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Número de veículos em outros municípios da região metropolitana cresce a taxas ainda maiores, contribuindo para os congestionamentos na capital



A frota de veículos dobrará em Curitiba nos próximos 10 anos, atingindo 2,1 milhões de veículos, se for mantido o ritmo de crescimento de 38,63% dos últimos cinco anos (2003-2008). Hoje a cidade já é a capital mais motorizada do país – tem 1 veículo automotor para 1,63 habitante –, com uma frota de 1.097.030 unidades para uma população de 1.828.092 – dados de 2008.

As ruas da capital estão congestionadas porque a frota da cidade e do entorno não para de crescer. Curitiba pulou de 791.286 veículos em 2003 para 1.097.030 em 2008. E a frota continua esticando. Eram 1.111.013 veículos em abril deste ano, serão mais de 1,5 milhão em 2013, passando dos 2,1 milhões em 2018, caso o ritmo se mantenha

O entorno da capital também tem números significativos para o trânsito da região metropolitana. A frota dobrou no período em Almirante Tamandaré e quase dobrou em Colombo, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais. Essas e outras cinco cidades vizinhas podem jogar juntas mais 366.884 veículos no trânsito da capital (veja mais no quadro ao lado).

De acordo com Fábio Duarte, diretor do mestrado de Gestão Urbana da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o movimento pendular feito pelos moradores da cidades vizinhas que vêm todo dia para Curitiba é um fatores dos congestionamentos encontrados na capital. “Dizem que a frota de Curitiba é menor do que apontam os números, porque há empresas que licenciam seus veículos aqui e eles circulam em outras cidades, mas, da mesma maneira, há muito carro vindo de outros municípios da região metropolitana para Curitiba”, lembrou.

Com tantos veículos na rua, o dentista Nelson Zillasanti, de 46 anos, precisa de 30 minutos cravados no relógio para voltar para casa, percorrendo um trecho com cerca de 3 km. Ele tem consultório no centro (deixa o carro num estacionamento durante o expediente) e mora no Alto da XV. Já o empresário Ramir Generoso Arantes, de 27 anos, que mora no bairro do Pilarzinho, diz que é muito difícil o trânsito do centro para as Mercês depois das 18 horas.

Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, para virar o jogo e tirar parte dos carros das ruas, reduzindo o tráfego de veículos, Curitiba precisa olhar o modelo adotado por cidades francesas como Paris e Lyon, que priorizaram a bicicleta; melhorar o seu transporte coletivo, ou, simplesmente, investir pesado no metrô.

Para Carlos Hardt, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR e especialista em circulação e planejamento urbano, o transporte coletivo da cidade não é tão bom a ponto de ele decidir deixar o seu carro em casa. “O transporte precisa aliar tempo, conforto e preço”, explica. “Para você deixar o seu carro em casa é preciso ter uma vantagem. Isso porque o carro tem o seu grau de conforto, a pessoa faz o seu itinerário, horário, pode escolher o que vai ouvir no trajeto.” Hardt lembra ainda que a própria discussão do metrô passa por aí. “Quem tem condições de pegar o metrô certamente vai deixar o carro em casa”, prevê. “Isso vai fazer aumentar o número de passageiros do transporte coletivo.”

Mas há solução mais simples. Paris e Lyon apostaram no uso de bicicletas públicas, diz Renato Balbim, doutor em trânsito pela USP. “Quanto mais facilidade tiver para automóvel, mais ele estará nas ruas”, avalia, recomendando o incentivo aos meios não-motorizados, como a bicicleta. “Além disso, o uso do solo é importante: criar áreas de usos mistos, com moradia, serviços e comércios juntos para facilitar o deslocamento sem o uso do automóvel.”

Segundo o especialista, além de ter ciclovias, as cidades precisam dispor de semáforos inteligentes e ações para melhorar o transporte coletivo e incentivar o transporte cicloviário. “No Brasil, as cidades nordestinas estão implantando o metrô, Santos já reativou o bonde e Porto Alegre segue o mesmo caminho”, diz. “Já Sorocaba está investindo nas ciclovias.”

Por enquanto, em Curitiba, ainda é mais barato andar de carro do que de ônibus em pequenos percursos (inferiores a 7 km). A prova é que o transporte coletivo da capital perdeu 600 mil passageiros por mês de janeiro a abril deste ano. Já sobre o uso de bicicletas, a prefeitura ainda não encontrou uma solução para explorar seis bicicletários existentes na cidade.

Cidade tem vias mais lentas que a média de São Paulo

São 18 horas. A Curitiba congestionada anda a 6,1 km/h na Rua Martim Afonso (Bigorrilho-Centro), a 11 km/h na Avenida Victor Ferreira do Amaral (Alto da XV-Tarumã), 15 km/h na Rua General Mário Tourinho (Seminário-Mossunguê) e a 23 km/h na rápida do Portão, sentido bairro. Essas vias, em comparação com os índices apontados por pesquisa feita pelo Citigroup no ano passado, estão bem abaixo da média de São Paulo (24 km/h), cidade considerada a segunda mais lenta da América Latina, perdendo somente para a cidade do México.

Sair do Centro pode ser complicado, mas para quem precisa atravessar de um bairro a outro pode ser ainda muito pior. Mesmo assim, o motorista prefere andar sozinho no seu carro por questão de comodidade. As consequências, porém, nem sempre são favoráveis. A reportagem da Gazeta do Povo percorreu, na semana passada, alguns dos trechos que se transformam em vilões no fim da tarde.

A campeã da lentidão tem sido a Rua Martim Afonso, no Bigorrilho. Quem sai da Avenida General Mário Tourinho pela Martim Afonso leva 49 minutos para percorrer os cinco quilômetros que levam até a Rua Ubaldino do Amaral, no Alto da Glória. Entre paradas, freadas e um tráfego para lá de lento, quem precisa cruzá-la para chegar ao Centro tem de ter muita paciência. Pelo levantamento da Urbs, diariamente cruzam a Mário Tourinho em direção à Martim Afonso 4,9 mil veículos.

É o caso do advogado Jorge Nasser Macedo, de 43 anos. Morador da Rua da Paz, no Centro, ele só usa o carro quando precisa ir ao Fórum Civil de São José dos Pinhais ou de Quatro Barras. Ou ainda, quando busca o filho na Escola Bom Jesus da Aldeia, em Campo Largo. São 1h30 de paciência quando usa a Martim Afonso para vir para casa, ali pelas 18 horas. “Não adianta ficar nervoso, tem de se acostumar”, conforma-se. Amante das caminhadas, Macedo tem o carro como artigo de luxo. Quando vai para São José dos Pinhais, por exemplo, a volta é o tormento. Os 20 quilômetros que o separam de casa se arrastam por quase uma hora, no fim da tarde. Em compensação, em outros horários o mesmo percurso leva 25 minutos. “É preciso criar faixas exclusivas para ônibus e conscientizar a população da carona solidária”, defende.

Outra que sofre no horário da escola é Martha Guebur, de 34 anos. Dona de uma loja na Avenida Mário Tourinho, onde mora, ela sai todos os dias por volta das 17h50. Se fosse antes dessa hora, levaria cinco minutos, porém o retorno para casa se faz somente 20 minutos depois. “As filas são uma constante, acontecem o dia inteiro. Os clientes reclamam e os motoristas também com buzinaços e xingamentos.”

O autônomo Denilson Soares, de 50 anos, constuma percorrer o mesmo trecho. Apesar do tormento pelas mudanças de marcha a cada segundo, ele não abre mão do veículo. “É meu ganha-pão”, conta. Quanto a levar um caroneiro, é taxativo: “Nem pensar ficar grudado em alguém que tem outra rotina”.

Do outro lado da cidade, quem precisa percorrer a Avenida Victor Ferreira do Amaral também padece. Até o viaduto do Atuba são cinco quilômetros percorridos em 21 minutos.

Saindo do Centro pela via rápida do Portão, os 9,6 km até a BR-476, são cumpridos a uma velocidade média de 23 km/h, com tráfego mais lento próximo à Rua Guararapes, no Portão. Para a empresária Dirlete Faccio, 55 anos, que mora no bairro da Água Verde, o excesso de sinaleiros atrapalha. Segundo ela, teria de haver mais análise dos semáforos necessários. “O curitibano é muito egoísta”, reclama. “Não te dá espaço, além do péssimo hábito de buzinar.”



http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=898362&tit=No-ritmo-atual-frota-de-veiculos-de-Curitiba-dobrara-em-10-anos
 

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e tendemos ao caos hahaha

“É preciso criar faixas exclusivas para ônibus e conscientizar a população da carona solidária”, defende.
e ele, será que dá carona pra alguém?
é muito fácil falar que os outros devem dar carona...
 

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Esse thread vai dar polêmica. :banana:
Poderia haver uma discussão interessante sobre túneis, viadutos, transporte coletivo e outras soluções.
Mas daqui a pouco aparece um mané dizendo que 70% dessa frota não circula na cidade e a discussão vai ficar só nisso. :wallbash:
 

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Discussion Starter · #4 ·
e tendemos ao caos hahaha



e ele, será que dá carona pra alguém?
é muito fácil falar que os outros devem dar carona...
Verdade, esses caras são os piores; tem mais de um carro e querem dar lição de moral para os outros.
 

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Discussion Starter · #5 ·
Esse thread vai dar polêmica. :banana:
Poderia haver uma discussão interessante sobre túneis, viadutos, transporte coletivo e outras soluções.
Mas daqui a pouco aparece um mané dizendo que 70% dessa frota não circula na cidade e a discussão vai ficar só nisso. :wallbash:
Eu também acho que Curitiba quase não tem construções como essa, nem na Linha Verde quase não tem.

Uma avenida crítica da cidade, é a Avenida Toaldo Túlio, em São Brás(z). Pense na hora do rush, com aquela avenida com duas faixas apenas. Ainda mais que Santa Felicidade não para de crescer.
 

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Blumenau
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Tinha lido essa notícia na gazeta há umas semanas atrás...

o boom de carros na RM tá impressionante.
Curitiba precisa se preparar pra atender a todos esses veículos, senão vai virar um caos...

Quando estou aí, sempre tem muito congestionamente de S.J. dos Pinhais pra Curitiba, se perde bastante tempo ali. Na direção oposta então, Curitiba-S.José dos Pinhais é uma loucura.
 

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Discussion Starter · #7 ·
Tinha lido essa notícia na gazeta há umas semanas atrás...

o boom de carros na RM tá impressionante.
Curitiba precisa se preparar pra atender a todos esses veículos, senão vai virar um caos...

Quando estou aí, sempre tem muito congestionamente de S.J. dos Pinhais pra Curitiba, se perde bastante tempo ali. Na direção oposta então, Curitiba-S.José dos Pinhais é uma loucura.
A Avenida das Torres está muito limitada, a tendência é ficar pior...
 

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NON FVCKOR FVCKO
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Por tabela, essa notícia mostra q o trânsito vai ficar pior não só em Curitiba. :D

:jk:
 

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NON FVCKOR FVCKO
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Carroças?! Nahm, nahm, nahm! Esse assunto é com Porto Alegre! Fiquem com seu alto índice de carros importados!:bleep:

"Cada macaco no seu galho"

:lol::lol::lol:
 

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NON FVCKOR FVCKO
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Por favor, tenham senso de humor!:grouphug:
 

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Que dentista vagau, 3 km de bike é fichinha... É vendo isto que notamos o quanto as nossas cidades precisam aprender com o primeiro mundo! Curitiba já foi modelo por causa do transporte coletivo, mas isto já é passado, atualmente não é modelo pra ninguém!
 

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Esse é o preço do grande crescimento econômico-industrial da RM de Curitiba nas últimas décadas. A tendência, no longo prazo, é que Curitiba comece a passar por um processo de desconcentração industrial, em razão de fatores como esse do trânsito, além do aumento dos custos imobiliários,da poluição, da favelização, da violência urbana, etc. Como aconteceu com SP e no RJ, deve ocorrer um processo de DESECONOMIA DE AGLOMERAÇÃO.
 

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Christopher
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É o preço do desenvolvimento da cidade.

O que se espera é que o governo que arrecada o suficiente para isso, faça as intervenções que são necessárias em Curitiba e não permita o estrangulamento da cidade.
 

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Mas não vai chegar a tudo isso.
Curitiba está começando a acordar para a importância dos trilhos.
Já existe o projeto do metrô, propostas de um trem de subúrbio.
Mas se continuarem emplacando aqui, não tem problema, pois daí é mais gente pagando ipva pro estado. :lol:
 

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Discussion Starter · #17 ·
Carroças?! Nahm, nahm, nahm! Esse assunto é com Porto Alegre! Fiquem com seu alto índice de carros importados!:bleep:

"Cada macaco no seu galho"

:lol::lol::lol:
Por que em Porto Alegre só tem carroças????? Não existe carros importados aí??????? Que bizarro :lol:.
 

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Discussion Starter · #18 ·
Esse é o preço do grande crescimento econômico-industrial da RM de Curitiba nas últimas décadas. A tendência, no longo prazo, é que Curitiba comece a passar por um processo de desconcentração industrial, em razão de fatores como esse do trânsito, além do aumento dos custos imobiliários,da poluição, da favelização, da violência urbana, etc. Como aconteceu com SP e no RJ, deve ocorrer um processo de DESECONOMIA DE AGLOMERAÇÃO.
Eu acho que isso não vai chegar a acontecer, porque a RM de Curitiba já experimentou uma taxa alta de crescimento, mas isso não acontece mais atualmente.A população vai se estabilizar daqui a alguns anos.

Creio que a situação em Curitiba, todas as cidades em geral, em 2014 serão bem melhores que atualmente.
 

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NON FVCKOR FVCKO
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Por que em Porto Alegre só tem carroças????? Não existe carros importados aí??????? Que bizarro :lol:.
Tu realmente levou a sério o q eu falei? :D

Mas de fato Porto Alegre eh a capital das carroças, aqui tem uma cultura popular pseudo-comunista que torna a cidade permissiva para certos absurdos em prol de uma falsa humanização.

Carros importados de fato não eh o forte da cidade (em comparação com outras cidades, inclusive Curitiba), o ipva da cidade eh uma dos mais caros do país, senão o mais caro.
 

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Discussion Starter · #20 ·
Tu realmente levou a sério o q eu falei? :D

Mas de fato Porto Alegre eh a capital das carroças, aqui tem uma cultura popular pseudo-comunista que torna a cidade permissiva para certos absurdos em prol de uma falsa humanização.

Carros importados de fato não eh o forte da cidade (em comparação com outras cidades, inclusive Curitiba), o ipva da cidade eh uma dos mais caros do país, senão o mais caro.
Não levei a sério não, :lol:. É que ambas são tão parecidas em renda, que eu achei estranho.
 
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