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O concelho de Montemor-o-Velho situa-se no centro de Portugal e administrativamente pertence ao distrito de Coimbra e à sub-região do Baixo Mondego. A sede de concelho dista 16 Km da Figueira da Foz, 25 Km de Coimbra, 145 Km do Porto e 225 Km de Lisboa.

O concelho de Montemor-o-Velho tem uma área total de 235 Km2 distribuída por 14 freguesias e uma população de 26.000 hab. A vila de Montemor tem 3.000 hab.


"Entre o rio e o monte:
Aqui o principal protagonista da paisagem continua a ser o Rio Mondego. São dele os verdes campos férteis, propícios aos arrozais que se estendem a perder de vista, outrora alagados pelo caudal devastador do rio.

Monte-Mayor dos trovadores medievais tem a coroá-lo as ameias do seu castelo, um dos mais belos de Portugal. Uma antiga Vila cujos vestígios remontam à pré-história e que teve desde sempre uma grande importância sob o ponto de vista estratégico e económico."


Site da Câmara Municipal (muito completo :yes: )
http://www.cm-montemorvelho.pt/

Mapas do Concelho:





Vista da vila:











Castelo e Igreja de Santa Maria da Alcáçova:

Em 990, Almançor tomou o Castelo, reconquistado, em 1006, por Mendo Luz. Em 1088 ou 1095, foi reedificado por Afonso VI de Castela. Em 1109, D. Teresa e seu filho, D. Afonso Henriques, teriam ordenando novas reformas no Castelo. O Infante D. Pedro mandou-o ampliar. No século XIV, o Castelo deve ter tido uma reforma geral. No séc. XX, realizaram-se obras de reconstrução.





















Capela da Mesiricórdia:







Igreja Matriz:



Pórticos dos Pinas:





Antigo Hospital:



Tendo eu tido de me deslocar de Coimbra para Buarcos decidi aproveitar para fazer um passeio à beira do Mondego. Na ida fiz o percurso Coimbra-Condeixa-Soure-Montemor-O-Velho-Figueira da Foz e Buarcos. Na vinda fiz o percurso Figueira da Foz e Buarcos-Tocha-Coimbra.

Aqui vos deixo fotografias de Montemor-O-Velho.





































 

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Uma dúzia de anos disto..
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Só conheço de passagem, geralmente quando vou à Figueira e não quero ir de AE!:D
A 1ª foto é mesmo :drool:
 

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Uma dúzia de anos disto..
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Basta chover 1 cadito mais e aquela baixa fica toda inundada!
 

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é a lei natural dos campos aluvionares...se as pessoas lá constroem ou cultivam já é de esperar que volta e meia fiquem com as terras debaixo de água.
 

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Uma dúzia de anos disto..
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Mas compreende-se que o façam, a terra é muitissimo fértil. É tipo as populações que vivem junto a vulcões...;)
 

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Uma dúzia de anos disto..
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Sim, em sei qual é a diferença. O que eu queria dizer com tal comparação é que as populações junto a vulcoes também correm os seus riscos a troco de 1 terra fértil...;)
 

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as cheias ja não se fazem sentir, tal como na bacia do Tejo e Douro a bacia do Mondego esta ja toda represada e a maioria da agua não chega ao mar, vai para el cano :yes:
 

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Castelo de Montemor-o-Velho

Nota histórica (by IPPAR)
Tem-se atribuído ao Islão peninsular o essencial da primeira forma do castelo de Montemor-o-Velho. Tal conjectura, todavia, merece algumas reticências importantes, que podem associar a primitiva fortaleza a uma intermédia ordem cristã. Por um lado, não se pode tomar o período islâmico como um todo histórico contínuo, pois é certo que, entre as épocas emiral (séculos VIII-IX) e de al-Mansur (finais do século X), o território de Coimbra esteve largos anos nas mãos dos cristãos, mais até do que se supunha. Por outro, o recente estudo de um conjunto de lápides cristãs altimedievais, aparecidas no interior do castelo, entre as quais uma datada de 982, permite sugerir que, por essa altura, o local foi ocupado por cristãos, no processo de ocupação da linha do Mondego, iniciada (ou continuada) a partir do reinado de Afonso III das Astúrias.

Infelizmente, desse primitivo período asturiano-leonês, nenhum outro testemunho chegou até nós que possa assegurar a existência de um castelo e, efectivamente, o que podemos hoje identificar como mais antigo no sistema militar da localidade, data do islâmico século XI, quando as fronteiras entre os dois blocos civilizacionais que protagonizaram a Reconquita se tornaram bem mais próximas.

A cidade foi conquistada por al-Mansur em 991 e, a partir de então, ter-se-á dado corpo a uma fortaleza de carácter islâmico. Dessa época, contudo, é muito pouco o que se pode identificar, radicalmente transformado o conjunto nos séculos posteriores. Os torreões semi-circulares podem corresponder a esta fase, mas aguarda-se, ainda, que a fortaleza seja objecto de um estudo mais rigoroso, que permita concluir acerca das fases construtivas aqui representadas.

Do período islâmico resta ainda um capitel coríntio e dois fragmentos de decoração em gesso, que deverão ter pertencido à mesquita. O capitel é uma obra de carácter áulico, provavelmente já da primeira metade do século XI, "que segue o modelo mais característico (...) do período califal", mas que "apresenta" também "já uma estilização tal que as formas esculpidas do cesto mal lembram as folhas de acanto".

Na posse dos cristãos a partir de 1064, data da conquista de Coimbra, Montemor-o-Velho transformou-se na principal fortaleza do baixo-Mondego. Com D. Afonso Henriques e D. Sancho I foi novamente intervencionada. A torre de menagem quadrangular pode datar desta época, mas possui algumas características estranhas ao Românico. Implanta-se num dos ângulos do castelejo, o que contraria a normal posição de torre isolada a meio de um pátio. Por outro lado, integra, nas suas fiadas inferiores, material romano reaproveitado, característica nada comum aos anos do Românico, mas bastante frequente na Alta Idade Média.

Nos séculos seguintes, mantendo Montemor a sua importância estratégica no quadro interno, a fortaleza foi dotada de alambor, grandes torreões quadrangulares, uma barbacã e um prolongamento da cerca para Noroeste. No interior, o paço construído no século XI por D. Urraca, irmã de D. Teresa, e profundamente remodelado por pelas infantas filhas de D. Sancho I, transformou-se num típico paço senhorial baixo-medieval, actualizado em relação aos principais conjuntos palacianos da época, e casa-sede do regente D. Pedro, em pleno século XV.

Ainda dentro das suas muralhas, importa referir a igreja de Santa Maria da Alcáçova, fundada em finais do século XI, durante o consulado pró-hispânico de D. Sesnando. Dela se conserva um fragmento de lápide, provavelmente posterior a 1095 (ano em que o alvazil de Coimbra doou o castelo ao presbítero Vermudo, com a condição deste o restaurar e povoar) (BARROCA, 2000, pp.129-130). Implantada sobre a antiga mesquita islâmica, foi objecto de reformas posteriores e, uma inscrição de 1128 alude à cerimónia de Dedicação do templo. O seu actual aspecto corresponde a uma campanha manuelina, de inícios do século XVI, atribuída ao arquitecto Francisco Pires.












quase que se vê coimbra :)




uma bela surpresa.. gostei do enquadramento do café no local






fotinhas de noivos















Igreja anexa de Santa Maria da Alcáçova





















 

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é lindíssimo e um dos maiores e melhor preservados de Portugal!:yes: o arranjo do interior está excelente, deviam de estar todos assim!:yes:

estava aberta a igreja??? que sorte!:D espectacular o altar em pedra de ançã, muitas analogias com o da sé velha de coimbra.

já não vou lá há 11 anos...mas pelo que vejo está ainda melhor, na altura não havia o café. foi uma excelente ideia para dinamizar mais ainda o espaço, é algo que deveria de ser feito em todos os nossos castelos pois "o português gosta de café"...e se for dentro de um castelo então é mais que sucesso garantido!:D E depois a frequência de pessoas diminui as probabilidades de degradação e abandono.

Excelentes fotos, gostei muito!:eek:kay:
 

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o café foi mesmo uma bela surpresa. estava muitissimo bem inserido e dava movimento ao castelo.
como tinha uma bela vista e um bom aspecto é normal que as pessoas da zona lá vão de propósito e mantem o castelo com mais gente alem dos turistas :eek:kay:
 

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belo belo :drool: a igreja é soberba por dentro, olha so os torsos :uh::eek:kay: e o castelo é dos maiores do pais, em tempo de guerra podia albergar 6000 praças.
 
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