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1 - 20 of 54 Posts

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Where the red mushrooms?
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Discussion Starter · #1 ·
Não sei se havia necessidade de se criar um thread para essa notícia, mas como acredito que é de interesse de todos do Norte, resolvi criar, pois sair postando em cada fórum de notícias da região norte ia ser um pouco trabalho...

Moradores do Amazonas apóiam recuperação da rodovia Porto Velho-Manaus



Apesar da oposição de muitos cientistas, engenheiros, políticos e ambientalistas, quem mora no entorno da BR-319 quer ver a estrada repavimentada. “Essa conversa de que o asfalto vai destruir a floresta é a maior balela”, diz o taxista manauara Inácio Rodrigues Paiva, de 48 anos, que nos tempos de adolescente costumava cruzar a rodovia de caminhão com o irmão para buscar bananas em Ji-Paraná, no leste de Rondônia. “A estrada já está feita. O que tinha de ser desmatado já foi. Só precisa repavimentar.”
Paiva, como muitos moradores da região de Manaus, propaga a tese de que a rodovia foi destruída propositalmente na década de 1980 pelas empresas de transporte fluvial que temiam perder negócio com a chegada dos caminhões.
Nada foi provado, mas há quem jure ter visto as máquinas na estrada, arrancando o asfalto à força na calada da floresta. “Foi uma destruição criminosa”, acusa Pires, conhecido por todos na região como Neguinho do Táxi.

Manaus (AM) a Porto Velho (RO), foi construída no início da década de 70, ao mesmo tempo que a Transamazônica. Funcionou bem durante uma década, até ser oficialmente desativada - ou propositalmente destruída, segundo os locais -, no fim dos anos 1980. Hoje restam 870 quilômetros de lama, buracos e pedaços de asfalto embrenhados na floresta. Palco perfeito para quem gosta de aventura, mas um pesadelo para quem uma dia já viu cargas e pessoas fluindo livremente por ali.

Os únicos trechos com asfalto trafegável são as pontas da rodovia: 200 quilômetros a partir de Manaus e 200 quilômetros a partir de Porto Velho, aproximadamente. A reportagem percorreu de carro os primeiros 170 quilômetros da BR-319, de Manaus ao Rio Tupana, onde está sendo construída uma ponte, e conversou com pessoas ao longo do caminho para saber o que pensavam dos planos do governo federal de reconstruir a rodovia. Todos ecoaram a opinião de Paiva: querem a estrada de volta.

Todos reclamam do Ibama e do ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, que faz oposição ao projeto de reconstrução do Ministério dos Transportes.

Fonte: http://www.rondoniaovivo.com.br/news.php?news=52670
 

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Manaus, Amazonas, Brasil
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^^
Eu acredito que a maioria da população de Manaus (AM), Careiro da Várzea (AM), Careiro (AM), Borba (AM), Manicoré (AM), Humaitá (AM) e Apuí (AM) apoia apoia a recuperação plena da BR-319. Apenas uma pequena parte de pessoas, formada principalmente por ambientalistas governanamentais e não-governamentais, defendem outras alternativas para a melhoria da logística de/para Manaus (AM) sem que haja a recuperação da 319, dentre as quais a de substituição da referida rodovia por uma ferrovia entre a Vila do Castanho (Careiro-AM) e Humaitá (AM) ou ainda o balizamento do rio Amazonas para a intensificação do tráfego de pessoas e cargas na rota fluvial de Manaus (AM) para Santarém (PA) - doze horas de viagem em embarcações rápidas -, seguindo-se de Santarém até Cuiabá (MT) pela BR-163.
 

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Rudie Can't Fail
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Eu não apóio a rodovia, sou a favor de ferrovia, não só nesse trecho como em todo Brasil. O custo é mais baixo, e o sistema mais eficiente, o que resultaria na melhora do serviço de logística e diminuição do preço de mercadorias pra nós, a população. Porém, isso iria contra as grandes oligarquias da logística brasileira, e é por isso que soltam-se notícias por aí colocando opinião na boca de gente que sequer sabe dos dois lados da moeda. Para se ter uma idéia de como uma rodovia é prejudicial na região amazônica basta olhar pra rodovia que vai de Manacapuru até Novo Airão: cada vez que eu vou pra lá tem mais desmatamento nos arredores.

Sinceramente, acho que não adianta ter o discurso desenvolvimentista se não se conhece a fundo a questão. Desenvolvimento a qualquer custo é e sempre foi nocivo a todos, portanto, é preciso estudar e ver os prós e contras de todos os lados antes de começar a julgar ambientalistas como chatos e chamar de "bobeira" a posição de especialistas que conhecem muito mais do assunto do que um leigo.
 

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R.I.P. Niki
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^^ Foi bom vc ter mencionado as "grandes oligarquias da logística brasileira", porque é graças a elas (mais especificamente as que atuam no transporte fluvial) que essa rodovia, outrora transitável, está nesse estado. E hoje se discute a recuperação de algo que já existe.

Eu sempre fui a favor dessa rodovia, mas pensando no lado dos amazonenses e roraimenses. Mas se estes forem contra essa rodovia, eu também serei contra, afinal não faz sentido defender algo cujos maiores beneficiados não querem. Então a minha posição é essa, o que os amazonenses e roraimenses decidirem, eu apóio. Só espero que, qualquer que seja a opção adotada (rodovia ou ferrovia), os investimentos do governo federal na BR-364 aumentem na mesma proporção em que aumentará o fluxo de veículos nessa rodovia, caso contrário nossas viagens por aqui se tornarão bastante desagradáveis.
 

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Where the red mushrooms?
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Discussion Starter · #7 · (Edited)
Eu não apóio a rodovia, sou a favor de ferrovia, não só nesse trecho como em todo Brasil. O custo é mais baixo, e o sistema mais eficiente, o que resultaria na melhora do serviço de logística e diminuição do preço de mercadorias pra nós, a população. Porém, isso iria contra as grandes oligarquias da logística brasileira, e é por isso que soltam-se notícias por aí colocando opinião na boca de gente que sequer sabe dos dois lados da moeda. Para se ter uma idéia de como uma rodovia é prejudicial na região amazônica basta olhar pra rodovia que vai de Manacapuru até Novo Airão: cada vez que eu vou pra lá tem mais desmatamento nos arredores.

Sinceramente, acho que não adianta ter o discurso desenvolvimentista se não se conhece a fundo a questão. Desenvolvimento a qualquer custo é e sempre foi nocivo a todos, portanto, é preciso estudar e ver os prós e contras de todos os lados antes de começar a julgar ambientalistas como chatos e chamar de "bobeira" a posição de especialistas que conhecem muito mais do assunto do que um leigo.
^^ Foi bom vc ter mencionado as "grandes oligarquias da logística brasileira", porque é graças a elas (mais especificamente as que atuam no transporte fluvial) que essa rodovia, outrora transitável, está nesse estado. E hoje se discute a recuperação de algo que já existe.
Eu tb sou a favor de ferrovias, mas como nosso amigo BR citou, estamos discutindo algo que já existe. Se fosse para se fazer algo novo, apoiaria a ferrovia totalmente.

E se eu fiz comentário, tenho noção do que estou dizendo e continuo achando uma tremenda bobeira a opinião dos ambientalistas (em relação a essa rodovia que já está pronta e abandonada), pois o que tinha de ser destruído já foi, há muito tempo atrás, outra coisa, ninguém nem sequer tocou no tema de desenvolvimento a qq custo aqui, mas se vc quis fugir do tema abordado e comentar, cada tem o direito de pensar e comentar o que quiser.
 

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Apoio completamente seu ponto de vista Thilindha.
________________________________________
Quanto ao tema: Seria muito pertinente sim que todos(ambientalistas-ongs e governo)entrasse num consenso,já que sabemos que em nosso país,até pra se desenvolver,é preciso utilizar meios corruptos.
 

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Eu tb sou a favor de ferrovias, mas como nosso amigo BR citou, estamos discutindo algo que já existe. Se fosse para se fazer algo novo, apoiaria a ferrovia totalmente.

E se eu fiz comentário, tenho noção do que estou dizendo e continuo achando uma tremenda bobeira a opinião dos ambientalistas (em relação a essa rodovia que já está pronta e abandonada), pois o que tinha de ser destruído já foi, há muito tempo atrás, outra coisa, ninguém nem sequer tocou no tema de desenvolvimento a qq custo aqui, mas se vc quis fugir do tema abordado e comentar, cada tem o direito de pensar e comentar o que quiser.

Eu tambem acho a maior besteira a opinião dos ambientalistas.
Todos (ambientalistas) que estao envolvidos na questao da Br eu tenho uma certa raiva. :lol:
Prefiro a rodovia, que ferrovia. Se inventarem de dar mais atenção ao projeto da ferrovia e paralisarem as obras da BR, acredito que nao vai sair nada.
 

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Acho que após a confirmação de Manaus como subsede da copa a obra vai sair.
 

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Nossa!!!! Nunca li nada dessa história que a estrada teria sido "destruida" de forma proposital... será possível?!!!! Lembro de uma revista Manchete bem antiga com uma reportagem falando que o solo era muito arenoso e tinha um foto de uma pessoa como se estivesse arrancando o asfalto com a mão. Sempre achei estranho como uma cidade do porte de Manaus se mantem isolada do resto do pais com tanto dinheiro circulando na economia amazonense e com todo poder que a classe política do Estado do Amazonas tem! Nada justifica esse isolamento... Se bem que, comenta-se que esse isolamento é usado como argumento para manter os incentivos da ZFM.... O certo é que não só Manaus, mas toda a Amazônia Ocidental (AC, AM, RO e RR) se beneficiaria muito com a pavimentação dessa estrada. Imagine a facilidade para os produtos da ZFM serem transportados para o resto do pais. Agora, achar que a sua pavimentação não vai ter impacto porque a estrada já foi aberta... É claro que vai ter. Qualquer estrada pavimentada na Amazônia em região ainda conservada gera impactos: desmatamento, queimada, expansão da pecuária, especulação de terrras e etc. Mas, nada justifica esse isolamento de Manaus!!! Acredito que por mais que o solo seja ruim, se houver interesse político a obra pode ser concluída sem problema, embora deva ser uma obra demorada. E os impactos podem ser reduzidos se medidas de proteção forem tomadas. Foi assim que a rodovia Cuiabá - Santarém teve sua pavimentação liberada!
 

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Manaus, Amazonas, Brasil
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Nossa!!!! Nunca li nada dessa história que a estrada teria sido "destruida" de forma proposital... será possível?!!!! Lembro de uma revista Manchete bem antiga com uma reportagem falando que o solo era muito arenoso e tinha um foto de uma pessoa como se estivesse arrancando o asfalto com a mão. Sempre achei estranho como uma cidade do porte de Manaus se mantem isolada do resto do pais com tanto dinheiro circulando na economia amazonense e com todo poder que a classe política do Estado do Amazonas tem! Nada justifica esse isolamento... Se bem que, comenta-se que esse isolamento é usado como argumento para manter os incentivos da ZFM.... O certo é que não só Manaus, mas toda a Amazônia Ocidental (AC, AM, RO e RR) se beneficiaria muito com a pavimentação dessa estrada. Imagine a facilidade para os produtos da ZFM serem transportados para o resto do pais. Agora, achar que a sua pavimentação não vai ter impacto porque a estrada já foi aberta... É claro que vai ter. Qualquer estrada pavimentada na Amazônia em região ainda conservada gera impactos: desmatamento, queimada, expansão da pecuária, especulação de terrras e etc. Mas, nada justifica esse isolamento de Manaus!!! Acredito que por mais que o solo seja ruim, se houver interesse político a obra pode ser concluída sem problema, embora deva ser uma obra demorada. E os impactos podem ser reduzidos se medidas de proteção forem tomadas. Foi assim que a rodovia Cuiabá - Santarém teve sua pavimentação liberada!
Ainda que sem ligação rodoviária com o centro-sul brasileiro, graças ao sucesso do modelo ZFM, Manaus é uma das capitais com economia mais pujante deste país e uma das duas metrópoles regionais da Amazônia.
O porte e importância de Manaus no contexto nacional justificam uma ligação terrestre da capital amazonense com as demais regiões do país. Todavia, sou da opinião de que é inadequado o termo "isolamento", pois embora não se tenha uma rodovia em condições de trafegabilidade de Manaus para o centro-sul, a capital amazonense conta com voos diários regulares e sem escalas para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Cuiabá e Porto Velho, bem como para várias outras localidades. Outrossim, Manaus dispõe de um dos mais importante portos brasileiros, onde diariamente aportam navios, balsas e barcos, que permitem o transporte, por via fluvial, de pessoas e cargas. A rodovia seria mais uma forma de ligação, mas não a única capaz de promover a integração ou uma suposta ruptura quanto a uma situação de isolamento.
Vale ressaltar que o Aeroporto Internacional de Manaus - Brigadeiro Eduardo Gomes -, terceiro com maior movimentação de cargas no país, é o único do Norte com voos diretos para os Estados Unidos (Miami e Atlanta), Panamá, Venezuela e Colômbia. O porto de Manaus movimenta cargas como qualquer outro grande porto brasileiro. Há linhas (de barco, navio e balsas) para as principais cidades do Amazonas e para outros estados da Amazônia.
Claro que o transporte aéreo ainda é mais caro do que o rodoviário, mas graças à boa oferta de voos de/para Manaus, o custo não chega a ser excessivamente maior do que o correspondente a uma viagem rodoviária. Sou passageiro frequente na rota SP/Manaus/SP e raramente pago mais do que 800 reais pelo total da viagem (ida + volta). É sabido que, com exceção de Belém, o transporte aéreo nas demais capitais do Norte (incluindo as capitais que ficam no oeste: PVH e RBR) dispõem de poucos voos. Ou seja, mesmo sem a BR-319, Manaus está bem conectada aos principais centros do país.
Apenas para fins de exemplificação, diariamente partem de São Paulo (GRU) seis voos diários sem escalas para Manaus (3 da TAM e 3 da GOL), sem contar com as opções de voos com conexão no Rio ou Brasília.
No tocante ao transporte de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM), o modal rodoviário (ou ferroviário) seria utilizado de forma complementar ao aéreo (mais rápido) e ao fluvial (mais barato).
A BR-319 é importante sim, mas não trará necessariamente mais progresso para o Amazonas. Por outro lado, a reabertura da referida rodovia significa a conquista de mais um meio de acesso de pessoas e cargas ao centro-sul, sem contar que permitirá como efeito reflexo praticamente imediato a aproximação física de três estados (Amazonas, Rondônia e Acre), os quais podem se beneficiar reciprocamente com um maior intercâmbio comercial.
 

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Ainda que sem ligação rodoviária com o centro-sul brasileiro, graças ao sucesso do modelo ZFM, Manaus é uma das capitais com economia mais pujante deste país e uma das duas metrópoles regionais da Amazônia.
O porte e importância de Manaus no contexto nacional justificam uma ligação terrestre da capital amazonense com as demais regiões do país. Todavia, sou da opinião de que é inadequado o termo "isolamento", pois embora não se tenha uma rodovia em condições de trafegabilidade de Manaus para o centro-sul, a capital amazonense conta com voos diários regulares e sem escalas para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Cuiabá e Porto Velho, bem como para várias outras localidades. Outrossim, Manaus dispõe de um dos mais importante portos brasileiros, onde diariamente aportam navios, balsas e barcos, que permitem o transporte, por via fluvial, de pessoas e cargas. A rodovia seria mais uma forma de ligação, mas não a única capaz de promover a integração ou uma suposta ruptura quanto a uma situação de isolamento.
Vale ressaltar que o Aeroporto Internacional de Manaus - Brigadeiro Eduardo Gomes -, terceiro com maior movimentação de cargas no país, é o único do Norte com voos diretos para os Estados Unidos (Miami e Atlanta), Panamá, Venezuela e Colômbia. O porto de Manaus movimenta cargas como qualquer outro grande porto brasileiro. Há linhas (de barco, navio e balsas) para as principais cidades do Amazonas e Pará.
Claro que o transporte aéreo ainda é mais caro do que o rodoviário, mas graças à boa oferta de voos de/para Manaus, o custo não chega a ser excessivamente maior do que o correspondente a uma viagem rodoviária. Sou passageiro frequente na rota SP/Manaus/SP e raramente pago mais do que 800 reais pelo total da viagem (ida + volta). É sabido que, com exceção de Belém, o transporte aéreo nas demais capitais do Norte (incluindo as capitais que ficam no oeste: PVH e RBR) dispõem de poucos voos. Ou seja, mesmo sem a BR-319, Manaus está bem conectada aos principais centros do país.
Apenas para fins de exemplificação, diariamente partem de São Paulo (GRU) seis voos diários sem escalas para Manaus (3 da TAM e 3 da GOL), sem contar com as opções de voos com conexão no Rio ou Brasília.
No tocante ao transporte de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM), o modal rodoviário (ou ferroviário) seria utilizado de forma complementar ao aéreo (mais rápido) e ao fluvial (mais barato).
A BR-319 é importante sim, mas não trará necessariamente mais progresso para o Amazonas. Por outro lado, a reabertura da referida rodovia significa a conquista de mais um meio de acesso de pessoas e cargas ao centro-sul, sem contar que permitirá como efeito reflexo praticamente imediato a aproximação física de três estados (Amazonas, Rondônia e Acre), os quais podem se beneficiar reciprocamente com um maior intercâmbio comercial.
^^Manauense sempre dando um show...:banana::banana:
 

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Sim amigo, todos nós sabemos que Manaus tem inúmero vôos nacionais e internacionais, vôos diretos para SP e RJ, o Eduardo Gomes é atualmente o aeroporto mais movimentado do norte, pois o Val de Cans de Belém teve queda em seu movimento este ano, no movimento de carga é um dos maiores do país, o Porto de Manaus é um dos mais movimentados do pais e etc. O isolamento que me referi é em relação à ligações rodoviárias. No Brasil o principal meio de transporte de cargas é o rodoviário. Nenhuma cidade brasileira do porte de Manaus possui essa particularidade, de não ter ligação rodoviária com o restante do pais. Foi nesse contexto que usei o termo isolamento. E como disse, uma ligação de Manaus com PVH beneficia toda a Amazônia o ocidental. Minha tia viajou de Rio Branco à Manaus de ônibus no início da década de oitenta!
 

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Sim amigo, todos nós sabemos que Manaus tem inúmero vôos nacionais e internacionais, vôos diretos para SP e RJ, o Eduardo Gomes é atualmente o aeroporto mais movimentado do norte, pois o Val de Cans de Belém teve queda em seu movimento este ano, no movimento de carga é um dos maiores do país, o Porto de Manaus é um dos mais movimentados do pais e etc. O isolamento que me referi é em relação à ligações rodoviárias. No Brasil o principal meio de transporte de cargas é o rodoviário. Nenhuma cidade brasileira do porte de Manaus possui essa particularidade, de não ter ligação rodoviária com o restante do pais. Foi nesse contexto que usei o termo isolamento. E como disse, uma ligação de Manaus com PVH beneficia toda a Amazônia o ocidental. Minha tia viajou de Rio Branco à Manaus de ônibus no início da década de oitenta!
Em breve vcs poderam viajar de ônibus para o Pacífico e Caribe...
 

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Ainda que sem ligação rodoviária com o centro-sul brasileiro, graças ao sucesso do modelo ZFM, Manaus é uma das capitais com economia mais pujante deste país e uma das duas metrópoles regionais da Amazônia.
O porte e importância de Manaus no contexto nacional justificam uma ligação terrestre da capital amazonense com as demais regiões do país. Todavia, sou da opinião de que é inadequado o termo "isolamento", pois embora não se tenha uma rodovia em condições de trafegabilidade de Manaus para o centro-sul, a capital amazonense conta com voos diários regulares e sem escalas para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Cuiabá e Porto Velho, bem como para várias outras localidades. Outrossim, Manaus dispõe de um dos mais importante portos brasileiros, onde diariamente aportam navios, balsas e barcos, que permitem o transporte, por via fluvial, de pessoas e cargas. A rodovia seria mais uma forma de ligação, mas não a única capaz de promover a integração ou uma suposta ruptura quanto a uma situação de isolamento.
Vale ressaltar que o Aeroporto Internacional de Manaus - Brigadeiro Eduardo Gomes -, terceiro com maior movimentação de cargas no país, é o único do Norte com voos diretos para os Estados Unidos (Miami e Atlanta), Panamá, Venezuela e Colômbia. O porto de Manaus movimenta cargas como qualquer outro grande porto brasileiro. Há linhas (de barco, navio e balsas) para as principais cidades do Amazonas e para outros estados da Amazônia.
Claro que o transporte aéreo ainda é mais caro do que o rodoviário, mas graças à boa oferta de voos de/para Manaus, o custo não chega a ser excessivamente maior do que o correspondente a uma viagem rodoviária. Sou passageiro frequente na rota SP/Manaus/SP e raramente pago mais do que 800 reais pelo total da viagem (ida + volta). É sabido que, com exceção de Belém, o transporte aéreo nas demais capitais do Norte (incluindo as capitais que ficam no oeste: PVH e RBR) dispõem de poucos voos. Ou seja, mesmo sem a BR-319, Manaus está bem conectada aos principais centros do país.
Apenas para fins de exemplificação, diariamente partem de São Paulo (GRU) seis voos diários sem escalas para Manaus (3 da TAM e 3 da GOL), sem contar com as opções de voos com conexão no Rio ou Brasília.
No tocante ao transporte de cargas do Polo Industrial de Manaus (PIM), o modal rodoviário (ou ferroviário) seria utilizado de forma complementar ao aéreo (mais rápido) e ao fluvial (mais barato).
A BR-319 é importante sim, mas não trará necessariamente mais progresso para o Amazonas. Por outro lado, a reabertura da referida rodovia significa a conquista de mais um meio de acesso de pessoas e cargas ao centro-sul, sem contar que permitirá como efeito reflexo praticamente imediato a aproximação física de três estados (Amazonas, Rondônia e Acre), os quais podem se beneficiar reciprocamente com um maior intercâmbio comercial.
Ótimo comentário! :applause::applause::applause:
 

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Mesmo Manaus tendo diversos vôos sem escalas para principais cidades do país, existem pessoas que não tem condições de viajar de avião. Então, de qualquer jeito o transporte rodoviário, predominante no país, é de muita importancia não só para o transporte de cargas beneficiando o pólo industrial de Manaus e de outras empresas do norte e da nação em geral, mas tambem para a população tanto do AM e RR, quanto de RO, AC, MT entre outros. Nossa região necessita desta rodovia por ser uma das principais cidades do norte e tambem do Brasil em relação a produção nacional. Todas as cidades de ambito importante ou não, na minha opinião devem ter ligações rodoviarias com o resto do país, principalmente as capitais.

Comparando algumas cidades brasileiras com Manaus em relação a ligações rodoviarias, considero sim Manaus uma cidade isolada.


Uma duvida: existe alguma linha de onibus de RO direto para SP? Qual o preço?
 

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R.I.P. Niki
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^^ Acabei de ligar na Eucatur, o valor é R$ 336,50 (Porto Velho - São Paulo). O ônibus vai parando nas principais cidades, mas não tem baldeação não, é direto no mesmo ônibus.

Acho que existem outras empresas que fazem essa linha, mas de cabeça eu só tenho o telefone da Eucatur. :D

Aqui uma foto de um dos ônibus da Eucatur. Não sei se o que vai pra SP é igual a este, mas se não for, é mais ou menos nesse padrão.

 
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