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O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, deslocou-se ontem ao Porto para anunciar a Rede Nacional de Plataformas Logísticas, que será composta por 11 estruturas de apoio ao transporte de mercadorias e por dois centros de carga aérea, num investimento global de 1038 milhões de euros, a ser financiado com dinheiro público apenas em 15%. O restante será por privados. Todo o sistema deverá ficar concluído até 2013 e garantir a criação de cinco mil postos de trabalho.

As 11 plataformas - divididas em quatro categorias urbanas ou nacionais (Maia/Trofa e Poceirão); portuárias (Leixões, Aveiro, Lisboa e Sines); transfronteiriças (Valença, Chaves, Guarda e Elvas/Caia); e uma regional, em Tunes, no Algarve - deverão cobrir 93% da economia e da população nacional.

Para os centros de carga aérea, a ANA vai investir 46 milhões de euros em novas estruturas no Porto e em Lisboa 22 milhões no aeroporto Francisco Sá Carneiro e 24 milhões em Lisboa, "enquanto não for desenvolvida a nova infra-estrutura na Ota", salvaguardou o ministro. No Porto, a capacidade de processamento irá aumentar de 39 para 80 mil toneladas/ano e em Lisboa para 100 toneladas.

Com o novo plano, identificado por "Portugal logístico", o Governo estima haver condições para aumentar em 3% (mais 9,5 milhões de toneladas) as mercadorias movimentadas no país. Em 2005, os cinco maiores portos nacionais movimentaram 62 milhões de toneladas.

Por outro lado, a rede deverá permitir a redução de 10% nos custos logísticos, na medida em que "a logística contribui para a formação do preço final dos produtos", sublinhou Mário Lino.

Todas as estruturas ficarão interligadas através da "Janela única logística", que irá integrar serviços alfandegários e de apoio à importação/exportação. Deverá ficar concluída este ano. Toda a rede será tutelada pelo futuro Instituto de Transportes Terrestres, como avançou Ana Paulo Vitorino, secretária de Estado dos Transportes.

A aposta na ferrovia é uma das marcas do plano, estando previstas ligações ferroviárias a todas as plataformas, com a excepção da de Chaves. Aliás, Refer e CP foram outras entidades públicas citadas como potenciais interessadas no negócio, bem como municípios e administrações portuárias.

Para garantir a manutenção das condições actuais do uso dos solos destinados à concretização do Plano Logístico e evitar operações de urbanização que possam prejudicar o processo, o Governo já enviou às autarquias um projecto de medidas cautelares e preventivas, aguardando um parecer.

Quanto à Avaliação Ambiental Estratégica do Plano irá para consulta pública no último trimestre do ano.

Reconhecendo atrasos no processo, o ministro admitiu poder divulgar, ainda este mês, o plano estratégico aeroportuário, após o qual se seguirá o marítimo e depois o ferroviário. A série culminará com o Plano Estratégico para o Sistema de Transportes.



:applause:
 

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Discussion Starter · #3 ·
o que é curioso é que estas plataforma estão situadas em lugares estrategicos..no interior! e ligadas recentemente por novas auto estradas, casos da Guarda, Chaves, Elvas/Caia
só mostra que o investimento em auto estradas gera muito maior riqueza a longo prazo. Tal como dizia o estudo das SCUT´s do senhor Cravinho
finalmente estas regioes podem "acrescentar" algo de novo ao pais e contribuir para a sua riqueza agora que lhes deram condicoes para isso

no contexto ibérico elas são "centrais" ao contrario do litoral portugues

Tunes percebe-se facilmente pela sua posição estrategica no Algarve e ligação á ferrovia/A2/IP1
 

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Boa inciativa, fazem mt falta plataformas logísticas em Portugal que nos liguem à Europa.
 

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Parece-me mesmo muito bem!!:applause::applause:
 

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Discussion Starter · #9 ·
Portugal e Espanha vão investir 150 milhões de euros na plataforma Elvas-Badajoz

Portugal e Espanha vão investir perto de 150 milhões de euros nas infra-estruturas da plataforma logística Elvas-Badajoz, anunciaram hoje os dois governos ibéricos.

Em reunião hoje realizada em Lisboa, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e a ministra da Habitação de Espanha, Maria Antónia Trujillo, acordaram a criação de um grupo de trabalho conjunto que irá definir, até final deste ano, as funções e o modelo de gestão da futura plataforma.

Segundo a ministra espanhola, o orçamento para a aquisição de terrenos para instalação da plataforma, entre 200 e 300 hectares, e urbanização dos mesmos, é da ordem dos 90 milhões de euros. Da parte portuguesa, afirmou o ministro Mário Lino, serão investidos cerca de 60 milhões de euros no desenvolvimento de infra-estruturas na zona do Caia.

O Governo apresentou na semana passada o Plano Portugal Logístico, que deverá ficar concluído até 2013. No âmbito do plano, serão construídas 11 plataformas logísticas, num investimento global de mais de mil milhões de euros.

O plano contempla a construção de plataformas em Valença, Leixões, Maia, Chaves, Guarda, Aveiro, Lisboa, Elvas, Poceirão, Sines e Tunes, que serão complementadas com dois centros de carga aérea, no Porto e em Lisboa.
 

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Boas notícias. :applause:
 

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Não sei... julgo que a ideia é ter a maternidade do lado de lá e a plataforma deste lado...:lol:
 

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Discussion Starter · #13 ·
Plataforma Lisboa Norte irá criar sete mil empregos

Mais de 370 milhões de euros serão investidos pelo grupo espanhol Abertis na criação da plataforma logística Lisboa Norte, no concelho de Vila Franca de Xira, que servirá de apoio ao armazenamento e transporte de mercadorias na Grande Lisboa. Cerca de sete mil empregos directos e 18 mil indirectos poderão ser criados pelo investimento, ontem apresentado pelo primeiro-ministro e ministros das Obras Públicas, Ambiente e Economia.

Segundo Josep Canós, director-geral da Abertis, o projecto prevê a conclusão e comercialização das primeiras naves da infra-estrutura dentro de três anos e ocupará 100 hectares de terreno na freguesia da Castanheira do Ribatejo, entre a linha ferroviária e o rio Tejo, estando ainda prevista uma ligação fluvial ao porto de Lisboa.

Contudo, a plataforma Lisboa Norte, que substituiu o projecto inicial apontado para a área industrial do Sobralinho, previsto no plano Portugal Logístico apresentado em Maio, nascerá numa área inserida na Rede Agrícola Nacional, o que originou críticas da associação ambientalista Quercus.

O primeiro-ministro sublinhou que o projecto é 'amigo do ambiente" e que moderniza a economia portuguesa. «Por todo o mundo o investimento na logística é bem visto pelos movimentos que se ocupam da defesa e da elevação dos padrões ambientai», justificou José Sócrates.

O acordo estabelecido entre a Abertis e o Governo português prevê ainda a possibilidade da plataforma se expandir por mais 50 hectares, que também serão desafectados da RAN. Ao JN, o ministro do Ambiente e Ordenamento do Território, Francisco Nunes Correia, garantiu que «foram minimizados os impactos negativos do projecto». Nunes Correia admitiu ainda que não houve qualquer estudo de impacte ambiental, mas defende a realização de um. Na verdade, com uma plataforma logística a norte de Vila Franca, associada a um mega projecto imobiliário de 1800 fogos já aprovado pelo município, abre-se um enorme precedente na ocupação urbanística da lezíria ribatejana.

Entretanto, a Brisa já manifestou interesse numa parceria com a Abertis na construção da infra-estrutura. Para além de Castanheira do Ribatejo, a Grande Lisboa contará ainda com os interpostos modais da Bobadela (Loures) e do Poceirão (Palmela).
Quercus está contra

Entretanto, a associação ambientalista Quercus manifestou-se contra o projecto logístico, que nascerá em terrenos agrícolas facilmente inundáveis e sob os maiores lençóis de água doce. «É uma zona extremamente sensível, inserida em Rede Agrícola Nacional (RAN), que perderá toda a sua capacidade produtiva, para se tornar alvo de especulação comercial», acusa Carlos Moura.

A inclusão do projecto no Portugal Logístico, que apenas previa uma área idêntica na zona industrial do Sobralinho (a Sul), pode originar - segundo o responsável - uma providência cautelar contra a construção da plataforma. «Mas também não descartamos, depois de reunirmos com outras organizações, avançar para o Tribunal Europeu ou apresentarmos uma queixa a Bruxelas», ameaçou o ambientalista.


Valências


A plataforma de Castanheira do Ribatejo reunirá diversas funcionalidades, divididas por áreas multifunções de mono e multiclientes, de logística especializada e de transformação. Contará ainda com um terminal intermodal marítimo, rodo e ferroviário, serviços de apoio a empresas e veículos, e uma aérea de negócios e comércio
.



Acessos


Associam-se à auto-estrada do Norte (A1), no grupo dos principais eixos rodoviários de acesso à futura área logística, as A10 e A13, e as estradas N1, N3 e N10. A infra-estrutura beneficiará da proximidade da Linha do Norte, mais concretamente da nova estação ferroviária de Castanheira do Ribatejo - construída no âmbito da reformulação daquele subtroço, levada a cabo pela Refer. Ficará ainda situada a apenas dois quilómetros da nova ponte sobre o rio Tejo, que fará a ligação Carregado (Alenquer)/ Benavente.



Projecto

No projecto apresentado constam um hotel, restaurantes e escritórios. Mas a área terá a configuração de uma urbanização - com vias e pátios de manobra -, onde não faltarão sequer espaços verdes. O espaço dedicado à logística não ultrapassa os 55 % da área a edificar.



Os espanhóis

A construção da Lisboa Norte será o primeiro projecto de internacionalização da Abertis Logística, desenvolvido fora de Espanha. Contudo, a empresa conta com uma participação de 10 % na concessionária rodoviária portuguesa Brisa, e gere, através da sua filial Spel, 16 mil lugares de estacionamento em seis cidades portuguesas.



Navegabilidade


A Abertis o Governo comprometeram-se a analisar a viabilidade da ligação fluvial entre o Porto de Lisboa e a futura plataforma. A freguesia a norte do concelho de Vila Franca não beneficia de boa navegabilidade como o Sobralinho, para onde chegou a ser apontado o mega investimento e que conta com o antigo porto do Adarce.


:applause:
 

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Nao sei se é por serem quase 3h30, mas veio-me à cabeça o Marl. So espero que esteve nao seja 1 fiasco também...
 

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bom se a GM bazar da pa por la os desempregados e ainda ficam uns postos de trabalho a sobrar, venha de la isso!!
 

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Dos grandes! O maior dos últimos anos em Portugal. Hoje em dia parece que as coisas estabilizaram, mas no inicio aquilo esteve mesmo muito mal...
 

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Secalhar não estavamos prontos para um MARL... concerteza os erros do MARL serão postos em referÊncia por esta plantaforma logística....

Não acho bem nem mal... mas já estão a preparar a OTA......
 

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Uma dúzia de anos disto..
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A preparar a Ota e a aproveitar o fecho da Opel da Azambuja...
 
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