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Eng. Tráfego e Designer
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MT: campeão em volume e em produtividade
Da Assessoria - Bienal



A atual safra consolida Mato Grosso como campeão de produção. O estado responde pela maior safra de soja do país, estimada em 17,40 milhões de toneladas, pela maior safra de algodão (com previsão de 1,48 mil toneladas de pluma e caroço) e pela terceira maior de arroz do Brasil, com estimativas de colher 803,9 mil t. Além disso, o Estado chegou à segunda maior produção de milho segunda safra, com expectativa de somar 6,34 milhões t. Juntando a primeira e segunda safras do grão, o Estado terá produção de 6,87 mil t, a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para o Paraná, que tem estimativa de colher mais de 11,22 milhões t.

O grande “pulo do gato” está na produtividade mato-grossense, 15,52% acima da média nacional da safra 08/09, conforme apontam os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mesmo sob a deficiência natural dos solos do Cerrado, Mato Grosso é referencial. E isso devido ao regime de chuvas apropriado – com duas estações climáticas bem definidas – e ao uso de tecnologia de produção adaptada às características do clima e solo mato-grossenses. Os produtores estão driblando a carência nutricional do solo e a atual conjuntura, que impõe cortes nos investimentos, com adubos e fertilizantes industrializados.

É exatamente a busca por uma gestão mais eficiente que pauta a terceira edição da Bienal dos Negócios da Agricultura, que a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realiza de 19 a 21 de agosto em Cuiabá, tendo como tema central “Renda Agrícola”. “Chegamos a esta edição com dois objetivos: discutir formas de aprimorar a renda da porteira pra dentro, via ferramentas de gestão, e buscar soluções para os principais gargalos, como a falta de uma política agrícola, a infraestrutura logística e os custos de produção”, observa o coordenador do evento, Ricardo Arioli.

Promovida em parceria com as associações de produtores de soja e milho (Aprosoja/MT) e algodão (Ampa), a Bienal terá uma programação extensa, que inclui painéis sobre sustentabilidade, mercado de commodities, gestão rural, fertilizantes e questão fundiária. O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já confirmou presença, assim como o governador Blairo Maggi.

PRODUTIVIDADE

Mato Grosso é campeão – veja os números

Enquanto a média de produtividade estadual é de 3,260 quilos por hectare colhido (kg/ha), a brasileira é de 2,822 kg/ha. O rendimento atual de Mato Grosso, apesar de apresentar retração de 0,5% em comparação ao ciclo passado (07/08), fica à frente das médias do Centro-Oeste (3,175 kg/ha), do Nordeste (1,436 kg/ha) e do Sul (3,007 kg/ha).

Entre as principais culturas de Mato Grosso – algodão, milho safrinha e soja – os rendimentos também ganham o topo do ranking. Na sojicultura, a média estadual é de 3,082 kg/ha, volume acima do registrado em outros importantes estados produtores, como Paraná e Santa Catarina, e supera ainda o total do Sul, Sudeste, Norte e Nordeste. O algodão (caroço e pluma), com média de rendimento de 2,419 kg/ha, supera a média baiana, atualmente a maior concorrente local. A superioridade se dá ainda sobre as médias regionais e nacional.

O milho de segunda safra, principal cultura da safrinha mato-grossense, tem rendimento médio de 4,489 kg/ha, volume que supera as projeções apontadas para todas as outras regiões do País. Em relação ao rendimento médio nacional, Mato Grosso apresenta volume 32,22% maior.


Fonte: Olhar Direto
 

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Gigantismo nos números agrícolas de MT
Agrolink



Ciclo 08/09 segue no Estado com as colheitas do milho de segunda safra - safrinha - e do algodão, que se encerram neste mês. O penúltimo levantamento da Conab ratificou a safrinha do milho mato-grossense como a maior do país. Devido ao bom clima durante o desenvolvimento das lavouras, houve o incremento de mais de 392,5 mil toneladas, totalizando 6,75 milhões toneladas - também a segunda maior da história estadual, abaixo das 7,75 milhões t da safra 07/08.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) comprovam o gigantismo estadual. A participação de Mato Grosso no total produzido pelo Brasil passou de 9% para 20,44% de 94/95 para 07/08. Das 134,49 milhões t previstas ao País, Mato Grosso será "dono" de 27,48 milhões t, ou, 20,44% do total nacional.
O ano de 2009 marca também a conquista do primeiro lugar no ranking nacional do milho safrinha e consolida a cotonicultura e a sojicultura como as maiores do Brasil. O potencial agrícola de Mato Grosso é responsável atualmente por 70% do valor do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que, de acordo com estimativas da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT), chega a R$ 42,46 bilhões em 2008.

"Ser o campeão de produção e até de produtividade não tem, infelizmente, garantido renda ao produtor. O Estado enfrenta sérias dificuldades de infraestrutura, está amparado por uma política de crédito inadequada às peculiaridades do Estado e também por diretrizes inócuas de seguro rural. Além disso, ainda sofremos uma pressão ambiental que mina a competitividade agrícola", frisa o coordenador da Bienal dos Negócios da Agricultura, Ricardo Arioli Silva.

Para tratar de questões como essas que eliminam a competitividade dos produtores mato-grossenses da porteira para fora é que a terceira edição da Bienal dos Negócios da Agricultura, realizada pelo Sistema Famato, de 19 a 21 deste mês, traz como tema central a "Renda Agrícola". Palestrantes renomados de dentro e fora do país estarão no Cenarium Rural, em Cuiabá, "plantando" conhecimento para a "colheita" do segmento.

O evento é uma parceria com Senar, Ampa e Aprosoja. Inscrições e mais informações pelo site: www.bienaldaagricultura.com.br.
 

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MT MANTÉM O TÍTULO DE MAIOR EXPORTADOR BRASILEIRO
13/8/2009



Mato Grosso está cada vez mais preparado para sediar a Copa do Mundo. Mesmo no quadro de crise mundial, o Estado continua a apresentar crescimento nas exportações e mantém a posição entre os estados brasileiros que mais exportam. Desta vez, Mato Grosso foi o segundo maior saldo comercial do total do Brasil, com 30% de participação, que somam US$ 16,89 bilhões até julho. O secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, diz que Mato Grosso continua com superávit no acumulado da balança comercial e registra um montante de US$ 5 bilhões nas negociações externas, entre janeiro e julho de 2009. Esse valor é 27% maior do que o apresentado no mesmo período do ano passado.

Nadaf ressalta que Mato Grosso acumula expressivos US$ 5,5 bilhões nas exportações, valor 16% maior do que no mesmo período de 2008, enquanto que o Brasil registrou queda de 24,3%. “O Estado também continua sendo destaque no Centro-Oeste, onde é responsável por 63% das exportações regionais. O Distrito Federal fica com 1%, Mato Grosso do Sul com 12% e Goiás com 24%”.

No mês de julho, isoladamente, foram registrados US$ 898,50 milhões em vendas externas, 16,4% superior ao mesmo período de 2008. É a maior taxa de crescimento do país e a única positiva dentre os demais Estados, exceto Tocantins, Amapá e Piauí, que têm pouca representatividade. “Mato Grosso mantém a sexta posição no ranking dos maiores exportadores e já responde por 6,5% do total comercializado pelo país, o que é bastante expressivo”, aponta o presidente do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Mauro Mendes.

Na opinião de Nadaf, até o fim deste ano, Mato Grosso chegará ao 5º lugar no ranking dos que mais exportam. “Esse crescimento nas exportações é o resultado de um longo trabalho que vem sendo feito que inclui as diversas missões técnicas realizadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso e os parceiros”.

SOJA

As exportações de soja e derivados também continua no topo dos produtos mais vendidos por Mato Grosso. Ao todo, até julho deste ano, foram vendidos US$ 4,46 bilhões, o que equivale a um aumento de 22,5% em relação ao mesmo período de 2008 e responde por 81% do total das exportações estaduais. Mato Grosso respondeu por 39% das exportações de soja-grão do país, 30% do farelo, 25% do óleo de soja e 16% de glicerina. As vendas de farelo também continuam crescentes, com incrementos de 21% em valor e de 19% em volume.

As exportações de glicerina - subproduto da fabricação de biodiesel - continuam com expressivo crescimento em volume de embarques e registram queda, também acentuada, no faturamento, dado a redução de 72% na cotação média internacional. A Holanda é o principal destino, com 21% das vendas físicas. As vendas de lecitina voltaram a crescer, tanto em volume quanto em valor, dado o aumento de 49% no preço externo.

MILHO, ALGODÃO E COURO

Mato Grosso respondeu por 48% das vendas externas de milho, por 53% de algodão e por 13% das exportações de couro do país, no período. O milho mantém-se como o grande destaque, com aumentos de 59% em quantidade e 84% em valor. O Irã, a Coréia do Sul e a Arábia Saudita são os principais mercados, com 18%, 8% e 7%, respectivamente. As vendas externas de algodão também apresentaram taxas positivas de 18% em valor e 32% em volume. A Indonésia e a Itália se destacam como países compradores, com 22% e 13%. No caso do couro, a forte queda de 68,7% no preço gerou uma redução de 21,5% no faturamento, mesmo com o aumento de mais de 150% no volume físico exportado. Até agora, a China e a Itália são os maiores clientes, com 64% e 21%.

Fonte: Secom/MT
 

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Roberto, só gostaria de fazer um adendo à primeira frase da reportagem: na verdade o MT não se consolidou como o maior produtor de grãos do país. O estado ultrapassou o PR devido à falta de chuva no mês de dezembro que prejudicou a safra paranaense.

Em 2007, o PR colheu 29.313.277 t de grãos, o RS 24.418.650 t e o MT 22.356.086 t, de longe os três maiores produtores de grãos do país. Em 2008, o PR bateu o recorde de produção, colhendo 31 milhões de t de grãos. Não tenho os números do MT, mas certamente ficaram em torno de 25 milhões de t.

Em 2009, por causa da falta de chuva em dezembro, a safra paranaense fechará em 26 milhões de t de grãos, bem abaixo dos 32 milhões anteriormente previstos. Assim, o MT ultrapassará momentaneamente o estado. E diga-se de passagem, essa não é a primeira vez: em 2005, com uma das piores secas da história da Região Sul do país, o MT bateu o PR por 23 mi x 22 mi. No RS, a coisa foi ainda mais drástica: colheram apenas 11 mi.
 

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Discussion Starter · #5 ·
Roberto, só gostaria de fazer um adendo à primeira frase da reportagem: na verdade o MT não se consolidou como o maior produtor de grãos do país. O estado ultrapassou o PR devido à falta de chuva no mês de dezembro que prejudicou a safra paranaense.

Em 2007, o PR colheu 29.313.277 t de grãos, o RS 24.418.650 t e o MT 22.356.086 t, de longe os três maiores produtores de grãos do país. Em 2008, o PR bateu o recorde de produção, colhendo 31 milhões de t de grãos. Não tenho os números do MT, mas certamente ficaram em torno de 25 milhões de t.

Em 2009, por causa da falta de chuva em dezembro, a safra paranaense fechará em 26 milhões de t de grãos, bem abaixo dos 32 milhões anteriormente previstos. Assim, o MT ultrapassará momentaneamente o estado. E diga-se de passagem, essa não é a primeira vez: em 2005, com uma das piores secas da história da Região Sul do país, o MT bateu o PR por 23 mi x 22 mi. No RS, a coisa foi ainda mais drástica: colheram apenas 11 mi.

Bom.. como já previam os especialistas no assunto no início de 2009 (Veja esta reportagem) já era esperada o MT passar o PR não devido as ações climáticas ou questões de exportaçõa/dolar (q aconteceram tanto em 2008 qto neste ano em ambos os estados) mas sim pela crescente vertente da produção Matogrossense e a Goiana (Região Centro-Oeste), apesar, é claro que a baixa produtividade dos Estados do Sul, obviamente, contribuiu para que esse "AVANÇO" fosse mais notório e a margem de diferença fosse maior...

Olha um trecho de uma outra fonte (Canal Rural):

De cada 100 quilos de grãos colhidos no Brasil nesta safra, cerca de 42 foram de soja, 37 de milho, 9 de arroz, 4,5 de trigo e 2,6 de feijão. Aproximadamente 40% da produção são da região Sul, 36% do Centro-Oeste, 12% do Sudeste, 9% do Nordeste e 3% do Norte. Mato Grosso mantém-se como o maior Estado produtor de grãos, com 27,48 milhões toneladas de toda a produção nacional. Em segundo lugar está o Paraná, com 25,18 milhões de toneladas.

A safra de trigo 2009/2010 está estimada em 5,85 milhões toneladas, ou seja, 180,8 mil toneladas a mais que o divulgado em julho. O crescimento foi registrado principalmente no Paraná, Estado responsável por 57% da produção brasileira do cereal.
Esta edição da pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de julho. Os técnicos da estatal entrevistaram agricultores, agrônomos, técnicos de cooperativas, secretarias de agricultura, agentes financeiros e órgãos de assistência técnica e extensão rural dos principais polos produtores do país.

O governo deve manter as atuais políticas para garantir os preços de outras culturas.

Mas o fato é... que, independentemente de ser o primeiro, segundo ou terceiro estado, o Centro-Oeste (mesmo com adversidades climáticas e deficiência do solo do cerrado, econômicas e de logística de exportação) seus dois representantes maiores da Agroindústria (MT e GO) vem batendo recordes e crescendo em porcentagens consideráveis e sem registros de quedas na PRODUÇÃO GERAL.

Como dizem os três títulos das reportagens postadas:

- MT MANTÉM O TÍTULO DE MAIOR EXPORTADOR BRASILEIRO
- Gigantismo nos números agrícolas de MT
- MT: campeão em volume e em produtividade

O MT vem crescendo a cada ano na produtividade e volume (principalmente no que se refere ao Algodão, Soja e Milho) onde o estado já é CONSOLIDADO a algum tempo como o maior produtor de SOJA, ALGODÃO, GADO/COURO e vem crescendo assustadoramente na produção de MILHO (2ª - mas ainda será difícil passar o PR que tem o dobro da produção MT), SORGO (3º), CANA-DE-AÇUCAR (é o 5º e de 2005 p/ 2008 saiu da 12ª para a 6ª colocação), MAMONA (3º) e SUÍNOS/GALINÁCEOS (juntando os dois MT fica em 4º).

Agora o estado está dando incentivos fiscais para a produção de outras culturas e instalação de indústrias de beneficiamento no estado as coisas deverão acelerar mais ainda (mais este ponto é apenas "especulação", tirando as ampliações da Sadia/Perdigão, Bunge e AMaggi, nada de extraordinário confirmado ainda).

O que pesa muito para os estados do CO em se desenvolverem mais neste ramo é a precariedade das formas de EXPORTAÇÃO de suas produções que formam um gargalo estreito entre o fornecedor e o consumidor.... Mas, nos próximos anos (com as ferrovias: Ferronorte, Norte/Sul e Leste/Oeste) as coisas devem melhoras, sem falar na Paraguai/Paraná (que deverá começar exportar mais via hidrovia...


Mas, enfim... única coisa que num entendi Caro e Admirável Amigo e Colega Yuri (e jovem membro da Tríade do Mal - :lol::lol::lol:)... O que tem a primeira frase do artigo aqui postado que lhe inttrigou tanto???

"A atual safra consolida Mato Grosso como campeão de produção."
^^
Essa é a frase questionada??? Se for, ela foi inteiramente verídica... pois informa-nos que a ATUAL safra consolida o estado como campeão de produção... Não fez menção a outras safras, nem mesmo a de 2005.


:eek:kay:
 

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^^
Roberto, na verdade o meu questionamento não se refere à palavra "ATUAL", mas sim na "CONSOLIDA".

Em condições normais, a safra paranaense ficaria em torno de 30-33 milhões de toneladas. Em condições climáticas e econômicas ideais, poderia chegar a 35 milhões de toneladas. Como eu disse, a previsão para a safra de 2008/2009 era de 32 milhões de toneladas e que foi constantemente revisada para baixo por causa da seca de dezembro até chegar aos atuais 26 milhões. Ou seja, a previsão original era consideravelmente superior à mato-grossense.

O MT só se consolidará como o maior produtor de grãos do país, quando atingir a barreira das 35 milhões de toneladas, bem acima dos 28 milhões atuais. Tanto é verdade, ao que tudo indica, o PR irá retomar a liderança na safra 2009/2010, como fez anteriormente em 2006, após a quebra de 2005.

Obviamente, o MT eventualmente se transformará no maior produtor de grãos do país. O estado tem quase 1.000.000 km², contra 199.000 km² do PR. Além disso, o clima do MT é mais favorável à produção agrícola: mais estável, mais quente e com maior luminosidade. Além disso, o produtor mato-grossense, por causa do tamanho de suas propriedades, é bem mais capitalizado que o paranaense.

Sobre os outros produtos, o PR é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar, segundo maior produtor de suínos/aves, segundo maior produtor de leite, um grande produtor de frutas, café e de produtos florestais. Assim, acho que o PR ainda ostentará por algum tempo o título de maior produtor de alimentos do Brasil.
 

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Discussion Starter · #7 ·
Roberto, na verdade o meu questionamento não se refere à palavra "ATUAL", mas sim na "CONSOLIDA".

Em condições normais, a safra paranaense ficaria em torno de 30-33 milhões de toneladas. Em condições climáticas e econômicas ideais, poderia chegar a 35 milhões de toneladas.

O MT, só se consolidará como o maior produtor de grãos do país, quando atingir a barreira dos 35 milhões de toneladas, bem acima dos 28 milhões atuais.

Tanto é verdade, que na safra 2009/2010, o PR irá retomar a liderança como fez em 2006, após a quebra de 2005.

Obviamente, que o MT eventualmente se transformará no maior produtor do país. O estado tem quase 1.000.000 km², contra 199.000 km² do PR. Além disso, o clima do MT é mais favorável à produção agrícola. Mais estável, mais quente e maior luminosidade. Além disso, o produtor mato-grossense, por causa do tamanho de suas propriedades, é bem mais capitalizado que o paranaense.


Sim sim sim.. "tindi"... mas como disse... a palavra ATUAL dá margem a interpretação de que se julga a CONSOLIDAÇÃO ATUAL DO CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO DO ESTADO... Como tu mesmo disse, as margens para a produção paranaense é de 30 a 35 mi t, sendo muito difícil ultrapassar tal barreira... do MT e GO as margens (áreas agricultáveis) ultrapassariam em triplo e dobro deste volume, respectivamente (claro.. pelo tamanho dos estados)...

Mas uma coisa que dificulta isso (além dos citados anteriormente) é a questão das áreas preserváveis... O MT tem 56% de suas terra com vegetação da Amazônia e 15% com o Pantanal (dois BBB´s nacionais - vigilância pra tudo qto é lado)... Ainda bem, né... pq se num fosse isso certamente num teriamos mais cobertura vegetal (nativa) por aquelas bandas :lol::lol:

Mas é isso aí... INTERPRETAÇÃO é algo de louco mesmo... vc entendeu uma coisa, eu entendi outra e ambos lemos a mesma frase... Mas acredito que até mesmo pelo restante das informações e até mesmo outras notícias aqui postadas dá pra se entender que essa tal CONSOLIDAÇÃO é (por enquanto) SAZONAL, nada de PERIÓDICO...
 

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Discussion Starter · #8 ·
^^

Sobre os outros produtos, o PR é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar, segundo maior produtor de suínos/aves, segundo maior produtor de leite, um grande produtor de frutas, café e de produtos florestais. Assim, acho que o PR ainda ostentará por algum tempo o título de maior produtor de alimentos do Brasil.

Bom isso já é caso para verificarmos nos próximos anos... No que diz respeito a DIVERSIDADE PRODUTIVA, realmente o PR, RS e MG dão shows em qquer estado... e provavelmente será difícil o MT ou qquer outro estado ultrapassar, porém, ainda assim, o estado que está mais crescendo na DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS é MT... Ainda mais depois de 2006 com o Zoneamento Agropecuário...

No estado já existem fazendas-escolas testando os níveis de fertilidade do solo e níveis de volume produtivo para culturas como UVA, MAÇA, PÊSSEGO E FRUTAS CÍTRICAS, além do FEIJÃO, CANA-DE-AÇUCAR, ARROZ E SORGO (que vem crescendo muito), o GIRASSOL e a MAMONA, e não deixando de citar os estudos de ampliação para a criação de SUÍNOS e GALINÁCEOS... além do estado já ser o terceiro em PISCICULTURA de água doce, com aumentos anuais que ultrapassam os 150%. Aliás, sobre até esse assunto, a Sadia está criando uma ramificação em sua industria em Várzea Grande para beneficiar peixes de água doce (tamanha é a evolução deste setor)...

Agora.. o q me preocupa em tudo isso é a MANEJO AMBIENTAL... Crescer, desenvolver e preservar... esse deve ser o lema...
 

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Sim sim sim.. "tindi"... mas como disse... a palavra ATUAL dá margem a interpretação de que se julga a CONSOLIDAÇÃO ATUAL DO CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO DO ESTADO... Como tu mesmo disse, as margens para a produção paranaense é de 30 a 35 mi t, sendo muito difícil ultrapassar tal barreira... do MT e GO as margens (áreas agricultáveis) ultrapassariam em triplo e dobro deste volume, respectivamente (claro.. pelo tamanho dos estados)...

Mas uma coisa que dificulta isso (além dos citados anteriormente) é a questão das áreas preserváveis... O MT tem 56% de suas terra com vegetação da Amazônia e 15% com o Pantanal (dois BBB´s nacionais - vigilância pra tudo qto é lado)... Ainda bem, né... pq se num fosse isso certamente num teriamos mais cobertura vegetal (nativa) por aquelas bandas :lol::lol:

Mas é isso aí... INTERPRETAÇÃO é algo de louco mesmo... vc entendeu uma coisa, eu entendi outra e ambos lemos a mesma frase... Mas acredito que até mesmo pelo restante das informações e até mesmo outras notícias aqui postadas dá pra se entender que essa tal CONSOLIDAÇÃO é (por enquanto) SAZONAL, nada de PERIÓDICO...
Como é bom discutir com OBJETIVIDADE e RAZOABILIDADE. Quem dera todas as discussões no SSC seguissem essa direção. :)

Como curiosidade, a produção de grãos oficial de 2007. Eu tenho também os dados por municípios:

BRASIL - 130.356.573 t
Sul - 60.130.192
Centro-Oeste - 42.269.401
Sudeste - 15.575.574
Nordeste - 8.970.740
Norte - 3.410.666

PR - 29.313.277
RS - 24.418.650
MT - 22.356.086
GO - 11.147.203
MG - 9.360.789
MS - 8.280.707
SC - 6.398.265
SP - 6.062.483
BA - 4.367.517
MA - 2.322.344
TO - 1.281.074
PA - 1.143.861
PI - 839.784
RO - 696.783
CE - 569.539
DF - 485.405
SE - 312.768
PE - 264.853
PB - 143.409
RR - 139.758
ES - 116.467
AC - 92.774
AL - 81.697
RN - 68.829
AM - 51.373
RJ - 35.835
AP - 5.043

Eu só discordo um pouco da sua análise. O único estado que realmente pode ser considerado fronteira agrícola é o MT. GO já pode ser classificado como semi-consolidado, e os futuros ganhos na produção serão em virtude do aumento de produtividade. Não consigo ver GO ultrapassando a barreira dos 20 milhões de toneladas.

P.S. como grãos, considerei a somatória de dez culturas: arroz, aveia, cevada, centeio, feijão, milho, soja, sorgo, trigo e triticale
 

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Discussion Starter · #10 ·
Como é bom discutir com OBJETIVIDADE e RAZOABILIDADE. Quem dera todas as discussões no SSC seguissem essa direção. :)

Como curiosidade, a produção de grãos oficial de 2007. Eu tenho também os dados por municípios:

BRASIL - 130.356.573 t
Sul - 60.130.192
Centro-Oeste - 42.269.401
Sudeste - 15.575.574
Nordeste - 8.970.740
Norte - 3.410.666

PR - 29.313.277
RS - 24.418.650
MT - 22.356.086
GO - 11.147.203
MG - 9.360.789
MS - 8.280.707
SC - 6.398.265
SP - 6.062.483
BA - 4.367.517
MA - 2.322.344
TO - 1.281.074
PA - 1.143.861
PI - 839.784
RO - 696.783
CE - 569.539
DF - 485.405
SE - 312.768
PE - 264.853
PB - 143.409
RR - 139.758
ES - 116.467
AC - 92.774
AL - 81.697
RN - 68.829
AM - 51.373
RJ - 35.835
AP - 5.043
.
Seria interessante a gente montar umas tabelas de produtividade/volume, crescimentos agropecuários, expectativas, anuários (de 2003 pra frente) e montar um trédi sobre a AGORPECUÁRIA e AGROINDUSTRIA no país, para concentrar os dados, notícias e eventos acerca do assunto e concentrar tudo lá... o q acha!? Nunca vi um trédi desses aqui... e olha que nosso país é movido pela AGROINDUSTRIA... a única duvida seria onde postar... rs

Conversamos melhor sobre essa idéia via PM... rs

Eu só discordo um pouco da sua análise. O único estado que realmente pode ser considerado fronteira é o MT. GO já pode ser classificado como semi-consolidado, e os futuros ganhos na produção serão em virtude do aumento de produtividade. Não consigo ver GO ultrapassando a barreira dos 20 milhões de toneladas.


Bah, guri... tem área demais aqui nesse GOIASÃO pra se cultivar ainda... a grande parte da produtividade goiana (cerca de 85%) estão locadas no Sudoeste e sul do estado (cerca de 45% do território do Estado)... ou seja, segundo projeções da própria EMBRAPA e GOVERNO ESTADUAL é de que se faça a expansão agrícola goiana para o Oeste e Noroeste do estado (divisa com MT) e na porção do chamado: MATO GROSSO GOIANO, onde a degradação da porção de floresta tropical foi tão grande que abriram-se espaços para a agricultura (principalmente de leguminosas)...

Por aquio que anda faltando é vontade política de fazer o estado produzir mais... pois chão pra isto tem e muito!!!
 

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Bah, guri... tem área demais aqui nesse GOIASÃO pra se cultivar ainda... a grande parte da produtividade goiana (cerca de 85%) estão locadas no Sudoeste e sul do estado (cerca de 45% do território do Estado)... ou seja, segundo projeções da própria EMBRAPA e GOVERNO ESTADUAL é de que se faça a expansão agrícola goiana para o Oeste e Noroeste do estado (divisa com MT) e na porção do chamado: MATO GROSSO GOIANO, onde a degradação da porção de floresta tropical foi tão grande que abriram-se espaços para a agricultura (principalmente de leguminosas)...

Por aquio que anda faltando é vontade política de fazer o estado produzir mais... pois chão pra isto tem e muito!!!
reforçando um pouco mais roberto, tem o lado leste de goiás,municipios como cristalina que hoje é a 9ª maior produtor de graões do país ainda tem quase metade do seu território apto a ser usado e não esta sendo usado...
 

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Gostei muito da idéia sobre a produção agrícola. Eu tenho prontos aqui os números por estado e município das safras de 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007. Estou trabalhando nos números de 2008 e 2009 apenas para estados.

Sobre GO, acho muito difícil a expansão da fronteira sobre as outras regiões do estado. O Sudoeste do estado possui uma longa tradição agrícola, especialmente por causa da imigração sulista, além de contar com um grande número de produtor nativos.

O componente cultural é muito forte quando o assunto é produção de grãos. Além disso, temos que ter em mente as condições de relevo e solo, que não me parecem muito favoráveis em outros pontos do estado de GO. Eu acho que nos próximos 10 anos, é praticamente impossível GO ultrapassar a barreira das 20 milhões de toneladas.

Um exemplo clássico é o RS: o Noroeste é responsável pela metade da produção de grãos do estado. A metade Sul, possui um relevo bem favorável, mas sua produção limita-se apenas ao arroz. Ou seja, componente cultural.
 

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reforçando um pouco mais roberto, tem o lado leste de goiás,municipios como cristalina que hoje é a 9ª maior produtor de graões do país ainda tem quase metade do seu território apto a ser usado e não esta sendo usado...

Devidamente lembrado... A região Leste do estado é outra que vem crescendo "agropecuariamente".


Gostei muito da idéia sobre a produção agrícola. Eu tenho prontos aqui os números por estado e município das safras de 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007. Estou trabalhando nos números de 2008 e 2009 apenas para estados.

Sobre GO, acho muito difícil a expansão da fronteira sobre as outras regiões do estado. O Sudoeste do estado possui uma longa tradição agrícola, especialmente por causa da imigração sulista, além de contar com um grande número de produtor nativos.

O componente cultural é muito forte quando o assunto é produção de grãos. Além disso, temos que ter em mente as condições de relevo e solo, que não me parecem muito favoráveis em outros pontos do estado de GO. Eu acho que nos próximos 10 anos, é praticamente impossível GO ultrapassar a barreira das 20 milhões de toneladas.

Um exemplo clássico é o RS: o Noroeste é responsável pela metade da produção de grãos do estado. A metade Sul, possui um relevo bem favorável, mas sua produção limita-se apenas ao arroz. Ou seja, componente cultural.

Bom... claro que existem as questões culturais... Mas o que barra, de certo modo, o desenvolvimento/ampliação do setor agropecuário no estado de Goiás é mais de conjunturas político-econômicas do que sócio-culturais...

Digo isto porque a região sudoeste do estado se consolidou como a maior região produtora durante os governos de Naphtali Alves de Sousa (assumindo o governo de Maguito Vilela) ao do Marconi Perillo, período de 1998 a 2006, data esta que o governo estadual dava insentivos fiscais aos produtores daquela região.

E tudo isso depende da base governista e suas PRERROGATIVAS ADMINISTRATIVAS. Alcides, aliás, mesmos nos dois últimos anos de mandato do Perillo o incentivo findou-se e assim o Estado parou de abrir GRANDES novas áreas de plantio e pastagem. No MT foi assim tbém durante anos, décadas, até a entrada de Carlos Bezerra/Edson Oliveira que implementaram e custiaram (através de incentivos) a agropecuária no estado, porém, lá, começou em 1987 e não findou mais, tendo um GIGANTISMO CRESCIMENTO nos últimos 10 anos, nos governos de Dante de Oliveira e Blairo Maggi, o que não aconteceu em Goiás...

E o principal fato que difere o MT de GO nessa área é a administração e engaje político, pois o solo é o mesmo, o clima é o mesmo, a vegetação é a mesma, o relevo praticamente o mesmo e até a própria migração (pra certas partes do estado) é o mesmo.

Exemplo bem citado pelo nosso colega Daniel Franca é Cristalina, que de uma cidade exclusivamente mineradora até meados dos anos 90 agora é um grande produtor agropecuário do estado... Mais um exemplo é o Tocantins (ex-Goiás) que vem crescendo e muito nos números de volume/produtividade.

Enfim, eu ainda acredito que o Estado de Goiás tem muito, MAS MUITO MESMO pra crescer nesse setor... só falta ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPETENTE pra fazer isso se tornar realidade!!!
 

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Roberto, certamente a produção do Sudoeste Goiano (está entre as 5 mais importantes regiões produtoras do país) se intensificou na década de 90. No entanto, as raízes já estavam plantadas lá atrás: a imigração sulista para a região se iniciou na década de 70 e tinha como único propósito a produção de grãos-commodities (soja e milho), em substituição à então pecuária extensiva e a produção de arroz que predominava até então na região.

No mais, continuo discordando no ponto da semelhança entre MT e GO nesse aspecto. O MT, possui propriedades bem maiores e sua produção se dá em regiões que até a década de 80 eram completamente cobertas pela floresta. Já em GO, praticamente todo o território do estado já vem sendo explorado desde o século XVIII. A estrutura agrária já está bem consolidada e possui uma cultura humana própria (novamente podemos traçar um paralelo com a "Metade Sul Gaúcha"). Vale ainda lembrar que a espinha dorsal da produção do MT é o eixo Nova Mutum-Sinop, bem distante de GO. O Vale do Araguaia (especialmente a porção norte), em ambos os estados, está entre uma das regiões mais atrasadas e pobres do Brasil.
 

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Para ilustrar:

---------- 2003 ---------- 2004 ---------- 2005 ---------- 2006 ---------- 2007
BR -- 122.626.049 -- 116.420.233 -- 109.824.640 -- 115.020.362 -- 130.356.573

1° PR -- 30.053.163 -- 25.573.073 -- 22.220.435 -- 23.340.756 -- 29.313.277
2° RS -- 22.532.542 -- 17.800.636 -- 11.844.147 -- 20.062.985 -- 24.418.650
3° MT -- 17.773.654 -- 20.544.153 -- 23.766.807 -- 20.844.220 -- 22.356.086
4° GO -- 11.189.996 -- 11.028.540 -- 11.058.972 -- 10.431.413 -- 11.147.203

Ignorando-se as quebras das safras, notem que a dinâmica da safra goiana, se assemelha muito mais com as paranaense e gaúcha do que com a mato-grossense.
 

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Sobre os outros produtos, o PR é o segundo maior produtor de cana-de-açúcar, segundo maior produtor de suínos/aves, segundo maior produtor de leite, um grande produtor de frutas, café e de produtos florestais. Assim, acho que o PR ainda ostentará por algum tempo o título de maior produtor de alimentos do Brasil.
Yuri eu já vi uma reportagem que indica uma possível ultrapassagem de Minas em relação a produção de Cana de açucar.


Publicado em: 15/06/09 às 16:17
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Minas ultrapassa Paraná na produção de cana-de-açúcar

Estado assume a segunda colocação no ranking nacional

Minas Gerais vai se tornar o segundo maior produtor nacional de cana-de-açúcar. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a safra 2009, o Estado irá produzir 53,9 milhões de toneladas e superar o Paraná. Segundo o IBGE, nos últimos dez anos, a produção de cana-de-açúcar em Minas Gerais triplicou.

O Estado responde por 7,8% da produção nacional de cana. O levantamento leva em consideração a produção destinada à indústria de açúcar, álcool, cachaça e rapadura. O plantio utilizado para alimentação animal não está incluído no estudo. São Paulo continua na liderança brasileira da produção de cana-de-açúcar. A lista dos maiores produtores do Brasil também inclui Goiás (4º), Mato Grosso do Sul (5º) e Alagoas (6º).

A produção de cana-de-açúcar em Minas Gerais vai crescer 12,6% em relação ao ano passado, enquanto na média nacional o aumento na produção estimado é de 6,4%. Segundo o IBGE, a área a ser colhida em Minas Gerais neste ano irá registrar um crescimento de 11,4% em relação à safra passada, com um total de 677 mil hectares. O crescimento da área do país será de 5,6%.

“Ao mesmo tempo que teremos um aumento da produção de cana-de-açúcar, vamos registrar uma safra estável de grãos em relação ao ano passado. Isso mostra que as duas atividades não são concorrentes no Estado”, explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues. Segundo ele, nas regiões como o Noroeste, Norte e Central, a área plantada com grãos aumentou, compensando a troca pela cana-de-açúcar em algumas áreas de regiões como o Triângulo Mineiro. “Além disso, temos 25 milhões de hectares com pastagens e uma parte delas está sendo usada para o plantio de canaviais”, explica o secretário.

Com exceção da Zona da Mata, todas as regiões de Minas Gerais terão crescimento na produção de cana-de-açúcar, com destaque para o Centro-Oeste que vai apresentar um aumento de 24,7% na produção. O Triângulo Mineiro, que neste ano vai colher 34,5 milhões de toneladas, lidera a produção mineira. A região concentra os cinco municípios com a maior produção do Estado: Uberaba, Conceição das Alagoas, Canápolis, Frutal e Ituiutaba.

Segundo o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais (Siamig/Sindaçúcar), o Triângulo Mineiro concentra a maioria das usinas do Estado. São dezesseis em funcionamento e outras seis devem entrar em operação até o final de 2010.

http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias.php?id=49554
 

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Eu tenho inúmeras restrições à cultura da cana-de-açúcar. Na verdade, gostaria que fosse abolida do PR ou pelo menos não aumentasse a área ocupada. Ela se dá em latifúndios gigantescos, degrada o solo e explora mão-de-obra quase escrava.

A produção de grãos se dá basicamente em pequenas e médias propriedades, formando uma gigantesca classe média agrícola, o que beneficia as pequenas cidades. Com a cana é exatamente o contrário: as cidades pequenas se tornam "cidades de bóias-frias", e forma uma classe pequena de milionários que vivem em Ribeirão Preto ou em São Paulo. Aqui no Norte do PR temos um exemplo clássico: Porecatu concentra a produção canvieira do estado e apresenta péssimos índices sociais. Bela Vista do Paraíso (30 km de distância, mesma população), ao contrário, possui uma grande classe média formada por produtores de grãos.

De todo modo, produção de cana é fortemente concentrada no estado de SP:

---------- 2008 --------- 2009
BR -- 648.973.981 -- 686.645.793

1° SP -- 390.196.942 -- 400.539.320
2° MG -- 47.914.898 -- 54.502.924
3° PR -- 51.244.227 -- 52.877.426

Os números de 2009 são estimativas. As culturas do PR foram muito prejudicadas pela seca de dezembro. No entanto, as últimas estimativas estão sendo corrigidas para cima, devido aos bons padrões climáticos de janeiro, fevereiro e março de 2009.
 

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Roberto, certamente a produção do Sudoeste Goiano (está entre as 5 mais importantes regiões produtoras do país) se intensificou na década de 90. No entanto, as raízes já estavam plantadas lá atrás: a imigração sulista para a região se iniciou na década de 70 e tinha como único propósito a produção de grãos-commodities (soja e milho), em substituição à então pecuária extensiva e a produção de arroz que predominava até então na região.

No mais, continuo discordando no ponto da semelhança entre MT e GO nesse aspecto. O MT, possui propriedades bem maiores e sua produção se dá em regiões que até a década de 80 eram completamente cobertas pela floresta. Já em GO, praticamente todo o território do estado já vem sendo explorado desde o século XVIII. A estrutura agrária já está bem consolidada e possui uma cultura humana própria (novamente podemos traçar um paralelo com a "Metade Sul Gaúcha"). Vale ainda lembrar que a espinha dorsal da produção do MT é o eixo Nova Mutum-Sinop, bem distante de GO. O Vale do Araguaia (especialmente a porção norte), em ambos os estados, está entre uma das regiões mais atrasadas e pobres do Brasil.

Então Yuri... se intensificou justamente por causa dos incentivos do GOVERNO da época... algo que existe muito pouco atualmente (se comparando a tal época citada - década de 90)...

Agora... as semelhanças que digo qto aos estados são nas características básicas: clima, tipo de solo, tipo de vegetação (Cerrado), entre outros...

Já as áras exploradas nas regiões de Goiás se deram mais para o pasteio (gado) que para produção agrícula... nesse caso é mais fácil ainda tornar tais áreas pastoris em áreas de lavouras, justamente pelo fato da ausência da mata natural, e isso vem acontecendo muito no MT e PA - dentro da Floresta Amazônica - e é possível fazer o mesmo dentro do Cerrado (ainda mais o Goiano, já que MG e BA estão fazendo isto), o que falta mesmo é INCENTIVO e BONS PROJETOS...

Agora, qto a região do Araguaia, realmente é a mais pobre (econômicamente) de ambos os estados... mas, do lado matogrossense se dá por dois motivos:

1. Falta de estrutura de escoamento da produção (o que deverá findar com a pavimentação da 158)

2. A reserva indígina do Xingu... que divide o MT em duas regiões distintas, dificultando a integração do Vale do Araguaia ao principais centros do estado, e isso é tão notório que municípios matogrossenses as margens do Araguaia têm maior ligação com a capital Goiana do que com a Capital Matogrossense...

Ou seja, analisando ambos motivos concluímos novamente: FALTA DE INCENTIVO E INFRAESTRUTURA... Espaço aqui (GO) pra crescer a gropecuária não falta...
 

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Eu tenho inúmeras restrições à cultura da cana-de-açúcar. Na verdade, gostaria que fosse abolida do PR ou pelo menos não aumentasse a área ocupada. Ela se dá em latifúndios gigantescos, degrada o solo e explora mão-de-obra quase escrava.

A produção de grãos se dá basicamente em pequenas e médias propriedades, formando uma gigantesca classe média agrícola, o que beneficia as pequenas cidades. Com a cana é exatamente o contrário: as cidades pequenas se tornam "cidades de bóias-frias", e forma uma classe pequena de milionários que vivem em Ribeirão Preto ou em São Paulo. Aqui no Norte do PR temos um exemplo clássico: Porecatu concentra a produção canvieira do estado e apresenta péssimos índices sociais. Bela Vista do Paraíso (30 km de distância, mesma população), ao contrário, possui uma grande classe média formada por produtores de grãos.

De todo modo, produção de cana é fortemente concentrada no estado de SP:

---------- 2008 --------- 2009
BR -- 648.973.981 -- 686.645.793

1° SP -- 390.196.942 -- 400.539.320
2° MG -- 47.914.898 -- 54.502.924
3° PR -- 51.244.227 -- 52.877.426

Os números de 2009 são estimativas. As culturas do PR foram muito prejudicadas pela seca de dezembro. No entanto, as últimas estimativas estão sendo corrigidas para cima, devido aos bons padrões climáticos de janeiro, fevereiro e março de 2009.


A cultura canavieira realmente degrada os indicadores sociais... mas, infelizmente, pelo caminhar da carroagem, teremos que nos acostumar com a expansão desta cultura!!!
 

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Eu tenho inúmeras restrições à cultura da cana-de-açúcar. Na verdade, gostaria que fosse abolida do PR ou pelo menos não aumentasse a área ocupada. Ela se dá em latifúndios gigantescos, degrada o solo e explora mão-de-obra quase escrava.

A produção de grãos se dá basicamente em pequenas e médias propriedades, formando uma gigantesca classe média agrícola, o que beneficia as pequenas cidades. Com a cana é exatamente o contrário: as cidades pequenas se tornam "cidades de bóias-frias", e forma uma classe pequena de milionários que vivem em Ribeirão Preto ou em São Paulo. Aqui no Norte do PR temos um exemplo clássico: Porecatu concentra a produção canvieira do estado e apresenta péssimos índices sociais. Bela Vista do Paraíso (30 km de distância, mesma população), ao contrário, possui uma grande classe média formada por produtores de grãos.

De todo modo, produção de cana é fortemente concentrada no estado de SP:

---------- 2008 --------- 2009
BR -- 648.973.981 -- 686.645.793

1° SP -- 390.196.942 -- 400.539.320
2° MG -- 47.914.898 -- 54.502.924
3° PR -- 51.244.227 -- 52.877.426

Os números de 2009 são estimativas. As culturas do PR foram muito prejudicadas pela seca de dezembro. No entanto, as últimas estimativas estão sendo corrigidas para cima, devido aos bons padrões climáticos de janeiro, fevereiro e março de 2009.
Por enquanto a produção de cana não vem interferindo tanto na produção de grãos da região, tanto que Uberaba, que vai ganhar um alcooduto, é líder na região na cultura canavieira e continua sendo líder no estado na produção de grãos. A geografia da região também permite um alto índice de mecanização da produção, tanto que a própria Uberaba tem bom índices sociais e nunca ouvi relatos sobre problemas relacionados a marginalização da população devido a imigração de trabalhadores nessa área.

[1]Os destaques entre os Estados com maior mecanização da colheita da cana-de-açúcar até maio são Goiás e São Paulo (67%); Mato Grosso do Sul (64%) e Minas Gerais (53%). "Em São Paulo os produtores se prepararam para o protocolo do setor sucroalcooleiro assinado com o governo, que prevê 100% de colheita sem queimadas até 2014. Nos outros Estados, a colheita mecânica avança porque normalmente são em áreas de expansão, com usinas novas, que não usam colheita manual."

O destaque negativo é o Estado do Paraná, segundo maior produtor de cana do País, cujas lavouras de 16 unidades avaliadas registraram índice de queima da palha de 97% até maio, estável em relação a igual período do ano passado, e onde a colheita mecânica atingiu 22% das lavouras, ante 15% em igual período de 2008/2009. "De fato, no Paraná, por ser um Estado chuvoso, a colheita mecânica é mais difícil, pois a umidade interfere na colheita e também atrapalha a entrada da máquina na lavoura", concluiu Paes.


[2] O governo mineiro e entidades representativas do setor sucroalcooleiro no Estado assinaram o Protocolo de Intenções de Eliminação da Queima da Cana, com uma série de regras para a colheita da cana-de-açúcar. A partir deste ano, os empreendedores deverão iniciar a substituição da queima pela mecanização.

De acordo com o documento, os empreendimentos que se instalarem a partir de 2008 nas áreas com declividade inferior a 12%, deverão atingir um índice de mecanização de, no mínimo, 80% da colheita da cana em 2009 e 100% até 2014. Nas lavouras implantadas até 2007, já licenciadas, a mecanização das áreas deverá estar concluída, no máximo, até 2014.

A partir de 2014, serão proibidas, mesmo sob forma controlada, a queima da cana-de-açúcar na zona de amortecimento das unidades de conservação - para prevenir incêndios florestais - e em áreas localizadas a menos de 2 mil metros de zonas urbanas ou comunidades rurais, bem como nas áreas de expansão de canaviais (novos plantios).


[3]A Petrobras vai apresentar o Sistema de Escoamento Dutoviário de Álcool e Derivados (Seda) para a sociedade civil dos Estados de Minas Gerais e São Paulo entre os próximos dias 14 e 20. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) promoverá audiências públicas em cinco cidades que fazem parte do traçado do empreendimento.

Em Minas Gerais, o evento será em Uberaba amanhã. Nas cidades paulistas haverá atividades em Ribeirão Preto (17), Porto Ferreira (18), Atibaia (19) e São José dos Campos (20). A audiência pública é uma oportunidade de a sociedade tomar conhecimento do empreendimento.

O Seda prevê transportar etanol das regiões produtoras do Centro-Oeste ao litoral Sudeste do País. O sistema vai operar de Uberaba a São Sebastião (SP) por meio de uma rede integrada de dutos para atender à demanda de mercado por biocombustíveis e derivados. O investimento é de aproximadamente US$ 1 bilhão, com estimativa de gerar 4,6 mil postos de trabalho diretos e 19 mil indiretos durante as obras. O projeto será executado por meio de parceria entre a Petrobras e a PMCC Projetos de Transporte de Álcool S.A.


[4] O município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, lidera o ranking estadual de produção. Em 2008, foram 701 mil toneladas de grãos. Em segundo lugar, aparece Unaí, no Noroeste, com 684 mil toneladas. Buritis, também no Noroeste, vem em seguida, com uma produção de 342 mil toneladas. Completam a lista os municípios de Uberlândia, Sacramento, Perdizes, Paracatu, Coromandel, Nova Ponte e Ibiá.
 
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