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Essa semana no UPC tem uma foto chamada Opostos. Já vi em relação a arquitetura o novo com o antigo. Essa semana no jornal digital do Imagem da Ilha traz a reportagem O antigo em harmonia com o novo.

Então se você tem fotos ou reportagens sobre esse assunto contribua. Se no caso esse thread for repetido favor algum moderador juntar.
 

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2º quinzena de maio/2008
O antigo em harmonia com o novo

Prédios modernos
ganham charme
construídos juntos a
imóveis tombados


Por Carla Pessotto

Cidade fundada no século XVII, Florianópolis, mesmo com a expansão imobiliária verificada nas últimas décadas, ainda guarda valioso patrimônio histórico, principalmente no centro da capital. A degradação, porém, agrava-se dia-a-dia em conseqüência da falta de cuidados de manutenção, motivada, principalmente, pelos altos custos de restauração. De tempos em tempos, surgem notícias de imóveis que desabaram ou incendiaram e, aos poucos, a cidade vai perdendo importantes peças da sua história arquitetônica. Neste contexto, ganha fôlegos uma tendência que busca aliar a preservação e o desenvolvimento, a de construções híbridas, que mantêm a parte tombada, acrescentado-se novas construções.

A solução desponta em diferentes pontos do país como em Salvador com o Museu Rodin, com a integração entre um casarão eclético em 1912 e um novo prédio alinhado às práticas contemporâneas da arquitetura. Em Florianópolis, existem alguns exemplos como a Casa do Barão, na Avenida Othon Gama D’Eça, o Floripa Loft Juarez Machado, na Rua Luiz Delfino, e o Cota Office Square, na rua Victor Konder. “As cidades sempre estarão apresentando novas necessidades de ocupação e imóveis como estes apresentam-se como estratégia para harmonizar o antigo com o novo, sem prejuízo para o patrimônio histórico”, argumenta Renee Gonçalves, arquiteto responsável pelo projeto do Cota Office Square.

No caso Cota Office Square, a parte tombada abriga, além de um escritório de arquitetura, um coffee shopp e um pátio na parte externa, disponibilizando um espaço público para a comunidade. O arquiteto alerta, no entanto, que esses projetos necessitam de cuidados especiais, não somente no processo de restauro, como também na integração do novo imóvel na paisagem da cidade, levando-se em consideração aspectos como a acessibilidade.

Esses tipos de construção estão baseados na transferência de índice, mecanismo que permite ao empreendedor transferir o direito de construir para outra área da cidade. Fundamentado no Estatuto das Cidades (2001), tem sido a estratégia usada para que os proprietários de imóveis tombados consigam vender a propriedade, sem danos ao patrimônio, e que o construtor tenha vantagens para adquirir o bem.

Um exemplo: em um terreno de mil metros quadrados, que pelo Plano Diretor tem índices três de ocupação, é possível construir três mil metros quadrados. Supondo que nesta área há um imóvel tombado de 500 metros quadrados, os 2,5 mil metros quadrados restantes podem ser transferidos para outro local da cidade. “Negociamos esses 2,5 mil metros quadrados, o empreendedor consegue os recursos necessários para realizar as obras de restauro, que têm alto custo em razão de suas especificidades”, explica Gonçalves. No entanto, o mecanismo deve seguir as regras do Plano Diretor no que diz respeito ao índice de construção e gabarito total da obra na área que recebe a transferência, segundo o arquiteto. “No caso do índice, pode-se acrescentar 25% na área de ocupação e, em relação ao gabarito, três pavimentos”, detalha.
 
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