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado. A substância, registrada com a marca Universol®, está pronta para ser aplicada e ter sua tecnologia transferida a empresas que desejem produzir e comercializar o produto em larga escala.

Segundo Donnici, o Universol® é útil, por exemplo, para mostrar se um cosmético ou um alimento contém metal pesado ou se a casca de uma árvore a ser utilizada para produzir medicamento está contaminada com metais ou substâncias tóxicas. “Ele também dissolve rapidamente carnes, unha, cabelo, pele, sementes, cereais ou qualquer outra matéria orgânica”, comenta o professor, ao acrescentar que a composição é um agente solubilizante simples, eficiente e reprodutível, que dissolve praticamente qualquer tipo de amostra em um tempo que varia de um a 30 minutos. “Por isso pode ser considerado um agente solubilizante praticamente universal”.

Outra vantagem da composição é promover a solubilização à temperatura ambiente e, em quase todos os casos, sem necessidade de uso de métodos adicionais, como ultrassom e micro-ondas. “Apesar do seu enorme poder solubilizante, o Universol® é um reagente seguro, que pode ser manipulado sem complicações em qualquer laboratório e com a utilização de frascos de vidro ou de plástico (tipo eppendorf) comuns”, informa.

Donnici conta que os estudos foram realizados no âmbito do edital Pronex 479/2007 da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), cujo objetivo era consolidar o Núcleo Interdisciplinar de Estudos Ambientais Avançados (Nieambav). “A intenção era estabelecer novas tecnologias científicas e computacionais para o monitoramento ambiental e análise de poluentes. Dentre as várias descobertas realizadas nesses anos de pesquisas, destacamos o desenvolvimento do Universol®”, comenta.

Ele lembra que o trabalho surgiu de discussões em seminário do professor José Bento Borba da Silva, em que se comentou que a Química Orgânica poderia fornecer materiais que pudessem ser testados com essa finalidade. “O problema preliminar de análise química orgânica ou inorgânica dos mais diversos materiais é obter a total dissolução das amostras, com a formação de soluções homogêneas, de modo a não alterar sua composição química”, esclarece. Donnici revela que a equipe ficou impressionada com o que descobriu, uma vez que a composição é relativamente simples e barata, “de alta eficiência e rapidez e de escopo e aplicabilidade enormes".

Mercado

Claudio Donnici ressalta que outros agentes conhecidos de solubilização demoram cerca de 12 horas para dissolver, por exemplo, amostras de unhas ou de fios de cabelo, enquanto o Universol® realiza essa solubilização em cerca de 30 minutos. “Com o desenvolvimento de tal método, mais simples e adequado para preparação de amostras, evitam-se dissoluções ácidas, extrações e outras dificuldades para o uso de técnicas espectrométricas de análise química, tornando-as mais viáveis para análises de grande quantidade de qualquer tipo de amostras para avaliação da sua composição química, especialmente quanto aos componentes inorgânicos”, explica.

A equipe realizou testes com diversos materiais e demonstrou a eficácia do agente em alimentos, desde bebidas a cereais a sementes; em qualquer tecido animal ou vegetal; amostras minerais e inorgânicas ou biológicas, a exemplo de cogumelos, insetos e microrganismos, bem como em resíduos biológicos e materiais petroquímicos da área de cosméticos, o que possibilitou a realização de testes cromatográficos e espectrométricos, para analises das mais diversas. “O grande trabalho foi mostrar o escopo e a confiabilidade da técnica para os mais variados tipos de amostra”, informa Donnici.

O pesquisador destaca a importância da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CT&IT) da UFMG como mediadora e incentivadora do processo de cadastro de inovação e de transferências de tecnologia. Os laboratórios coordenados pelos autores da pesquisa estão abertos a demandas de instituições de pesquisa e empresas, para a aplicação do reagente em amostras.

Depósito de patente: Composição solubilizante de amostras inorgânicas e orgânicas, de origem animal, vegetal e humana, de alimentos, de cosméticos, de petroquímicos, de sementes e produtos do biodiesel.

Autores/Inventores: Claudio Luis Donnici e José Bento Borba da Silva, professores do Departamento de Química.

Equipe: Adriana Araújo Dutra Rodrigues e Julia Ramos, alunas de Iniciação Científica; Paulo Lara, pesquisador e ex-aluno de doutorado do Departamento de Química; Reginaldo Ferreira de Oliveira, pesquisador e ex-aluno de mestrando do Departamento; Luciano Almeida Pereira, doutorando do Departamento e professor do Coltec; Weverson Ferreira e Karla Silva Ferreira, pós-doutorandos.

(Boletim UFMG, 1740

Fonte:
http://www.ufmg.br/online/arquivos/019473.shtml
 

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Governo avalia tecnologia inglesa para transformar lixo e bagaço de cana em etanol

GUILFORD (14/06/11) - Em missão oficial do Governo de Minas na Inglaterra, os secretários de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, e de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, foram conhecer uma proposta revolucionária de aproveitamento de resíduos sólidos orgânicos. Eles visitaram, na sexta-feira (10), na cidade de Guilford, próxima a Londres, os laboratórios e a usina da empresa TMO Renewables, que desenvolveu tecnologia para transformar resíduos em biocombustível.



A TMO Renewables fica no The Surrey Research Park, um parque tecnológico vinculado à universidade local, que mantém um grupo de empresas de tecnologia de ponta e de pesquisas na área de energia limpa. A proposta em funcionamento na TMO, de transformar resíduos sólidos orgânicos em etanol, por meio de um catalisador próprio, foi desenvolvida na Letônia e será utilizada em duas novas usinas que devem ser inauguradas, no ano que vem, na Rússia e nos Estados Unidos. No Brasil, na cidade de Santo André (SP), uma usina em Parceria Público Privada (PPP) está sendo implantada e deve ser inaugurada em 2013.

Depois de conhecer os laboratórios onde a bactéria fermentadora que atua na catalisação é produzida, os secretários visitaram a unidade industrial, onde puderam acompanhar cada etapa do processo, questionado e discutindo a viabilidade da proposta para algumas cidades de Minas Gerais. “O mais interessante é que esta pode ser uma destinação fantástica e muito útil para o lixo das nossas cidades”, afirmou Bilac Pinto.

Narcio Rodrigues também cogitou a possibilidade de adotar esta tecnologia na produção de etanol, atualmente muito intensa no Triângulo Mineiro. O catalisador pode ser utilizado para processar o bagaço da cana, resíduo da produção de álcool, para que ele também produza etanol. “Esta seria uma saída para aperfeiçoar ainda mais o processo industrial das usinas sucroalcooleiras”, enfatizou o secretário.

Os secretários vão agora estudar o caso de Santo André. “Estamos em busca de alternativas eficientes tanto para tratamento do nosso lixo urbano, o que pode ser feito por região, em forma de consórcios de várias cidades, quanto uma proposta para tornar mais eficientes a nossa produção de etanol nas usinas, pela produção também a partir do bagaço da cana”, disse Rodrigues, ressaltando que, no projeto inglês, uma tonelada de resíduos pode produzir até 300 litros de etanol.

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/component/content/article/35986
 

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Ótimo Thread! Me alegro em ver tanta coisa boa sendo produzida em Minas Gerais. Conhecimento científico é vital para o desenvolvimento de qualquer civilização.
 

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Discussion Starter · #16 · (Edited)
Ótimo Thread! Me alegro em ver tanta coisa boa sendo produzida em Minas Gerais. Conhecimento científico é vital para o desenvolvimento de qualquer civilização.
Que nem sabíamos...e algumas áreas de pesquisas não demandam investimentos tão altos assim não...mais é QI e boa vontade mesmo!

Como essa da Usiminas em uma área vital de nossa economia: aços e seu aperfeiçoamento tecnológico:

Ipatinga.
Usiminas vai investir R$ 650 mil
Publicado no Jornal OTEMPO em 15/06/2011

São Paulo. A Usiminas informou ontem que está investindo R$ 650 mil no centro de tecnologia instalado na usina de Ipatinga, no Vale do Aço. Em fevereiro, após investimentos de R$ 2,5 milhões, a Usiminas inaugurou um simulador de operações de resfriamento acelerado de chapas grossas especiais.
Os recursos serão destinados, principalmente, à modernização da máquina piloto de sinterização. A ideia é reproduzir em laboratório o comportamento das matérias-primas no processo industrial, além de levantar informações a projetos de reciclagem de resíduos e à avaliação da emissão de gases do processo de sinterização.

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=174065,OTE&IdCanal=5


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