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Capitania inspeciona navios cargueiros

Medida visa garantir o cumprimento das normas de segurança para prevenir acidentes e reduzir impactos ambientais


Fiscais da Capitania dos Portos estão inspecionando navios mercantes que chegam ao Porto do Itaqui. O objetivo é garantir o cumprimento das normas nacionais de segurança nas embarcações para prevenir acidentes e reduzir impactos ambientais, como a contaminação por água de lastro (colocada no porão de navios para dar-lhe estabilidade em alto-mar).

Ontem pela manhã, a vistoria foi realizada no cargueiro Aspendor, de bandeira grega, que transporta grãos de soja. Foram verificados os sistemas de navegação, de comunicação, de propulsão, de geração de energia elétrica, de combate a incêndio, de salvatagem (bóias, coletes salva-vidas, balsas de abandono, etc.) e, em especial, o sistema de água de lastro, assunto amplamente discutido por ambientalistas. De acordo com os inspetores, nenhuma irregularidade foi encontrada no cargueiro.


Lastro

A chamada água de lastro é colocada nos tanques dos navios e transporta organismos vivos. Por essa razão, tem que ser trocada em alto-mar, para impedir a imigração de microorganismos, como bactérias, e de espécies vegetais e animais de uma região para outra, provocando desequilíbrio ambiental. “O alto nível de salinidade do oceano é capaz de matar esses organismos, impedindo a imigração de espécies”, explicou o capitão Carlos Alberto Santos Ramos.

Um caso clássico de praga clandestina que causou grande impacto ambiental é o mexilhão-zebra, originário da Europa, que invadiu os Estados Unidos, provocando prejuízos milionários. O molusco, que causa a morte de peixes e entope tubulações industriais, atravessou o Atlântico na água de lastro de navios.


Porões

Durante a inspeção do cargueiro Aspendor, os fiscais verificaram também o sistema de vedação dos porões de carga do navio, que seria abastecido com 65.000 toneladas de grãos de soja e realizaria viagem de 10 dias até o porto de Cartagena, na Espanha. “Certos grãos, como a soja, em contato com a umidade, sofrem fermentação, liberando gases que poderiam causar a explosão do navio. Por isso, é necessário impedir o contato da soja com a água da chuva, por exemplo”, explicou o capitão Carlos Ramos.

Este ano, o Porto do Itaqui receberá 1.300 embarcações. O trabalho realizado pelo Grupo de Vistorias e Inspeção da Capitania (GVI/MA) é uma operação permanente. Os navios que descumprirem as normas ficarão sujeitos a retenção no porto e serão impedidos de carregar/descarregar.
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Perfeito, tem que fiscalizar mesmo e fazer pagar multas pesadas.
 
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