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Os reis do Amazonas

31-Mai-2008
Com boa dose de ousadia e visão estratégica, empresários faturam alto com seus negócios e fazem história no Estado.

Os braços dos rios do Amazonas figuram como braços de empresários que, amazonenses ou não, escolheram o Estado como terra para construir e fortalecer seus negócios. Detentores de visão estratégica, esses homens despertaram filões e, hoje, são responsáveis por grande parte do faturamento do Estado. Os “reis do Amazonas” estão divididos em variados segmentos, ganham “rios de dinheiro” e administram milhões na região.
Luís Augusto Barreto, 47, nasceu no Rio de Janeiro, mas orgulha-se em dizer que completará, no próximo mês de outubro, 30 anos de Amazonas. Ao lado da esposa, Suely Campos, Barreto é dono da Bicho da Seda, empresa especializada em uniformes e que possui como alvo maior as fábricas do Pólo Industrial de Manaus (PIM).
A idéia de construir o negócio surgiu quando Azevedo era ainda diretor de uma empresa do parque fabril local. Responsável por aprovar as compras dentro da organização, o empresário deu o pontapé no próprio negócio, depois de perceber que a produção de uniformes era lucrativa.
Com o talento da esposa, que já costurava, começou a fabricação no próprio quintal de casa, localizada no bairro da Redenção, Zona Centro-Oeste. Com os anos, o negócio foi prosperando e, atualmente, domina 67% do mercado local. A Bicho da Seda chegou até mesmo a ganhar filiais no Pará e em São Paulo, e representantes em diversos Estados brasileiros. Líder do mercado no Norte/Nordeste desde 1999, a organização, genuinamente amazonense, figura entre as dez melhores do ramo no Brasil.
Embora o posicionamento no mercado já seja satisfatório, Barreto quer mais. A meta é fazer da Bicho da Seda a número 1 do país até dezembro de 2009. Para atingir a marca, o empresário ressalta que já fez os cálculos: serão necessários recursos da ordem de R$ 6 milhões para investir na produção, nas instalações físicas e na gestão do quadro funcional.
Hoje, indústria, loja, lavanderia e administração estão concentradas em um terreno de 10 mil metros quadrados, localizado no bairro do São Jorge. “Temos tudo aqui numa única estrutura. Isso facilita o negócio. Grande parte de nosso faturamento hoje vem de fora do Amazonas. Nossa idéia é expandir ainda mais nossas atividades e tornar a Bicho da Seda ainda maior”, frisa Barreto.

‘Senhor dos hotéis’
Quem também fez história no Amazonas foi Francisco Ritta Bernardino. Aos 76 anos, o empresário do setor hoteleiro salienta que parte da fortuna acumulada hoje nasceu de um pensamento da juventude. “Passei algum tempo no Exército e lá adquiri a idéia de que só devia gastar metade do que ganhasse. Tenho este pensamento até hoje”, explica.
Nascido em Manaus, Bernardino investiu a ‘poupança’ na construção de empreendimentos hoteleiros. O primeiro a surgir foi o Hotel Mônaco, localizado na rua Silva Ramos, Centro. Em seguida, o empresário alocou recursos na construção do Hotel Brasil, na avenida Getúlio Vargas, também no Centro.
O passo seguinte foi a construção de empreendimentos em pontos mais afastados da cidade, como a Pousada do Tarumã e o Ariaú Amazon Towers - hotel de selva de referência na região que chega a receber até 200 turistas por semana.
Com o sucesso dos negócios, o empresário avançou para outros Estados brasileiros: hoje possui em Fortaleza o hotel Mar Belo e o hotel Belo Mar; e, em Búzios (RJ), o empresário é dono do Ariaú Hotel. Nos planos do empresário, já está a implantação de um novo hotel, desta vez em Natal. “É uma cidade que eu gosto muito e como temos de procurar sempre crescer, é uma opção”, enfatiza.
Além da hotelaria, Bernardino e família têm parte do patrimônio investido na construção de 20 galpões para indústrias e em terras, que possuem em quase todos os municípios amazonenses.

Ícone
Com os pés fincados no varejo, o empresário José Azevedo, 75 é um dos maiores exemplos de perseverança e sucesso nos negócios dentro do Estado. Ele é fundador do grupo TV Lar, que está há 44 anos no mercado, e possui 22 lojas na capital e três no interior: em Presidente Figueiredo, Manacapuru e Coari.
Décadas a frente do negócio, Azevedo diz que para se conquistar algo e vê-lo prosperar deve-se ter conhecimento, determinação e trabalhar bastante. É por isso que o empresário acompanha, de perto, o desenvolvimento de seu grupo. Com um faturamento anual na média de R$ 100 milhões, parte do rendimento da rede é realocado na abertura de dois novos pontos comerciais da TV Lar: um no bairro da Redenção, em Manaus, e outro em Manacapuru (a 68 quilômetros da capital amazonense). “Passamos por muitas dificuldades, mas conseguimos nosso espaço e um público fiel”, comenta Azevedo.

Indústria ‘na veia’

Embora tenha nascido em São Paulo, Wilson Périco, 45, adotou o Amazonas como terra e por aqui soube “fazer seu dinheiro”. O laço com o Estado nortista começou, há 15 anos, quando foi convidado para vir a Manaus e participar da implantação da indústria Itautec. Depois de atuar três anos na empresa, recebeu a ordem de voltar para São Paulo, mas não cumpriu – preferiu ficar por aqui e continuar sua carreira.
“No momento em que eu teria de voltar para São Paulo, recebi um telefonema com a informação de que empresários de uma grande organização me procuravam para uma oferta de trabalho. Quando me informaram que a fábrica seria em Manaus, fiquei muito feliz. O resultado é que a empresa era justamente a Thomson, e me tornei um dos primeiros funcionários da organização”, conta. Atualmente, ocupa o cargo de diretor industrial da componentista, instalada no Pólo Industrial de Manaus (PIM). Além da Thomson, Wilson Périco – tecnólogo eletrônico e graduado em economia pela Universidade Mackenzie – soma no currículo passagens pelas multinacionais Itautec e Brastemp. Somado a isso, atualmente, ele está à frente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), que reúne setor responsável por mais de 40% do faturamento do parque industrial.
Périco comentou que a escolha por Manaus lhe rendeu bons frutos, tornando-o eternamente grato à cidade. “Hoje sou o que sou graças a esta terra. Foi aqui que consegui me estabilizar financeiramente e aumentar minha rentabilidade. Hoje vivo muito bem”, acrescenta.

Na construção
Apesar de ter nascido em Porto Velho, o empresário José Nasser, 62, considera-se um amazonense nato. Vindo ainda pequeno para a capital amazonense, Nasser formou-se engenheiro pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), quando ainda era UA, e participou do projeto de construção do porto de Manaus e de Tabatinga (a 1.105 quilômetros da capital amazonense).
Identificando-se com a construção civil, ele ergueu a J Nasser há 28 anos. A expansão da empresa foi tanta que ela conta hoje com 500 funcionários e é a responsável pela construção dos principais viadutos da cidade.
A construtora fechou 2007 com um faturamento de R$ 22 milhões. O segredo do sucesso, segundo o empresário, tem quatro componentes: boas parcerias, o apoio da família nos negócios, amor à profissão e reuniões com freqüência. “Conto hoje com três filhos trabalhando comigo: dois engenheiros e um arquiteto. Dentro da empresa, adquirimos a prática de realizar reuniões sempre. Nos encontros, discutimos todos os nossos problemas e analisamos os melhores passos a serem tomados. Isto ajuda no controle do dia-a-dia”, destaca.
A receita do sucesso permitiu com que, além da construção civil, a empresa passasse a atuar também em serviços e obras de tratamento de água. “Nossa tarefa agora é construir e administrar o que já temos”, menciona.

Experiência
A frente da Construtora Capital, Pauderley Avelino é hoje um dos maiores empresários do Amazonas no ramo da construção civil. O investimento da família resultou em uma sólida empresa com 34 anos no mercado. Com 25 anos a frente da organização, Pauderley destaca ainda o envolvimento da família com os negócios de mineração e imobiliária. “A construção é um mercado promissor. Temos um trabalho especial com o público de renda média e é este filão o responsável pelo sucesso de nossos negócios”, diz. “Este sucesso faz com que a empresa cresça a cada ano. Em 2007, a expansão foi ainda maior”, acrescenta. Por conta do sucesso nos negócios, a construtora já prevê empreendimentos em outras regiões do Brasil, mais especificamente em Brasília e São Paulo.

Atração
Para o secretário de Fazenda, Isper Abrahim, o crescimento de empresários no Estado é reflexo do momento positivo da economia do Amazonas. “Um dos fatores para este bom momento é justamente a prorrogação da Zona Franca de Manaus até 2023. A relação com nossas empresas é extremamente favorável. O Estado é o único que pode conceder incentivos fiscais. Nos últimos cinco anos, o Amazonas passou por uma situação promissora de mercado econômico social. E ainda temos um horizonte, por conta do gás de Urucu, que vai baratear o custo da energia. Podemos citar também a eventual criação de um pólo de gás químico, considerando o excedente de gás, uma nova potência de crescimento”, analisa.
 

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Uhu!!!

Muito legal esse artigo!!!
Mostra a força de apenas alguns dos muitos poderosos empresários locais!!!:banana:
 

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Ótimos empresarios e ótimos administradores. Sabem aproveitar o potencial do nosso estado para desenvolver suas empresas e a região.

Só faltava uma boa prefeitura p/ melhorar a cidade. hauahuahauhau
 

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O que vcs acham da candidatura do Arcebispo de Manaus que será um dos candidatos a prefeito da capital?
 
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