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História

Miróbriga representa um dos mais marcantes vestígios da ocupação dos romanos no Sudoeste de Portugal. Foi classificada de Imóvel de Interesse Público, em 1940.

A cidade romana estende-se por mais de 2 km, apresentando ruínas de edifícios de habitação, ruas pavimentadas, um hipódromo, termas, uma ponte e um fórum.

O Fórum de Miróbriga encontra-se localizado numa zona chamada de "Castelo Velho", o topónimo de castelo, no sul indica inúmeras vezes ocupação pré-romana. É o caso de Mirobriga. Foi ocupada já desde a Idade do Bronze, e do Ferro onde beneficiou das trocas comerciais púnicas no século IV a.C.

A partícula "briga" parece indicar a celtização da zona. A ocupação propriamente romana dá-se no século I d.C., e possivelmente teria o estatuto de Estipendiária.

Na época flaviana o desenvolvimento da cidade foi intenso, podendo mesmo ter chegado a obter o estatuto de Municipium, juntamente com Bracara Augusta e Conímbriga. O que seria provável é que controlava muito possivelmente um território relativamente afastado de si, como é o caso de Sines.

O despovoamento de Miróbriga, terá ocorrido, segundo os testemunhos arqueológicos até agora apurados, no século IV d.C., altura da decadência do império romano registado amiúde em outras cidades.


Templo de Vénus

Podemos apreciar um fórum, muito possivelmente construído no século I d.C., e as termas que terão sido edificadas na centúria seguinte, um templo, com o propósito cultual. Este mesmo templo está destacado no seio da urbe. Ocupa um lugar central no fórum. Existe uma outra estrutura com funções igualmente cultuais, segundo Dom Fernando de Almeida - o Templo de Vénus.

As termas são das mais bem conservados no país. Temos as termas este, edificadas no século II d.C., e as termas oeste que viram o nascer do dia por volta da segunda metade do mesmo século. Tanto a escolha topográfica para a implantação, como os materiais para a sua construção foram escrupolosamente pensadas. Existe uma zona de entrada, com salas para massagens, vestiário, e zona de água fria (frigidarium) e água quente (caldarium).

O hipódromo é o único registado em Portugal. Mede 369 X 75 metros, e teria provavelmente bancadas de madeira.

Foram também postas a descoberto várias habitações contendo pinturas murais.

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Fonte: Wikipedia
















 

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as 3 colunas que estão actualmente na frontaria do templo principal do forum eram as colunas da entrada das termas oeste, identicas as que o templo teria em tempos mas não as originais, foram para ali levadas nas campanhas de escavações do sec. XX.
 

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as 3 colunas que estão actualmente na frontaria do templo principal do forum eram as colunas da entrada das termas oeste, identicas as que o templo teria em tempos mas não as originais, foram para ali levadas nas campanhas de escavações do sec. XX.
Desconhecia esse pormenor. No Verão passado estavam em curso novas escavações numa área a alguma distância das termas, é provável que a zona visitável venha a crescer em breve :banana:

Por detrás da elevação do templo existe uma calçada romana que literalmente se enterra no terreno, por isso deduzo que deve existir um troço considerável em bom estado algures no actual subsolo mesmo para além do limite das ruínas. :)
 

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^^

É dela o presbitério do recinto de oração de Fátima. E também é dela a gestão do projecto e obra da igreja da santíssima trindade entre outros projetos.
 

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Sítio Arqueológico de Miróbriga

http://www.cm-santiagocacem.pt/municipio/sitio-arqueologico-de-mirobriga/

O Sítio Arqueológico de Miróbriga, localizado junto à cidade de Santiago do Cacém, albergou um povoado que surgiu durante o Bronze Final e a Idade do Ferro (séculos VI-I a.C.) e permaneceu até ao século IV d.C. Estas ruínas estão referenciadas desde o século XVI por André Resende e estão assentes sobre uma elevação provida de estruturas defensivas, numa zona de visibilidade favorecida, o que permitia o controle territorial de uma vasta região, que conta com vários “recursos agrícolas, marítimos e mineiros, pelo que este povoado terá desempenhado um papel comercial de relativo destaque”.



Na Época Romana o local sofreu uma considerável ampliação, mediante a execução de um alargado programa construtivo. Assim, nesta altura, Miróbriga contava com um fórum, onde estava erigido um templo provavelmente dedicado ao culto imperial e outro dedicado a Vénus. Envolvendo o fórum localizavam-se as restantes edificações e a sul situava-se a área comercial que contava com várias lojas (tabernae) e uma hospedaria. As termas surgem numa das zonas mais bem conservadas de Miróbriga, eram constituídas por dois edifícios um para o uso masculino e outro para o feminino e entre os séculos I e II d.C. surgem as restantes construções (zona de entrada, sala de vestiário e jogos e uma zona para banhos frios – frigidarium – e outra para banhos quentes – caldarium e tepidarium). Conta ainda com uma ponte de arco único de volta inteira e o pavimento, constituído por lajes de calcário, é ainda o original. O sistema de drenagem de águas pluviais é também visível.



A aproximadamente 1 km do sítio arqueológico de Miróbriga situam-se as ruínas do hipódromo. Mede 370 m por 75 m e era dividido ao meio pela “spina” possuindo uma meta em cada extremidade. O hipódromo servia para corridas de carros puxados por dois ou quatro cavalos (bigas/quadrigas).



O Sítio Arqueológico começou a ser escavado em 1801, promovido pelo Bispo de Beja, D. Frei Manuel do Cenáculo, e conta atualmente com um Centro de Acolhimento e Interpretação para a explicação do complexo de Miróbriga, construído pelo IPPAR. “O Centro possui uma exposição permanente sobre o sítio, organizada de forma temática, assim como uma sala para acolhimento de grupos. O percurso da visita encontra-se devidamente sinalizado.” Está classificado desde 1940, como Imóvel de Interesse Público, e está afeto à Direção Regional de Cultura do Alentejo.

Horário: De terça a sábado das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30; Domingo das 09h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h30. Encerra à segunda-feira e feriados de 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro
 
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