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Para o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Figueira, não existe solução para o congestionamento de carros, mas sim para o transporte coletivo. Ele contesta a ideia de José Serra de que mais ônibus iriam piorar o trânsito na cidade. “É o contrário, são os automóveis que engarrafam o trânsito do transporte coletivo e não deixam os ônibus andarem.”

Por Felipe Rousselet




Recente pesquisa divulgada pela empresa Ticket, especializada em gestão de benefícios-transporte (como o bilhete único), apontou que o paulistano paga a tarifa média de transporte público mais cara do país, sem considerar a integração. Porém, mesmo pagando uma passagem tão cara, o morador de São Paulo convive diariamente com congestionamentos, ônibus lotados e falhas recorrentes no sistema de transportes sobre trilhos.

Este tema deve ser um dos principais pontos da eleição municipal deste ano. Em debate organizado pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) sobre o livro O Triunfo das Cidades, do economista americano Edward Glasser, o pré-candidato do PSDB, José Serra, afirmou que investimentos em linhas de ônibus só iriam engarrafar mais a cidade. Para ele, a solução para a mobilidade da cidade são obras viárias que desafoguem o trânsito do centro, além de investimentos no Metrô e na CPTM.

O SPressoSP entrevistou o engenheiro de tráfego e vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres, Horácio Augusto Figueira, para saber a sua opinião sobre o transporte público em São Paulo e conhecer as suas propostas para melhorar a mobilidade urbana.

SPressoSP – Como o senhor avalia o custo-benefício do transporte público em São Paulo?

Horácio Augusto Figueira - Em termos de custo-benefício, fora do horário de pico, dá para você usar como serviço comum. Nos horários de pico, por não ter velocidade compatível nos corredores, os ônibus andam em baixa velocidade e lotados. Não é um serviço de boa qualidade. Para reverter essa situação, teria que ser dada prioridade total para os ônibus no sistema viário e, para isso, você tem que incomodar o usuário de carro, não tem outro jeito. Não tem como conciliar privilégios ao transporte coletivo sobre rodas sem tirar uma faixa dos automóveis. Os R$ 3,00 que você paga hoje em São Paulo é uma tarifa cara para um serviço de baixa velocidade comercial.

Se houvesse uma boa velocidade, o serviço não seria caro, até pela integração entre ônibus e metrô, e também pela possibilidade do usuário pegar três ônibus no período de três horas. O que acontece é um subsídio interno do sistema para aqueles que fazem viagens longas. O usuário que anda poucos quilômetros paga por aquele que vem de mais longe.

É caro por isso, um “caro relativo” e não em termos absolutos. Hoje, você pega metrô e ônibus e cruza a cidade inteira. Se compararmos com outras cidades não é mais caro, o problema é que em outras cidades muitas vezes você não tem o benefício de trocar de carro gratuitamente, e também não tem integração com o sistema sobre trilhos.

SPressoSP – Por que este custo-benefício ainda é tão caro?

Horácio Augusto Figueira - Pelo congestionamento imposto pelos automóveis, o poder público não tem a coragem de falar que uma faixa de ônibus transporta dez vezes mais pessoas que a mesma faixa ao lado de automóveis. A sociedade e a mídia cobram que existem muitos congestionamentos, acho que ainda tem pouco. Eu acabaria com o rodízio em São Paulo, para a cidade sentir o que é a verdade do automóvel.

Todo mundo quer andar de carro, mas não existe espaço físico que comporte mais automóveis na cidade de São Paulo. Não tem mais obra viária que vá resolver a questão da mobilidade por transporte individual. Não tem alargamento de marginal, ponte ou túnel que dê conta.

Não sou contra o automóvel. Tenho automóvel, mas me recuso a ir para o centro da cidade com transporte individual. Não cabe, é um problema físico. Você consegue colocar cem pessoas em 1 metro quadrado? Não consegue, e o que estão querendo fazer com o automóvel é isso. A 23 de Maio vai continuar a mesma, e não podemos desapropriar a cidade inteira para entupir com automóveis.

Você vê o que aconteceu na Marginal Tietê, a prefeitura e governo estadual investiram quase 2 bilhões de reais para alargar a Marginal e os congestionamentos voltaram. Aí eles restringiram os caminhões, e os congestionamentos voltaram. E agora, quem eles vão tirar? Os pedestres, vão acabar com as calçadas? Não tem o que fazer, a demanda é tão grande que qualquer avenida inaugurada hoje, em um mês já vai estar entupida.

SPressoSP – Quais medidas poderiam ser implementadas para melhorar a qualidade do transporte público?

Horácio Augusto Figueira - É preciso pegar o espaço viário, todo o que for necessário, para implantação de uma malha de corredores viários. Parece que a prefeitura anunciou a criação, até o fim do ano, de 140 km de faixas exclusivas, o que não é a oitava maravilha do mundo, por operar na direita e ter muita interferência, mas é melhor que nada. Até esperar que se construa um corredor adequado, operando na esquerda, é benéfico operar a faixa exclusiva na direita, que basta pintar, sinalizar e fiscalizar. Esta seria a primeira medida, deixar o ônibus andar.

São quatro questões que o usuário leva em conta na hora de optar por um meio de transporte. Por que as pessoas fogem do ônibus, metrô e trens lotados, indo pro carro? Primeiro, pela velocidade, os ônibus não conseguem andar no horário de pico. Entre um carro que não anda e um ônibus superlotado que não anda, as pessoas com renda maior optam pelo carro.

Questão do rodízio. No dia que meu carro está no rodízio, eu compro e uso uma moto. Assim, aumentam o número de acidentes devido ao risco deste meio de transporte e pela forma como a maioria dos motociclistas conduzem seu veículo. Uma forma quase que suicida. Olha que loucura, o automóvel veio e congestionou a cidade, e agora pessoas de alta renda estão comprando motos, tenho dados sobre isso. Para fugir do congestionamento que elas próprias criaram e também do rodízio. Então, estamos fugindo de tudo. Quando na verdade precisamos pensar em como fazer um choque de oferta.

Precisamos pegar duas faixas no horário de pico do corredor Nove de Julho, do Ibirapuera e do corredor Consolação-Rebouças para operação do transporte coletivo, doa a quem doer, porque vou conseguir transportar em duas faixas 20 mil pessoas por hora, quando eu precisaria de 20 faixas de automóvel para transportar a mesma demanda. Uma faixa de ônibus leva dez vezes mais clientes por hora que uma faixa de automóvel. Basta a decisão política para que isso seja feito.

SPressoSP – Recentemente o pré-candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou que investir em ônibus em São Paulo iria engarrafar ainda mais a cidade. O que o senhor acha desta afirmação?

Horácio Augusto Figueira - Iria engarrafar o trânsito de automóveis, quando, na verdade, é o contrário, são os automóveis que engarrafam o trânsito do transporte coletivo e não deixam os ônibus andarem. É um viés, precisamos voltar aos bancos escolares para ter uma aula sobre o que é engenharia de transporte de pessoas. O ex-governador que me perdoe, mas quando eles falaram que iriam alargar a Marginal Tietê eu avisei, em uma entrevista, que iam jogar nosso dinheiro no lixo. Nas dez faixas da Marginal Tietê passam em média 15 mil automóveis por hora. Se multiplicarmos esse número pela ocupação média de 1,4 passageiro em cada automóvel, dá 21 mil pessoas por hora. Qualquer engenheiro da prefeitura sabe que uma faixa exclusiva para ônibus biarticulados, bastando apenas permitir a ultrapassagem no ponto, consegue transportar, com um padrão razoável de conforto, todas as pessoas que estão entupindo as dez faixas da marginal.

Quando o candidato diz que vai entupir a cidade, ele só está enxergando o congestionamento de automóveis, e o que eu lamento é o congestionamento de ônibus. Se você entrar no site da SPTrans em horário de pico, você vai ver ônibus trafegando em corredores com velocidade média de 5km/h. A prefeitura sabe disso e não faz nada. Como poderíamos atuar nessa situação?

É só verificar o problema e aumentar mais uma faixa para o transporte público pelo tempo necessário. E os automóveis? Não estou mais preocupado com os automóveis. Se continuarmos preocupados com automóveis não tem mais o que fazer. Posso investir um trilhão de dólares em obras viárias em São Paulo que nunca mais vou conseguir resolver o problema da mobilidade.

Resumindo tudo o que estou falando, o sonho do automóvel acabou na cidade de São Paulo. Ele foi bom há 40 anos, quando era 1 em mil. Hoje, tem famílias que têm oito veículos para fugir do rodízio. É o rodízio da hipocrisia, você que é pobre não vai andar, mas eu que sou rico pego meu outro carro.

O metrô e o trem vão resolver o problema? Vão resolver os grande eixos de demanda, mas não da mobilidade de uma cidade que tem mais de mil linhas de ônibus. Você nunca vai ter uma malha de metrô de 2 mil quilômetros nem daqui a 1.000 anos. O sistema de ônibus é aquele que sobe o morro, que atende as ruas de bairros, e muitos dos seus eixos têm que ser estruturadores do sistema de transportes. Tem eixos que não precisam de metrô. Um corredor bem feito e bem operado resolve o atendimento da demanda, basta que você tenha linhas tronco. Por exemplo, a Rebouças, onde operam mais de 30 linhas de ônibus, teríamos que transformar em quatro ou cinco linhas troncos com ônibus biarticulados, como se fosse um metrôzinho sobre pneus. Outra medida é implantar um sistema de semáforo onde o ônibus converse com o semáforo por radiofrequência para diminuir o vermelho. Londres implantou isso em 77 e diminui 30% no tempo de percurso, e Curitiba está com isso faz três meses em todos os seus corredores.

http://www.spressosp.com.br/2012/06/o-sonho-do-automovel-acabou-em-sao-paulo/
 

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Esse título é meio exagerado, eu só acredito que "sonho do automóvel" acabou quando as vendas cairem, quantos carros são emplacados por dia em SP?
 

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Concordo com tudo o que o engenheiro aí disse, tá mesmo na hora de implantar BRT's em São Paulo, tanto nos corredores metropolitanos da EMTU como nos corredores da SPTrans nas principais avenidas da cidade suprimindo os espaços dados aos carros.
 

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Antes que o Sub venha dizer que São Paulo pode virar uma Oklahoma colocando trocentos viadutos sobre viadutos, só acho que ele falou essas bobagens:

- As pessoas fogem do metrô/CPTM.

Se fugissem, não estaria batendo recorde de usuários atrás de recorde. E no horário de pico, o principal, a ligação periferia-centro já está saturada.

- Falar de "razoável" conforto em transporte público.

Transporte público, ainda que ideal, ao lado do automóvel em situação IDEAL, NUNCA é confortável, chega a ser ridícula e de má-fé a equiparação.

Falar de uma forma mais sincera é dizer que São Paulo, em algumas regiões e horários, chegou ao ponto em que o uso do automóvel ficou mais desconfortável que o uso do transporte público, razão pela qual deve-se priorizar este último por ser a melhor opção para vencer distâncias em menor tempo nesses lugares.
 

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eu acrescentaria mais,ao contrario do que muitos dizem o transito não vai melhorar se o transporte publico for eficiente,ele vai piorar menos.

e só imaginar que se o transporte publico ganhar espaço frente ao transporte individual vamos ter em números percentuais menos gente andando de carro mais em números absolutos mais carros estarão circulando nas ruas por causa do aumento populacional(traduzindo não há mesmo solução para o transporte individual).
 

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O problema é o seguinte:

Megalópoles com mais de 15/20 milhões de habitantes são uma novidade no mundo.

Ninguém sabe os efeitos que isso causa.

Ninguém sabe até que tamanho é possível expandir uma megalópole, até que tamanho aquilo pode existir, sem dar um colapso.

São Paulo é cobaia de uma experiência que pode ter efeitos sinistros.

Em cidades menores, ainda dá pra fazer obras e não permitir colapso de trânsito, mas em cidades grandes demais como SP, isso vai se tornando cada vez mais impossível.
 

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^^ O problema nem é tanto o tamanho, mas a falta de organização, que faz com que as pessoas demorem 3, 4 horas só para chegar no serviço. Todos os empregos num lugar só e as moradias muito distantes dos empregos dá nisso.
 

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Non Dvcor Dvco
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Vejam esse vídeo:


Assistindo atentamente ao vídeo (sem saudosismo da minha parte), a coisa não mudou daquela época, na verdade era até pior onde até carroceria dos caminhões servia pra isso. O detalhe é que com o avanço tecnológico, aliado a uma mudança no padrão desordenado de urbanização trouxe mais problemas, apesar da evolução dos modais de transporte. Existe soluções como BRT's, ciclovias, metrô, inúmeras opções, mas tudo tem que ser levado em conta a viabilidade operacional, estudos precisos, etç.
 

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^^ O problema nem é tanto o tamanho, mas a falta de organização, que faz com que as pessoas demorem 3, 4 horas só para chegar no serviço. Todos os empregos num lugar só e as moradias muito distantes dos empregos dá nisso.
Por isso mesmo.

Se continuarem nesses esquemas de concentrar empregos num "centrão" e/ou em certos locais nobres, e colocar o suburbano pra andar 50, 70, 100 km pra chegar nesse lugar, logo se chegará num colapso total.

Uma megalópole só pode crescer com sustentabilidade, se os "bolsões de emprego" são distribuídos por várias áreas diferentes, todas longe uma das outras. Tem que se evitar o máximo os deslocamentos longos. Aí a megalópole funcionaria, pois seria como umas 50 cidades médias grudadas uma na outra.
 

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on the road
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Quando especialistas são movidos à ideologia, podem cometer erros fundamentais. No caso, a ideologia é a "guerra contra os carros".

Há vários problemas com a argumentação do entrevistado e com a reportagem em si.

o paulistano paga a tarifa média de transporte público mais cara do país, sem considerar a integração. Porém, mesmo pagando uma passagem tão cara, o morador de São Paulo convive diariamente com congestionamentos, ônibus lotados e falhas recorrentes no sistema de transportes sobre trilhos.
Tarifa alta, baixa, estratosférica ou grátis nada dizem sobre o serviço em si. Fato é que pelos custos envolvidos, a tarifa na RMSP deveria ser muito mais cara para financiar investimentos, e ser, no mínimo, convertida em um sistema de zonas que acabe com essa aberração de se pagar o mesmo para viajar 600m ou 60km.

Em termos de custo-benefício, fora do horário de pico, dá para você usar como serviço comum. Nos horários de pico, por não ter velocidade compatível nos corredores, os ônibus andam em baixa velocidade e lotados. Não é um serviço de boa qualidade.
Já começa tudo errado aqui. O especialista iguala transporte público como sinônimo de ônibus, e perde a perspectiva mais importante: ônibus são um meio de transporte antiquado e inadequados. E daí vem toda a mentalidade besta de "é preciso retirar espaço dos carros", que só existe porque nào se questiona, em primeiro lugar, se para o porte da RMSP não são necessários modais de mais alta capacidade em vias próprias e 100% segragadas.

Pelo congestionamento imposto pelos automóveis, o poder público não tem a coragem de falar que uma faixa de ônibus transporta dez vezes mais pessoas que a mesma faixa ao lado de automóveis. A sociedade e a mídia cobram que existem muitos congestionamentos, acho que ainda tem pouco. Eu acabaria com o rodízio em São Paulo, para a cidade sentir o que é a verdade do automóvel.
Não dá pra levar a sério, enquanto especialista, quem assume uma posição típica de ativista, seja lá qual for sua motivação. Pega mal para o currículo, sinceramente, esse tipo de declaração oficial.

É preciso pegar o espaço viário, todo o que for necessário, para implantação de uma malha de corredores viários. Parece que a prefeitura anunciou a criação, até o fim do ano, de 140 km de faixas exclusivas, o que não é a oitava maravilha do mundo, por operar na direita e ter muita interferência, mas é melhor que nada. Até esperar que se construa um corredor adequado, operando na esquerda, é benéfico operar a faixa exclusiva na direita, que basta pintar, sinalizar e fiscalizar. Esta seria a primeira medida, deixar o ônibus andar.
Aqui, o especialista mostra ou desonestidade intelectual com sua formação quantitativa, ou então falta de conhecimentos mesmo.

Primeiro, ele repete o erro de ficar bitolado em um sistema terceiro mundista de corredores de ônibus. Corredores de alta capacidade tem de ser subterrâneos ou elevados ou segregados, jamais faixas pintadas.

Além disso, mesmo sendo uma forma ultrapassada de transporte, a circulação de ônibus sofre inúmeros problemas, seja pela falta de seu uso como meros troncalizadores, seja pelo fato de que o serviço [de ônibus] prestado na RMSP é porco e feito com veículos igualmente porcos e com mentalidade de projeto de rede de 1970.

Já quanto à circulação, não tem jeito: a menos que vc coloque um gradil segragando inteiramente os imóveis lindeiros da rua que lhes dá acesso, é impossível fazer corredores eficientes em que "só é preciso pintar e fiscalizar".

Qualquer engenheiro da prefeitura sabe que uma faixa exclusiva para ônibus biarticulados, bastando apenas permitir a ultrapassagem no ponto, consegue transportar, com um padrão razoável de conforto, todas as pessoas que estão entupindo as dez faixas da marginal.
Qualquer engenheiro de tráfego minimamente honesto com sua formação sabe que é impróprio comparar capacidades pontuais de transporte, especialmente quando isso envolve corredores de qualquer tipo de qualquer modal segregados (a porcentagem de pessoas que se desloca apenas usando as Marginais deve ser ínfima, já que há poucas residências ao longo da mesma).

O metrô e o trem vão resolver o problema? Vão resolver os grande eixos de demanda, mas não da mobilidade de uma cidade que tem mais de mil linhas de ônibus. Você nunca vai ter uma malha de metrô de 2 mil quilômetros nem daqui a 1.000 anos. O sistema de ônibus é aquele que sobe o morro, que atende as ruas de bairros, e muitos dos seus eixos têm que ser estruturadores do sistema de transportes. Tem eixos que não precisam de metrô. Um corredor bem feito e bem operado resolve o atendimento da demanda, basta que você tenha linhas tronco. Por exemplo, a Rebouças, onde operam mais de 30 linhas de ônibus, teríamos que transformar em quatro ou cinco linhas troncos com ônibus biarticulados, como se fosse um metrôzinho sobre pneus.
Mentalidade terceiro-mundista apequenada. "Metrozinho sobre pneus".... Dispensa comentários.

O absurdo é a existência de 1000 linhas de transporte. Deveria ser muito menos que isso, e apenas ligando locais diversos à estação de metrô ou CPTM mais próxima, e deveriam então criar corredores totalemnte independentes e segregados, o que em geral se faz com outros veículos que não "ônibus bi-articulados".

Ônibus bi-articulado em corredor com ultrapassagem é o equivalente a alguém sugerir, em 1920, o uso de "carros-de-boi com 44 animais tracionando, mega-cocheiras para alimetnação dos animais e 30 metros de comprimento"

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De forma sistêmica, o que o entrevistado comete como erro principal é adotar uma mentalidade restritiva, que pensa em punir, dissuadir, forçar quem quer usar carro a nào fazê-lo. Não é uma mentalidade construtiva (sic), que pense em expandir capacidade que hoje nào existe, e sim em promover uma "guerra ao carro".

Os usuários de transporte não são todos iguais. O entrevistado ataca o bom-senso ao definir transporte por ônibus como "compatível em conforto" com o automóvel. Não é, e nunca será, por óbvios motivos, em termos de design e possibilidades de uso, exceto se adotada essa mentalidade de "combater o carro" tornando o tráfego de automóveis tão insuportável que force motoristas a optar por outros meios, ao menos aqueles que não queiram passar 6 horas por dia dirigindo...

Ao invés disso, precisam AUMENTAR a capacidade de todos os modais, exceto o próprio ônibus que por design é tosco e bicicleta que é inadequada ao relevo paulistano. ISso inclui novas linahs de metrô e trem, monotrilhos, vans (apenas com passagerios sentados) e microônibus (idem) para alimentar os sistemas de alta capacidade e muitas novas vias expressas.

Podem até usar pedágio, e pedágio caro, para financiar novas vias expressas, se essas forem precificadas de forma a não estarem seriamente congestionadas. Pensem em uma via elevada em 2 níveis com 3 faixas por sentido ao longo da Rebouças + Faria Lima. Quando não pagariam motoristas para dirigir ali a velocidades garantidas de no mínimo 40km/h no horário de pico?
 

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A solução é construir mais vias para carros e ao mesmo tempo investir em metrô e ônibus, pois muita gente não vai deixar o carro na garagem mesmo com 500KM de metrô pois o conforto é infinitamente melhor, e também tem muita gente que vai trocar o metrô, por isso investir em avenidas e linhas de metrô é fundamental.
Não acho que investir em BRT é solução, é solução para cidades como Guarulhos, Curitiba, outras cidades menores, SP nunca.

É incrível a campanha contra carros que vemos, não gosto do modelo de desenvolvimento baseado em rodovias e indústria automotiva, mas isso é demais, é uma perseguição contra os carros e motoristas que cansa, será que esses "especialistas" andam de ônibus lotado todos os dias?
 

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Pra mim conforto é chegar logo onde eu quero. Ter que dirigir por 1h30 me desagrada muito, por isso caí fora do Campo Limpo e vim para a República. Decisão minha, quem gosta de carro pode lutar por seu direito, mas os congestionamentos só tendem a aumentar. Se for pra ter carro, que more ao lado do trabalho, pois cada dia a coisa piora.
 

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A solução é construir mais vias para carros e ao mesmo tempo investir em metrô e ônibus, pois muita gente não vai deixar o carro na garagem mesmo com 500KM de metrô pois o conforto é infinitamente melhor, e também tem muita gente que vai trocar o metrô, por isso investir em avenidas e linhas de metrô é fundamental.
Não acho que investir em BRT é solução, é solução para cidades como Guarulhos, Curitiba, outras cidades menores, SP nunca.

É incrível a campanha contra carros que vemos, não gosto do modelo de desenvolvimento baseado em rodovias e indústria automotiva, mas isso é demais, é uma perseguição contra os carros e motoristas que cansa, será que esses "especialistas" andam de ônibus lotado todos os dias?
O que esses burros anti-carro não percebem, é que muita gente PRECISA usar carro e não tem como substituir. Gente que usa o veículo pra ir em diversos locais da cidade por dia, ou que tem que ir a locais sem transporte coletivo, que carregam materiais pesados, que prestam serviços, não tem como trocá-lo por transporte coletivo nem querendo. E não é pouca gente que está nessa situação.
 

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Pra mim conforto é chegar logo onde eu quero. Ter que dirigir por 1h30 me desagrada muito, por isso caí fora do Campo Limpo e vim para a República. Decisão minha, quem gosta de carro pode lutar por seu direito, mas os congestionamentos só tendem a aumentar. Se for pra ter carro, que more ao lado do trabalho, pois cada dia a coisa piora.
Compartilho o mesmo da sua visão.
Ir e voltar do trabalho todo dia num longo percurso de carro em uma cidade como São Paulo é tão ou mais estressante que se utilizar-se do transporte público. O uso do automóvel só compensa se o trabalho está até 5 à 7 km da sua casa e se as vias por onde passa tem boa fluidez.

Sabia decisão sua de se mudar para a República, pretendia correr atrás de um apê na região Central ou mais próximo de uma estação de metrô ou trem em outras. Por enquanto, tomei uma decisão um tanto estranha, estou morando no trabalho de segunda à sexta, e posso falar, as 4 ou 5 horas (em média 2 para ir, duas para voltar) que perdia nos ônibus, trem e metrô e até no carro (muito de vez em quando) estão sendo muito bem aproveitadas.

O que esses burros anti-carro não percebem, é que muita gente PRECISA usar carro e não tem como substituir. Gente que usa o veículo pra ir em diversos locais da cidade por dia, ou que tem que ir a locais sem transporte coletivo, que carregam materiais pesados, que prestam serviços, não tem como trocá-lo por transporte coletivo nem querendo. E não é pouca gente que está nessa situação.
Realmente, também conheço muita gente que não pode substituir o carro, pois o mesmo é também um instrumento de trabalho e sem contar que muitos lugares que vão o transporte coletivo é deficiente ou até inexistente. O bom do carro, e isso não há como questionar, é a sua praticidade. Eu mesmo, não tenho como substitui-lo quando tenho que fazer alguma entrega dos materiais que vendo, o que sempre evito é os horários de pico (se bem que São Paulo não tem mais disso, toda hora é hora de pico) .
 

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"Mentalidade terceiro-mundista apequenada. "Metrozinho sobre pneus".... Dispensa comentários"

Pra mim não dispensa comentários não.
O ônibus e o metrô não são excludentes um do outro.
Quem disse que ônibus é um transporte ultrapassado?
O que um ônibus faz, um trem não faz e vice-versa.
Daria sim par implantar vários corredores de ônibus em São Paulo, em digamos, micro regiões que alimentariam um sistema de ainda maior capacidade, o metrô, e em alguns casos o próprio biarticulado poderia levar a pessoa de um ponto ao outro que deseja sem precisar trocar de modal.
Como assim sistema terceiro mundista, os ônibus evoluem tecnologicamente e podem sim ter muito conforto, assim como os trens, os carros, os aviões, etc, cada um com a sua função e se pudermos otimizá-la porque não?
 

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Realmente, esse especialista ai esta falando com a ideologia, ideologia coletivista, mas pensando de forma, digamos, meia "sovietica", ao inves de melhorar o coletivo, pensa em proibir o particular, igual aquele candidato do psol nas ultimas eleições presidenciais, que falou que tinha que acabar co
A saude privada... e ai, todo mundo morre na fila dos hospitais..

E é a mesma ciisa nesse caso, o cara diz que tem que acabar com os carros, mas o que tem que fazer nao e punir o motorista, proibir... mas sim oferecer transporte de massa de qualidade e eficiente. E no caso de Sp, so metro mesmo. Visot que ha uma concentraçao populacional grande. E brts apenas auxiliando como pimhas alimentadoras. Fazer como em nova iorque, que ha uma linha de metro embaixo de cada avenida da cidade.
 
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