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De forma a justificar o investimento feito, o Museu Machado de Castro tem de «ser dotado de condições e recursos humanos e financeiros», com vista à abertura que tem mesmo de acontecer em 2008



«O projecto do Museu Machado de Castro tem amarrado uma vertente temporal, que não é de todo ultrapassável. 2008 é incontornável». Uma afirmação proferida ontem, no Museu da Ciência, por Manuel Bairrão Oleiro, vice-presidente do Conselho de Museus, durante o debate intitulado “A Alta, mais que um Museu”, iniciativa integrada nas comemorações do Dia Internacional dos Museus.

Possíveis atrasos na abertura estão, desta forma, colocados de parte. «O museu tem de abrir ao público em 2008. Ou abre ou teremos consequências que serão complicadas», acrescentou, antes de sublinhar que «pelo investimento e complexidade, as obras no Museu Machado de Castro são o mais importante que aconteceu nos museus nacionais», destacando «o ponto de vista arquitectónico».

A intervenção - «possível graças às verbas do III Quadro Comunitário de Apoio» - vai alterar a imagem do museu, assumindo-se como um projecto considerável face à sua «dimensão, características e complexidade». Ainda assim, Manuel Bairrão Oleiro reconheceu a necessidade de «ser dotado de condições e recursos humanos e financeiros que
permitam justificar o investi-mento feito e poder dar o salto».

Depois de considerar as obras no Museu Machado de Castro como «qualquer coisa fantástica», o vice-presidente do Conselho de Museus lembrou ainda que «nas questões do património, Coimbra não é, apesar da importância que tem, apenas a Alta». Todos os projectos ontem apresentados «têm de ser úteis à cidade», caso contrário, revelou, torna-se numa «oportunidade perdida para uma cidade que sabe valorizar o seu património».

Criar movimento
de acção conjunta

António Pedro Pita, delegado regional da Cultura do Centro, apontou para a necessidade dos museus encontrarem «estratégias comuns». Como tal, sublinhou ser preciso que a sessão de ontem servisse para «integrar tudo o que ouvimos e prolongar o que aqui aconteceu», explicando que o problema passa por «não guardarmos memória das iniciativas e o ponto a que chegámos no debate de estratégias».

Por tudo isto, António Pedro Pita apelou à «criação de um movimento de acção conjunta que tivesse suporte institucional», disponibilizando a Direcção Regional da Cultura do Centro «para ser e desenvolver este movimento de reflexão integrada». Depois de assistir à apresentação dos vários projectos que decorrem em Coimbra, acrescentou estar a «desenhar-
-se uma cidade âncora de um conjunto de museus».
O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, João Rebelo, disse que «o centro histórico e cultural de Coimbra não tem comparação no país», destacando ainda que «o nome de Coimbra por si só é reconhecido e o país tem de tirar partido disso». «A aposta da câmara no turismo e na beleza cultural é total», divulgou, razão pela qual foi criada a Empresa Municipal de Turismo.

Visivelmente agradada com o rumo da conversa, Adília Alarcão, moderadora do debate, disse que nunca antes tinha estado numa iniciativa do género onde se falasse de «ideias, vontades e opções culturais». «Se funcionar em conjunto, temos o que esta cidade precisa», referiu, para destacar que «atracção e repulsa é o que os museus criam nas pessoas», lembrando ainda que «os museus são grandes servidores de cultura».
Caso as obras sejam concluídas «num espaço não muito longo», Adília Alarcão não tem dúvidas em afirmar que «Coimbra muda e o desejo de regressar acontece». Sublinhe-se que antes do debate foram apresentados os projectos museológicos e de recuperação arquitectónica do Museu da Ciência, Convento de Santa Clara-a-Velha, Igreja de Santa Cruz, Sé Velha, Sé Nova, Museu da Cidade e Museu Machado de Castro.
http://www.diariocoimbra.pt/15600.htm
 

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O Prof Godin
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…mas têm de avançar rapidamente com o conjunto de parques de estacionamento projectados e previstos para a alta, aliás do mesmo arquitecto…
 

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Discussion Starter · #5 ·
já disseram entretanto que em 2008 é impossivel abrir tudo. apenas vai ser aberto ao publico o criptoportico romano
 

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QUe Museu é este e que utilidade é que tem? Ou fez o Museu para justificar os Parques de Estacionamento?
 

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Estou esclarecido. È mais uma arca frigorifica para guardar preciosismos religiosos.
 

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Machado Castro reabre em 2010


Visitas guiadas ao Machado de Castro assinalaram, ontem, o Dia Internacional dos Museus


Nelson Morais, Manuel Correia

OMuseu Nacional de Machado de Castro (MNMC) reabrirá ao público em 2010, esclareceram a sua anterior directora e o actual director, Adília Alarcão e Pedro Redol, numa das visitas guiadas às obras de renovação do equipamento que tiveram lugar ontem, para assinalar o Dia Internacional dos Museus.

O prazo diverge do que consta do sítio do Instituto Português de Museus, onde se lê que o MNMC está "encerrado ao público até 2007". Mesmo o presidente do instituto, Bairrão Oleiro, afirmou, sexta-feira, que "o museu tem de abrir ao público em 2008" (Diário de Coimbra).

Mas o MNMC, encerrado desde 2004, só voltará a exibir as suas colecções na próxima década. "Se houver dinheiro suficiente, sim, em 2010", comentou ontem, a pedido do JN, a anterior directora, que conserva uma relação próxima com o museu.

De qualquer modo, as obras do MNMC, como as de outros museus, têm de estar prontas até final de 2008, para beneficiarem de fundos do III Quadro Comunitário de Apoio, que tinha como prazo final 2006, mas ainda não fechou as contas. O MNMC espera uma comparticipação comunitária de metade do custo das obras (15 milhões de euros), disse ontem Pedro Redol, entre o ruído de máquinas em trabalho.

Entre a conclusão das obras e a abertura ao público, serão reinstaladas as colecções, tarefa delicada e demorada, previu Adília Alarcão.

Porém, há um elemento do projecto de Gonçalo Byrne cuja concretização irá para além de 2008. É a sala de exposições prevista para a zona do fórum da cidade romana Aeminium, que será atrasada por escavações arqueológicas que se prevêem demoradas. Foi o que já sucedeu sobre o criptopórtico do museu - uma das obras da engenharia romana mais importantes em Portugal -, onde o prazo das escavações esbarrou na descoberta de quantidades significativas de moedas e peças de cerâmica, entre outros achados.

Além de dois novos edifícios, para exposições e funções administrativas, o projecto de Byrne, baseado no programa elaborado por Adília Alarcão, prevê a autonomização de elementos do complexo museológico. Isto permitirá a separação de circuitos, em função das diferentes colecções, ou mesmo a abertura do futuro foyer do museu à noite.

O MNMC integra colecções de escultura, do período romano ao século XX, ourivesaria (I-XX), pintura (XV-XX), cerâmica (XVI-XX) e têxteis (XVI-XIX).
 

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Honestamente? Mandava aquilo tudo abaixo e fazia lá um casino.
O lucro que geraria à sua volta seria superior ao do Museu. Aliás, o Museu traz prejuizo ao país...o Casino não!
 

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Whatever
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QUe Museu é este e que utilidade é que tem? Ou fez o Museu para justificar os Parques de Estacionamento?
este museu não tem utilidade nenhuma e como tal não deveria sofrer obras de remodelação e muito menos parques de estacionamento. isso é mesmo só para o futuro museu da história do jogo macaense.
 

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não me consigo adaptar a ideia de ver esses cubos frente à loggia quinhentista :( as obras estão a andar ou estão paradas Daniel? :? olha no museu de arqueologia estão os bustos dos dois imperadores k estavam ai no Criptoportico, estão em exposição temporária, voltam ai após a exposição.
 
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