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Discussion Starter #1 (Edited by Moderator)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Picos_da_Madeira

O Pico Ruivo, no concelho de Santana (abrange as freguesias da Ilha e do Faial) na ilha da Madeira, é, com os seus 1862 metros de altitude, a terceira montanha mais alta de Portugal (depois da Ponta do Pico, nos Açores, e da Serra da Estrela, em Portugal Continental), e a mais alta do arquipélago da Madeira.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_Ruivo

O Pico do Arieiro é um pico situado na ilha da Madeira. Com 1818 metros de altitude é o terceiro pico mais alto da ilha, depois do Pico Ruivo (1861 m) e do Pico das Torres (1851 m).

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_do_Arieiro

O Pico das Torres é o segundo pico mais alto da ilha da Madeira. Fica entre o Pico Ruivo e o Pico do Arieiro a uma altitude de 1851 metros. É um local óptimo para a prática de escalada. Em direcção ao Pico Ruivo o trilho é um desafio especialmente difícil devido à subida esculpida na rocha.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pico_das_Torres
 

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Αλέξανδρ&#
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estava a dar á cadinho nas noticias, já a 10 anos k não caia assim :yes: mto bonito o cenário tendo em conta o tipo de pedra avermelhado e escuro em alguns pontos, algo mais escuro em geral k os granitos ou calcários e com neve brilha...
 

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Discussion Starter #7
Lindas imagens. Umas foram tiradas no Pico Ruivo e outras parece Pico do Areieiro? Tenho a impressão que amanhã vai haver aínda mais neve. Já agora NT eu tenho uma pergunta; estas imagens foram tiradas por si ou por outras pessoas?

Gil:)
recebi por email

e depois fiz upload
 

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Discussion Starter #13
Muitos madeirenses quiseram ver de perto o raro fenómeno que cobriu de branco as serras da Madeira
Romaria à neve no Poiso e Paúl​

Foram muitos os madeirenses e turistas que durante todo o dia de ontem se deslocaram, quer ao Poiso quer ao Paúl da Serra, para ver a neve que nos últimos dois dias tem caído com intensidade nas serras da Madeira. Com o acesso ao Pico do Areeiro encerrado à circulação automóvel, dada a concentração de neve na estrada, a opção foi mesmo subir a pé até onde fosse «humanamente possível». De snowboard ou de boia na mão, ou até mesmo um velho caixote, famílias inteiras colocaram-se à mercê do muito frio e da chuva que se fazia sentir em ambos os locais, na ânsia de poder deslizar por alguns instantes pela neve.​



A Ao final do dia de ontem, apenas duas estradas se mantinham condicionadas ao trânsito. Eram elas a ligação entre o Poiso e o Pico do Areeiro, devido à muita neve acumulada na via, e a estrada entre a Encumeada e a Bica da Cana, nomeadamente, na descida para o Lombo do Mouro, face à ameaça de queda de pedras para a via. No entanto, aqui, foram muitos os que optaram por ignorar o perigo e “furaram” a barreira colocada na estrada, aproveitando o facto de ali não se encontrar ninguém que o impedisse, ao contrário do que acontecia no Poiso, onde foi colocado um elemento das PSP e uma viatura pesada da “Estradas da Madeira” atravessada na via.
Ainda que encerrada a estrada, muitos foram os que deixaram os carros junto à casa de abrigo do Poiso e subir como se de romarias se tratasse até onde fosse «humanamente possível», tal era o frio e a chuva que se fazia sentir. De snowboard na mão, bóia ou até de caixote, tudo servia para deslizar na neve que, nas zonas mais altas, chegava a ter 60 centímetros de altura.
A Madeira assistiu a um dos maiores nevões da última década e ninguém quis perder o fenómeno. Mas, era evidente alguma preocupação, sobretudo por parte da PSP e da Direcção Regional de Florestas.
O agente que se encontrava no local garantiu ao JM que «não há condições de segurança», daí o encerramento da estrada para o Areeiro. «As últimas informações davam conta de que a neve atinge a zona do joelho nas partes mais altas», exemplificou. Por esse motivo, «estamos também a aconselhar as pessoas a não irem até lá acima, se não estiverem equipadas. E até têm compreendido», prosseguiu.
Por parte da Direcção Regional de Florestas, e tendo em conta casos menos felizes ocorridos noutros anos, a ordem foi de encerrar e evitar males maiores. «No passado verificou-se a necessidade de, inclusivamente, mobilizar várias equipas de bombeiros e viaturas para ir à zona do Poiso socorrer automobilistas que estavam atolados», recordou Rocha da Silva.
«São muitos os que se aventuram, ora desprotegidos em termos de vestuário, ora com carros em condições menos próprias. É quase um impulso irresistível. O que é recomendável é que as pessoas tenham sempre bom senso e que avaliem, não só as suas capacidades, mas também as características da viatura em que se fazem transportar», apelou.
Por outro lado, Rocha da Silva alerta para outras situações. «Ir à neve é um apelo à ingestão de álcool e essa situação leva também ao não avaliar das circunstâncias em que as pessoas estão envolvidas. O álcool leva a estados de euforia e, nessa condição, as pessoas metem-se em aventuras que, doutra forma, não fariam».

Guarda florestal ajuda
condutor em pânico​

Ainda que, até ao momento, apenas se tenham verificado uma ou outra situação pontual, o director regional congratula-se com a forma como os madeirenses têm sabido acatar as ordens das autoridades. Ainda assim, na segunda-feira, na zona do Paúl da Serra, um casal de certa idade teve de ser assistido. «O condutor enervou-se, entrou em pânico e teve que ser um guarda florestal a conduzir a viatura até um local mais apropriado», contou.
Questionado quanto à intensidade de neve que caiu nas últimas horas, Rocha da Silva diz que é significativa, mas não concorda quando alguém diz que “nunca se viu nada igual”. «Já houve outros cenários bem mais evidentes que este», explicou, exemplificando com o sucedido em 1968, 1978,1983 e 1996.
Quanto ao perigo de derrocadas, face à muita chuva que fustigou a Madeira, refere que «estamos atentos», mas sublinha que «toda a gente que anda no terreno tem a obrigação de comunicar e interagir com a Protecção Civil quando detecta alguma situação fora do normal».
A chuva levou também a que muitos dos aterros estivessem ontem encerrados. «Normalmente, quando há estas chuvas persistentes, consideramos que eles não devem funcionar. As terras ficam amolecidas e é difícil a sua compactação», considerou.
De salientar que entre as estradas com restrições está também o acesso às Achadas do Teixeira, em Santana, mais concretamente, a partir do miradouro.

Afinal, a Madeira
tem mais para ver​

Na madrugada de terça-feira, registou-se novo nevão. No Monte, mais concretamente, no Caminho da Levada dos Tornos, a surpresa foi total para alguns populares que, por volta das 7 horas, à saída das suas casas, se depararam com a neve à porta.
Na casa de abrigo do Poiso, encontramos verdadeiras “romarias familiares” rumo à neve. «Estamos de férias e então aproveitamos para vir ver a neve», contou-nos Cláudia, acompanhada de alguns amigos e a irmã mais nova. «Deixamos o carro aqui no parque e tentamos ir a pé, mas estava muito vento», continuou. Apesar da quantidade de neve, mostrava-se surpreendida com a temperatura. «Pensei que ia estar mais baixa. Já tive aqui situações em que nem conseguia sair do carro».
Agradavelmente surpreendidos estavam Jane e Clive, um casal natural das Midlands, em Inglaterra, mas a residir há cerca de três anos na Madeira. «É absolutamente maravilhoso. Um vizinho e amigo convidou-nos a um passeio até ao Poiso para tomar uma poncha e ver a neve, mas eu não acreditei. É incrível. Pensávamos que conhecíamos a Madeira ao fim de três anos, mas chegamos à conclusão de que, afinal, não a conhecemos», dizia Jane, que já se considera madeirense, ou melhor quase. «Estamos habituados ao vosso clima, ou melhor, pensávamos que estávamos. A verdade é que faz muito frio».
Ao balcão da casa de abrigo, os empregados não tinham mãos a medir. «Os copos de vidro esgotaram. Tivémos de trabalhar com copos de plástico», contou-nos o experiente Vieira.
«A neve começou a cair desde as 7 horas da manhã de segunda-feira. Há muitos anos que não via tanta neve nesta altura do ano», assegura. Enquanto isso, ao lado, os restantes empregados vão preparando a poncha, o cortado, o café de cevada e a açorda.
Por esta altura, entra Elmano Rodrigues, acompanhado da esposa. «Estamos de férias na Madeira. Acabamos de chegar de Jersey. Saímos da neve e viémos para a neve», diz com um sorriso. «Nevou lá na semana passada. Agora, chegámos à Madeira e encontrámos estas lindas condições», prossegue a esposa, após ter confidenciado que estão há 33 anos emigrados.
Sousa Ferreira e Osvaldo Fernandes também não quiseram perder o raro “espectáculo”. «Há pouco mais de duas semanas, viémos cá para ver a neve, mas nada que se compara com o que agora encontramos», afirmam. «Aproveitamos para vir ver neve e com o frio que está, tem que se tomar um copinho. Está muito frio para ir até lá acima. Não trouxemos agasalhos suficientes».
Acompanhado da família, encontramos Nélio, nas traseiras do seu veículo, retirando alguns agasalhos para se aventurar na neve. Antes, há que atestar bem o estômago, com um café bem quente. «Eu pelo menos não tenho memória de ter visto assim tanta neve. E tenho vindo algumas vezes», referiu. A viagem ao Poiso, contou, duraria até às 14 horas. «Temos ali a mulher de um nosso amigo que entra às 15 e por isso, é só para a pequenada ver», explicou, rodeado pelo João e pela Verónica, dois miúdos de 10 e 8 anos, respectivamente, que se vão atingindo mutuamente com bolas de neve.
Ao lado, está Filomena, de 76 anos. «Só este ano, já vim cá três vezes. Mas, tanta neve como agora, nunca tinha visto», garantiu.

Levar a neve
aos amigos​
Na descida para o Santo da Serra, Marco e Filipa, um simpático casal de bombeiros pararam à beira da estrada para, com a ajuda da filha, erguer um boneco de neve no capô da viatura. Ainda não tinham visto tanta neve como agora, razão que tornava o passeio «mais agradável». «Vamos até casa da família, em Santa Cruz e a seguir para casa mudar a roupa».
Deslumbrado estava também o cunhado e o sobrinho de Eusébio, acabados de chegar da Venezuela. «Vamos tentar ir até onde for possível. E vamos aproveitar para tomar uma ponchinha também».
Pouco depois, encontramos Luis Nóbrega, de 51 anos. Está com um “meio carro” parado à beira da estrada. De pá na mão, começa a encher a carroçaria com neve. «Uns amigos queriam vir, mas estavam a trabalhar e não podiam. Por isso, aproveitei a hora de almoço e vim cá acima buscar neve para levar até eles».

Favas, ervilhas e semilha
perdidas por causa do tempo​

Depois do Poiso, a nossa viagem prossegue em direcção ao Curral das Freiras, mais concretamente, ao Pico Furão, onde encontramos Manuel Camacho, vindo da fazenda. «Durante a noite de segunda para terça-feira, caiu muito granizo. A terra ficou branca. Para a agricultura, o tempo tem sido uma desgraça. Isto estragou praticamente tudo. Fava, ervilha e semilha. Vamos ter de refazer o trabalho», lamentava, tendo como pano de fundo os picos que rodeiam o Curral, alguns cobertos com alguma neve.
Álvaro Gonçalves também se queixava. «O tempo tem estado sempre frio. Tenho ervilhas plantadas, mas está mais ou menos. Alguma estragou, devido à neve das últimas noites. Mas, para já, os prejuízos não são muitos».
No Bar La Truta, na Seara Velha, ainda na pitoresca freguesia, mata-se o tempo jogando às cartas, mas também se comenta o tempo dos últimos dias. «Há uns 10 anos, caiu muito mais neve, que até os carros ficaram todos parados por aí fora, na estrada antiga», recordou um dos presentes.
Novo périplo leva-nos então para outro destino, desta até ao Paúl da Serra. À passagem pelo planalto, muitos carros parados na berma, mas são poucos os que se aventuram na rua. Um vento forte e a chuva gelada impediam outras aventuras na imensa quantidade de neve que se acumulou no planalto. Lagoas de grandes dimensões cobriam também aquela que é a principal bacia hidrográfica da Região.
À excepção de um ou outro pequeno deslizamento de terras e pedras, José Manuel Ferreira, da empresa Estradas da Madeira confirmou ao JM que a situação era de normalidade.
«Estamos na Boaventura, mas sobretudo, para corrigir situações decorrentes das chuvas da semana passada», informou.






Jornal da Madeira
 

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Qual a temperatura cá em baixo no Funchal?
 
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