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É perceptível em Feira de Santana o crescimento imobiliário, que faz com que a cidade se torne alvo de grandes construtoras de outros Estados, além das empresas que já existiam. Muitos condomínios, conjuntos habitacionais e prédios foram construídos, fazendo crescer também a concorrência entre as construtoras e a variedade no mercado, o que, de certo modo, facilita o acordo com o consumidor, promove preços mais baixos, mais prazos para o pagamento e aumenta o número de financiamentos no setor. Com as diversas formas de se financiar o imóvel, hoje em dia, está cada vez mais fácil comprar a casa própria.

Desde a década de 80, quando foram construídos os primeiros prédios de grande porte na cidade, Feira de Santana passou a evoluir seu setor imobiliário de forma vagarosa. Porém nos últimos 10 anos, houve uma avanço considerável nas construções e financiamentos de imóveis, proporcionando uma expansão física da cidade, que aos poucos se desloca do centro para as periferias. O motivo desse avanço foi a estabilidade econômica do país, a redução das taxas de juros e o incentivo ao setor imobiliário por parte do Governo Federal e de bancos privados, através dos financiamentos.

Além do fator econômico, há também outros meios que proporcionaram esse desenvolvimento habitacional, como algumas ações realizadas pela Prefeitura, “existem investimentos que facilitam esse crescimento, por exemplo os viadutos, onde a área em torno deles supervalorizaram, havendo uma grande procura para a construção de amplos condomínios”, afirma José Reinaldo da Silva, Diretor de Informações e Estatísticas da Secretaria de Planejamento Municipal de Feira. Para Arcênio Oliveira, Secretário de Habitação e antigo Diretor do Planejamento Urbano e Ambiental da Prefeitura, Feira de Santana ainda possui muita área para expandir e que a cidade ilusoriamente parece distante por ser plana, “A tendência é que sejam substituídos algumas casas e alguns prédios de pequeno porte, por edifícios maiores, com o adensamento da cidade”. Segundo dados do Diretório de Uso e Ocupação do solo Municipal, em 2007 foram concedidas 2.556 licitações de construções imobiliárias na cidade.

Com a fortificação dos financiamentos, realizar o sonho da casa própria esta ficando mais próximo da população. Com os investimentos do Governo Federal para reduzir o déficit habitacional no país, o consumidor se vê com oportunidades de financiar o imóvel pelo mesmo valor, ou até mais baixo do que o aluguel da casa. Existe no momento programas habitacionais como o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e, para as classes menos favorecidas, o Habitar Brasil – BID, o Programa de Subsídio a Habitação de Interesse Social (PSH), entre outros. Joilson Nunes, Delegado Regional do CRECI em Feira de Santana, considera que a estabilidade e a credibilidade da administração dos Governos Federal, Estadual e Municipal são os pilares desse crescimento.

Um dos fatores da demanda habitacional ser muito alta no município é o elevado índice demográfico de Feira de Santana. Em 2000 a população era de aproximadamente 480 mil habitantes e hoje está em torno de 600 mil. Devido a esse crescimento populacional e pela economia Municipal, respaldada pela Federal, estar estabilizada, as construtoras resolveram investir na cidade. “Durante o período que nós estamos em Feira, vendemos aproximadamente 800 unidades. Então quer dizer que vendemos uma média de 100 unidades por mês, e isso tende a aumentar”, afirma Orlando Dantas, supervisor de vendas de uma empresa construtora que está há 8 meses em Feira de Santana.

A concorrência no setor imobiliário é um fator de influência na qualidade do mercado. De acordo com Orlando Dantas, em Feira de Santana tem espaço para todos, porque o mercado de imóveis está muito avançado e o déficit habitacional ainda é grande. Para os corretores, a concorrência é sinônimo de qualificação dos profissionais, para que consigam sobressair e possam atender aos consumidores. O corretor Francisco Muniz, que trabalha com mais 32 colegas, diz que isso promove a evolução do setor, “a concorrência nos traz condições de trabalhar melhor. Porque Feira de Santana precisa cada vez mais da concorrência, não só na área de imobiliária, mas em outras áreas. E isso faz com que sempre busquemos mais conhecimento”. Carlos Neto, empresário do ramo de imóveis, afirmou que a concorrência deve crescer cada vez mais, “o segmento imobiliário é pujante dentro de Feira de Santana, e existem oportunidades. Em abril tivemos entrega de 15 a 20 novas carteiras de profissionais na área de imóveis”.

A tendência de Feira é se deslocar para a periferia, já que o centro da cidade já não comporta os crescimentos horizontais, e uma das instalações mais freqüentes são os conjuntos habitacionais e condomínios, que requer área mais extensa. Atualmente, as construtoras não somente focam o centro ou áreas próximas, mas outros fatores determinantes, “primeiro temos que verificar o crescimento da região, verificar a proteção que o consumidor vai ter ao comprar sua casa ou seu apartamento no local e ver o preço do terreno”, afirma o supervisor de vendas Orlando Dantas. Os consumidores também se conscientizaram dessa realidade e, de acordo com as empresas imobiliárias, elas vão para onde estão os bons empreendimentos, ou construções que atendam suas necessidades ou que, simplesmente, o valor caiba em seus bolsos.

Atualmente, no município de Feira, os imóveis mais vendidos são para a classe média, na faixa de preços de até 100 mil reais, e em mais de 90% das compras são através de financiamentos. Segundo dados da Caixa Econômica Federal, a taxa de aplicação de créditos imobiliários vem crescendo muito na cidade. Nos últimos 2 anos cresceu 60%. O Banco espera aplicar em 2008 recursos 50% maior do que em 2007, quando foram investidos mais de 30 milhões de reais em financiamentos no setor.

Por meio dos bancos públicos ou privados, o consumidor pode financiar o imóvel com diversos tipos de arrendamento residencial. A Caixa Econômica é um desses bancos. Eles utilizam dois tipos de financiamento que denominam Cartas de Crédito. Um é através do FGTS, fundo de garantia de tempo de serviço, e outro pelo SPBS, que são as operações individuais feitos com recursos da poupança. Vale lembrar que não é só para compra de imóveis residenciais. Existe também a possibilidade de financiar a construção da casa, de adquirir o terreno ou até um imóvel comercial. Essa última alternativa, para quem se interessar, é somente para pessoas físicas. A Empresa não pode contratar um financiamento para comprar um imóvel comercial, mas o seu sócio pode.

A vantagem dos financiamentos está na possibilidade da pessoa garantir o imóvel no momento em que ele quer e dividir o valor em parcelas a perder de vista, como em 20, 30 anos de pagamento, o que vai depender da faixa salarial do consumidor e de quanto ele pretende pagar por mês. Mas tem que ter o cuidado, pois, além dos juros embutidos nas parcelas, ao longo dos anos as prestações podem sofrer variações, que vai depender do momento econômico brasileiro. “Não é possível ter um prestação que não sofra uma variação ao longo do tempo. Ao menos se for uma operação de 60 meses, pois hoje a economia do país permite que você faça uma operação desse tipo com as prestações fixas. Mas para 30 anos é difícil pensar dessa forma” diz Ismael Neto, Gerente Regional de Negócios e Pessoas Físicas da Caixa Econômica Federal.

Segundo Mario César Carneiro, administrador da Associação de Defesa dos Direitos dos Consumidores do Estado da Bahia (ACEBA), a procura das pessoas pela Associação em relação ao setor imobiliário, é por questão de inadimplência no tocante ao pagamento das parcelas, “as facilidades que o mercado propõe no início levam as pessoas a fazerem o financiamento. Às vezes até em condições difíceis de assumir. As pessoas sempre procuram por algo melhor, um pouquinho acima das suas reais condições. E é por isso que os problemas surgem”. Nesse caso os consumidores vão à busca de soluções quando se vêem negativadas, com a ameaça de perder o bem que adquiriu. Para Mario, o problema maior é a liberdade de taxas que o Governo oferece para as financeiras, que abusam nos juros e fazem, por exemplo, que a dívida de uma parcela fique no valor de três, “existe uma liberdade de taxas e não há punição para quem cobra 1, 2 ou 10% de juros. A ACEBA intervém juridicamente nesse momento, de forma a reter os valores de pagamentos conforme a Constituição Federal determina, com juros legais de 1% ao mês”.

Para os profissionais do setor imobiliário, o melhor a se fazer é planejar, sem cair na ilusão que é barato, que cabe no bolso. A dica é que o consumidor economize uma determinada quantia, a maior que puder, para dar como entrada no valor do imóvel – sem adquirir esse dinheiro por empréstimo, pois os juros das financeiras são muito altos -, e financiar o imóvel com parcela que não interfira no orçamento familiar, que, segundo economistas, não pode ultrapassar 30% da renda mensal. Uma opção de compra dada pelos profissionais, é adquirir a casa ou apartamento que tem o prazo de entrega para 1 ou 2 anos. Dessa maneira pode-se economizar o dinheiro até o momento da entrega do imóvel, pagando um valor maior como entrada e financiando menos.

Com o advento da internet, uma possibilidade de se verificar como será o financiamento é através dos simuladores virtuais. No site da Caixa Econômica pode-se fazer uma simulação na qual se confere o valor máximo que a pessoa é capaz de financiar, em qual prazo, os valores das parcelas mensais, juros e impostos. Mas, além da simulação, é necessário averiguar nesses bancos que proporcionam o crédito imobiliário qual deles dá mais vantagens, conferir também o total do montante ao longo do tempo, além dos juros embutidos. Depois é só contar o dinheiro e realizar o sonho.
 

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Mayaman, excelente esta matéria. Ela faz um apanhado do que vem acontecendo a nivel até de Brasil. Em FSA a coisa não é diferente e está pegando fogo realmente. Quem conhece a Cidade Princesa sabe do que eu estou falando. Está havendo uma febre construtiva na cidade, o melhor é que o poder público está correspondendo, fazendo a sua parte, melhorando e ampliando a infra-estrutura da cidade. Meu amigo, do jeito que cresce, FSA deverá atingir 1 milhão de hab ligeirinho e é preciso pensar logo nas questões básicas.

Mayaman, se conseguissemos os dados referentes a quantos condomínios estão sendo construidos atualmente em FSA, seria muito interessante e daria uma idéa do que é o volume de construções em Feira.
É difícil conseguir isso?

OBS: Umas fotos da cidade tiradas de cima do novo viaduto ficariam excelentes principalmente a noite.

Um abração


Blza! :) :)



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Capital do Forró
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muito bom
Feira é uma grande cidade do nordeste
 

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muito bom
Feira é uma grande cidade do nordeste
Patativa do Agreste, grato pelas palavras de elogio a nossa Cidade Princesa! Eu conheço a Capital do Agreste e também é uma bela cidade. Já tive aí várias vezes. Minha esposa é de Campina e tem parentes também em Caruaru, Toritama, Orobó, Bioqueirão, e mais um bucado de lugar.
Gosto muito de passear por estas bandas, o povo é autêntico e acolhedor.
Eu tenho acompanhado o progresso de Caruaru também.

Valeu companheiro, um abração. :)




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