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Ééééééguuuuaaaa
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Eis marca, projeto e local do Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade: vem aí 1Amazonia

Belém, fevereiro de 2018.

Foi dada hoje a largada rumo ao Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade, com a divulgação da proposta técnica elaborada por um grupo de organizações da sociedade civil, ao longo de três anos de trabalho preparatório e consultas. Isso seguiu à homologação do resultado do Chamamento Público realizado pela Secretaria de Turismo do Estado (SETUR), após oitiva da sociedade civil.

O Centro vai se chamar 1Amazonia e será instalado na cidade de Belém, à margem do Parque Estadual do Utinga, numa pequena área legalmente destinada a atividades de alta intervenção. A marca reflete uma aprofundada pesquisa regional e internacional. Por um lado, observou-se que a população de toda a bacia amazônica se enxerga como parte de uma região só e possui uma identidade comum, independentemente das fronteiras nacionais que abrangem nove países. Por outro, o que despontou na percepção externa é a visão da Amazônia como algo único, de valor inegualável para a humanidade. A simplicidade do 1Amazonia sintetiza assim as diferentes perspectivas: o grafismo contemporâneo tem raízes nativas, inclusive nas cores do urucum e do negro de fumo, ao mesmo tempo em que o nome pode ser lido e pronunciado em vários idiomas.

A proposta cosmopolita se confirma nos serviços concebidos para o futuro Centro, que promete ser um lugar de intercambio e, ao mesmo tempo, um cartão postal da cidade: devem se misturar ali uma feira do produtor agroflorestal, um restaurante em que se revezam cozinheiros diversos, um laboratório para facilitar o acesso aos mercados de produtos agroflorestais, um espaço para criatividade de jovens empreendedores, uma escola de pós-graduação multidisciplinar, um museu interativo do alimento e percursos de conhecimento para um turismo de experiência. Pesquisa e lazer, especialistas e leigos, residentes e visitantes devem compartilhar o mesmo espaço.

“Hoje transformamos oficialmente um sonho em objetivo” – resume Roberto Smeraldi, do instituto Atá, articulador dos vários parceiros que compõem o 1Amazonia. De acordo com o jornalista e cozinheiro, pioneiro da luta pela sustentabilidade na região, “não será trivial viabilizar o projeto, mas se conseguirmos, Belém vai fazer jus a seu título de Cidade da Gastronomia pela UNESCO, além de gerar um poderoso instrumento para fomentar a economia regional da floresta a partir da cadeia do alimento”.

O conceito de uso sustentável da floresta permeia toda a proposta: o edifício-sede foi projetado para ser o primeiro no Brasil com estrutura 100% em madeira certificada, usando até 40 espécies diversas e resíduos de serraria. Sua construção foi pensada como canteiro-escola, para formar mão de obra que permita gerar um mercado local para uso estrutural da madeira regional na construção civil. Ao mesmo tempo, haverá uma inédita parceria com a EMBRAPA, cuja sede para Amazônia Oriental está instalada no complexo Utinga, para que o trabalho de pesquisa e conhecimento se torne, por meio de percursos e experiências na área, uma vitrine para o público geral:será o maior complexo agroflorestal urbano do mundo, com aproximadamente 5 mil hectares. 80% são cobertos por florestas de terra firme e várzea, convivendo, na ára da EMBRAPA, com produção agropecuária, comunidades ribeirinhas e quilombola, instalações da CEASA, patrimônio histórico do Murutucu, rio, lagos e igarapés. O projeto foi localizado estrategicamente para contribuir à proteção ambiental do parque e prevenir ameaças à sua integridade ambiental.

A proposta do 1Amazonia nasceu de uma Manifestação de Interesse Social formulada em setembro passado e uma oitiva da sociedade realizada nos meses de outubro e novembro; seguiu um chamamento público em dezembro e a proposta recebeu 18/20 de pontuação técnica. Além das entidades fundadoras – Instituto Atá, Instituto Paulo Martins e Centro de Empreendedorismo da Amazônia – o 1Amazonia já conta com associados como o Instituto Socioambiental, a ABRASEL, a Fundação Roberto Marinho, o IMAZON, a Fundação Romulo Maiorana, o Instituto Peabiru, o IMAFLORA e o WWF-Brasil. A participação de organizações de base comunitária e outras parcerias serão anunciadas após a apresentação do plano de trabalho, que constitui, pela lei do marco do Terceiro Setor, o próximo passo para viabilizar a futura cessão da área.

Os promotores divulgaram hoje a marca e as principais perspectivas do projeto arquitetônico do edifício-sede. Detalhes estão disponíveis no site www.1amazonia.org
 

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♫ lıı.lllıılı..lll&
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Puts, era melhor nem ter aberto as imagens :lol: (brincadeirinha)

Mas o projeto é bem acanhado para ter um nome desses.
 
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