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Está em discussao o novo Plano Diretor de Londrina, inclusive para a participação popular. Varias diretrizes estao sendo discutidas: integração, projeto arco norte, aeroporto de cargas, circuito verde, etc....

A criação de um novo centro com a valorização do patrimônio histórico e cultural da cidade é mais uma proposta incluída na revisão do Plano Diretor de Londrina. O projeto, desenvolvido pelos técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) com participação popular, será apresentado na II Conferência do Plano Diretor Participativo que será realizada neste sábado (dia 31), na Universidade Pitágoras.

De acordo com arquiteto do Ippul, Alex Vieira, o projeto do novo centro prevê uma revitalização que começa na avenida Leste Oeste, próximo à rotatória da rodoviária, subindo em direção a rua Santa Catarina, até o calçadão. “Trata-se de uma região com pouco desenvolvimento econômico, mas com grande potencial arquitetônico e urbanístico”, explicou. Para o arquiteto, a degradação da área vem desde a década de 1940 com as antigas zonas do meretrício e a construção da cadeia pública no final da rua Sergipe.

Na tentativa de levar desenvolvimento àquela região, o Ippul defende a execução de um novo projeto urbanístico que vai priorizar o pedestre. A proposta, segundo Alex Vieira, é prolongar o calçadão até o teatro municipal. “A idéia é desenvolver prédios comercias e residenciais com vãos livres e grandes quadras. Serão construídos túneis subterrâneos para carros e os edifícios terão estacionamentos no subsolo”, explicou Vieira.

Conforme o arquiteto, o projeto também prevê o desafogamento do trânsito na área central com a integração do terminal urbano com o rodoviário. “Isso é fundamental para retirar o trânsito pesado do centro. A proposta é que tanto os ônibus quanto os carros utilizem preferencialmente as vias principais como as avenidas 10 de Dezembro, Celso Garcia Cid, Leste Oeste e a rua Goiás”, disse.

O arquiteto lembrou ainda que a implantação do novo centro vai seguir as diretrizes do Estatuto das Cidades por meio da operação urbana consorciada que vai contar com a parceria entre os setores público, privado e comunidade.

Para Vieira, o centro histórico da cidade contemplado pelos museus, praças centrais, Catedral e Biblioteca Pública será o maior beneficiado com a inclusão do novo centro. “Com a redução do fluxo de transporte, as pessoas sentirão mais prazer em passear pelo centro. Será possível seguir a pé, pelo calçadão, do centro histórico até o teatro municipal”, concluiu.
 
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