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Notícias do Rio VI

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DAQUI EU NÃO SAIO

O que leva um proprietário a recusar uma oferta de até R$ 12 milhões

POR ROBERTO KAZ
O Globo - 18/11/2012
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Bastou o intervalo de semanas para que se chegasse ao fim de uma era: há um mês, quase que ao mesmo tempo, foram vendidas as duas últimas casas da orla de Copacabana. A maior — um palacete rosado, na altura da Rua Francisco Sá — acabou arrematada por R$ 40 milhões, valor pago pelo grupo Emiliano, de São Paulo, para a construção de um hotel de luxo. A menor — uma mansão de pedra, próxima à Santa Clara — foi adquirida pelo empresário Omar Peres, dono do restaurante Fiorentina. Peres desembolsou R$ 28 milhões pelo terreno que, planeja, também abrigará uma hospedagem de fino trato.

A venda da casa rosada era tida como favas contadas: o lugar, onde funcionou o consulado da Áustria, estava fechado havia três anos. Já a venda da casa de pedra, não. Desde 1917, quando se mudara para lá, a proprietária Zilda Azambuja Canavarro Pereira não aceitava ouvir uma única oferta pelo local. Zilda esteve na casa durante o começo da Era Vargas, o fim da Segunda Guerra Mundial, a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, a construção de Brasília, a criação do estado de Israel, a publicação do AI-5, a chegada do homem à Lua, o surgimento da internet, a queda do Muro de Berlim, a clonagem da ovelha Dolly, o impeachment de Fernando Collor e o nascimento de Sasha Meneghel. Dos 101 anos em que permaneceu na terra, 94 foram passados sob o mesmo teto — o da Avenida Atlântica 2.692. Pela ligação afetiva com o local — e por ser uma mulher de posses — Zilda decidiu que, em vida, jamais deixaria a casa. Assim foi, até o último mês de maio.

Mas, no cobiçado mercado imobiliário da Zona Sul carioca, Zilda não foi a única proprietária a sobrepor sua história ao montante (geralmente farto) oferecido por empresas do ramo. Na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, uma senhora de nome Denise expulsa, pelo interfone, qualquer um que proponha comprar sua pequena casa, numa vila colada à igreja japonesa
Perfect Liberty. Na mesma rua, em frente ao hotel Everest Park, um engenheiro aposentado da Petrobras instalou uma placa em seu portão: “Este imóvel não está à venda. Pede-se não insistir.” Herdou a casa do pai; de lá não sai.

Na esquina da Avenida General San Martin com a Rua General Venâncio Flores, no Leblon, o edifício construído em torno do restaurante Juice & Co. precisou ser feito em formato de “L”, porque o antigo proprietário da casa se recusava a sair. A poucos quarteirões dali, na Avenida Delfim Moreira, um médico radiologista diz já ter recusado R$ 60 milhões pela última casa do metro quadrado mais caro da cidade.

— O sujeito que se recusa a vender ou é especulador ou é maluco — resume Claudio Castro, diretor da Sergio Castro Imóveis, corretora especializada na compra e venda de casas. — E o cara que fica por uma razão afetiva é maluco também. Vai continuar morando numa casa sem sol, cercada de prédios, com bandido pulando muro, correndo o risco de ser assassinado. Tem casos que eu até já desisti.

Um deles é o do empresário João Carlos Aleixo, de 65 anos. Dono dos restaurantes Artigiano e Pomodorino, em Ipanema, ele mora com a
mulher numa casa bucólica, na esquina da Epitácio Pessoa com Maria Quitéria, na Lagoa. O terreno, de 160 metros quadrados, está encalacrado
entre outros quatro — comprados pelo construtor Rogério Chor, fundador da CHL.

No último ano, Aleixo teve três encontros com Chor, que, segundo conta, chegou a lhe oferecer R$ 12 milhões pelo terreno (o preço é cinco vezes maior do que o que se costuma pagar pelo metro quadrado na Lagoa, de acordo com o índice Fipe Zap). Foi irredutível.

— Financeiramente, a proposta era interessante. Me ofereceram dinheiro, apartamento, disseram que eu estava rasgando dinheiro — lembra Aleixo. — Mas aqui em casa não tem reunião de condomínio, não tem vizinho perturbando.

Corro todo dia na Lagoa, trabalho perto. Está bom para morar com minha mulher. Havia, ainda, uma segunda razão: Aleixo pretende transformar o local num restaurante para a sobrinha de 17 anos, que estuda gastronomia.

— O que faz a pessoa não vender o imóvel é um sonho por trás, alguma coisa com valor sentimental — explica. — E a casa tem uma arquitetura
bonita. Não quero que seja derrubada.

Em viagem, Chor não pôde responder à revista. O edifício a ser construído, ainda em fase inicial, foi remodelado em formato de “L”, sem os 160 metros quadrados de Aleixo.

— Eles ficaram loucos. O projeto ficou totalmente torto — diz ele, rindo.

Caso parecido viveu o cirurgião plástico José Antônio Beramendi, de 63 anos, a uma rua dali. Dono de uma pequena clínica com dez metros de frente, na Joana Angélica, ele foi a pedra — e, depois, a palmilha — no sapato do construtor Marcus Cavalcanti, em 2002.

Em posse do terreno posterior, Cavalcanti ofereceu R$ 900 mil, mais dois apartamentos, pelo espaço da clínica. Em vão:

— Era um valor significativo, mas eu não sabia o que fazer com o dinheiro — lembra Beramendi. — Além disso, estou aqui há 16 anos, minha casa é no bairro, e quero deixar a clínica para o meu filho, que é cirurgião. Para a profissão é bom: Ipanema é referência mundial.

Não era o fim da história. Como Cavalcanti pretendia construir um edifício cercado de varandas — o Residencial Joana Angélica — precisou se precaver de que, no futuro, nenhum prédio fosse erguido no terreno de Beramendi. Pagou R$ 100 mil pelo “espaço aéreo” da casa.

— Foi a saída honrosa para que nenhum morador perdesse a vista da copa das árvores. Está na certidão de cada imóvel — diz João Marcus Cavalcanti, gerente geral da construtora.

O caso mais folclórico de apego (não exatamente afetivo) a um apartamento ocorreu nas décadas de 70 e 80, em Copacabana. Proprietário do apartamento 201 do Edifício Leão Veloso, na esquina das avenidas Atlântica e Princesa Isabel, Alcemar Assad esperou que todas as unidades do prédio fossem vendidas à Companhia de Hotéis Ritz, que pretendia pô-lo abaixo para fazer um cinco estrelas. Em posse do último apartamento, mudou-se para Nova Iguaçu, deixou um vigia morando em seu lugar e passou a cobrar uma quantia exorbitante pela escritura: 30 vezes mais que os outros condôminos. O caso permaneceu por anos na Justiça, enquanto janelas, portas, paredes e canos do edifício se deterioravam.

Em 1980, quando a história completou dez anos, o “Jornal do Brasil” publicou que “a disputa estava longe de acabar, para a tranquilidade dos ratos e fantasmas, que os banhistas e moradores do Leme garantem habitar os nove andares”. O edifício foi posto abaixo em 1987. Deu lugar ao Atlântica Business Center.

— A maioria das histórias é de insucesso; essa é a vida do corretor — sentencia, por telefone, Claudio Castro. — Tenho uma lista das casas que nos interessam. Ligamos todo ano, para passar conversa. Às vezes vão dez corretores diferentes falar com a mesma velhinha. O décimo consegue, pela empatia.

Foi assim, conta, que intermediou a venda do Hotel Paris, onde, até dois anos atrás, funcionava o mais famoso meretrício do Centro.

— O prédio era da família Reis, que fundou o Café Capital. O problema era que a herdeira desligava na cara dos corretores.

Castro mudou a estratégia.

— Eu disse que não era corretor, que tinha horror a corretor, que estava fazendo uma pesquisa sobre café. Depois, cantei o jingle do Café Capital: “Bom mesmo é Café Capital / É bom / Tomo um, tomo dois, tomo três / Porque / Depois de um Café Capital / Bom mesmo é Café Capital outra vez.”

Vendeu o prédio por R$ 1,3 milhão.

Na Tijuca, sua simpatia não funcionou. Depois de negociar a compra de seis casas de vila para a construção de um hotel, faltou a derradeira, no fim da rua. Avaliada em R$ 1,2 milhão, pertencia a uma senhora de 70 anos:

— Eu disse que pagava R$ 2 milhões, ela respondeu que não vendia nem por R$ 10 milhões.

Então o meu cliente, que tinha comprado as seis casas, demoliu todas, e deixou o entulho no lugar.

Resultado: a senhora cravou que, a partir de então, não venderia nem por R$ 20 milhões.

— Quatro semanas depois, a velha saiu para trabalhar, e ele demoliu a casa dela, alegando ter sido um engano. Pagou R$ 6 milhões de indenização e ficou por isso mesmo.

Castro não revela o nome do hotel.

— Quem dá as regras do jogo e dita as normas urbanas não é o governo, mas o mercado imobiliário — lamenta o arquiteto Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro.

Menezes lembra que Copacabana foi “construída e demolida” quatro vezes, calcada na especulação imobiliária:

— Teve o momento dos casarões, dos sobrados, dos edifícios pequenos e dos grandes. Mas o solo é o mesmo. Isso é antiurbanismo.

Por isso, nutre respeito por quem se recusa a vender seu imóvel, independente do que lhe é ofertado:

— Separo essas pessoas em dois grupos. O da esperteza e o que se desprende do dinheiro e peita as regras de forma corajosa. Tem um lado romântico nisso.

O comerciante português Domingos Campos, de 83 anos, pertence a esse segundo grupo. Trabalha, há 57 anos, na Casa Campos Ferragens, de onde foi funcionário, sócio e, por fim, dono. A loja é uma estranha no ninho da Rua Dias Ferreira, endereço comercial badalado do Leblon. Campos diz que a última tentativa de compra aconteceu há dois anos:

— Nem deixo que me ofereçam nada. Moro a um quarteirão, venho e volto andando. Se o camarada gosta de onde está, fica.

É por isso que Maria Elisa Costa, de 78 anos, não deixa seu apartamento, num prédio pequeno, no fim da Avenida Delfim Moreira.

— Se eu tivesse que escolher um lugar para morar, seria o Rio. Um lugar no Rio para morar, seria exatamente onde eu moro. Sair seria uma pobreza de espírito — justifica.

Filha do urbanista Lúcio Costa, Elisa se mudou com pai, mãe e a irmã Helena em 1940, quando o Leblon era um bairro periférico.

— Isso era que nem Vargem Grande. Com o orçamento apertado que meu pai tinha, era o que dava para alugar — lembra.

Com o passar do tempo, a família acabaria adquirindo metade dos seis imóveis do prédio. Há alguns anos, Elisa foi cortejada pelo fazendeiro José Luís Ribeiro, dono de dois dos apartamentos restantes:

— Ele comprou os apartamentos dos fundos e queria os meus, obviamente com essa miragem de colocar o prédio abaixo.

Ela desconversou. José Luís confirma o encontro:

— Meu filho é arquiteto. Não quer que seja feito um prédio monstruoso. Disse a ela que, se fosse vender, que me desse preferência.

Elisa filosofa:

— Podem ser 10, 20, 30, mil, milhões, reais, dólares, euros, eu não quero saber. Se a vida me deu o presente infinito de morar no lugar que eu adoro, vou dispensar isso? A grande coisa, quando você fica mais velha, é andar junto com o tempo. O futuro não me prende mais. Quando eu estiver no São João Batista, a família resolve o que fazer.
 

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Afinal , a dona da casa de pedra, morreu, vendeu ou foi convidada a se retirar?
Dos 101 anos em que permaneceu na terra, 94 foram passados sob o mesmo teto — o da Avenida Atlântica 2.692. Pela ligação afetiva com o local — e por ser uma mulher de posses — Zilda decidiu que, em vida, jamais deixaria a casa. Assim foi, até o último mês de maio.
O que você acha?
 

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Fiquei extremamente desapontado ao descobrir que aquela porcaria de Atlântica Business está onde deveria ter sido o Ritz-Carlton do Rio :( eu juro que não entendo essa cidade!
 

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Rafael Soares
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Essa vai pro Luca Rome

Praia exclusiva do Exército vai abrigar um clube VIP no verão
Alugado por R$ 300 mil, espaço terá apresentação de DJs e restaurante

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RIO - Considerado um dos espaços mais democráticos da cidade, a praia carioca vai ganhar uma área VIP no próximo verão. Como antecipou a coluna Gente Boa, do GLOBO, um trechinho da orla dentro do Forte de Copacabana, entre o Posto Seis e a Praia do Diabo, abrigará o primeiro beach club do Rio. Inspirado nos clubes privativos de balneários europeus, o Aqueloo Beach Club terá heliponto (no Forte), apresentações de DJs famosos, três camarotes, local para massagem e restaurante comandado pela chef Monique Benoliel. Idealizado para oferecer gastronomia e entretenimento cinco estrelas, o empreendimento, que só funcionará no verão, irá receber 500 pessoas por dia. O valor do ingresso ainda não foi divulgado.
O beach club fica numa área usada como espaço de confraternização por militares. Em frente à construção de telhado vermelho, há uma pequena praia que só tem areia durante os quatro meses de verão. O acesso é por uma precária escada. O comando do Forte cobrou um aluguel de R$ 300 mil. A empresa responsável pelo negócio também terá que fazer obras na construção existente, um legado para o Exército.
À frente do empreendimento, estão o empresário Daniel Barcinski, que implantou o projeto da Roda Rio 2016 no Forte, e a empresa Seven Music Entertainment. Segundo Barcinski, estão sendo investidos cerca de R$ 2,5 milhões.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/praia-e...r-um-clube-vip-no-verao-6783299#ixzz2CqXH5rjo
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Rafael Soares
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Teleférico da Providência terá testes em dezembro
Prefeitura inaugurará novo sistema de transporte até março, mas urbanização só acabará em um ano e meio



RIO - O alto do Morro da Providência, com uma das mais belas vistas do Centro e da Zona Portuária, estará em breve mais acessível para cariocas e turistas. O teleférico, que fará a ligação com a Central do Brasil e a Cidade do Samba, entrará na fase de testes em dezembro. Sua inauguração está prevista para fevereiro ou março de 2013, com capacidade para transportar mil pessoas por hora. Apesar das melhorias no acesso, as obras de urbanização na comunidade só deverão ficar prontas daqui a um ano e meio. Estão previstas no projeto Morar Carioca a instalação de novas redes de água, esgoto e drenagem, o alargamento de ruas, reforma da pavimentação e a construção de um plano inclinado paralelo à escadaria da Ladeira do Barroso.

Ao todo, as obras na Providência, incluindo a construção do teleférico, custarão R$ 150 milhões. Inicialmente, a prefeitura vai operar o sistema, mas não está descartada a escolha de um operador terceirizado. A expectativa é que a comunidade — que tem três mirantes, além da Igreja de Nossa Senhora da Penha, do século XIX, e do oratório, do século XVIII — possa atrair visitantes.
— O objetivo do teleférico, prioritariamente, é melhorar a mobilidade daquela população. Mas a história da Providência e o visual vão atrair turistas — aposta a arquiteta Fernanda Salles, que fez o projeto do teleférico e das modificações urbanísticas, no contexto do Morar Carioca, da Secretaria municipal de Habitação.
O passado da Providência, considerada a primeira favela do Rio, é pouco explorado, mas a própria origem da palavra favela remete à história da comunidade, por ter sido um dos nomes do morro.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/teleferico-da-providencia-tera-testes-em-dezembro-6783249#ixzz2CqY2qXTp
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Fiquei extremamente desapontado ao descobrir que aquela porcaria de Atlântica Business está onde deveria ter sido o Ritz-Carlton do Rio :( eu juro que não entendo essa cidade!
Eu acho que uma prefeitura não deve vetar esse tipo de licença... Quem chega primeiro tem a prederência e eu acho que o Paskin foi comprando aquele edificio andar por andar... Mas, talvez depois deste episódio, existia/e uma lei municipal que impede a construção de imóveis comerciais na orla...
Foi um dos motivos pelo o qual, a VALE, teve vetada a mudança de uso do antigo Meridien...
Depois, essas redes precisam desenvolver a suas cabeças e ver que não é só na orla que é preciso ter hotéis de luxo... Existem outros pontos no Rio com vistas fabulosas e vizinhanças mais agradáveis que as da Avenida Atlântica/Vieira Souto...
 

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Moradores protestam contra campo de golfe na Barra e resort na Reserva
Prefeito diz que terreno onde será instalado equipamento olímpico já está degradado e que complexo hoteleiro foi aprovado em 2005


Diego Barreto
Luiz Ernesto Magalhães
Publicado: 20/11/12 - 12h45
Atualizado: 20/11/12 - 17h55


Manifestantes reunidos em frente ao Itanhangá Golf Club.
Foto: O Globo / Paula Giolito


RIO — Moradores da Barra realizaram na manhã desta terça-feira um protesto contra a construção do campo de golfe das Olimpíadas de 2016, na Barra, e de um resort na entrada da Praia da Reserva. A manifestação aconteceu em frente ao Itanhangá Golf Club e reuniu cerca de 20 pessoas. Um dos manifestantes estava vestido de golfista e usava uma máscara.

O campo de golfe olímpico será construído, num terreno com mais cerca de um milhão de metros quadrados às margens da Avenida das Américas, na Reserva de Marapendi. No local, também poderão ser erguidos até 22 edifícios residenciais com 22 andares cada.

— O golfe poderia ter suas provas realizadas aqui no Itanhangá e não seria necessário um investimento tão grande. Além disso o campo de golfe olímpico será construído numa área de preservação, remanescente de Mata Atlântica. Queremos que a área seja reflorestada e recuperada e não entregue como moeda de troca para a especulação imobiliária — disse o biólogo Marcello Mello, um dos líderes do movimento Salve a Reserva, que começou com um mobilização nas redes sociais.

Outra crítica do grupo é em relação ao resort que está sendo construído na entrada da Praia da Reserva, numa área de 45 mil metros quadrados. O empreendimento do grupo hoteleiro Hyatt prevê quatro prédios de seis pavimentos com um total de 436 apartamentos, além de dois condomínios residenciais de luxo com outras 80 unidades.

O terreno onde o complexo será construído já pertenceu à Área de Preservação Ambiental (APA) de Marapendi. Em 2005, a Câmara dos Vereadores aprovou, em votação relâmpago, um projeto de lei retirando o terreno da APA. A lei manteve intocáveis as áreas consideradas de preservação, mas dobrou a área total edificável. O ex-prefeito Cesar Maia chegou a entrar na Justiça contra o empreendimento. Mas a lei foi julgada constitucional pelo Tribunal de Justiça. A Rede Hyatt decidiu construir um hotel no local aproveitando os incentivos fiscais do pacote olímpico aprovado pela prefeitura em 2010 na Câmara dos Vereadores para construir novos hotéis no Rio.

— Aquela área da Praia da Reserva já está sufocada. Imagina toda essa quantidade de gente circulando ali. O impacto será enorme — diz Eliane Farias, uma das criadoras do movimento Salve a Reserva, que programa nova manifestação está marcada para a manhã do próximo sábado na Praia da Reserva.

Prefeito defende projeto do golfe

O prefeito Eduardo Paes defendeu nessa terça-feira o projeto de construção do campo de golfe olímpico e disse que não teria como vetar o plano da rede Hyatt de construir um hotel e um condomínio de luxo na entrada da Praia da Reserva na Barra. As declarações foram dadas durante a apresentação dos projetos da prefeitura para as Olimpíadas de 2016 no terreno do futuro parque olímpico em construção no terreno do antigo autódromo, na Barra.

Paes lembrou que o terreno onde será construído o empreendimento imobiliário já permitia resorts desde 2005, quando a Câmara dos Vereadores aprovou o projeto que retirara o terreno da Apa de Marapendi e dobrava o potencial construtivo

— Não fui eu quem aprovei a lei daquela forma. O problema é que o terreno era muito valorizado e teríamos um custo enorme para desapropriá-lo. Sem contar que já havia um projeto aprovado de resort para aquela área — disse o prefeito.

Sobre o projeto do Campo de Golfe, Paes lembrou que a maior parte do terreno escolhido fica de fato na Apa de Marapendi mas já está degradado. Ele lembrou que no passado, o espaço já foi usado como uma usina de concretagem (para a construção de pré-moldados de Cieps). Na entrevista, porém, ele não fez referência que um trecho de 58 mil metros quadrados do Parque de Marapendi serão incorporados ao projeto do campo.

A rede hoteleira Hyatt divulgou nota informando que o resort na Praia da Reserva está de acordo com a legislação ambiental e urbanística da cidade. Segundo o grupo, 60% da área de 45 mil metros quadrados, hoje degradada, passará por processo de regeneração da vegetação nativa. Segundo Hyatt, o empreendimento custeará a construção de rede de esgoto com 1.300 metros, ligada ao emissário submarino da Barra.

A construção do campo de golfe cria polêmica desde o último dia 5 de novembro, quando o prefeito Eduardo Paes encaminhou à Câmara dos Vereadores um projeto de lei alterando parâmetros ambientais e urbanísticos na Barra. A proposta prevê que uma área de 58 mil metros quadrados, hoje consideradas Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS), seja liberada para o campo de golfe.

O primeiro protesto realizado pelo movimento Salve a Reserva aconteceu no último sábado, na Praia da Reserva, e reuniu 400 pessoas. Durante a manifestação policiais militares chegaram a usar gás de pimenta contra um grupo de manifestantes, que tentou obstruir o trânsito da Avenida Lúcio Costa, na Barra.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/morador...barra-resort-na-reserva-6777979#ixzz2CrMlO4dK
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Essa gente bunda não tem nada melhor pra fazer da vida não? Meu deus, é muita idiotice, não consigo acreditar! O pior de tudo é que saem em uma cruzada sem sequer buscar saber mais a respeito do assunto, pura vontade de tumultuar mesmo...

Esse Ritz não era a Ritz-Carlton.
Menos mal então, rs

Ainda assim, aquele seria o local ideal pra um hotel.
 

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Edital do TAV será publicado no dia 26 de novembro

19/11/2012 - Agência Brasil

Depois de ter sido adiado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o edital do leilão para o trem de alta velocidade (TAV) deverá ser publicado no próximo dia 26. A informação consta no balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, divulgado hoje (19) pelo governo federal. A publicação do edital deveria ter ocorrido em outubro, conforme previsão anterior. O trem-bala ligará os municípios do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Campinas.

Como as tentativas de licitações anteriores – que buscaram grupos interessados em tocar o projeto como um todo – não despertaram interesse das empresas, o governo federal decidiu dividir o processo em duas partes: uma para escolher os responsáveis pela fabricação dos trens e a operação do sistema (incluindo o fornecimento de tecnologia do veículo) e outra para selecionar a empresa responsável pela construção do projeto.

O leilão deverá ocorrer em 29 de maio de 2013. A empresa ou consórcio vencedor será o que apresentar a melhor oferta, levando em consideração a relação entre valor de outorga e valor para construção de túneis, pontes, viadutos e do próprio trem, além da transferência de tecnologia, manutenção e operação do veículo.

A Empresa de Planejamento e logística (EPL) será sócia do projeto e terá 10% de participação no empreendimento. A estatal será responsável pela apresentação do projeto executivo do trem e pela escolha da empresa encarregada da construção, em etapa posterior, da infraestrutura necessária para a entrada em operação do trem-bala.

http://www.revistaferroviaria.com.b...suario=32271&InCdMateria=17207&InCdEditoria=2
 

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Esse cara de máscara de Guy Fawkes, taco de golfe e terno branco de mestre-sala é o melhor. Realmente, V de Vingança é aqui...:|
 

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Eu sou a favor do campo de golfe, a área é uma areal horrível e o campo de golfe acrescentaria muito pro turismo da cidade, os outros campos são apenas para sócios, turistas não entram!

Sobre a manifestação do resort, não entendo, pq não teve isso em 2005 quando estavam retirando esse terreno da APA, agora é tarde! De qq forma, não vejo problema em usar aquele terreno degradado como um resort com uma baixíssima ocupação de solo e uma grande área reflorestada. Ainda mais agora que o resto da praia todo virou parque e não pode ter mais construções. Isso não é uma início do fim da reserva (que nunca foi reserva, era APA); agora, com o decreto que determinou que não pode haver mais construções na área da praia então, uma coisa não tem nada haver com a outra!

A manifestação tbm junto tudo que é grupo, partidários do político perdedor, surfistas que não sabem nem o que é APA, adolescente querendo brigar por "causas nobres", e grupos com interesses opostos aos idealizadores do projeto.

Por exemplo, um dos sócios do Itanhangá é quem briga pela propriedade do terreno do campo de golfe na justiça, lógico que ele é contra o campo de golfe, quer preservar a mata mas me diga uma coisa, se ele ganha o direito na justiça sobre o terreno, ele vai querer transformar em reserva? Parque, hehehe sei...
 

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Obras do futuro Parque Olímpico no antigo autódromo Nelson Piquet devem durar até janeiro de 2016

O Globo, Luiz Ernesto Magalhães, 20/nov

Informação foi divulgada nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes

A prefeitura pretende entregar os equipamentos esportivos do futuro Parque Olímpico em construção no terreno do antigo autódromo Nelson Piquet no terceiro trimestre de 2015 para a realização de uma série de eventos-teste. As obras de urbanização do Consórcio Rio Mais realizadas em uma PPP com a prefeitura, no entanto, só serão concluídas em janeiro de 2016.

A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes e a presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques em uma apresentação dos projetos a jornalistas brasileiros e estrangeiros que acompanham um seminário organizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no qual representantes dos Jogos de Londres repassam para os colegas brasileiros as experiências da organização do evento.

O Município já abriu licitação para escolher as empresas que farão os projetos das instalações esportivas provisórias (parque aquático e os complexos de tênis e handbol) e do novo velódromo. O processo ainda não terminou porque as datas das concorrências precisaram ser revistas enquanto o Tribunal de Contas do Município (TCM) esclarecia sobre o projeto.

A previsão é que as obras propriamente ditas sejam licitadas no segundo trimestre do ano que vem com recursos do Ministério do Esporte. O Consórcio Mais ficará responsável por construir as instalações definitivas que após as Olimpíadas formarão o Centro de Treinamento do Comitê Olímpico Brasileiro onde atletas de grande potencial poderão treinar.

Na entrevista, Eduardo Paes criticou o presidente da Federação de Ciclismo do Rio, Cláudio Santos, que reclamou da decisão de desativar o velódromo atual, construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, por não atender aos parâmetros olímpicos. Em acordo entre a prefeitura e o Ministério do Esporte, a estrutura atual será desmontada no primeiro trimestre de 2013 e transferida para Goiânia. No último dia 15, cerca de 200 ciclistas aproveitaram a última etapa do Campeonato Carioca na categoria estrada para fazer um protesto no Aterro do Flamengo contra a decisão.

- O que vai mudar é que a seleção brasileira terá que passar a treinar em Goiânia em lugar do Rio de Janeiro. É inacreditável que o presidente da Federação continue com essa demagogia. Eu também queria que a seleção ficasse no Rio. Mas mesmo se o velódromo atual fosse mantido e aproveitado nos Jogos Olímpicos eles ficariam sem lugar para treinar porque precisaria passar por reformas - disse o prefeito.

Em relação à imprensa internacional, um dos pontos questionados foi a relação entre a remoção de comunidades carentes e a realização dos Jogos Olímpicos. Segundo Paes, muitas vezes há interpretações erradas sobre o que está sendo feito ao comparar remoções na Pedra Lisa (Morro da Providência) e na Favela do Metrô (Mangueira) com o projeto de transferir a Vila Autódromo para um conjunto do Minha Casa Minha Vida na Estrada dos Bandeirantes.

Na Providência e na Favela do Metrô o que estamos desenvolvendo são projetos a cidade. As remoções na Providência são para implantar um teleférico e do Metrô porque a comunidade está colada junto a uma linha de trem. Sobre a Vila Autódromo, ela não faz parte do Projeto do Parque Olímpico. Mas Paes lembrou que parte da comunidade é formada por moradias de classe média. E lembrou que a prefeitura já ganhou em primeira instância uma ação que prevê a remoção de várias casas que se encontram na faixa marginal de proteção do Arroio Fundo.

À tarde, depois de se reunir com a imprensa no Autódromo, o prefeito Eduardo Paes almoçou com a cúpula do Comitê Olímpico Internacional no Palácio da Cidade, em Botafogo, numa agenda que não foi divulgada por sua assessoria. À mesa estavam o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o governador Sérgio Cabral; a presidente da Comissão de Coordenação do COI, Nawal el Moutawakel; e o diretor-geral do COI para as Olimpíadas, Gilbert Felli. No encontro, Aldo expôs para o COI o plano Brasil Medalhas. O projeto tem como meta que o país fique entre os dez primeiros no número de medalhas nas olimpíadas de 2016.

http://www.ademi.org.br/article.php3?id_article=51127
 
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