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Mameluco sangue azul
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Malha complicada impõe desconforto e tarifas altas aos passageiros. Ineficiência dificulta a realização de negócios e, assim, atrapalha a economia

Giovanni Sandes

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Voar pelo Nordeste é difícil. A região tem uma malha aérea pouco inteligente e, muitas vezes, simplesmente não há vôos conectando diretamente as principais capitais nordestinas. Quando o passageiro não precisa gastar mais para deslocar-se dentro da região, é obrigado a exercitar a paciência em escalas e vôos que vão até Brasília, por exemplo, antes de seguir para o destino desejado.

No dia 28 passado, o governador sergipano Marcelo Déda deu um testemunho sobre as dificuldades em voar no Nordeste. Para participar do Nordeste Invest, megaevento do setor turístico-imobiliário realizado no Centro de Convenções, Déda, que vinha da capital sergipana, a 501 quilômetros do Recife, precisou alugar uma aeronave. “Para vir ao Recife, a 30 minutos de Aracaju, só tinha um vôo direto, às 13h. E eu tinha compromissos oficiais. Ou fretava avião ou não vinha”, declarou o governador, que defendeu a ampliação da malha aérea na região.

José Bento, 39 anos, é natural de São Luís. Contudo, veio a Pernambuco de Belém, a 2.074 quilômetros do Recife. Mas, como não encontrou vôo direto, precisou ir a Brasília, a 2.120 km de seu ponto de partida, mais os 2.135 km que separam a capital do País da capital pernambucana. “Saí de umas 18h e cheguei em Pernambuco à meia-noite”, relata.

Os jornalistas Aline Baima e Daniel Fonseca, 25 anos, partiram de Fortaleza com destino ao Rio de Janeiro, para participar de um evento da área. A distância que separa as duas cidades é de 2.805 quilômetros. “Saímos do Ceará às 13h, fizemos escala em Natal e paramos no Recife para fazer conexão, trocar de avião. As passagens estavam inclusas no pacote, mas vimos o preço e estava caríssimo. Pensei que, com escala e conexão, sairia mais barato”, comentou Aline. “Isso só fez nos desgastar fisicamente e financeiramente”, completou Daniel. Ou seja, os dois percorreram 537 km entre Fortaleza e Natal, mais 297 quilômetros entre a capital potiguar e o Recife, de onde precisariam cobrir 2.338 quilômetros até o Rio. E, segundo eles, ainda precisaram arcar com uma tarifa mais alta do que em vôo direto.

Na avaliação do professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Respício do Espírito Santo Junior como os passageiros precisam ficar mais tempo ocupando uma poltrona, por distâncias maiores, os preços podem sair até mais altos para os consumidores com relação a outros destinos. “E, de certa forma, um passageiro pode sentir não apenas no preço, mas também no custo que é realizar em seis horas uma viagem que poderia ser feita em uma hora e meia. Qual o custo disso para um executivo, por exemplo?”, questiona o especialista.

Segundo um estudo do Núcleo de Estudos de Competição e Regulação do Transporte Aéreo do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (Nectar/ITA), publicado em agosto do ano passado, os dez principais aeroportos do País concentram 63% dos vôos.

E somente os cinco maiores – Congonhas e Guarulhos (SP), Brasília (DF), mais Santos Dumont e Galeão (RJ) – concentram 45% dos vôos.

“As empresas regionais seriam o ideal para operar essas ligações, mas esbarram na falta de grupos capitalizados”, complementa Respício.

Nordeste sofre com poucas ligações aéreas

A falta de aeronaves para rotas com pouca demanda é um dos entraves para aumentar as conexões aéreas entre as cidades nordestinas. Isso porque as maiores empresas do setor, via de regra, utilizam aviões com uma média de 120 a 130 assentos, o que torna praticamente inviável manter ligações diretas entre distâncias menores.

Para o professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Respício do Espírito Santo Junior há basicamente três explicações para os problemas na malha aérea do Nordeste.

“Em primeiro lugar, é preciso analisar quantas pessoas estão interessadas em voar para determinado destino. As companhias fazem uma espécie de peneira: primeiro, o número de pessoas por dia, por manhã, tarde e noite. Pode haver falta de demanda que viabilize alguns destinos”, explica.

“Como segundo fator, faltam aeronaves adequadas. Por hipótese, não estou citando dados, vamos dizer que 40 pessoas querem sair de Aracaju, pela manhã, para o Natal ou Recife. Qual avião pode fazer o transporte, com segurança, com um preço competitivo? Porque não adianta cobrar R$ 1.500 por um trecho desses que nem os 40 passageiros vão querer voar. Mas as grandes empresas, hoje, só têm aeronaves a partir de 120, 130 passageiros”, continua Respício.

“Por último, falta capital para brasileiros e parceiros estrangeiros constituírem uma companhia aérea. Porque não basta ter dinheiro para abrir uma empresa. O capital imobilizado para ter uma aérea é muito alto”, analisa Respício.

Fonte: Jornal do Commércio.
 

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É péssimo que aqui em Aracaju só tenhamos vôos diretos (para cidades do nordeste) para Salvador, Maceió (e um ou outro tem que ir para SP e de lá voltar, pode isso?! :uh:) e Recife (somente 1, um absurdo...).

Para irmos à Fortaleza, Natal, João Pessoa, São Luis, Teresina, etc etc. Precisamos ir principalmente para Salvador ou Brasília. Daqui até São Luis e Teresina é um pinga-pinga danado e cheio de conexões.

É certo que a cidade tem menos de 600 mil habitantes, mas os vôos que saem de Aracaju raramente estão com uma média ocupapação. Pelo que eu pude presenciar, os vôos costumam sempre estar cheios. Uma ligação AJU-REC-FOR seria excelente.
 

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BAHIA
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Concordo a ligação é péssima. Daqui de Salvador não há vôos diretos para São Luis e Teresina. Aracaju os horários são péssimos e João Pessoa o único vôo direto as tarifas são absurdas e o horário terrível (0:59). Além dos vôos para Fortaleza serem poucos e caros e maioria fazer escala em Recife. Outra coisa, o único vôo que liga Salvador a Juazeiro (via Petrolina) agora faz escala em Recife e é de noite. Se for falar interior, piora, não há ligação entre a capital baiana e Campina Grande, Caruaru ou Juazeiro do Norte, e nem entre Ilhéus e Porto Seguro a alguma cidade nordestina. Terrível essa situação.
 

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Concordo a ligação é péssima. Daqui de Salvador não há vôos diretos para São Luis e Teresina. Aracaju os horários são péssimos e João Pessoa o único vôo direto as tarifas são absurdas e o horário terrível (0:59). Além dos vôos para Fortaleza serem poucos e caros e maioria fazer escala em Recife. Outra coisa, o único vôo que liga Salvador a Juazeiro (via Petrolina) agora faz escala em Recife e é de noite. Se for falar interior, piora, não há ligação entre a capital baiana e Campina Grande, Caruaru ou Juazeiro do Norte, e nem entre Ilhéus e Porto Seguro a alguma cidade nordestina. Terrível essa situação.
Cidades do interior de outros estados como CG, Caruaru, Juazeiro do Norte poderia até ser compreensível, mas faltar vôos de um dos principais aeroportos do país para os outras capitais é ruim demais. Eu pensei que tivesse pelo menos 1 vôo ligando SSA à Ilhéus e Porto Seguro. Eu sei que de São Paulo deve ter de certeza... Ah, era muitíssimo mais prático ir em vôo direto de SSA até Petrolina e essa escala só fez com que o vôo e espera demorasse mais. :eek:hno:
 

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BAHIA
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^^ Ligando Ilhéus a Ssa tem 3 vôos (dois TAM e um Gol) e de Porto Seguro tem 4 (2 TAM e 2 Gol). Mas não há nenhum entre Ilhéus e Porto Seguro para as capitais nordestinas, mesmo Aracaju que tem uma ligação cultural e afetiva com Itabuna tem vôo para Ilhéus. Tinha antigamente um que fazia Maceió-Salvador-Porto Seguro - Congonhas, mas tiraram depois aquele acidente.
 

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^^ Ligando Ilhéus a Ssa tem 3 vôos (dois TAM e um Gol) e de Porto Seguro tem 4 (2 TAM e 2 Gol). Mas não há nenhum entre Ilhéus e Porto Seguro para as capitais nordestinas, mesmo Aracaju que tem uma ligação cultural e afetiva com Itabuna tem vôo para Ilhéus. Tinha antigamente um que fazia Maceió-Salvador-Porto Seguro - Congonhas, mas tiraram depois aquele acidente.
Ah, entendi agora o que você quis falar. Realmente, não há ligação entre elas. Na verdade eu não sei muito dessa ligação forte entre Aracaju e Itabuna não. Acho que a ligação maior é com Salvador mesmo. ^^
 

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BAHIA
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^^ Itabuna foi fundada por sergipanos ;) A única ligação direta, atualmente, entre as duas cidades são 3 horários de ônibus pela Bomfim, 2 executivos e um convencional.

Antigamente a Ocean Air/BRA tinha na sua época áurea de Code-Share 3 vôos entre Salvador e Aracaju e as tarifas giravam em torno de 75/80 reais, um pela manhã com Fokker 50 (fazia Paulo Afonso - Salvador - Aracaju - Salvador - Vitória da Conquista - Salvador - Petrolina e retorno a noite) e um a tarde com os Boeings 737 da BRA que fazia SP-Congonhas - Salvador - Aracaju e retorno. Era ótimo isso e os vôos tinham boas ocupações, já que era possível passar o dia ou em Salvador ou em AJU e poderia conectar Aracaju a Conquista, Petrolina, e a Paulo Afonso facilmente.

Outra rota que a BRA esporadicamente fazia era Paulo Afonso -> Maceió/Aracaju, eu mesmo já voei anos atrás num vôo de Maceió para Paulo Afonso, só sei que foi muito barata a passagem.
 

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BAHIA
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Operado com 4 ATRs-42

Trilho 1: PAV-SSA-AJU-SSA-VDC-SSA-PNZ-SSA-AJU-SSA-PAV
Trilho 2: FOR-NAT-MCZ-SSA-AJU-REC-JPA-FOR
Trilho 3: O inverso do acima
Trilho 4: FOR-JDO-CPV-REC-CPV-JDO-FOR-THE-FOR

Sem conexões haveria vôos entre Aracaju e Fortaleza/João Pessoa; o primeiro vôo entre Fortaleza e João Pessoa; primero vôo entre Natal e Maceió; ligação entre Juazeiro do Norte e Campina Grande; Ligação entre Aracaju e Vitória da Conquista e Petrolina com uma escala somente, além das rentáveis ligações intermetropolitanas (SSA-REC-FOR).
 

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Sou Paraíba e não NEGO!!!
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nós pessoense que o diga!alem da oferta de voos ser extremamente baixa(cerca de 10 por dia),so temos voos para sao paulo,rio,ssa, bsb e REC...por isso que a maioria das pessoas preferem viajar pelo Recife...alem das passagens serem BEEEEEMMM mais baratas,ha oferta de voos em horarios melhores e para lugares variados.
 

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^^ Itabuna foi fundada por sergipanos ;) A única ligação direta, atualmente, entre as duas cidades são 3 horários de ônibus pela Bomfim, 2 executivos e um convencional.

Antigamente a Ocean Air/BRA tinha na sua época áurea de Code-Share 3 vôos entre Salvador e Aracaju e as tarifas giravam em torno de 75/80 reais, um pela manhã com Fokker 50 (fazia Paulo Afonso - Salvador - Aracaju - Salvador - Vitória da Conquista - Salvador - Petrolina e retorno a noite) e um a tarde com os Boeings 737 da BRA que fazia SP-Congonhas - Salvador - Aracaju e retorno. Era ótimo isso e os vôos tinham boas ocupações, já que era possível passar o dia ou em Salvador ou em AJU e poderia conectar Aracaju a Conquista, Petrolina, e a Paulo Afonso facilmente.

Outra rota que a BRA esporadicamente fazia era Paulo Afonso -> Maceió/Aracaju, eu mesmo já voei anos atrás num vôo de Maceió para Paulo Afonso, só sei que foi muito barata a passagem.
Ah, eu não sabia disso. Mas apesar desta relação no passado, hoje não vejo muita ligação não. Nunca conheci pessoas de Itabuna, mas no entanto, pessoas de Paulo Afonso, Salvador, Feira de Santana, etc, existem aos montes. ^^
 

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Paris, France.
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Operado com 4 ATRs-42

Trilho 1: PAV-SSA-AJU-SSA-VDC-SSA-PNZ-SSA-AJU-SSA-PAV
Trilho 2: FOR-NAT-MCZ-SSA-AJU-REC-JPA-FOR
Trilho 3: O inverso do acima
Trilho 4: FOR-JDO-CPV-REC-CPV-JDO-FOR-THE-FOR

Sem conexões haveria vôos entre Aracaju e Fortaleza/João Pessoa; o primeiro vôo entre Fortaleza e João Pessoa; primero vôo entre Natal e Maceió; ligação entre Juazeiro do Norte e Campina Grande; Ligação entre Aracaju e Vitória da Conquista e Petrolina com uma escala somente, além das rentáveis ligações intermetropolitanas (SSA-REC-FOR).
A VASP operava diariamente MCZ-NAT, com boa ocupação.
 

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MA meu tesouro,meu torrão
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Nós também somos altamente prejudicados pela incompetência dos que decidem essas rotas. São Luis deveria ter vôos mesmo que com escalas para todas as capitais brasileiras.


Processando sua solicitação... Páginas do Governo Federal Destaques do governo Portal do Governo Federal Portal de Serviços do Governo Portal da Agência de Notícias Em Questão Programa Fome Zero


Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado

Distância do centro: 15 km

Telefone: (98) 3217-6100/3217-

Endereço: Av. dos Libaneses, s/nş, Săo Cristóvăo
Săo Luís - MA
Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado
Cia aérea Vôo Origem Data Previsto Confirmado Escalas Status
TAM
03572 Brasília - DF 16/06 00:05 00:05 Previsto
GOL
01742 Porto Alegre - RS 16/06 00:30 00:30 Previsto
GOL
01670 Brasília - DF 16/06 01:50 01:50 Previsto
TAM
03180 Porto Alegre - RS 16/06 02:15 02:15 Previsto
TAM
03890 Salvador - BA 16/06 08:20 08:20 Previsto
TAF
07500 Fortaleza - CE 16/06 09:40 09:40 Previsto
TAM
03893 Manaus - AM 16/06 10:20 10:20 Previsto
GOL
01642 Salvador - BA 16/06 11:20 11:20 Previsto
TAM
03182 Brasília - DF 16/06 12:42 12:42 Previsto
TAM
03536 Rio Jan-S.Dumont - RJ 16/06 13:55 13:55 Previsto
OCEANAIR
06186 Brasília - DF 16/06 15:05 15:05 Previsto
GOL
01970 Brasília - DF 16/06 15:10 15:10 Previsto
TAM
03891 Manaus - AM 16/06 18:50 18:50 Previsto
TAF
07501 Cayenne - 16/06 19:10 19:10 Previsto

Data da última atualização do arquivo: 15/06/08 23:28:59 (Horário de Brasília GMT -03:00)
As informações aqui fornecidas são obtidas diretamente das companhias aéreas. Não nos responsabilizamos por consequências resultantes de possíveis erros ou omissões.

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BAHIA
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Ah, eu não sabia disso. Mas apesar desta relação no passado, hoje não vejo muita ligação não. Nunca conheci pessoas de Itabuna, mas no entanto, pessoas de Paulo Afonso, Salvador, Feira de Santana, etc, existem aos montes. ^^
De Alagoinhas também tem muito por aí. Pois é, talvez essa ligação tenha se perdido, uma pena, mas acho que ainda continua, mesmo que fraca. Talvez a ligação com Itabuna seja maior na região de Tobias Barreto, por causa do comércio.

A VASP operava diariamente MCZ-NAT, com boa ocupação.
Eu me lembro, ele fazia SSA-MCZ-NAT, já peguei esse, bons tempos. Lembro também de um pinga JPA-REC-AJU-SSA-BSB-GYN-CGB, era praticamente uma linha de integração.
 

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Pois é... é nisso que dá este atual modelo da aviação comercial no Brasil, onde duas empresas (Gol e TAM) dominam o mercado e estão padronizando suas frotas com aeronaves que transportam de 130 a 180 passageiros. Com essas aeronaves, é claro que um vôo com cerca de 50 passageiros por exemplo, é considerado é deficitário. Vejam o exemplo da TAM que tirou da frota as aeronaves com 100 lugares e investe nos Airbus com 174 assentos. É cada vez menor o número de cidades pequenas e médias atendidas por essas companhias, o que torna o mercado altamento concentrado nesse padrão e com isso quem perde é a população de cidades menores que não tem opção de viajar ou tem que pagar preços absurdos. É incrivel como a aviação regional no Brasil, que poderia utilizar aviões menores não se desenvolve. O Nordeste é exemplo desse mercado onde aviões menores poderiam interligar suas cidades.
 

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Mas acho que o Nordeste realmente não é o único que sofre com isso. Por exemplo: se você quer ir de Florianópolis a Caxias do Sul de avião, você tem que passar por São Paulo. Se você quer ir de Joinville a Porto Alegre, vai por São Paulo, acho que Foz do Iguaçu e Chapecó também não têm vôos pra Porto Alegre. Enfim, muito mal conectado o sul do país.
 
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