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Baiano sim senhor!
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27/06/2008

Complexo Industrial de Camaçari, que completa 30 anos, ganhará 26 novos projetos de expansão e implantação

Após passar por um período de estagnação, o Pólo Industrial de Camaçari dá sinais de que pode estar iniciando um novo ciclo. Pelo menos este era o tom dos discursos e o desejo das lideranças empresariais e políticas que se reuniram ontem na Associação Comercial da Bahia, no Comércio, para comemorar os 30 anos de fundação do complexo. A “injeção de ânimo” para esta nova fase foi confirmada com o anúncio de investimentos da ordem de US$4,2 bilhões – o equivalente a R$6,7 bilhões – ao longo dos próximos quatro anos.

De acordo com o novo presidente do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Marcelo Lyra Amaral, mais de US$2,28 bi serão direcionados especificamente para o setor de química e petroquímica e US$1,35 bi para o segmento automotivo. Também estão previstos recursos na indústria de papel e celulose (US$425 milhões) e na metalurgia (US$150 milhões). Serão implementados 26 novos projetos, entre expansão e implantação, de um total de 13 empresas do complexo.

Ao anunciar os investimentos, Amaral entregou ao governador Jaques Wagner a “Carta do Pólo Industrial de Camaçari”, uma espécie de agenda empresarial positiva que, após várias discussões, resultou em diversas propostas de ações voltadas para o aumento da competitividade do complexo. “Este documento traduz a essência de um trabalho conjunto e cristaliza os anseios para consolidação do futuro do Pólo”, disse. O trabalho terá como foco sete áreas prioritárias: assuntos fiscais e créditos de ICMS; infra-estrutura e logística; matérias-primas e matriz energética; pesquisa, desenvolvimento e tecnologia; formação de mão-de-obra; revisão do Plano Diretor do Pólo, e expansão e diversificação industrial.

Sindicato - O governador Jaques Wagner disse, ao discursar, que a comemoração fazia passar em sua mente o “filme” da sua vida. Foi no Pólo de Camaçari que ele atuou profissionalmente e foi, inclusive, fundador do sindicato dos trabalhadores do setor. Chegou, inclusive, a brincar com os presentes ao lembrar da “grande greve” que ele comandou em 1985. No encontro, desta vez com os empresários, ele citou sua confiança com o futuro do complexo e prometeu negociar o pagamento dos créditos de ICMS acumulados, calculados, segundo o secretário da Fazenda, Carlos Martins, em R$1,2 bilhão. Este crédito refere-se, principalmente, a valores pagos pelas empresas nas exportações e que deveriam ser devolvidos ou abatidos de outros impostos.

O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, disse que a importância do Pólo Industrial para a Bahia é inquestionável. “Temos orgulho de fazer parte desta história”, declarou, completando que a Ford investirá na Bahia “boa parte” dos U$2,2 bilhões de investimentos previstos pela empresa no Brasil. No evento, também estiveram presentes o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich; o diretor de relações institucionais da Dow Brasil, Marconi Andraos; o fundador do grupo Odebrecht, Norberto Odebrecht; o senador Antonio Carlos Júnior, entre outras autoridades e líderes empresariais.

Demanda de cinco mil empregos

O Pólo de Camaçari projeta uma necessidade de pelo menos 5.029 novos profissionais nos próximos cinco anos. As vagas serão abertas, principalmente, por trabalhadores que vão se aposentar neste período, e que estão no complexo desde os primeiros anos de funcionamento.
A necessidade de mão-de-obra qualificada é uma das preocupações citadas na “Carta do Pólo”. Além das parcerias já existentes com algumas instituições de ensino superior, o documento indica a necessidade de intensificar a integração das empresas com as entidades de ensino público e privado, no sentido de capacitar a mão-de-obra demandada.
Hoje, o Pólo de Camaçari conta com 15 mil trabalhadores atuando diretamente nas empresas do complexo e outros 20 mil em empresas terceirizadas.

Fonte:Correio da Bahia
 

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BAHIA
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A Bahia pode diminuir o ritmo graças à falta de governo estadual e de um governo alcóolatra federal, mas mesmo com torcida contra (inclusive do presidente), ela nunca pára e nunca deixa de crescer!
 

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Muito bom. O Nordeste tem que continuar se industrializando e manter o ritmo de crescimento para diminuir as diferenças em relação ao sul e ao sudeste. Camaçari talvez seja o maior pólo industrial da região e é bom que continue crescendo. Outros estados no nordeste, como Pernambuco, também estão presenciando crescimento industrial acima do considerado normal.
 
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