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Há uma coisa que muita gente nunca parou pra pensar, que é a nomenclatura das rodovias. O motivo pelo qual uma rodovia começa em uma cidade com um nome, depois de outro tempo passa a ser outra rodovia e então volta a ter o mesmo nome (exemplo: BR-101, em Santa Catarina ela é BR-101, chegando na fronteira com o Paraná vira BR-376, e depois volta a ser BR-101).

É simples. As informações abaixo foram retiradas do site do DNIT.

Nomenclatura das Rodovias Federais

A nomenclatura das rodovias é definida pela sigla BR, que significa que a rodovia é federal, seguida por três algarismos. O primeiro algarismo indica a categoria da rodovia, de acordo com as definições estabelecidas no Plano Nacional de Viação.

Os dois outros algarismos definem a posição, a partir da orientação geral da rodovia, relativamente à Capital Federal e aos limites do País (Norte, Sul, Leste e Oeste).

Veja abaixo como são aplicadas essas definições:

1. RODOVIAS RADIAIS
São as rodovias que partem da Capital Federal em direção aos extremos do país.

Conheça a relação das Rodovias Radiais Federais.

Nomenclatura: BR-0XX
Primeiro Algarismo: 0 (zero)
Algarismos Restantes: A numeração dessas rodovias pode variar de 05 a 95, segundo a razão numérica 05 e no sentido horário. Exemplo: BR-040

2. RODOVIAS LONGITUDINAIS
São as rodovias que cortam o país na direção Norte-Sul.

Conheça a relação das Rodovias Longitudinais Federais.

Nomenclatura: BR-1XX
Primeiro Algarismo: 1 (um)
Algarismos Restantes: A numeração varia de 00, no extremo leste do País, a 50, na Capital, e de 50 a 99, no extremo oeste. O número de uma rodovia longitudinal é obtido por interpolação entre 00 e 50, se a rodovia estiver a leste de Brasília, e entre 50 e 99, se estiver a oeste, em função da distância da rodovia ao meridiano da Capital Federal. Exemplos: BR-101, BR-153, BR-174.

3. RODOVIAS TRANSVERSAIS
São as rodovias que cortam o país na direção Leste-Oeste.

Conheça a relação das Rodovias Transversais Federais.

Nomenclatura: BR-2XX
Primeiro Algarismo: 2 (dois)
Algarismos Restantes: A numeração varia de 00, no extremo norte do país, a 50, na Capital Federal, e de 50 a 99 no extremo sul. O número de uma rodovia transversal é obtido por interpolação, entre 00 e 50, se a rodovia estiver ao norte da Capital, e entre 50 e 99, se estiver ao sul, em função da distância da rodovia ao paralelo de Brasília. Exemplos: BR-230, BR-262, BR-290

4. RODOVIAS DIAGONAIS
Estas rodovias podem apresentar dois modos de orientação: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste.

Conheça a relação das Rodovias Diagonais Federais.

Nomenclatura: BR-3XX
Primeiro Algarismo: 3 (três)
Algarismos Restantes: A numeração dessas rodovias obedece ao critério especificado abaixo:

Diagonais orientadas na direção geral NO-SE: A numeração varia, segundo números pares, de 00, no extremo Nordeste do país, a 50, em Brasília, e de 50 a 98, no extremo Sudoeste.
Obtém-se o número da rodovia mediante interpolação entre os limites consignados, em função da distância da rodovia a uma linha com a direção Noroeste-Sudeste, passando pela Capital Federal. Exemplos: BR-304, BR-324, BR-364.

Diagonais orientadas na direção geral NE-SO: A numeração varia, segundo números ímpares, de 01, no extremo Noroeste do país, a 51, em Brasília, e de 51 a 99, no extremo Sudeste.
Obtém-se o número aproximado da rodovia mediante interpolação entre os limites consignados, em função da distância da rodovia a uma linha com a direção Nordeste-Sudoeste, passando pela Capital Federal. Exemplos: BR-319, BR-365, BR-381.

5. RODOVIAS DE LIGAÇÃO
Estas rodovias apresentam-se em qualquer direção, geralmente ligando rodovias federais, ou pelo menos uma rodovia federal a cidades ou pontos importantes ou ainda a nossas fronteiras internacionais.
Conheça a relação das Rodovias de Ligação Federais.

Nomenclatura: BR-4XX
Primeiro Algarismo: 4 (quatro)
Algarismos Restantes: A numeração dessas rodovias varia entre 00 e 50, se a rodovia estiver ao norte do paralelo da Capital Federal, e entre 50 e 99, se estiver ao sul desta referência. Exemplos: BR-401 (Boa Vista/RR – Fronteira BRA/GUI), BR-407 (Piripiri/PI – BR-116/PI e Anagé/PI), BR-470 (Navegantes/SC – Camaquã/RS), BR-488 (BR-116/SP – Santuário Nacional de Aparecida/SP).

Superposição de Rodovias

Existem alguns casos de superposições de duas ou mais rodovias. Nestes casos usualmente é adotado o número da rodovia que tem maior importância (normalmente a de maior volume de tráfego) porém, atualmente, já se adota como rodovia representativa do trecho superposto a rodovia de menor número, tendo em vista a operacionalidade dos sistemas computadorizados.

Quilometragem das Rodovias

A quilometragem das rodovias não é cumulativa de uma Unidade da Federação para a outra. Logo, toda vez que uma rodovia inicia dentro de uma nova Unidade da Federação, sua quilometragem começa novamente a ser contada a partir de zero. O sentido da quilometragem segue sempre o sentido descrito na Divisão em Trechos do Plano Nacional de Viação e, basicamente, pode ser resumido da forma abaixo:

Rododovias Radiais – o sentido de quilometragem vai do Anel Rodoviário de Brasília em direção aos extremos do país, e tendo o quilometro zero de cada estado no ponto da rodovia mais próximo à capital federal.
Rodovias Longitudinais – o sentido de quilometragem vai do norte para o sul. As únicas exceções deste caso são as BR-163 e BR-174, que tem o sentido de quilometragem do sul para o norte.
Rodovias Tranversais – o sentido de quilometragem vai do leste para o oeste.
Rodovias Diagonais – a quilometragem se inicia no ponto mais ao norte da rodovia indo em direção ao ponto mais ao sul. Como exceções podemos citar as BR-307, BR-364 e BR-392.
Rodovias de Ligação – geralmente a contagem da quilometragem segue do ponto mais ao norte da rodovia para o ponto mais ao sul. No caso de ligação entre duas rodovias federais, a quilometragem começa na rodovia de maior importância.
 

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R.I.P. Niki
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4. RODOVIAS DIAGONAIS
Estas rodovias podem apresentar dois modos de orientação: Noroeste-Sudeste ou Nordeste-Sudoeste.
Olha "eu" ali! :D

Parece que a 364 é a diagonal mais longa do país. Nesse mapa dá pra ver bem porque eu a chamo de "Route 66 sulamericana".

Valeu, bem interessante o thread. ;)
 

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iradooo, ninguém ensina isso pra população.... isso ai ajuda quando você está totalmente perdido e não tem um mapa geral na mão ou a venda(vc é um idiota)
 

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A nomenclatura das estradas é uma das poucas coisas organizadas nesse país
 

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É legal que a BR-153 têm dois diferentes nomes , que é : TransBrasiliana em SP e Belém-Brasília em um trecho entre GO e TO , além de BR-153
 

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Riopretense
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Tem também algumas Federais que assumem nome de Estaduais em alguns de seus trechos, como a BR-262, que passa se chamar SP-300 entre Castilho e Jundiai.
 

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Xistracinho,

Em cada estado também existe um esquema de nomenclatura das Rodovias Estaduais. Eu desconheço o de outros estados, mas o de São Paulo é assim:

Rodovias com final par
Toma-se como marco o monumento da Praça da Sé, Centro de São Paulo. Inspirando-se na convenção da rosa-dos-ventos:

0/360 - Norte
45 - Nordeste
90 - Leste
135 - Sudeste
180 - Sul
225 - Sudoeste
270 - Oeste
315 - Noroeste

Sendo assim, alguns exemplos...

*SP-070 - Rod. Ayrton Senna/Carvalho Pinto, sai a ENE (lés-nordeste) de São Paulo
*SP-160 - Rodovia dos Imigrantes, sai a SSE (su-sudeste) de São Paulo;
*SP-280 - Rodovia Castelo Branco, sai a WNW (oés-noroeste) de São Paulo;
*SP-348 - Rodovia dos Bandeirantes, sai a NNW (nor-noroeste) de São Paulo.

Rodovias com final ímpar
Pega-se o ponto da rodovia que fique mais próximo do marco da Praça da Sé e coloca-se o número ímpar equivalente ou mais próximo.

Exemplos:

*SP-065 - Rod. D. Pedro I - ponto mais próximo em Atibaia, a 65km de São Paulo;
*SP-099 - Rod. dos Tamoios - ponto mais próximo em São José dos Campos, a 99km de São Paulo;

E por aí vai...
Dia 20/07 estou de volta. Só postei isto porque não pude deixar de colaborar com um assunto off-topic, mas relevante, para o tópico do Xistracinho!
 

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Hello other grown-up
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^^ Muito interessante! Aqui em SC não sei como é a nomenclatura...
Normalmente as estaduais seguem a nomenclatura das federais, só trocando Brasília pela capital do estado. Já me disseram que só São Paulo que é diferente mesmo.


Tem também algumas Federais que assumem nome de Estaduais em alguns de seus trechos, como a BR-262, que passa se chamar SP-300 entre Castilho e Jundiai.
Algumas estradas são delegadas pelo governo federal aos estados, que passam a cuidar de sua manutenção e fiscalização. Em São Paulo mudam o nome da rodovia para a correspondente estadual. Em Minas eles trocam o BR por um MGT, mas a numeração é a mesma, se não me engano.

Várias rodovias também se superpõe em alguns trechos, como é o caso das BR 381 e BR 262 (entre Betim e João Monlevade), BR 135 e BR 040 (entre BH e Curvelo) e BR 040 e BR 356 (entre BH e o trevo pra Ouro Preto), pra ficar nas próximas a BH. Nesse caso, a numeração que vale é a da rodovia mais importante (no caso, a BR 381 e BR 040). Apesar do texto lá em cima falar que usa-se a de menor numeração, há até pouco tempo utilizava-se a BR 262 ao invés da BR 381. Há uns oito ou dez anos que isso mudou.
 

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iradooo, ninguém ensina isso pra população.... isso ai ajuda quando você está totalmente perdido e não tem um mapa geral na mão ou a venda(vc é um idiota)

Aprendi isso no primario.

E olha que fiz o primeiro grau em escola pública, numa cidade da RMBH, na primeira metadade da decada de 80.
 

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22°52'S 47°03'W
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^^
O esquema federal eu aprendi no cursinho, num livro de Geografia do Brasil. O esquema paulista eu só conheci na Internet.
 
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