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A capital portuguesa, Lisboa, foi considerada a melhor cidade do Mundo para a relização de congressos, além de ser um destino turístico recomendado por 100 por cento dos 909 congressistas estrangeiros que responderam ao Inquérito ao Congressista 2010, promovido pelo Observatório do Turismo de Lisboa.

Lisboa ficou assim à frente de cidades como Londres, Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Munique, Barcelona, Roma, Amesterdão, São Paulo e Berlim, sendo que os critérios mais valorizados foram a qualidade dos equipamentos e a funcionalidade dos apoios no local dos congressos. Lisboa somou 8,2, numa escala de 0 a 10.

Dos 909 congressistas, 62,2 por cento já estiveram em Lisboa, sendo que 99,2 por cento considerou «provável ou muito provável» um regresso à capital portuguesa.

A estada média dos inquiridos, na sua maioria oriundos de Espanha, Inglaterra e França, foi de 4,5 dias, com alojamento preferencial em hotéis de quatro estrelas e com uma despesa média, por pessoa, de 1656,67 euros.

in A Bola
sem duvida que a reuniao da NATO deve ter dado uma grande ajuda à decisão
muito bem!
 

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Símbolo do Cinema Europa foi ontem removido da fachada
In Diário de Notícias (24/12/2010)

«O símbolo do Cinema Europa foi ontem retirado da fachada da antiga sala de espectáculos, actualmente em processo de demolição. Rui Remígio, do Movimento SOS Cinema Europa, contou ao DN que tudo aconteceu ontem de manhã, por volta das 11.00. "O símbolo teve de ser fracturado, porque é muito pesado e estava injectado na fachada", sublinhando que foi a forma encontrada de o "preservar". O membro do movimento acrescentou que o presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável lhe assegurou, durante a remoção, que a peça será "reposta" no imóvel que irá nascer no lugar do antigo Cinema Europa, em Campo de Ourique. Destino semelhante terá o painel de azulejos existente no "foyer do cinema", que será removido e recolocado no condomínio habitacional que será construído naquele local. No piso térreo do novo edifício deverá também ser instalada uma mediateca com cerca de mil metros quadrados. Para que tal aconteça, a Câmara Municipal de Lisboa terá de adquirir o espaço, um processo que Rui Remígio disse ao DN estar "a decorrer conforme previsto". »

...

Verdade seja dita que o interessa preservar daquele edifício (ao seu tempo um mono) é este relevo, até que o próximo mono, ainda mais mono, o substitua.

cidadania lx
 

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Movimento não desiste de parar 'mono' do Rato
In Diário de Notícias (24/12/2010)


«O Movimento Fórum Cidadania LX já "estava à espera" de que o edifício previsto para o Largo do Rato fosse licenciado, mas promete "não desistir" de impedir a sua construção. Por isso, anunciou, no seu blogue, que está à procura de um advogado que elabore com o grupo de cidadãos "uma participação ao Ministério Público, por eventual violação do Plano Director Municipal (PDM)".

"Desde o dia que divulgaram a decisão de anular a não aprovação que estávamos à espera de que isto acontecesse", disse ontem, ao DN, Paulo Ferrero, membro do movimento de cidadãos, que, em 2008, já lançara uma petição para impedir a construção do imóvel situado no gaveto formado pela Rua do Salitre, a Rua de Alexandre Herculano e o Largo do Rato.

Apesar disso, o Fórum Cidadania LX não desiste de tentar travar o processo, estando, para isso, à procura de um advogado de renome. "Nós já fizemos duas participações à Procuradoria-Geral da República e não responderam. Se for uma participação de alguém de renome, talvez nos respondam", explicou Paulo Ferrero.

Na base da contestação está uma alegada violação do PDM e a defesa de que deveria haver um plano de pormenor para a zona do Rato ou de que esta deveria estar incluída no plano de urbanização da Avenida da Liberdade e zona envolvente. Além disso, argumenta o cidadão, o imóvel "viola o perímetro de protecção, quer do Palácio Palmela quer do Chafariz do Rato", quebrando ainda "o equilíbrio do largo do século XIX".

Mas, para Paulo Ferrero, o problema é mesmo ter-se aberto "um precedente" ao licenciar-se o projecto. Em causa está o acordo feito com o promotor, que se comprometeu a retirar a acção judicial que interpusera contra os vereadores que tinham chumbado o licenciamento, em 2008, caso a câmara desse, agora, luz verde.

O Movimento Fórum Cidadania LX promete não desistir.»

cidadanialx
 

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Lisboa só estará a salvo de cheias em 2021
In Público (27/12/2010)
Por Carlos Filipe

«Município admite não ter capacidade para executar o Plano Geral de Drenagem da cidade. Solução passa pela EPAL

Rede principal tem 1400 quilómetros

As zonas baixas de Lisboa continuarão à mercê de cheias e inundações, como as que ocorreram no final de Outubro último e em Fevereiro de 2008, em casos de extrema e rápida precipitação, enquanto não estiver executado o Plano de Drenagem da cidade. A autarquia prevê a conclusão em 2021, mas diz não estar em condições de suportar os estimados 160 milhões de euros. A solução passa pela transferência para a Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) do serviço e receitas da rede de saneamento, que executará as obras.

O plano de drenagem foi adjudicado ao consórcio Chiron Engidro/Hidra, em Fevereiro de 2006, no mandato de Carmona Rodrigues, mas foi concluído e aprovado em Março de 2008, já com o socialista António Costa à frente da autarquia. Desde então nenhum outro passo foi dado para o melhoramento do arcaico e degradado sistema de colectores municipais de drenagem de águas pluviais.

O grupo municipal do PSD recorda isso mesmo e questiona o actual executivo pelo que tem feito para evitar novas inundações em Lisboa, defendendo que deve ser dada sequência urgente ao Plano de Drenagem. "[No subsolo] não são obras com visibilidade, mas nem por isso deveriam deixar de ser", lê-se na página da Internet deste grupo municipal. Também o PCP diz desconhecer os contornos do negócio com a EPAL, que passa pela venda das infra-estruturas municipais de saneamento à empresa do universo da Águas de Portugal por 100 milhões de euros.

Fernando Nunes da Silva, vereador das Obras Municipais, admitiu ao PÚBLICO que a câmara "não tem actualmente capacidade financeira para desenvolver o Plano de Drenagem". As verbas inscritas nas Grandes Opções do Plano (2011-2014) para a execução daquela empreitada - 6,9 milhões em 2012 e 11,4 e 19,7 milhões, respectivamente, para os dois anos seguintes - "tinham sido decididas antes do princípio de negócio com a EPAL".

"É um trabalho para dez anos, mas, na sequência deste acordo, no princípio do ano, a transferência de toda a rede de colectores domésticos permitirá à EPAL fechar o ciclo da água na rede, garantindo a sua total reciclagem e reaproveitamento. Em contrapartida, aquela empresa receberá as taxas de saneamento", explicou o vereador. A cobrança das referidas taxas, segundo a previsão da receita camarária, ascenderá a 26,265 milhões de euros em 2011.

Apenas paliativos

Poucos dias depois da mais recente inundação, que afectou parte de Lisboa, em particular a Baixa, foram realizados trabalhos no interceptor de esgotos no Terreiro do Paço, que ainda aguarda a ligação à Estação de Tratamento de Águas Residuais de Alcântara. Também a Rua de S. José, das mais afectadas pela inundação de Outubro, tem sido alvo de intervenção camarária, mas para reposição do pavimento danificado. "Assim que deixar de chover vamos reparar o colector que passa sob a rua. Não vai ser preciso voltar a levantá-la, pois a reparação pode ser feita pelo interior do mesmo, que será forrado onde está danificado", precisou Nunes da Silva.

Mas, enquanto a intervenção de fundo não for feita, Lisboa continuará sujeita aos caprichos meteorológicos e a ter que reparar os danos provocados pelo excesso de água. O vereador recorda que devido a roturas do velho sistema de condutas, pisos de ruas houve que abateram, como foram os casos da Angelina Vidal e da Avenida de Berna.

"Só em 2021, seguindo o plano, faseado, em dez anos, é que o sistema estará operacional e libertará Lisboa desse problema. Com os últimos e recentes trabalhos no Terreiro do Paço, com a colocação de válvulas no interceptor, que deixam escoar a água das condutas, mas que não permitem a entrada da água do rio, a situação já foi um pouco melhorada", explicou o autarca. E acrescentou: "Todavia, não estamos a salvo de uma nova situação de precipitação intensa coincidente com maré cheia, que voltaria a afectar as zonas de cota baixa da cidade." "Enquanto não forem construídos os reservatórios e separadas as redes de esgoto doméstico e de águas pluviais, estaremos sujeitos a este problema", deixou claro Nunes da Silva.»

cidadanialx
 

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Polícia Judiciária investiga fogos em prédios devolutos
In Diário de Notícias (27/12/2010)
por SÓNIA SIMÕES

«Em menos de 24 horas deflagraram dois incêndios em edifícios em risco de Lisboa. A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais diz que o frio faz disparar os fogos urbanos.

A Polícia Judiciária vai investigar os fogos, ocorridos em menos de 24 horas, que deflagraram em dois prédios devolutos de Lisboa colocando em risco os ocupantes dos edifícios vizinhos. Para a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, os proprietários dos prédios sem condições e desabitados deviam ser devidamente identificados e obrigados a pagar a taxa de protecção civil - que as autarquias vão passar a cobrar.

O edifício onde ontem, pelas 11.00, deflagrou um incêndio foi desocupado há um ano. Era ali que funcionava a esquadra da PSP do Rego, mas a falta de condições do edifício conduziu ao seu encerramento. Segundo fonte dos Sapadores Bombeiros, as chamas consumiram a cobertura do edifício na Rua da Beneficência. Por segurança, os prédios mais próximos e habitados foram evacuados e o trânsito cortado.

No dia anterior, os bombeiros tinham sido chamados a um edifício localizado na Travessa dos Pescadores, junto à Avenida D. Carlos I. Em nenhum dos episódios houve feridos a registar.

De acordo com Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, o número de incêndios urbanos aumenta no Inverno. E o risco é maior em prédios com poucas condições ou devolutos. "O grande problema que existe nas cidades são os prédios antigos e a sua habitabilidade", denuncia Fernando Curto ao DN.

Segundo o responsável, "nas zonas históricas" há prédios sem condições ocupados por idosos "que usam aquecedores com resistência, altamente incendiáveis", diz. Outros, completamente devolutos, "albergam sem- -abrigo e toxicodependentes que fazem fogueiras para se aquecerem", diz. Consequência: podem originar focos de incêndio que, não sendo detectados a tempo, "podem atingir graves proporções". Poderá ter sido este o caso nos últimos dois fogos ocorridos na capital e que agora deverão ser investigados.

Há uma semana, as maiores câmaras do País, Lisboa e Porto, anunciaram que vão começar a cobrar uma taxa para a protecção civil. Para Fernando Curto, esta taxa não deve ser apenas exigida aos moradores, mas a todos "os proprietários dos prédios devolutos, que devem ser responsabilizados pelo perigo e por isso até devem pagar mais", explica. A proposta já passou para papel, entregue às autarquias em forma de parecer e vai seguir agora para o Ministério da Administração Interna.

No caso de não serem localizados os respectivos proprietários, "deve a câmara emparedar as janelas e as portas do edifício para evitar que seja ocupado", defende Fernando Curto.

De acordo com um estudo feito em 2008 pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, a maior parte dos cerca de 4600 prédios devolutos de Lisboa pertence ao Estado e à Santa Casa da Misericórdia. "Esta é uma situação ainda mais anormal, porque o Estado devia preservar o seu património", critica Fernando Curto.

O responsável refere que devia apostar-se mais em campanhas de sensibilização mal o tempo arrefeça. "Nós actuamos no combate e não há investimento na prevenção", refere. E lança conselhos: usar aquecedores a óleo e não com resistência. Não recorrer a cobertores eléctricos.»
 

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Bairro de Santa Cruz de Benfica será poupado nas ligações de acesso e saída para a CRIL
In Público (28/12/2010)
Por Carlos Filipe

«A Estradas de Portugal recuou no projecto para a zona da Damaia face às críticas da comissão de moradores e às objecções da Câmara de Lisboa

Moradores criticam resposta do provedor

O Bairro de Santa Cruz, Benfica, já não será atravessado com carros no acesso ou saída da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), como pretendia a Estradas de Portugal (EP), que optou por integrar a área num projecto paisagístico a realizar pelas câmaras de Lisboa e Amadora.

Além das queixas da Comissão de Moradores do Bairro de Santa Cruz, também a Câmara de Lisboa se pronunciou desfavoravelmente à solução anteriormente preconizada pelo projecto da EP, lembrando que ela promoveria uma situação de tráfego de atravessamento numa área residencial. Aquela ligação, disse ao PÚBLICO Jorge Alves, porta-voz da comissão de moradores, far-se-ia pela Rua do Comandante Augusto Cardoso, "mesmo colada a uma escola primária existente na Rua de Cunha Seixas".

A agência Lusa cita uma carta da EP enviada à Provedoria de Justiça a propósito de uma queixa apresentada em Novembro do ano passado por aquela comissão de moradores (ver outro texto), na qual a empresa diz ter decidido reformular a área "para a integrar em termos paisagísticos", acatando uma proposta formal da Câmara de Lisboa, segundo a qual se deve potenciar a qualidade de vida naquele bairro, minimizando os impactes urbanísticos, ambientais e sociais que a construção daquela infra-estrutura causou.

Esta é a segunda ligação a ser posta de parte pela EP, após idêntico abandono do projecto de uma ligação à Estrada dos Salgados, "por imposição das câmaras de Lisboa e da Amadora", refere a carta citada pela Lusa.

No início do mês, em reunião camarária realizada em Benfica, os vereadores da autarquia de Lisboa, ainda que tenham defendido a necessidade da CRIL para a mobilidade na área metropolitana, criticaram duramente o projecto de construção. Manuel Salgado, vice-presidente, disse mesmo que a câmara foi "ludibriada" em todo o processo.

Naquela assembleia, a comissão de moradores anunciou que pediu uma reunião urgente com a câmara para discussão de medidas que têm a ver com o impacte da obra, não só pelo facto de ter provocado assentamentos de terra e danos daí decorrentes nas habitações mais próximas - factos corroborados por técnicos camarários -, mas também por temer que o escoamento de gases poluentes do túnel do nó da Damaia venha a ultra- passar os limites legais. Segundo a comissão, a câmara tem conhecimento desse facto, ponderando os moradores avançar com nova providência cautelar.»
 

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Câmara de Lisboa reduz viagens em 52 por cento
In Público (28/12/2010)
Por José António Cerejo


«Município da capital gastou em 2009 cerca de 482 mil euros em "deslocações e estadas". Câmara do Porto ficou-se pelos 40.800 euros

Destinos preferidos


Os autarcas, funcionários e convidados da Câmara de Lisboa vão viajar em 2011 muito menos do que este ano. Ou pelo menos vão ter de arranjar bilhetes muito mais baratos. O orçamento já aprovado pelo executivo municipal, e ainda à espera de aprovação da assembleia, prevê uma despesa total de 197.580 euros em "deslocações e estadas", contra os 414.898 que constavam do orçamento de 2010 e os 497.842 aprovados para 2009. Relativamente ao que foi orçamentado para 2010, embora a proposta nunca tenha sido aprovada pela assembleia municipal, a redução de gastos em viagens e alojamento, quase sempre no estrangeiro, ultrapassa assim os 52 por cento.

A explicação para este desinvestimento, de acordo com as respostas escritas da assessora de imprensa do presidente da câmara, reside na "necessidade (...) de conter a despesa". A mesma fonte adianta que "o contexto da actual crise económico-financeira determina menores níveis de execução de receita de natureza estrutural, circunstância que exige medidas de contenção, com o mínimo impacto possível na população, nas quais se insere a referida redução".

Comparando os gastos em viagens dos dois principais municípios do país, verifica-se que o Porto se ficou em 40.867 euros em 2009, segundo a respectiva Direcção Municipal de Finanças e Património, enquanto Lisboa despendeu 482.240 (dos 497.842 orçamentados), conforme consta do relatório de demonstrações financeiras da autarquia.

O fosso existente entre estes valores prende-se, pelo menos em parte, com a escala de cada um dos municípios e com as suas estratégias de desenvolvimento. O orçamento da capital atingiu os 643 milhões de euros em 2009, tendo o município perto de 11.800 funcionários. Isto enquanto no Porto o orçamento andou pelos 229 milhões, empregando a autarquia cerca de 2800 pessoas.

Estas diferenças, contudo, estão longe de explicar que Lisboa gaste quase 12 vezes mais do que o Porto em viagens. O papel de Lisboa como capital do país, aliado à política de afirmação internacional prosseguida pelos seus últimos executivos municipais, pode contribuir para relativizar a comparação. Em todo o caso, os valores orçamentados em Lisboa para a realização de viagens subiram de 336.477 euros em 2008 para 497.842 em 2009 (mais 48 por cento) e desceram para 414.898 em 2010 (menos 17 por cento), caindo abruptamente para 197.590 em 2011.

A análise da base de dados dos ajustes directos das entidades públicas (http://www.base.gov.pt) permite concluir que em 2009 foram publicitados 136 contratos referentes a viagens para o estrangeiro, pagas pelo município de Lisboa, no valor de cerca de 351.000 euros. Dado que o relatório de execução orçamental desse ano aponta para um dispêndio total nessa rubrica de 482.842 euros, terá de se depreender que um número indeterminado de contratos com um valor próximo dos 132 mil euros (mais de um quarto do total) não foi tornado público. Para justificar esse facto, a porta-voz de António Costa, o presidente da autarquia, diz que a rubrica de deslocações e estadas "não inclui apenas viagens de avião", acrescentando que "o município cumpre o Código dos Contratos Públicos no que respeita às publicações às quais está legalmente obrigado".

Já a Câmara do Porto, que não publicitou na base dos ajustes directos um único contrato de aquisição de viagens em 2009, respondeu ao PÚBLICO que isso se deve ao facto de a lei não obrigar à publicação de ajustes directos de valor inferior a 5000 euros quando os contratos são efectuados ao abrigo de contratos públicos de aprovisionamento. De acordo com o director municipal de Finanças do Porto, todos os contratos de viagens em causa estavam nesse caso, pelo que nenhum foi publicitado.

No que se refere a Lisboa, os serviços camarários parece não terem o mesmo entendimento, já que dos 136 contratos divulgados, só uma dezena e meia é que ultrapassam os 5000 euros, o que, tal como as explicações do gabinete de António Costa, não ajuda a perceber o motivo da não publicitação das referidas aquisições no valor de cerca de 132 mil euros.

Por outro lado, a consulta da base de dados dos ajustes directos não permite saber quantas viagens foram efectuadas a expensas do município, uma vez que as fichas dos contratos apenas referem o valor pago e o percurso realizado - quando o fazem -, não especificando o número de bilhetes emitidos de cada vez. Pelos montantes envolvidos, percebe-se que, em muitos casos, se trata de uma pessoa ou de pequenos grupos. Noutros depreende-se que estão em causa viagens colectivas de mais de uma dezena de pessoas.
 

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Festas da passagem de ano condicionam trânsito no centro de Lisboa
In Sol Online (27/12/2010)

«A Câmara de Lisboa informou hoje que as festas da passagem de ano vão motivar vários condicionamentos de trânsito no centro da cidade entre as 21h30 de sexta-feira e as 4h30 de sábado.
Segundo um comunicado da autarquia, haverá cortes de trânsito na Avenida Infante Dom Henrique (com desvio para a Avenida Mouzinho de Albuquerque) e na Avenida 24 de Julho, com indicação de inversão de sentido no Cais do Sodré e com desvio para a Rua do Alecrim.

Os transportes públicos que circularem em direcção ao centro no sentido nascente-poente terão de inverter marcha em Santa Apolónia e os que descerem a Avenida da Liberdade chegarão apenas ao Rossio.

Já os veículos particulares terão de inverter o sentido nos Restauradores.

No caso dos condutores que queiram descer a Avenida Almirante Reis, a inversão terá de ser feita no Martim Moniz.

A passagem de ano vai ser assinalada em Lisboa com um espectáculo de fogo de artifício partilhado com o concelho de Almada, localizado na margem sul do Tejo, e com actuações musicais dos Fúria do Açúcar e Xutos e Pontapés.

A autarquia já anunciou também que, devido às festas, não haverá recolha de qualquer tipo de lixo na sexta-feira e no sábado.



Sol/Lusa»
 

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Sé de Lisboa: limpeza 3 meses depois!

Começou hoje - FINALMENTE - a limpeza dos graffiti na fachada da Sé de Lisboa. Estavam lá desde o final de Setembro. Hoje, 3 meses depois, os técnicos iniciaram os trabalhos. Esperemos que da próxima vez as autoridades responsáveis pela salvaguarda deste Monumento Nacional sejam mais rápidos a resolver o problema. Demorar 3 meses não é aceitável!

cidadanialx
 

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O Reino Maravilhoso
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Sé de Lisboa: limpeza 3 meses depois!

Começou hoje - FINALMENTE - a limpeza dos graffiti na fachada da Sé de Lisboa. Estavam lá desde o final de Setembro. Hoje, 3 meses depois, os técnicos iniciaram os trabalhos. Esperemos que da próxima vez as autoridades responsáveis pela salvaguarda deste Monumento Nacional sejam mais rápidos a resolver o problema. Demorar 3 meses não é aceitável!

cidadanialx
concordo! uma vergonha. existem CCTV na zona?
 

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Discussion Starter · #31 · (Edited)
Sé de Lisboa: limpeza 3 meses depois!

Começou hoje - FINALMENTE - a limpeza dos graffiti na fachada da Sé de Lisboa. Estavam lá desde o final de Setembro. Hoje, 3 meses depois, os técnicos iniciaram os trabalhos. Esperemos que da próxima vez as autoridades responsáveis pela salvaguarda deste Monumento Nacional sejam mais rápidos a resolver o problema. Demorar 3 meses não é aceitável!

cidadanialx
Também acho, tanto tempo para limpar aquela porcaria :bash:.

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Lisboa é a melhor cidade do mundo para congressos

Lisboa é a melhor cidade do mundo para a realização de congressos e um destino turístico recomendado pela totalidade dos participantes no último Inquérito ao Congressista, realizado pelo Observatório do Turismo de Lisboa.

Cem por cento dos inquiridos recomenda a capital portuguesa como destino de congressos e, na mesma percentagem, como destino turístico, o que reflecte uma subida face ao valor registado no ano passado (99,7 por cento em ambos os índices).

Enquanto destino onde se realizaram os melhores congressos, Lisboa ultrapassou cidades como Londres, Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Munique, Barcelona, Roma, Amesterdão, São Paulo e Berlim, segundo os resultados deste inquérito, realizado durante os meses de Maio, Junho, Agosto e Setembro a congressistas estrangeiros.

Os critérios globalmente mais valorizados pelos congressistas foram, novamente, a “Qualidade dos Equipamentos do local do congresso” e a “Funcionalidade do equipamento de apoio no local do congresso”, correspondente a 8,2 numa escala até 10.

Mais de metade dos inquiridos (62,2 por cento) já tinha estado em Lisboa e quando questionados sobre qual a probabilidade de regresso - excluindo as não respostas - 99,2 por cento considerou “provável ou muito provável” (92,8 por cento em 2009).

A estada média destes congressistas, na maioria oriundos de Espanha, Reino Unido e França, foi de 4,5 dias e a opção de alojamento incidiu nos estabelecimentos hoteleiros de categoria superior, com destaque para os hotéis de quatro estrelas (mais de metade das escolhas). A despesa média realizada por participante foi de 1.656,67 euros.

No Inquérito ao Congressista 2010 foram feitas 909 entrevistas a congressistas estrangeiros.

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/83532-lisboa-e-a-melhor-cidade-do-mundo-para-congressos

:banana: :banana: :banana:

Cumpts :cheers:
 

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Ordem dos Arquitectos manifesta apoio à aprovação do projecto para o Largo do Rato
In Público (30/12/2010)
Por Cláudia Sobral

«Conselho Directivo Regional do Sul da Ordem considera que "os pareceres emitidos por equipas de técnicos especializados devem ser respeitados"


Uma semana depois de aprovado pela Câmara de Lisboa, o controverso projecto para o Largo do Rato continua a fazer correr tinta: ontem o Conselho Directivo Regional Sul da Ordem dos Arquitectos anunciou estar de acordo com a aprovação do licenciamento do projecto de Manuel Aires Mateus e Frederico Valsassina.

"Parece-nos relevante estimular a regeneração do Largo do Rato, que é um espaço descaracterizado pelo nó viário complicado e agressivo que lhe serve de núcleo, numa perspectiva clara de pensar território", justifica a OASRS num comunicado ontem divulgado, em que defende que revitalizar e repovoar o centro da cidade são "premissas para a evolução urbana e sustentável de Lisboa".

"As cidades devem servir e acolher os seus habitantes: evoluindo, desenvolvendo-se e adaptando-se às suas necessidades, quer por reacção - solucionando problemas existentes -, quer por antecipação - reflectindo sobre a sua dinâmica e novas realidades urbano-sociais", lê-se no comunicado. Porque, sustenta a Ordem, a arquitectura "visa mais do que a simples construção de edifícios".

O texto considera que "os pareceres emitidos por equipas de técnicos especializados devem ser respeitados" e diz ter em consideração "o trabalho desenvolvido por todos aqueles que avaliam a arquitectura e tomam decisões sobre a alteração das cidades". E lembra que a Ordem acompanha o processo "há muito".

Apontado pelos adversários como uma construção "monolítica" e criticado por não ter articulação possível com o tecido envolvente, o projecto do edifício que vai ser construído no gaveto formado pelas ruas do Salitre eAlexandre Herculano acabou por ser licenciado na sua versão inicial - sem necessidade de recurso à alternativa negociada entre o vereador Manuel Salgado e os promotores -, numa votação em que não participaram três vereadores que sempre se opuseram ao projecto: Helena Roseta, Ruben de Carvalho e Sá Fernandes. O presidente da câmara, António Costa, disse que já que o projecto estava aprovado desde 2005, o executivo decidiu limitar-se a apreciar os projectos de especialidades e a emitir a licença.

Há pouco mais de dois anos a Ordem organizou um debate sobre o projecto, em que Aires Mateus e Valsassina o explicaram "em detalhe". "No final do debate ficou claro, mesmo para os mais críticos", sublinha o comunicado, "que as imagens divulgadas pela imprensa não correspondem inteiramente à explicação dada sobre o projecto."»
 

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Igespar retira protecção a 120 imóveis e mantém seis centenas em vias de classificação
In Público (31/12/2010)
Por Ana Henriques

«Cinema Odeon, edifício do Grémio Literário e salão nobre do Conservatório Nacional estão entre o património preterido. Movimento cívico protesta

LOCAL LISBOA

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) acabou de retirar protecção a 120 imóveis que se encontravam em vias de classificação em todo o país.

O cinema Odeon, o edifício do Grémio Literário, na Rua Ivens, e o salão nobre do Conservatório Nacional, todos em Lisboa, são exemplos de património que a lei deixou de proteger. O movimento cívico Forum Cidadania enviou ontem uma carta à ministra da Cultura e ao director do instituto protestando contra "a enorme injustiça" da decisão, que "abre a possibilidade de perda deste património".

A associação realça que o Odeon é um exemplar "único e intacto de uma sala de espectáculos art deco", citando especialistas como o arquitecto José Manuel Fernandes para comprovar a importância do imóvel. "A estabilidade estrutural do edifício foi assegurada por João Appleton", referência nacional na matéria, acrescenta o Forum Cidadania. Encontrando-se ao lado da Av. da Liberdade, o cinema continua a beneficiar, ainda assim, do estatuto de protecção dos imóveis desta artéria.

Também em Lisboa, perdem protecção o Colégio Militar, bem como o antigo edifício da Escola António Arroio, junto ao liceu Camões. A casa do governador da torre de Belém, onde em 2006 foram encontrados vestígios arqueológicos pouco comuns, foi igualmente retirada da lista do património em vias de classificação, o mesmo sucedendo com a fábrica de massas Napolitana, em Santo Amaro, e com a torre do relógio no Largo do Palácio de Queluz. A torre fica dentro da zona de protecção do palácio, pelo que continuará salvaguardada, mas o mesmo não acontece com os imóveis em seu redor, até aqui abrangidos pela zona de protecção da torre.

Os moinhos do Casalinho e do Caramão da Ajuda tiveram igual destino. A perda de protecção significa que quaisquer alterações ou mesmo a demolição dos imóveis ficam facilitadas, passando a depender apenas de autorização camarária. O Igespar deixa de poder impedi-las. No entanto, nada impede as autarquias de classificarem o património agora retirado da lista como imóveis de interesse municipal, o que lhes confere um grau de protecção, apesar de tudo, inferior ao seu anterior estatuto.

Ao mesmo tempo, o Igespar mantém seis centenas de imóveis em vias de classificação, cuja lista consta de um despacho ontem publicado em Diário da República. O objectivo do instituto era ter os processos destes edifícios todos decididos até ao final deste ano, mas não o conseguiu por falta de meios humanos. Dos mais de mil processos de classificação que tinha em mãos, não conseguiu despachar senão escassas dezenas em 2010. Daí a saída deste despacho, que prorroga por mais um ano o processo. A Foz Velha, a Alfândega Nova e a Ponte da Arrábida, bem como a casa de chá da Boa Nova, em Matosinhos, de Siza Vieira, são alguns dos cerca de 600 imóveis que se mantém em vias de classificação, à espera de uma decisão. Já processos como o da Avenida dos Aliados, igualmente no Porto, não constam do despacho por a sua classificação já ter sido homologada. Os despachos que asseguram a sua protecção estão a aguardar publicação.»

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Buracos nas ruas de Lisboa vão experimentar lifting americano

In Público (13/1/2011)
Por Ana Henriques

«Betume especial vindo do lado de lá do Atlântico vai ser posto à prova nas ruas da capital portuguesa durante o Inverno. Produto é cinco vezes mais caro do que o usado até agora

Acordo terá sido alcançado ontem

A Câmara de Lisboa vai experimentar um betume especial de fabrico norte-americano para tapar os buracos das ruas no Inverno.

Segundo o vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, o problema das massas asfálticas actualmente usadas para esse fim é a sua falta de aderência em condições de humidade. "Há buracos tapados na semana passada que já estão a precisar outra vez de reparação", queixou-se na reunião de câmara de ontem. Usado do lado de lá do Atlântico e também no Norte da Europa, o novo betume funciona como uma espécie de supercola, explicou o autarca: funde as camadas superiores das duas superfícies a unir, criando uma espécie de liga. "Vamos escolher uma rua para fazer a experiência. Em metade dela aplicaremos a massa asfáltica tradicional, e na outra metade o novo produto. No final do Inverno veremos qual aguentou mais tempo", adiantou.

Foram os representantes do novo betume a contactar a autarquia, prometendo maior durabilidade. O custo, esse, também é bastante superior: 50 euros por cada pacote de 25 quilos, contra os dez da massa asfáltica usada habitualmente. Quer um, quer outro são depois misturados com brita. No Verão o problema da aderência não se põe, refere Nunes da Silva, pelo que o município pode continuar a usar a massa asfáltica quente. No Inverno só as massas frias proporcionam maior aderência, ainda assim insuficiente.

Dentro de poucos dias o vereador fará o balanço da reconstrução e repavimentação de ruas durante 2010 - em Março desse ano, Nunes da Silva anunciou um investimento de 8,8 milhões de euros nesta área. "Ainda hoje [ontem] foram tapados buracos na Avenida Infante Santo e na Artilharia Um", disse.


Túnel no Marquês? Em 2012

Paradas continuam ainda as obras destinadas à abertura do último troço do túnel do Marquês de Pombal, que desagua na Av. António Augusto de Aguiar. A sua abertura ainda deve demorar um ano, uma vez que o Metropolitano de Lisboa está desde o Verão a analisar o projecto destinado a desviar os cabos de sinalização do tráfego de carruagens, trabalho sem o qual o túnel não pode avançar, disse Nunes da Silva.

Como a alteração da localização dos cabos só pode ser feita durante três horas por noite, para não interromper a circulação do metro, só esta operação irá demorar três a quatro meses. "Tenho esperança de que até ao final de 2011 este troço do túnel possa abrir", observou o vereador da Mobilidade. "Amanhã [hoje] vou telefonar ao administrador do Metropolitano nomeado pela câmara, porque pensei que o desvio dos cabos já tivesse sido iniciado." Os vereadores do PSD colocaram ontem no local um cartaz que diz: "Tanto tempo passado e o túnel ainda tapado. Inaceitável!"

Frente Tejo adiada

A reunião de ontem ficou ainda marcada pelo adiamento da votação de duas matérias controversas, a entrada do município na Sociedade Frente Tejo, cujo capital é por enquanto exclusivamente do Estado, e a aplicação de verbas do Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU). O CDS-PP pôs em causa a legalidade da forma como a autarquia pretende associar-se à Frente Tejo, um reparo que foi repetido por outros vereadores da oposição.

"A lei obriga à apresentação de estudos de viabilidade, sob pena de a decisão ser ilegal e de quem a toma ser responsabilizado financeiramente", sublinhou António Carlos Monteiro. Para Ruben de Carvalho (PCP) não há sequer necessidade de o município efectuar esta operação, uma vez que as operações urbanísticas efectuadas pela Frente Tejo carecem sempre de autorização camarária.

A oposição contestou também a intenção dos socialistas que governam a autarquia de investir na reabilitação urbana de praças e outros espaços públicos em detrimento da recuperação dos prédios de habitação.»

...

Super-cola americana? Bom, não sei, mas o que sei é que é uma prática contra-producente (para não dizer outra coisa) a que a CML mantém há largos anos de asfaltar por cima dos paralelepípedos, em toda a linha, além de contribuirem para alagar as bermas, facilitar o estacionamento em cima dos passeios, etc.

Há episódios caricatos como o da Rua da Alfândega, onde o asfalto de há um ano já está esburacado. Para quando um asfaltamento das ruas que passe pela efectiva substituição do piso? Fizeram-no na Rua de São Bento e na Rua do Crucifixo (cuja permeabilidade aliás, por força dos paralelepípedos existentes é bem melhor. Custa mais caro? Demora mais tempo? Pois custa e demora, mas não precisa de super-colas.
 

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Buracos nas ruas de Lisboa vão experimentar lifting americano

In Público (13/1/2011)
Por Ana Henriques

«Betume especial vindo do lado de lá do Atlântico vai ser posto à prova nas ruas da capital portuguesa durante o Inverno. Produto é cinco vezes mais caro do que o usado até agora

Acordo terá sido alcançado ontem

A Câmara de Lisboa vai experimentar um betume especial de fabrico norte-americano para tapar os buracos das ruas no Inverno.

Segundo o vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, o problema das massas asfálticas actualmente usadas para esse fim é a sua falta de aderência em condições de humidade. "Há buracos tapados na semana passada que já estão a precisar outra vez de reparação", queixou-se na reunião de câmara de ontem. Usado do lado de lá do Atlântico e também no Norte da Europa, o novo betume funciona como uma espécie de supercola, explicou o autarca: funde as camadas superiores das duas superfícies a unir, criando uma espécie de liga. "Vamos escolher uma rua para fazer a experiência. Em metade dela aplicaremos a massa asfáltica tradicional, e na outra metade o novo produto. No final do Inverno veremos qual aguentou mais tempo", adiantou.

Foram os representantes do novo betume a contactar a autarquia, prometendo maior durabilidade. O custo, esse, também é bastante superior: 50 euros por cada pacote de 25 quilos, contra os dez da massa asfáltica usada habitualmente. Quer um, quer outro são depois misturados com brita. No Verão o problema da aderência não se põe, refere Nunes da Silva, pelo que o município pode continuar a usar a massa asfáltica quente. No Inverno só as massas frias proporcionam maior aderência, ainda assim insuficiente.

Dentro de poucos dias o vereador fará o balanço da reconstrução e repavimentação de ruas durante 2010 - em Março desse ano, Nunes da Silva anunciou um investimento de 8,8 milhões de euros nesta área. "Ainda hoje [ontem] foram tapados buracos na Avenida Infante Santo e na Artilharia Um", disse.


Túnel no Marquês? Em 2012

Paradas continuam ainda as obras destinadas à abertura do último troço do túnel do Marquês de Pombal, que desagua na Av. António Augusto de Aguiar. A sua abertura ainda deve demorar um ano, uma vez que o Metropolitano de Lisboa está desde o Verão a analisar o projecto destinado a desviar os cabos de sinalização do tráfego de carruagens, trabalho sem o qual o túnel não pode avançar, disse Nunes da Silva.

Como a alteração da localização dos cabos só pode ser feita durante três horas por noite, para não interromper a circulação do metro, só esta operação irá demorar três a quatro meses. "Tenho esperança de que até ao final de 2011 este troço do túnel possa abrir", observou o vereador da Mobilidade. "Amanhã [hoje] vou telefonar ao administrador do Metropolitano nomeado pela câmara, porque pensei que o desvio dos cabos já tivesse sido iniciado." Os vereadores do PSD colocaram ontem no local um cartaz que diz: "Tanto tempo passado e o túnel ainda tapado. Inaceitável!"

Frente Tejo adiada

A reunião de ontem ficou ainda marcada pelo adiamento da votação de duas matérias controversas, a entrada do município na Sociedade Frente Tejo, cujo capital é por enquanto exclusivamente do Estado, e a aplicação de verbas do Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU). O CDS-PP pôs em causa a legalidade da forma como a autarquia pretende associar-se à Frente Tejo, um reparo que foi repetido por outros vereadores da oposição.

"A lei obriga à apresentação de estudos de viabilidade, sob pena de a decisão ser ilegal e de quem a toma ser responsabilizado financeiramente", sublinhou António Carlos Monteiro. Para Ruben de Carvalho (PCP) não há sequer necessidade de o município efectuar esta operação, uma vez que as operações urbanísticas efectuadas pela Frente Tejo carecem sempre de autorização camarária.

A oposição contestou também a intenção dos socialistas que governam a autarquia de investir na reabilitação urbana de praças e outros espaços públicos em detrimento da recuperação dos prédios de habitação.»

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Super-cola americana? Bom, não sei, mas o que sei é que é uma prática contra-producente (para não dizer outra coisa) a que a CML mantém há largos anos de asfaltar por cima dos paralelepípedos, em toda a linha, além de contribuirem para alagar as bermas, facilitar o estacionamento em cima dos passeios, etc.

Há episódios caricatos como o da Rua da Alfândega, onde o asfalto de há um ano já está esburacado. Para quando um asfaltamento das ruas que passe pela efectiva substituição do piso? Fizeram-no na Rua de São Bento e na Rua do Crucifixo (cuja permeabilidade aliás, por força dos paralelepípedos existentes é bem melhor. Custa mais caro? Demora mais tempo? Pois custa e demora, mas não precisa de super-colas.
Já tinha visto esta notícia parece-me bem.
 

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A partir do Verão, carros poluentes não entram na Baixa

As únicas excepções à regra são os carros dos residentes e os veículos de emergência.

Os veículos mais poluentes vão ser proibidos de entrar na Baixa a partir do Verão, anunciou Fernando Nunes da Silva, vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa e especialista em transportes, citado pelo Público.

O objectivo é que a zona mais castigada pela poluição, a Avenida da Liberdade, passe a cumprir as normas europeias de poluição atmosférica. Assim, as viaturas que não tenham motores pelo menos da categoria Euro I no que respeita à emissão de partículas só poderão circular na Baixa ao fim-de-semana.

Estes carros não têm catalisador, peça que faz o tratamento das emissões poluentes. O seu fabrico data de há cerca de duas décadas. "Serão sobretudo táxis e carrinhas de distribuição muito velhinhas a serem afectadas", segundo o presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, que apoia a medida.

O controlo das entradas na Baixa deverá ser feito através de operações stop, embora mais tarde possa ser criado um sistema de "selos verdes" para os carros.


Económico

Se os carros velhos forem menos que os carros novos então está-se mesmo a ver o resultado espetacular desta medida. :lol:

Também deviam ser proibidos aqueles que pagam mais imposto por serem mais poluentes e desses também deve haver novos e não devem ser poucos.
 

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Então um carro "muito poluente" com 4 ou 5 pessoas não pode entrar, mas um "pouco poluente" com 1 pessoa já pode... parabéns engenheiros!
 

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Então um carro "muito poluente" com 4 ou 5 pessoas não pode entrar, mas um "pouco poluente" com 1 pessoa já pode... parabéns engenheiros!
Os carros que não deviam entrar são aqueles que pagam mais imposto por emitirem mais CO2 com motor velho ou novo.
Os carros aos quais se referem na notícia e aqueles que levam só uma pessoa.
 

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Então um carro "muito poluente" com 4 ou 5 pessoas não pode entrar, mas um "pouco poluente" com 1 pessoa já pode... parabéns engenheiros!
claro, qual é a duvida? é que a diferença entre um carro poluente e um pouco poluente é muito grande
gostaria era de saber como vai ser feito esse controlo
 

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Discussion Starter · #40 ·
Petição para classificação de zonas históricos inicia processo no Parlamento

A petição para uma candidatura de seis zonas de Lisboa a património da humanidade da UNESCO vai ter a sua entrada votada na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, bem como acontecerá a nomeação do relator.

A petição foi registada no Parlamento a 01 de fevereiro e está assinada por João Rebelo, que evoca entre outros a “obrigação moral e patriótica” de preservação do património.

O reconhecimento pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - é pedida para Alfama, Castelo de São Jorge, São Vicente, Baixa pombalina, Museu do Azulejo e Igreja Madre Deus.

No texto da petição é referido que Alfama e Castelo de São Jorge são os “bairros mais importantes do ponto de vista histórico de todo o país”.

“É certo que o berço da nação é Guimarães, mas o país tal como o conhecemos hoje nasceu e cresceu à volta” daqueles dois bairros, assim como na Baixa pombalina, refere o autor da petição, lembrando nomeadamente a primeira Universidade de Portugal em Alfama.

João Rebelo afirma que o processo necessita de uma requalificação urbana, a qual até “devido à sua importância é obrigatória constitucionalmente”, e da apresentação da respetiva candidatura à UNESCO.

No texto, o autor apresenta uma longa resenha histórica e descritivas dos locais que quer ver classificados e protegidos.

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/87064-peticao-para-classificacao-de-zonas-historicos-inicia-processo-no-parlamento

Cumpts.
 
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