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Mameluco sangue azul
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URBANISMO // Estudo realizado pela UFRPE indica que faltam áreas verdes como opção de lazer para moradores da capital pernambucana
Júlia Kacowicz
Da equipe do Diario


O recifense está cansado. Da rotina de trabalho ou do estilo de vida. Nos dois casos, o que ele deseja como opção de lazer é uma área verde em que possa relaxar e conversar com os amigos. Ver o tempo passar. O pedido, na verdade, veio em forma de resposta ao estudo do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O trabalho desvendou o que pensam as pessoas que moram, estudam ou trabalham no Recife. O resultado demonstrou uma unidade no que os entrevistados reconhecem e gostam de usufruir. Os parques 13 de Maio, na Boa Vista, e da Jaqueira, foram citados como modelo, respectivamente, por 88,6% e 87,1%. Mas eles não dão para todos. As duas áreas somam pouco menos de 14 hectares, o que corresponde a 0,09 metros quadrados de parque por habitante da capital.

Os entrevistados citaram 15 locais quando questionados sobre um parque urbano que conheciam, mas incluíram praças, áreas particulares e unidades de conservação. Oficialmente, o Recife possui nove parques urbanos: 13 de Maio, Jaqueira, de Santana, Caiara, do Forte, Sítio da Trindade, Arnaldo Assunção (Engenho do Meio), Robert Kannedy (Ipsep) e Parque dos Manguezais. Apenas os dois primeiros da lista apresentam cobertura vegetal e riqueza de espécies adequadas aos benefícios socioambientais de acordo com o estudo. "O do Caiara e do Forte, por exemplo, não desempenham a menor função de parque. Eles não correspondem a uma área com equilíbrio entre elementos naturais e os pavimentados", destacou a orientadora do estudo, Isabelle Meunier.

Manutenção - A pequena Carolina, de 3 anos, vai ao Parque da Jaqueira desde os primeiros meses de vida. "Ela fica solta, se diverte e nós podemos relaxar", conta a avó Verônica Suassuna. Por morar perto, ela leva os netos ao parque a pé mesmo. "Sei que a cidade precisa de mais áreas como essa para atender a toda a população. Eu também gostaria de variar mais", ressaltou. Em áreas abertas, acrescentou, as crianças interagem e desenvolvem a sociabilidade. A falta de opção também faz com que Adjardo Farias e Raquel, 2, sejam presenças freqüentes no local. O pai até arrisca as praças mais próximas de casa, mas não se sente tão seguro. "Uma vez ela ia caindo do escorrego porque o equipamento estava quebrado. Aqui a manutenção é mais cuidadosa", contou.

De praças, disse Isabelle, a cidade vai até bem. "Algumas vêm sendo reformadas e estão sendo bem aproveitadas. Mas o ideal é que os habitantes não precisem se deslocar tanto para ter uma opção de lazer completa. Perdemos uma chance de ampliar as opções com o Dona Lindu", definiu. O estudo foi feito como conclusão de disciplina por oito estudantes que entrevistaram 70 pessoas com idades entre 15 e 56 anos. Eles ainda observaram que são poucos os habitantes que freqüentam essas áreas. Só 64,3%. Talvez pela distância e falta de acesso ao que desejam de um parque.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/06/19/urbana1_0.asp
 
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