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Discussion Starter #1
Gente, eu pedi autorização para criar esse thread tratando das noticias globais não suficientemente polêmicas para um tópico próprio mas que são interessantes, semelhante ao que temos para a América Latina. Sempre tem alguma novidade na política internacional, país em conflito ou uma novidade da China. :cheers:
 

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Discussion Starter #2
Para começar:

Renzi promete uma reforma por mês na Itália

Com um discurso inflamado e em grande parte improvisado em prol de um curso pró-europeu para a Itália, o novo primeiro-ministro Matteo Renzi ganhou seu primeiro voto de confiança no Parlamento em Roma, em votação que terminou na madrugada desta terça-feira (25/02). Com 169 votos a favor e 139 contra, o Senado apoiou a moção de confiança para o novo governo liderado pelos social-democratas. Renzi prometeu reformas trabalhistas, institucionais e fiscais em prol de uma mudança "radical e imediata" para reavivar a economia do país.

Em seu discurso, o novo chefe de governo disse que a culpa pelo endividamento italiano, que chega a 130% do Produto Interno Bruto (PIB), deve ser procurada na própria Itália. "A exigência para que nós coloquemos nossas finanças públicas em ordem não provém de Angela Merkel ou Mario Draghi", disse Renzi em alusão à chanceler federal alemã e ao presidente do Banco Central Europeu. "Devemos fazê-lo em respeito a nossas crianças, àqueles que vêm depois de nós." Para dar prosseguimento ao seu curso pró-reformas, Renzi precisa ainda ganhar um voto de confiança na Câmara dos Deputados, onde seu partido de centro-esquerda possui uma maioria sólida. A votação está marcada para a noite desta terça-feira e é tida como mera formalidade.

Tudo vai ser diferente?
"Subito" – já, em italiano – é uma das palavras prediletas de Renzi. O novo primeiro-ministro de 39 anos, o mais jovem na história do país, almeja reformas e as almeja já. Ele prometeu uma reforma a cada mês – e uma virada radical na política e na economia do país. Como ele pretende fazer tudo isso ainda é um mistério, pois a sua maioria parlamentar está apoiada nos mesmos parceiros de coalizão de seu antecessor Enrico Letta. E a urgência exigida pelo ex-prefeito de Florença não agrada a esses parceiros. Do contrário eles já teriam há muito aprovado a reforma do sistema eleitoral que Renzi promete levar adiante como projeto inicial. Ou eles teriam levado a sério a reestruturação da administração pública e a redução da burocracia descontrolada. Para a Itália, isso teria sido um divisor de águas.

A mídia italiana reagiu com ceticismo, queixou-se da falta de experiência política dos membros do governo. "Tudo recai sobre os ombros de Renzi", escreveu o jornal Corriere della Sera, de Milão. E o diário La Stampa, de Turim, tem dúvidas de que o governo realmente venha a superar a pior crise econômica do país desde a Segunda Guerra Mundial. Mas também muitos cidadãos questionam o que realmente vai mudar em relação ao governo de Letta. "Temos apenas outro rosto à frente do governo. Renzi representa a mesma política de Letta", disse um dono de restaurante na rua Corso Como em Milão. A maioria dos transeuntes reagiu de forma moderada às notícias vindas de Roma. "Aí está mais um chefe de governo que não foi eleito diretamente", queixou-se uma jovem em frente à vitrine de uma sapataria.

Sem respaldo eleitoral
Este é o terceiro governo que não saiu das urnas. Em vez disso, cada vez mais é o presidente Giorgio Napolitano quem determina a nova liderança do país. Em novembro de 2011, ele colocou o economista Mario Monti à frente de um gabinete não eleito formado por tecnocratas, com vista a tirar o país da crise financeira. E quando as eleições parlamentares em fevereiro de 2013 resultaram num impasse e, mesmo depois de semanas de negociações, não foi possível formar um governo, Napolitano forjou uma grande coalizão do partido de centro-esquerda de Renzi, o Partido Democrático (PD), com o partido de Silvio Berlusconi – sob a liderança de Letta, correligionário de Renzi.

Renzi quer reformas "já"
Renzi é, agora, o terceiro primeiro-ministro sem mandato dos eleitores. E ele anunciou confiante que quer governar até o final do período legislativo.
Pesquisas de opinião apontam que os italianos querem novas eleições no fim do ano. E não somente eles – também dentro do partido de Renzi houve críticas. "Tínhamos a esperança de que ele pudesse levar nosso partido à vitória nas urnas. Mas, para isso, é preciso que haja eleições", disse um correligionário de Renzi à Deutsche Welle. Um antigo companheiro de Renzi, o parlamentar Pippo Civati, de Monza, disse temer uma guinada à direita do partido e acusou Renzi de direcionar seu programa político seguindo os desejos da ala de direita. "Berlusconi é quem mais se alegrou com o novo chefe de governo", disse Civati numa entrevista de jornal. "Renzi está onde está porque ele deverá ser queimado politicamente."

Berlusconi: amigo ou inimigo de Renzi?
Berlusconi poderia estar contando com um desgaste de Renzi nos próximos meses, pois os problemas do país são enormes. Além disso, o energético florentino com uma predileção por soluções rápidas não tem uma varinha mágica. Assim, o brilho de sua estrela pode apagar antes das próximas eleições. Ainda que Berlusconi tenha sido condenado judicialmente, tendo de deixar o seu assento no Senado, ele continua a influenciar a política italiana. Agora, ele e seus companheiros exigem reformas que o próprio Berlusconi não realizou durante os seus anos de mandato.

Somente se Renzi logo apresentar êxitos em seu caminho rumo à transformação do país, conseguirá manter-se no poder. Mas, para tal, ele precisa da ajuda dos outros partidos. E não possui o apoio do Movimento 5 Estrelas – liderado pelo ex-comediante Beppe Grillo e fortemente representado no Parlamento italiano. Grillo rejeita o novo chefe de governo como parte da casta que combate. Assim, Renzi deverá contar com os mesmos parceiros de coalizão que seu antecessor Letta, ou terá de incluir até mesmo a Força Itália, de Berlusconi. Governar não deverá ser uma tarefa fácil para o novo primeiro-ministro.

http://www.dw.de/renzi-promete-uma-reforma-por-mês-na-itália/a-17455812
 

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Discussion Starter #3
Nine-hour tests and lots of pressure: welcome to the Chinese school system

The streets surrounding Shijia primary school in Beijing were mobbed by a crowd of parents so dense that cars were obliged to beat a retreat. At 3.45pm on Friday, 11-year-old Zou Tingting, five minutes late, bounded through the school's west gate and into her waiting mother's arms. Tingting's classes were over, but her day was just beginning – she had an hour of homework, plus lessons in ping pong, swimming, art, calligraphy and piano. Tingting's mother, Huang Chunhua, said that, like many Chinese mothers, she once considered Tingting's academic performance her top priority; now she realises the importance of a well-rounded education. "I've seen British curricular materials, and I'm actually kind of jealous," she said. "British teachers guide students to discover things on their own – they don't just feed them the answers, like in China."

In recent weeks British parents and educators have been in a panic about the discrepancy between the Chinese education system and the UK's. In December the Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) released the 2012 results for its triennial Programme for International Student Assessment (Pisa) test – a reading, maths and science examination administered to half a million 15-year-olds in 65 countries. Shanghai students topped the rankings; the UK ranked 26th. Next week education minister Elizabeth Truss will lead a "fact-finding mission" to Shanghai to learn the secrets of China's success. She plans to adjust the UK's education policy accordingly. Yet Chinese parents and educators see their own system as corrupt, dehumanising, pressurised and unfair. In fact, many are looking to the west for answers. Huang said that some parents bribe Shijia primary school to admit their children (though she declined to say whether she had done so herself).

Tingting attends an expensive cramming school at weekends, leaving her tired. She will probably have to abandon extracurricular activities in high school to devote more time to the college admission exam, called the gaokao. Many parents consider the gruelling nine-hour test a sorting mechanism that will determine the trajectory of their children's lives. Chinese experts are also less impressed than Truss by the Pisa scores. "Even though Shanghai students scored well on the test, this doesn't mean that Shanghai's education system doesn't have any problems," said Lao Kaisheng, a professor in the education department of Beijing Normal University. "In fact, it's the opposite." As long as China's education system remains vast but resource-constrained, Lao added, its schools will default to testing as a reliable indicator of competence. "The education system here puts a heavy emphasis on rote memorisation, which is great for students' test-taking ability but not for their problem-solving and leadership abilities or their interpersonal skills," he said. "Chinese schools just ignore these things."

According to an analysis of the rankings, the children of Shanghai's cleaners and caterers are three years more advanced than UK lawyers' and doctors' children in maths. Yet the figures are an unreliable measure of equality. Although Shanghai's 23 million people make up less than 2% of China's population, its per capita GDP is more than double the national average; its college enrolment rate is four times as high. Furthermore, nearly half of Shanghai's school-age children belong to migrant families and were effectively barred from taking the test: because of China's residence registration system, these students are forced to attend high school in their home provinces, where schools are often debilitatingly understaffed. Although students from 12 provinces took the test in 2009, the government only shared Shanghai's scores. "The OECD has not disclosed if other Chinese provinces secretly took part in the 2012 assessment. Nor have Pisa officials disclosed who selected the provinces that participated," wrote Tom Loveless, an education expert at Harvard University, on a Brookings Institute blog. "There is a lack of transparency surrounding Pisa's relationship with China."

Wang Peng, a teacher in Wuhu, a city in Anhui province, said that his school's average class size is significantly larger than most in Shanghai, and that it cannot compete in terms of financial strength. Wang said he makes about £300 a month; teachers in big cities make twice as much. "As far as education methods go, there's not a huge difference [between Wuhu and Shanghai]," he said. "But the general educational environment, and the opportunities that students receive – those are really different." Occasionally, reminders of the system's ruthlessness cause soul-searching. In 2012, pictures of a classroom of Chinese high-school students hooked up to intravenous amino acid drips while studying for the gaokao went viral on social media. Last May two teenagers in Jiangsu killed themselves after "failing to complete homework", according to state media. In 2012, a student emerged from the exam to learn that his mother had died in a car crash 12 days prior; the school and his relatives conspired not to tell him so as to not distract him.

Authorities recognise the problem. Last June the government issued guidelines urging schools to focus on students' "moral development", "citizenship" and "ambition" rather than their test scores. Yet solutions remain elusive. One recently retired teacher at a Beijing middle school said she earns extra money by teaching an after-school cramming course called maths olympiad. The programme was designed as an advanced exercise for outstanding maths students. In the late 1990s Beijing authorities barred grade schools from setting entrance exams, and some simply adopted maths olympiad scores as a substitute. Parents began to see the course as required, even if their children were uninterested or under-qualified. Although the education ministry has repeatedly cracked down on maths olympiad instruction, schools maintain the programme under different names, state media reported in 2012. Enrolment figures remain high. "When maths olympiad first started, it had the right idea – it was a programme for students who were really interested," said the teacher, who requested anonymity because of the course's controversial profile. "There are a lot of kids without the ability who go to study this stuff, and it consumes their weekends, and their winter and summer vacations. "These students aren't developing in a healthy way. This shouldn't be allowed to happen."

http://www.theguardian.com/world/2014/feb/22/china-education-exams-parents-rebel
 

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Discussion Starter #4
Eu vou insistir e espero ter a ajuda de vocês:

Partido de Mandela enfrenta resistência na África do Sul após 20 anos no poder

Quando Alton Dalasile arranjou seu primeiro emprego como mineiro no final dos anos 80 em Marinaka, ele rapidamente se tornou membro do Sindicato Nacional de Mineiros, uma poderosa organização que não só lutava pelo direito dos trabalhadores, mas também confrontava o sistema de segregação racial conhecido como apartheid. Quando o aliado político de seu sindicato, o Congresso Nacional Africano (CNA), disputou as eleições em 1994 nas primeiras eleições democráticas da África do Sul, Dalasile entusiasticamente votou em Nelson Mandela, o primeiro presidente negro do país. No ano passado, Dalasile desistiu do sindicato após uma temporada violenta de greves que terminou com 34 mineiros mortos pela polícia em agosto e se juntou a um sindicato novo e radical que acusa a velha guarda de peleguismo. Agora, Dalasile está considerando o que antes era inimaginável: votar contra o CNA nas eleições do ano que vem. "Eles nos abandonaram e nos traíram", disse Dalasile. "O CNA não é mais o partido dos pobres, dos trabalhadores. Eles só se preocupam em enriquecer."

No ano que vem, a Ágrica do Sul terá eleições para a Assembleia Nacional, que escolhe o novo presidente do país. Vinte anos após o fim do apartheid, quando o CNA chegou ao poder ovacionado internacionalmente, o partido de Mandela enfrenta, talvez, seu maior desafio eleitoral até aqui. As eleições ocorrerão sob a sombra das mortes em Marikana, um acontecimento que muitos têm comparado aos massacres da época do apartheid, que provocaram a luta contra o governo branco. Apenas dessa vez, os policiais e os políticos que os coordenaram eram quase que todos negros. O governo do CNA, acusado de matar manifestantes desarmados, responderam indiciando os mineiros em greve pelo assassinato de seus colegas. A forma como o partido lidou com a greve e seus resultados, assim como com as alegações de favorecimento ilegal e corrupção nos níveis mais elevados da liderança, provocou uma frustração generalizada com o CNA, e uma nova safra de personagens políticos está tentando surfar na onda do descontentamento.

Julius Malema, o militante que liderou a juventude do partido até ser expulso no início do ano acusado de semear a discórdia, deu início ao seu próprio partido político, os Combatentes da Liberdade Econômica. O pontapé inicial de seu partido ocorreu em um gigantesco comício no mês passado em meio a aplausos de adulação, com ele vestindo uma capa vermelha, como se estivesse se autoproclamando um herói, um próximo Hugo Chávez, ao apresentar como bandeiras a nacionalização das minas do país e o confisco das propriedades dos brancos. "Devemos restaurar a dignidade da maioria negra", declarou a milhares. "Agora é o momento de realizarmos as promessas de 1994. Apesar de sua popularidade, Malema pode não ser o candidato mais indicado para desafiar o CNA nas questões de corrupção e favorecimento ilegal. Como um líder proeminente do CNA, ele se tornou conhecido por seu luxuoso estilo de vida, usando relógios da Breitling e sapatos Louis Vitton e dirigindo Range Rovers e construindo uma casa em um dos bairros mais chiques de Johannesburgo.

Ele foi acusado de bancar esse estilo de vida com o desvio de milhões de dólares em contratos, e é atualmente apontado como responsável por lavagem de dinheiro em contratos com uma empresa de engenharia ligada a ele em sua província natal, Limpopo. Malema negou essas acusações e, em uma entrevista, disse que sua expulsão do CNA era um sinal de que "o movimento se tornou um porco e está comendo seus próprios filhotes". Ele afirmou que o presidente Jacob Zuma forçou sua saída do partido, porque se sentia ameaçado e queria deixar os empresários tranquilos. "Ele me tirou de lá, porque as pessoas diziam para ele: 'Tire o Malema e as pessoas brancas ficarão felizes'", disse.

Ele se autointitulou como o homem destinado a finalizar a revolução incompleta da África do Sul transferindo a riqueza dos homens brancos, que controlam a maior parte da indústria e grande parte da terra arável para a maioria negra. Malema também execrou os programas de inclusão social para os negros estabelecidos pelo CNA como um esquema para enriquecer poucos eleitos e acusa o partido de abandonar os pobres. Ele afirmou que pode falar com nova autoridade sobre a pobreza agora. Como resultado da investigação de corrupção, seus bens foram congelados e vendidos para pagar os impostos devidos, retirando dele toda sua fortuna. Seu atual endereço, segundo ele, é uma pequena casa onde ele foi criado pela avó. "Não teorizamos sobre a pobreza", disse. "Crescemos na pobreza." Malema não é o único político tentando retirar a ampla maioria eleitoral do CNA. Outra figura proeminente, Maphela Ramphele, uma executiva e ex-parceira do já falecido Steve Biko, líder da consciência negra, deu início a um partido político de centro que ela espera angariar apoio da classe média negra e branca, embora analistas acreditem que é mais provável que ela conquiste votos do principal partido de oposição, a Aliança Democrática. Não importa quão insatisfeitos estejam os eleitores, o CNA deve permanecer no poder. Seu apoio majoritário foi reduzido ao longo dos anos desde a eleição de Mandela, mas continua importante. Analistas afirmam que se o CNA conquistar um número abaixo de 60% de votos, já será um golpe simbólico.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2013-11-16/partido-de-mandela-enfrenta-resistencia-na-africa-do-sul-apos-20-anos-no-poder.html

Com esse eu discordo em parte, mas tem um ponto de vista interessante:

America Didn’t Decline. It Went Global.

We’ve been obsessing over the decline or persistence of American power for more than three decades now. The latest example is a Gallup poll out Monday showing rising dissatisfaction with the United States’ standing in the world — but it all started with a wave of declinism in the 1980s, set off by the rise of Japan. Then the doom and gloom suddenly vanished amid the triumphalism of the 1990s, which transformed the United States into the world’s only superpower. After the Sept. 11 attacks and the invasion of Iraq, many thought “empire” was a better moniker, with the United States apparently able to reshape world order virtually at will. And then just a few years later — poof! — declinism returned with a vengeance, with American power supposedly crashing like the latest Hollywood reality queen. China supplanted Japan as a hegemon on the rise, and the biggest global financial crisis since 1929 — emanating from the United States itself — was allegedly the final nail in the coffin of the American century.

But really? Is it really possible for American power in the world to flip-flop so wildly over the decades? Surely, the economic underpinnings of national power run deeper than that? And throughout these waves of conventional wisdom over the decades, there have always been contrarians, including in the present. So how is it possible for commentators to look at the same data and come to completely opposite conclusions? The answer is that people are debating the wrong data, especially today. The traditional way of conceptualizing national power is to look at so-called national accounts — most of all gross domestic product, but also balance of trade, national debt, world share of manufacturing, etc. — relative to other nations or the world. So when Japanese GDP was rising rapidly from the 1960s to the 1980s, people equated this with the rise of Japanese economic power. This made sense in the era before globalization, when production was largely contained within national borders and firms would export their goods and services to compete abroad. So when made-in-Japan radios began flooding the American market in the 1960s, this was reflected not only in increasing Japanese GDP and exports but also in the increasing capacity of Japanese firms like Sony to outcompete American firms like RCA.

But in the age of globalization, as the world’s largest transnational corporations now have vast operations across the globe, this equation between national accounts and national power begins to break down. China, for example, has been the world’s largest electronics exporter since 2004, and yet this does not at all mean that Chinese firms are world leaders in electronics. Even though China has a virtual monopoly on the export of iPhones, for instance, it is Apple that reaps the majority of profits from iPhone sales. More broadly, more than three-quarters of the top 200 exporting firms from China are actually foreign, not Chinese. This is totally different from the prior rise of Japan, propelled by Japanese firms producing in Japan and exporting abroad.

In the age of globalization, then, the rise of Chinese national accounts could actually reflect the power of foreign transnational corporations, and we cannot know simply by looking at national accounts. Another example is the Chinese auto market, which has exploded to become the largest national auto market in the world since 2009. But again, in the age of globalization, this does not at all mean that Chinese firms are world leaders in automobiles. In fact, Chinese firms can’t even compete within China, let alone abroad. There are more than 100 Chinese auto firms, and despite decades of state subsidies and protection, their combined market share in China is less than 30 percent. Foreign firms, dominated by General Motors and Volkswagen, make up the rest. This is totally different from the days when the Japanese and South Korean auto markets emerged, as the rise of their national markets reflected the rise of their national auto firms (Toyota, Honda, Hyundai, etc.), establishing a strong base from which to compete abroad. So we can no longer rely on national accounts to determine national power. Rather, we have to investigate these corporations themselves to encompass their transnational operations — for which national accounts (conceived in the 1920s) are wholly inadequate. Once we analyze the world’s top transnationals, a startling picture of economic power emerges. For one thing, national accounts seriously underestimate American power, and seriously overestimate Chinese power.

So this is what I do in my research, some of which is published in International Studies Quarterly. I analyze the world’s top 2,000 corporations as ranked by the Forbes Global 2000, organize them into 25 broad sectors and then calculate the combined profit shares of each nationality represented. The extent of American dominance is stunning. Of the 25 sectors, American firms have the leading profit share in 18, and dominate (with a profit share of 38 percent or more) in an astounding 13 of these sectors — more than half. No other country even begins to approach this American dominance across such a vast swath of global capitalism. Only one other country, Japan, dominates a single other sector (trading companies), which happens to be one of the smallest of the 25. By contrast, American firms particularly dominate the technological frontier, including a whopping 84 percent of the profit share in computer hardware and software (despite China becoming the largest PC market in the world in 2011), 89 percent of the health care equipment and services sector and 53 percent of pharmaceuticals and biotechnology. Perhaps most surprisingly, American dominance of financial services has actually increased since the 2008 Wall Street crash, from 47 percent in 2007 to an incredible 66 percent profit share in 2013. In short, despite almost seven decades of increasing global competition and the rise of vast regions of the world (most of all East Asia), American transnational corporations continue to dominate the pinnacle of global capitalism, a phenomenon that national accounts miss.

This is not to deny that China’s rise has been extraordinary, but we have to go beyond national accounts to understand what’s going on. Basically, China’s economy has a two-tier structure: One tier is state-dominated and closed to foreign (or even private Chinese) competition, and the other is more or less open. In many of the latter sectors, American firms already dominate, so in this sense the rise of China actually increases American power and influence as these companies become increasingly embedded in Chinese society. As for the nationally protected sectors, China has risen rapidly mainly in those sectors that are state-dominated (banking; construction; forestry, metals and mining; oil and gas; telecommunications), but these sectors are largely contained within Chinese borders, and their Chinese state-owned enterprises don’t compete with American transnational firms abroad (oil and gas being a notable exception). But if we now live in the age of globalization and these companies operate all over, then can we really count them as American power? Yes, because they are still ultimately owned by American citizens — of the top 100 U.S. transnational companies, on average more than 85 percent of their shares are owned by Americans. Thus, an incredible 42 percent of the world’s millionaires are American (as opposed to 4 percent Chinese), and more than 40 percent of the world’s household net worth is based in America. That the global share of U.S. GDP has declined to less than a quarter since the 2008 crash simply reveals how global American corporate power has become.

But this also drives increasing inequality in the United States, one of the defining issues of our age, from Occupy Wall Street to “The Hunger Games” to President Barack Obama’s 2014 State of the Union address. This is because the top 1 percent own 42 percent of Big Business, and as the latter increases its global power, so too does the wealth of American asset-owners — and thus inequality. But we cannot understand this fact without rethinking national power in the age of globalization, and understanding that U.S. power hasn’t declined — it has globalized.


Read more: http://www.politico.com/magazine/story/2014/02/america-didnt-decline-it-went-global-103865_Page2.html#ixzz2uU7D9ZAB
 

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Nine-hour tests and lots of pressure: welcome to the Chinese school system
http://www.theguardian.com/world/2014/feb/22/china-education-exams-parents-rebel
Eu concordo com a reportagem. No entanto, não deixa de ser curioso a Guardian tentar comparar a educação de um país com PIB per capita de $6 mil com a de um país com PIB per capita de $40 mil. Note que a Coréia do Sul tem um sistema educacional bem mais estressante que a China, mas falar mal da Coréia do Sul não dá ibope...
 

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O que vocês acham destes sistemas educacionais estressantes? Tenho um pé atrás em relação a eles.
Pra ser mais exato, não se trata apenas do sistema educacional como também da cultura de valorização do desempenho escolar, presente nos países do Extreme Oriente e em Singapura. Por exemplo, uma família de classe média chinesa que se muda para os EUA provavelmente vai submeter seus filhos a uma rotina exaustiva de aulas particulares, tal como faria na China, apesar de estar em um país com sistema de educação bem mais "baixa pressão".

Acho que o sistema/cultura de educação de "alta pressão" tem vantagens e desvantagens. Desestimula a criatividade, a capacidade de pensar de forma independente, e coloca um grande estresse na vida de pais e filhos. Por outro lado, países com poucos recursos per capita para a educação, como a China, dificilmente conseguiriam educar sua população com um sistema/cultura de "baixa pressão" (ver o caso do Brasil...)

Portanto, em linhas gerais, creio que quanto mais pobre o país, mais saudável é a pressão por desempenho escolar, e vice-versa. Claro que deve ter exceções mas estou com preguiça de pensar nisso no momento... hehe
 

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Tabloide de Uganda publica lista com nomes de homossexuais
Matéria expôs ugandenses que não haviam dito publicamente ser gays por medo da violência
25 de fevereiro de 2014 | 11h 50


Foto: AP

(Atualizada às 23h30) KAMPALA - O jornal Red Pepper, da Uganda, publicou nesta terça-feira, 25, uma lista do que chamou de "os 200 principais" homossexuais do país, expondo alguns ugandenses que não haviam dito publicamente ser gays, um dia depois de o presidente do país, Yoweri Museveni, ter sancionado uma severa lei contra homossexuais.

O tabloide publicou os nomes e algumas imagens de pessoas que seriam gays em uma matéria de capa sob a manchete "Expostos!". A lista inclui ativistas gays como Pepe Julian Onziema, que já havia alertado que a nova lei antigay do país despertaria violência contra homossexuais. Um popular astro de hip hop ugandense e um padre da Igreja Católica também estavam na lista.

Poucos ugandenses se identificam como gays publicamente. A matéria faz lembrar outra lista similar publicada em 2011 por um tabloide que não existe mais e que pedia a execução de homossexuais. Um proeminente ativista dos direitos dos gays, David Kato, foi morto depois que a lista de 2011 foi divulgada. Na época, ativistas disseram acreditar que ele havia sido alvo de violência por seu trabalho na promoção dos direitos de homossexuais no país. Um juiz condenou a exposição em um país onde gays enfrentam descriminação, dizendo que isso significava uma invasão de privacidade.

"A caça às bruxas da mídia está de volta", escreveu em sua conta no Twitter Jacqueline Kasha, conhecida ativista lésbica da Uganda, que está entre os listados na matéria publicada no tabloide.

A nova lei antigay de Uganda pune as relações homossexuais com sentenças que vão até prisão perpétua. Réus primários podem ser condenados a 14 anos de prisão. O porta-voz da polícia de Uganda Patrick Onyango disse nesta terça-feira que nenhum homossexual foi preso desde que Museveni assinou a lei, mas que pelo menos duas pessoas haviam sido detidas desde que legisladores aprovaram a lei em dezembro passado. O ativista Pepe Onziema disse que havia contabilizado até seis prisões e que mais de uma dezena de homossexuais ugandenses fugiram do país desde dezembro por preocupações com a própria segurança.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, advertiu que a lei institucionaliza a discriminação e poderia incentivar assédio e violência. O Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou, em comunicado, que a assinatura da lei pelo presidente na segunda-feira marcava "um dia trágico para Uganda e para todos os que se preocupam com a causa dos direitos humanos" e alertou que Washington poderia cortar a ajuda ao governo à nação africana. "Agora que esta lei foi promulgada, estamos começando uma revisão interna de nossa relação com o governo do Uganda para garantir que todas as dimensões do nosso envolvimento, incluindo programas de assistência, sustentem nossas políticas e princípios de não discriminação e reflitam nossos valores."/ AP

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,tabloide-de-uganda-publica-lista-com-nomes-de-homossexuais,1134389,0.htm
 

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Pra ser mais exato, não se trata apenas do sistema educacional como também da cultura de valorização do desempenho escolar, presente nos países do Extreme Oriente e em Singapura. Por exemplo, uma família de classe média chinesa que se muda para os EUA provavelmente vai submeter seus filhos a uma rotina exaustiva de aulas particulares, tal como faria na China, apesar de estar em um país com sistema de educação bem mais "baixa pressão".

Acho que o sistema/cultura de educação de "alta pressão" tem vantagens e desvantagens. Desestimula a criatividade, a capacidade de pensar de forma independente, e coloca um grande estresse na vida de pais e filhos. Por outro lado, países com poucos recursos per capita para a educação, como a China, dificilmente conseguiriam educar sua população com um sistema/cultura de "baixa pressão" (ver o caso do Brasil...)

Portanto, em linhas gerais, creio que quanto mais pobre o país, mais saudável é a pressão por desempenho escolar, e vice-versa. Claro que deve ter exceções mas estou com preguiça de pensar nisso no momento... hehe
 

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Discussion Starter #13
France vows to prevent C. African Rep. breakup

BOZOUM, Central African Republic (AP) — Thousands of international troops dispatched to volatile Central African Republic are there to help keep the country from breaking apart, France's president said Friday, days after the French parliament voted to prolong the country's mission in its former colony wracked by violence between Christians and Muslims.

It was the second visit to the capital, Bangui, by French President Francois Hollande since France boosted its troop levels here to 1,600 in December as part of "Operation Sangaris." Three months later, France has promised another 400 soldiers, and the neighborhood immediately surrounding the airport remains a hotbed of fighting between peacekeepers and the militiamen they are seeking to disarm.

With a European force of 1,000 on the way and African forces already there, Hollande said a total of 9,000 soldiers would be in place to "end the score settling, re-establish the government's authority, allow dialogue and avoid that the slightest attempt to partition Central African Republic."

The French mission has become more complex than anticipated, raising fears of a protracted and bloody conflict. Already two French soldiers have been killed while trying to disarm fighters here.

The arrival of additional French forces in early December coincided with a coup attempt by Christian militiamen seeking to overthrow a Muslim rebel government accused of committing scores of human rights abuses. The French troops initially were warmly welcomed by many in the capital of Bangui, with Christian refugees cheering at the sound of French helicopters overhead.

In recent months, though, frustration has grown with the lack of security in many neighborhoods. The burned remains of looted Muslim shops are now littered not only with anti-Muslim graffiti but also with "No to France" and "Sangaris leave!"

The Sangaris forces are now fanning out even deeper into the turbulent countryside in this nation of 4.6 million people. French troops have arrived within the last week in the southwestern town of Carnot, located 200 kilometers (125 miles) from the Cameroonian border.

Local Christian militia and fighters from further afield have attacked Muslims, saying they are trying to disarm the remnants of a brutal Muslim rebel regime that was ousted from power in January. The Christian anti-Balaka fighters already have issued an ultimatum.

"If the French disarm us, how are we going to do our work to protect our people?" says Stephane Orofei, 28, a local militia leader. "The Sangaris have a week to leave our town."

The head of the Sangaris mission, Gen. Francisco Soriano, said he was hopeful that the deeply divided community could heal its wounds. Upon arrival, he met with religious and town leaders.

"I know that many families here have truly suffered, but we must look forward now," Soriano told the community meeting.

"Central African Republic needs all its people, Christians and Muslims," he later told the AP. "They have to relearn how to live together."

http://www.businessweek.com/ap/2014-02-28/france-vows-to-prevent-c-dot-african-rep-dot-breakup

Chinese police save hundreds of babies from online trading racket

Beijing (CNN) -- China has smashed four child-trafficking rings and arrested more than a thousand people for using websites and instant messaging groups to trade babies, Chinese authorities said Friday.
On February 19, police from 27 provinces across China rescued 382 babies and arrested 1,094 people suspected of buying and selling infants online, China's Ministry of Public Security said in a statement on its website.
The sting was part of a six-month operation launched after police in Beijing and Jiangsu in eastern China received reports of a website promoting private adoptions.
Potential buyers
Obstetrician admits to stealing infants Doctor accused of taking, selling babies
Further investigations uncovered a virtual black market -- involving four websites, online forums and some 30 groups on a popular Chinese messaging platform -- that connected traffickers with potential buyers.
The ministry said some of the people arrested confessed to using the sites.
According to local media reports, 27 suspects were arrested in the country's southern Sichuan province, where 13 babies were also rescued. Another 43 suspects were arrested and 11 babies rescued in Anhui province, in eastern China.
A woman arrested by police in Leshan, Sichuan admitted to buying two baby girls from Wuhan and Chengdu, in August 2013 and January 2014, respectively, Chinese state broadcaster CCTV reported.
Another couple in their 30s told CCTV they used a Chinese website to buy a baby from an expectant teenage couple in Chengdu. They paid 20,000 yuan (US$3,250) for the child.
It is not known where the other arrests took place.
Major concern
Child trafficking has become a major concern in China, as traffickers seek to profit off a growing demand for healthy babies from potential adoptive parents both in China and beyond.
Last month, a Chinese doctor received a suspended death sentence for selling babies to a trafficking ring. The woman, an obstetrician at a hospital in Shaanxi province in central China, sold seven babies in six separate cases after persuading her patients that their newborns were sick and should be given up, according to statements posted on the local court's official microblog account.
The ministry said its investigation into the online baby-trading networks is still ongoing. It did not say whether charges have been brought against any of the suspects, or if the trafficking extended beyond China.

http://edition.cnn.com/2014/02/28/world/asia/china-online-baby-trafficking-crackdown/
 

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Fernando Henrique Cardoso

Diplomacia inerte


Domingo de carnaval, convenhamos, não é o melhor dia para ler artigo sobre política internacional. Mas que fazer? Coincidiu que o dia de minha coluna fosse hoje e não tenho jeito nem vontade de escrever sobre as alegrias de Momo. Por mais que nos anestesiemos no carnaval, o meio circundante não alenta alegrias duráveis.

Comecemos do princípio. Acho que houve um erro estratégico desde o governo Lula na avaliação das forças que predominariam no mundo e da posição do Brasil na ordem internacional que se transformava. Não me refiro ao que eu gostaria que ocorresse, mas às tendências que objetivamente se foram configurando. Nossa diplomacia guiou-se pela convicção de que um novo mundo estava nascendo e levou o presidente, em sua natural busca de protagonismo, a ser o arauto dos novos tempos. A convicção implícita era a de que pós-Muro de Berlim, depois de breve período de quase hegemonia dos Estados Unidos, pregada pelos seus teóricos do neoconservadorismo, e da coorte de equívocos da política externa daquele país (invasão do Iraque, do Afeganistão, isolamento da Rússia, apoio acrítico a Israel em sua política de assentamentos de colonos etc.) e dos desastres provocados por estas atitudes, assistiríamos a uma correção de rumos.

De fato, houve essa correção de rumos, mas a direção esperada pela cúpula da diplomacia brasileira e por setores políticos sob influência de alas antiamericanas do PT era a do “declínio do Ocidente”, com a perda relativa do protagonismo americano e a emergência das forças novas: a China (o que ocorreu), o mundo árabe, em especial os países petroleiros, a África e, naturalmente, a América Latina, como parte deste “terceiro mundo” renascido. Essa visão encontra raízes em nossa cultura diplomática desde os tempos da “política externa independente”, de Jânio Quadros, e encontra eco nos sentimentos de boa parte dos brasileiros, inclusive de quem escreve este artigo. Sempre sonhamos com um mundo multipolar no qual “os grandes” tivessem que compartilhar poder e nós, brasileiros, pouco a pouco nos tornássemos parceiros legítimos do grande jogo de poder global.

Contudo, uma coisa é desejar um objetivo, outra é analisar as condições de sua possibilidade e atuar para que, dentro do possível, buscando ampliar seus limites, nos aproximemos do que consideramos o ideal. Nisso é que o governo Lula calculou mal. Se a Europa, sobretudo depois da crise financeira de 2008, perdeu tempo em tomar decisões e está até hoje embrulhada na indefinição sobre até que ponto precisará integrar-se mais (compatibilizando as políticas monetárias com as fiscais), ou voltar, na linguagem de De Gaulle, a ser a “Europa das Pátrias”, nem a China se perdeu nos devaneios maoístas, nem os Estados Unidos no neoconservadorismo que acreditava que a América poderia agir como se fosse uma hiperpotência. Pelo contrário, a China lançou-se às reformas para inverter o polo investimento/consumo, diminuindo aquele e aumentando este, e os americanos deixaram de lado a ortodoxia monetarista, recalibraram a sua política externa e se jogaram à inovação das fontes de energia. Hoje propõem uma coexistência competitiva, mas pacífica com a China, baseada no comércio, e lançam cordas para que a Europa saia do marasmo e se incorpore aos Estados Unidos, que funcionariam como dobradiça entre a China e a Europa, formando um formidável tripé.

Enquanto isso, o Brasil faz reuniões com países árabes, que não deixam de ter sua importância, propõe negociações sobre o Irã em coordenação com a Turquia (imagine-se se os turcos fariam o mesmo, propondo-se a ajudar o Brasil para resolver o litígio das papeleiras entre Uruguai e Argentina...), abre embaixadas nas mais remotas ilhas para, com o voto de países sem peso na mesa das negociações, chegar ao Conselho de Segurança. Por outro lado, compor*ta-se* timidamente quando a Petrobras é expropriada pela Bolívia, interfere contra o sentimento popular em Honduras, se abstém de entrar em bolas divididas, como no conflito argentino-uru*guaio, além de calar diante de manifestações antidemocráticas quando elas ocorrem nos países de influência “bolivariana”.

Noutros termos: escolhemos parceiros errados, embora, em si mesma a relação Sul/Sul seja desejável, e menosprezamos os atores que estão saindo da crise como principais condutores da agenda global, exceção parcial feita à China (neste caso, não há menosprezo, mas falta de estratégia). Perdemos liderança na América Latina, hoje atravessada pela cunha bolivariana que parte da Venezuela com apoio de Cuba, estende-se acima até a Nicarágua, passa pelo Equador, abaixo, desce direto à Bolívia e chega à Argentina. No outro polo, se consolida o Arco do Pacífico, englobando Chile, Peru, Colômbia e México e nós ficamos encurralados no Mercosul, sem acordos comerciais bilaterais e, pior, calados diante de tendências antidemocráticas que surgem aqui e ali.

Ainda agora, na crise da Venezuela, é incrível a timidez de nosso governo em fazer o que deve: não digo apoiar este ou aquele lado em que o país rachou, mas pelo menos agir como pacificador, restabelecendo o diálogo entre as partes, salvaguardando os direitos humanos e a cidadania. O Mercosul, desabridamente se põe do lado do governo de Maduro. O Brasil, timidamente, se encolhe enquanto o partido da presidente apoia o governo venezuelano, sem qualquer ressalva às mortes, aprisionamento de oposicionistas e cortinas de fumaça que querem fazer crer que o perigo vem de fora e não das péssimas condições em que vive o povo venezuelano.

Agindo assim, como esperar que, chegada a hora, a comunidade internacional reconheça os direitos que cremos ter (e de fato poderíamos ter) de tomar assento nas grandes decisões mundiais? Fomos incapazes de agir, ficamos paralisados em nossa área de influência direta. A continuar assim, que contribuição daremos a uma nova ordem global? Chegou a hora de corrigir o rumo. Que a crise venezuelana nos desperte da letargia.

http://www.gazetadopovo.com.br/colunistas/conteudo.phtml?id=1451214&tit=Diplomacia-inerte&tl=1
 

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China promete castigar atacantes que mataram 29 pessoas em estação de comboio
AGÊNCIAS 02/03/2014 - 14:32 (actualizado às 14:33)
Ataque de grupo armado com facas foi “organizado, premeditado e violento”. Autoridades apontam o dedo a uigures de Xinjiang.


Bilheteiras da Estação de Kunming depois do ataque REUTERS

Um grupo armado com facas entrou na estação de comboios de Kunming e atacacou todas as pessoas que encontraram pela frente, no que as autoridades descreveram como um atentado terrorista levado a cabo por separatistas de Xinjiang. Pelo menos 29 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas no brutal ataque de sábado à noite. Imagens mostravam corpos inertes e poças de sangue no chão do átrio da estação.

A polícia matou quatro dos atacantes (três homens e uma mulher) e deteve uma suspeita. Procurava ainda cinco dos atacantes que conseguiram escapar, segundo a agência Xinhua.

O Partido Comunista Chinês está a tomar uma posição cada vez mais dura em relação a Xinjiang, escrevia na semana passada Michael Clarke, especialista na região, da Universidade de Griffith (Austrália), no site do East Asia Forum. O governo regional anunciou também na semana que passou que iria duplicar o orçamento para a polícia antiterrorista. Mas “a própria política chinesa está a contribuir para a tensão em Xinjiang”, alertou, e se o partido não tentar combater o seu papel no aumento do descontentamento, “a região está condenada a continuar o ciclo de violência”.

A região ocidental de Xinjiang vive há décadas uma insurreição de uigures, uma minoria muçulmana, contra o regime comunista. No ano passado, os ataques mortíferos, muitos deles dirigidos contra esquadras de polícia em Xinjiang, aumentaram, com a região a registar cerca de 100 mortos. No mês passado, a polícia matou oito pessoas acusadas de terem atacado carros-patrulha. Em 2009, quase 200 morreram em motins na capital, Uruqmi.

Se o ataque tiver mesmo sido levado a cabo por uigures, a acção de sábado marca uma escalada dramática de ataques já muito longe da região de Xinjiang. Em Outubro, uma família uigur fez explodir um carro às portas da Praça de Tiananmen, morrendo e matando dois transeuntes na explosão.

Uigures que viajem para fora de Xinjiang são já vistos com suspeição geral e sujeitos a verificações de segurança, por exemplo quando se registam em hotéis, e, em alguns casos, são recusados. Caso se confirme que o atentado foi mesmo levado a cabo por uigures, as restrições poderão ainda aumentar.

Qiao Yunao, uma estudante de 16 anos, começou a ouvir gritos e pessoas a correr quando estava à espera do seu comboio. Viu um dos atacantes cortar o pescoço a um homem. “Entrei em pânico e corri para uma loja de fast-food”, contou. Daí, viu outros dois atacantes, um com uma faca para cortar melão e outro como uma faca de fruta a correrem e a atacarem quem quer que conseguissem.

Yang Haifei, um sobrevivente, ficou ferido no peito e nas costas. Estava a comprar um bilhete de comboio quando viu um grupo de pessoas, a maioria vestidas de preto, atacar. “Vi uma pessoa vir directa a mim com uma faca grande e corri, tal como toda a gente”, descreveu, notando que quem foi mais lento ficou gravemente ferido.

Chen Guizhen, de 50 anos, segurava o bilhete de identidade do marido, manchado de sangue. O casal de camponeses estava à espera de um comboio para ir trabalhar quando ambos foram atacados. O marido de Chen não sobreviveu. “Por que é que os terroristas são tão cruéis?”, chorava Chen. “Não acredito que ele me deixou…”

O ataque ocorreu mesmo antes da sessão anual do Parlamento chinês, na quarta-feira.

O Presidente chinês, Xi Jinping, pediu empenho na investigação e acusação. “Castiguem severamente, de acordo com a lei, os terroristas violentos, e persigam-nos com firmeza”, disse Xi, citado pela agência Xinhua. “Compreendam a grave e complexa natureza de combater o terrorismo. Façam tudo para manter a estabilidade social.”



http://www.publico.pt/mundo/noticia/china-promete-castigar-atacantes-que-mataram-29-pessoas-em-estacao-de-comboio-1626799
 

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Será a Ucrânia a nova Síria, ou eles vão dizer "volta pro mar (ou Rússia) oferenda" para a Crimeia?
 

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Do Indian Voters Have Too Many Choices?

First-time visitors to India are always amazed at the menus in small restaurants. On offer are South Indian, Mughlai, Chinese and Continental cuisine, pizza and burgers, and even Mexican dishes, as well as Jain dishes (vegetarian, but without root vegetables) -- and sometimes “upvas,” or foods for fasting days. It's become clear that when national elections are held this April and May, the ballot will offer almost as wide a range of choices to the Indian voter. Up to this point, the main choice was between the two major national parties: the Congress party (which has been in power for the last 10 years at the hub of a coalition government), led by Rahul Gandhi, and the ascendant Bharatiya Janata Party (the main opposition party, which opinion polls strongly suggest will rout the Congress in 2014), led by Narendra Modi. But in December, a powerful outlier emerged in the form of the fledgling Aam Aadmi ("Common Man") Party, which surged ahead as a popular anti-corruption movement and now has the electoral backing of many middle-class Indians, who see it as a force that will clean up politics. And last week, a group of 11 mainly regional political parties, with a cumulative strength of 92 out of 545 seats in the current Parliament, announced that they were coming together as a “Third Front” in the hope of forming the next government in New Delhi.

Indians are familiar with Third Front minority governments, having seen as many as three of them in the last 25 years. One might even say that the prospect of these rainbow coalitions -- a bit of an understatement when one looks at the motley crew of socialists, communists, combinationists, nativists, “secularists” and plain opportunists that make up the latest edition of the Third Front -- is built into the DNA of Indian democracy. Third Front governments composed of a bevy of regional satraps are destined, every so often, to infiltrate the corridors of power at the center, when the two national parties find that their messages haven't hasn’t caught on in all corners of the most ethnically and linguistically diverse democracy on the planet. And they must bide their time (and at all costs keep one another out of office) by propping up a minority government -- at least for a while. None of the last three Third Front governments in New Delhi has lasted more than two years. Not only does the latest news reposition the individual parties of the Third Front in the eyes of the undecided voter, but it also greatly enlarges the palette of post-poll possibilities -- not just in terms of the Third Front offering support to, or receiving it from, one of the national parties (almost certainly the Congress), but also in terms of who from the top brass of the Third Front could be the next prime minister at the others' expense. So, depending on how things go in the elections for these regional bosses, the next prime minister of India could well be J. Jayalalithaa, a former film star who is now chief minister of Tamil Nadu; Nitish Kumar, chief minister of Bihar; Naveen Patnaik, chief minister of Odisha; or Mulayam Singh Yadav, father of the chief minister of Uttar Pradesh, Akhilesh Yadav. Perhaps there's even Prakash Karat, the head of the Communist Party of India (Marxist), who once debated the relevance of Marxism to India with historian Ramachandra Guha.

There must be something so quixotic about Indian democracy if Modi, the current front-runner to become the next prime minister of India, knows that he has to drag his party closer to the 200-seat mark (a majority would be 272) if he is to stand a chance of heading the new government. But if the dice were to roll the right way, even 30 seats in Parliament would be enough for the leader of one of the smaller parties. Seen another way, the ideas of what is big and what is small in Indian national politics have undergone a substantial redefinition in the last 20 years. The Congress’s automatic hold at the center for most of the first four decades after independence has slipped away, and the federalism of India’s constitutional setup has flowered. A slew of new political parties have cropped up with limited but locally relevant agendas, and they are stoutly resistant to taking dictation from the sometimes arrogant voice of the center. No one has analyzed the implications of the rise of the smaller parties in India better than the veteran journalist M.J. Akbar, who once wrote that "The next General Election will test whether the voter has lost his mistrust of small parties. Small is a comparative term. It had one meaning when Congress was a giant; small has become much bigger now that both Congress and BJP are in the 100-150-seat band."

Akbar, the most gifted metaphor maker of India's political columnists, was also wise to advise against the use of the moniker “Third Front,” “that jaded name for an amoebic coalition that is never quite sure which part has fallen off and what has joined up.” He suggested instead that “Federal Front” would be a more meaningful name, pointing in the direction of at least one coherent principle. But the writer Hasan Suroor saw no difference between the current Third Front and past ones: “Like seasonal frogs they surface, as if on cue, on the eve of every election with grand plans for a united anti-BJP, anti-Congress platform variously called the Third Front, the Third Alternative and the Secular Front, but no sooner are they formed than they collapse like a house of cards as petty rivalries, inflated egos and sheer opportunism eventually trump secularism.” Suroor is right. A potential Third Front minority government would be politically unstable, and not just for external reasons: It would also have too many internal contradictions on matters of policy, personality clashes all around, and not a big enough vision for a society of 1.2 billion people. Markets would likely react even more adversely to such a government than they would to a return of the moribund Congress-led alliance. No one believes that the Third Front is as united as it makes itself out to be. It's a front in more ways than one: an alliance, and also a facade. But the truth is that Modi probably fears this gaggle of seasoned politicians and deal makers much more than he does the relatively lightweight top brass of the Congress party, especially because, if it had to choose, the Third Front would choose a deal with a “secular” Congress over one with the “communal” BJP, even if this distinction is more rhetorical than real. Modi wasted no time in attacking the new formation. "I have seen in Gujarat that flamingos arrive before winter and vanish after winter," he said with a picturesque turn of phrase at a rally last week. "The Third Front are like migratory birds which will vanish after the elections.”

But it seems almost certain at this stage that any future government in India will be a minority one, emerging from the flux of a hung parliament (the implications of this have been sensitively analyzed by the journalist Kumar Ketkar). The magic figure of 272 is beyond the means of any one formation, especially with the Aam Aadmi Party threatening to fragment the result even further. Even a figure as authoritative and authoritarian as Modi must reconcile himself to running not just a country but (and this is a more delicate task) also a coalition. That means the bigger parties need the smaller ones more than the other way around, with the likely consequence that big ideas might be sacrificed for smaller ones and coarse compromises. And so, come results day on May 16, the new-old Third Front will almost certainly be in the news for some time -- if for no other reason than perhaps because some of its constituents decided to break with their own camp, thereby burying the idea of a Third Front. Not for too long, though: until about 2019.

http://www.bloombergview.com/articles/2014-03-05/do-indian-voters-have-too-many-choices
 

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Turquia ameaça tirar Facebook e YouTube do ar por divulgação de gravações

ISTAMBUL, 7 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, ameaçou banir o Facebook e o YouTube do país, numa tentativa de impedir adversários políticos de divulgarem anonimamente gravações que supostamente revelam casos de corrupção e outras irregularidades por parte do seu círculo íntimo.

Na gravação mais recente, divulgada na noite de quinta-feira no YouTube, Erdogan é supostamente ouvido ao telefone gritando impropérios ao dono de um jornal por causa de uma reportagem e sugerindo que os jornalistas fossem demitidos, num material que deve acentuar as preocupações com a liberdade de imprensa e com o estilo autoritário de Erdogan.

O premiê, que nega qualquer denúncia de corrupção, acusa seu ex-aliado Fethullah Gulen, um pregador muçulmano turco radicado nos EUA, de "fabricar" as gravações de áudio. Gulen, que nega envolvimento, tem muitos seguidores na Turquia, especialmente dentro da polícia e do Judiciário.

"Estamos determinados a respeito desse assunto. Não deixaremos esta nação à mercê do YouTube e do Facebook", disse Erdogan em entrevista à emissora local ATV, transmitida na noite de quinta-feira.

"Vamos tomar as medidas necessárias da forma mais forte", disse ele, acrescentando que isso ficará para depois das eleições municipais de 30 de março na Turquia.

Sobre a possibilidade de tais medidas incluíram a retirada dos sites do ar, ele disse: "Incluem, porque essas pessoas ou instituições encorajam todo tipo de imoralidade e espionagem para seus próprios fins".

Não houve reação imediata por parte do Facebook e do YouTube.

A Turquia proibiu o YouTube por mais de dois anos, até 2010, depois que usuários postaram vídeos que o governo considerou insultantes ao fundador da República, Mustafa Kemal Ataturk.

Recentemente, o governo reforçou o controle da Internet, alegando a necessidade de defender a privacidade dos usuários. Críticos de Erdogan dizem que a nova lei foi mais uma tentativa de abafar as denúncias de corrupção que invadem as redes sociais e os sites de compartilhamento de vídeos.

Erdogan diz que essas denúncias são parte de uma campanha para desacreditá-lo e desestabilizar seu governo. Segundo ele, fragmentos de conversas reais foram usados em uma "montagem". A Reuters não foi capaz de confirmar a autenticidade das gravações.

Fonte: http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPEA2601Q20140307?sp=true

Dá-lhe teoria da conspiração. Isso que dá deixar um mesmo partido/governante muito tempo no poder, começam a achar que é tudo conspiração internacional, força externas...
 

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Why The Worst Is Still Ahead For Turkey's Bubble Economy
http://www.forbes.com/sites/jessecolombo/2014/03/05/why-the-worst-is-still-ahead-for-turkeys-bubble-economy/

Emerging Market Banking Crises Are Next
http://www.forbes.com/sites/jamesgruber/2014/03/02/em-banking-crises-are-next/

Gold price signals China credit bubble bursting as investors seek safety
http://www.telegraph.co.uk/finance/commodities/10642184/Gold-price-signals-China-credit-bubble-bursting-as-investors-seek-safety.html

Duas matérias interessantes da Forbes sobre a bolha de crédito dos mercados emergentes, e uma falando sobre o risco do crédito chinês no mundo.
 
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