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Mameluco sangue azul
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Tatiana Nascimento
Da equipe do Diario


Mais de cem mil empregos, entre diretos e indiretos, devem ser criados no turismo do Nordeste quando os novos empreendimentos turístico-imobiliários que estão sendo implantados na região iniciarem as operações. Nas cidades que vão receber os projetos, os moradores vivem na expectativa de conseguir uma das vagas. Mas não é assim tão fácil. Grandes projetos vêm com grandes exigências. Uma delas é a qualificação dos profissionais, justamente o que falta à maioria dos candidatos. Os governos agora correm contra o tempo para capacitar os trabalhadores. Por outro lado, quem já em uma ocupação no mercado comemora cada vez que dólares e euros saem das carteiras dos turistas. A terceira reportagem da série O Nordeste dos estrangeiros vai abordar o mercado de trabalho no segmento.

Os números impressionam. Só os dois maiores projetos turístico-imobiliários desenvolvidos em Pernambuco no momento (Reserva do Paiva e Reef Club) têm a expectativa de gerar 52 mil empregos, entre diretos e indiretos, quando estiverem em operação plena. É uma quantidade duas vezes maior, por exemplo, que a população do município de Caetés, terra do presidente Lula. Nos estados vizinhos, a agitação no mercado de trabalho não é menor. Em Alagoas, os projetos que, somados, chegam a R$ 1 bilhão, vão gerar mais de cinco mil empregos diretos, calcula o secretário estadual de Turismo, Virgínio Loureiro. No Rio Grande do Norte, os nove maiores projetos devem gerar até 20 mil vagas diretas, prevê o titular da pasta, Fernando Fernandes.

Mas as boas novas correm o risco de perder um pouco de brilho por conta de um detalhe: a baixa qualificação dos empregados, um dos pontos fracos do mercado de trabalho da região. A dificuldade é aponta por empresários e reconhecida pelos governos. "A contratação de mão-de-obra ainda é umproblema para nós. A gente precisa de pessoal que saiba computação, que fale inglês, e temos dificuldade de encontrar", reclama o empresário Daniel Arán Fernández, dono da imobiliária Sinergy, na Praia da Pipa. "Sabemos de nossas dificuldades em infra-estrutura, segurança, na baixa qualidade do serviço. Mas estamos procurando melhorar o conjunto", garante o secretário de Turismo de Pernambuco, Sílvio Costa Filho.

O secretário diz que, para tentar minimizar os problemas, o governo vai investir ao longo deste ano R$ 6 milhões no programa de qualificação da mão-de-obra. Mais de 7 mil pessoas serão treinadas no estado. As aulas começam na primeira semana de junho em 15 municípios litorâneos e 20 do interior. No município de Ipojuca, onde fica a Praia de Porto de Galinhas, o secretário adjunto de Turismo, Diego Jatobá, lembra que a prefeitura fez um curso de reciclagem em parceria com o trade. O projeto envolveu, inclusive, os quase 100 jangadeiros e 356 bugueiros cadastrados. No Rio Grande do Norte, o governo realizou dentro do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) uma pesquisa para nortear a qualificação profissional no estado.

O treinamento será feito com 3,5 mil trabalhadores e 500 empresários de pequeno porte do setor. "Não apenas os que já trabalharam no mercado formal serão qualificados, mas também os que podem ser aproveitados nos novos projetos", afirma o secretário Fernando Fernandes. Uma parceria com a Federação do Comércio garante o uso do hotel escola Barreira Roxa, instalado na Via Costeira, área dos grandes hotéis de Natal. Acompanhando o ritmo de implantação dos novos projetos, serão oferecidos cursos especiais de qualificação nos municípios. Hoje, existem cerca de 150 mil pessoas em empregos formais ligados diretamente ao turismo no Rio Grande do Norte. Fernandes calcula que o setor abriga mais 85 mil trabalhadores informais.

Empreendedores - Sócio-administrador da Pousada dos Girassóis, em Pipa, o português Paulo Alexandre da Silva também destaca a importância da qualificação. E não ficaesperando pelo governo. Hoje, a pousada está oferecendo para os funcionários o terceiro curso de inglês. Os 43 empregados são da região de Tibau do Sul. "Temos funcionários que falam inglês e espanhol, principalmente os que têm um contato mais direto com o público. Mas também incentivamos jardineiros e camareiras a estudar", diz Paulo, que visitou Pipa pela primeira vez 20 anos atrás. Voltou há 8 para tocar o negócio de um amigo. Acabou comprando um terreno com um sócio, construiu as casas, vendeu para outros estrangeiros e agora administra o local.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/05/27/economia8_0.asp
 

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pUTZ o turismo no Nordeste tá bombando! que venham mais empregos e que os governnates de fato se mobilizem para qualificar mais pessoas para que se possa dar continuidade a essa boa fase... Boa notícia!
 

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É um prblema chave e nada têm feito para resolver.
O que acaba acontecendo é que perdemos projetos e a população continua marginalizada.
Pior antes viviam na subsitência, agora serão "favelizadas" como já ocorrei em Porto de Galinhas, Cano Quebrada e Jeriquaquara.

É essa indústria do trurismo que não queremos. Empresários estrangeiros, funcionários de outras regiões, remessas de lucros para o exterior. O que fica para nós?
Exclusão social!
 

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A idéia é :

- Eles é que tão no lucro, pois podem desfrutar de um paraíso de águas mornas, a relativo BAIXO CUSTO, sem perigo de ataque terrorista como na Indonésia , por exemplo.


- Ao contrário do que se divulga certos "paraísos tropicais" tem invernos rigorosos e água gelada por bons períodos, Nordeste NÃO.

Equívoco, PAIVA está sendo procurado por pernambucanos e a R E C E I T A f e d e r a l caiu em cima de muita gente.
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