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Novo hotel Ca´d´Oro terá escritórios
15 de outubro de 2010 | 23h15 | Tweet este Post
Categoria: Geral, Urbanismo


Hotel está fechado há 10 meses e deve ser demolido (Foto: Paulo Liebert/AE)



Paulo Saldaña

O esqueleto do primeiro hotel cinco-estrelas de São Paulo, o Ca’d’Oro, na Rua Augusta, centro da cidade, vai ser parcialmente demolido para dar lugar a uma nova torre de 28 andares. O prédio, em fase de aprovação na Prefeitura, será de uso misto, com quartos de hotel e salas comerciais.

O novo espigão deve continuar com a bandeira Ca’d’Oro, um dos últimos hotéis familiares do País. Desde a desativação, há cerca de dez meses, a informação dos proprietários era de que o hotel seria renovado para atender ao fluxo turístico da Copa de 2014. “Com certeza estaremos prontos antes dos estádios”, diz Aurélio Guzzoni, neto do fundador do Ca’d’Oro, o italiano Fabrizio Guzzoni.

Os herdeiros preferiram não dar detalhes, mas confirmaram que a incorporadora Brookfield, que desenhou o projeto, entrou como parceira da família. A reportagem procurou a empresa, que não retornou as ligações.

De acordo com a planta analisada pela Câmara Técnica de Legislação Urbanística da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a torre vai abrigar 549 unidades: 153 direcionadas a quartos de hotel e 396 para escritórios. As salas comerciais serão abrigadas nos 18 primeiros andares, ficando o restante para o hotel.

O modelo misto é considerado uma tendência na cidade. “Ter uma construção de escritórios, serviços e hotéis no mesmo lugar é importante porque o hóspede acaba fomentando os negócios, além de viver outras experiências e compartilhar espaços”, afirma Toni Sando, diretor da São Paulo Convention & Visitors Bureau.


Trabalhadores de empresa especializada fazem a retirada do que ainda se encontra no local (Foto: Paulo Liebert/AE)



A planta já foi encaminhada para o departamento de aprovações da Secretaria de Habitação e deve ser analisada na próxima semana. Ainda não há prazos para a demolição e a inauguração nem previsão de custos. A informação é de que parte do complexo será demolida e outra parte da estrutura, reaproveitada.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) analisa a proposta de polo gerador de tráfego que integra o projeto. O movimento atual na área, entretanto, é considerado baixo pelos técnicos da companhia.

No trecho da Rua Augusta entre as Ruas Caio Prado e João Guimarães Rosa, no horário de pico da manhã, registra-se média de 300 veículos por hora no sentido bairro (Avenida Paulista) e 150 veículos no sentido centro. Isso significa que nas quatro horas do pico matutino passam nesse quarteirão aproximadamente 1,2 mil veículos no sentido bairro e a metade, 600, para o centro.

Depois de anos de abandono e de descaso, o novo prédio surgirá na esteira de um processo de revitalização do centro. Atualmente, já há dez lançamentos residenciais na região do Baixo Augusta.

Expectativa

Os vizinhos esperam por mudanças no cenário, como mais um sinal de melhora na região. “Eles mantêm segurança à noite, mas é ruim ter um predião desse vazio do lado de casa”, disse o vendedor Eduardo Madeira, morador do prédio vizinho, na Avanhandava.

Os próprios herdeiros confiam na revitalização. “Aquela região vai ter uma grande revigorada com os empreendimento que já estão sendo construídos, o nosso e até pela reforma Praça Roosevelt”, diz Aurélio Guzzoni.

Colaborou Eduardo Reina

www.jt.com.br
 
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