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E se fosse depender desse incompetente do Jatene o BRT Belém ainda estaria no papel. Ele só iria começar essa obra depois do prolongamento das av. João Paulo II e Independência (que a cada mês ele adia, era pra ser em setembro, passou pra outrubro, novembro, agora ficou pra janeiro, mas todo mundo sabe q nenhuma obra pública começa em janeiro, ou seja, vão nos enrolando até qdo quiserem e os trouxas aqui q se danem). :bash: O PSDB pode ser bom em projetos turísticos, mas é historicamente um atraso pro desenvolvimento do sistema viário de Belém. :bash: Tanto q ele só vai começar a implantar o BRT na RMB a partir de 2015 (que absurdo), sendo q sabemos q ele poderia ir começando a fazer as obras agora mesmo, assim como o Dudu fez. Ninguém em Belém morreu por causa das obras do BRT e já estão quase finalizando a primeira etapa. Ao menos isso temos q tirar o chapéu pro Dudu. Ele teve peito pra levar essa obra adiante (mesmo q com várias irregularidades e com toda a mídia contra ele). Uma pena ele ter iniciado somente agora, no fim do seu mandato, como obra eleitoreira. Se ferrou! :eek:hno:
Concordo com vc.

O Governo do Estado poderia sim tranquilamente ir logo iniciando as obras do BRT na BR. Lá o canteiro central é enorme.. e não tem ciclovia, vai ser bem mais fácil implementar as canaletas. Nem iriam precisar interditar a BR em si.

Poderiam tbm ir logo começando a fazer o reordenamento das calçadas, do meio fio, do acostamento.. poderia, ir logo construindo as passarelas, etc.

Tem coisas que poderiam ir sendo implementadas antes/durante a obra de prolongamento da JPII.
 

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Leão
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^^é porém ele (o Jatene) mexe ali na BR.....vai ser uma doideira total....Vai ser igual a merda do Duciomar que fez essas pistas exclusivas sem ao menos mostrar o projeto...Tanto é que o pessoal desconhece...

Quem dera fosse assim..."Ah, eu quero mexer na BR, vou começar amanhã" :lol:....Pow, Ta mais é certo mexer na João Paulo II primeiro p seguir todo um cronograma....Mostrando o projeto em audiência pública....abrindo licitações sem armações...tudo na transparência,,,,,,,,Diferente do Duciomar que faz e o povo não tem conhecimento de nada...tanto é que o ministério publico vive dando em cima

Affs.... agora dizer p/ bater palmas pruh duciomar é demais
 

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^^ Discordo.

Projeto já tem, dinheiro já tem, viabilidade já tem. O que falta é vontade política.

Pq temos q esperar até 2013 (Fev, Mar ou Abr) pra iniciar as obras na JPII??

Já poderiam logo estar negociando o terreno, fazendo o projeto executivo do terminal de Marituba, poderiam logo adiantar as questões burocráticas junto ao DNIT, poderiam tbm ir logo apresentando ao MP pra verificar as inconcistências, impactos ambientais, etc.

Mas isso só vai acontecer em 2014, por coincidência ou não, no ano eleitoral.
 

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^^
E mais uma vez não reelejam o governador! Assim, quem sabe um dia eles aprendem. Reeleição é exceção, e não regra. Devemos reeleger somente aqueles gestores que se mostraram realmente preocupados em resolver os problemas do nosso estado, o que não tem sido o caso do Jatene.
 

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Engenheiro com bom senso!
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A nossa "burrocracia" é que entrava as coisas, não é só ter boa vontade política, tem muita gente que não mostra a cara e que se opõe ao projeto, fazem de tudo pra dar errado. Infelizmente as coisas são assim neste país, se não "molhar a mão" de meia dúzia por aí, as coisas não acontecem.
 

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Pra iniciar as obras do BRT da BR até Marituba, é necessário que seja feita primeiro a obra de prolongamento da João Paulo II justamente pra desafogar o transito da BR durante as obras do BRT. Só que pra obra da JPII iniciar é preciso corrigir algumas inconformidades presentes no relatório da empresa responsável, para que o projeto seja licitado e executado.
 

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Leão
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Eu queria que tivesse aqui em Belém um negócio que eles fazem lá em curitiba....se chama tarifa domingueira....que o cidadão paga 1 real se não me engano para andar de ônibus aos domingos...eles fizeram com intuito das pessoas sairem mais de casa ao domingos com suas familias para se divertirem nos lugares da cidade..

Acho que seria uma boa aqui....já que aos domingos se ver muito ônibus seco...comparado com outros dias....muita gente ia adorar isso
 

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Engenheiro com bom senso!
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Pra iniciar as obras do BRT da BR até Marituba, é necessário que seja feita primeiro a obra de prolongamento da João Paulo II justamente pra desafogar o transito da BR durante as obras do BRT. Só que pra obra da JPII iniciar é preciso corrigir algumas inconformidades presentes no relatório da empresa responsável, para que o projeto seja licitado e executado.
Poderia nos dar detalhes dessas inconformidades?
 

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Não sei se isso já foi postado, se já foi, posto de novo com a minha opinião:

Apesar de não concordar com ele em vários aspectos, primeiro de que o governo do PT era tão magnífico assim, ele exalta tanto o Governo da Ana Júlia, que para alguém que não viveu esse período no estado ao ler esse texto vai ficar se perguntando por que ela não foi reeleita, que na minha opinião foi uma governadora que não falou para o que veio e não faz falta nenhuma.

Outra, como o próprio autor fala no texto, o Ação Metrópole começou a ser estudado em 1990, e seus estudos teve bastante avanço no Governo Almir. Se o Jatene não tivesse aberto mão de disputar o Governo do Estado em pró do Almir, a possibilidade de ter ganho as eleições eram grande e provavelmente todas essas obras teria saido no segundo governo do Simão (não vou falar todas, pq o PSDB já estava por demais acomodado no governo, e o PT tinha que mostrar serviço, tanto que muitas das obras saiu nos dois últimos anos da Ana Júlia a toque de caixa).

Brigas partidárias a parte, o texto explana muito sobre o projeto do Ação Metrópole do PT, e tem alguns dados interessantes para ser comparado com o que esta sendo feito hoje.









O que é o Ação Metrópole? Verdades e apropriações políticas...

O Governo Jatene requentou notícia de que o Pará receberá recursos para a segunda etapa do Ação Metrópole. Para não recairmos no velho jogo das apropriações políticas, do tipo "Eu sou o dono da obra", vamos colocar as coisas no devido lugar e esclarecer: a) o que é o Ação Metrópole, b) qual a sua importância para a qualidade de vida de Belém e c) qual o real comprometimento dos agentes públicos e políticos com a sua realização.

Essas questões são vitais para que o assunto seja debatido com bom senso e propositividade na disputa eleitoral que começa - já que se trata de um dos projetos mais importantes para Belém e para sua região metropolitana e, talvez mesmo, o mais importante de todos.

Em primeiro lugar, o Ação Metrópole é a resposta inteligente para minorar as deficiências de fluxo de trânsito e, sobretudo, de transporte público de Belém. Esses problemas decorrem dos seguintes fatores principais - dentre outros, também impactantes:

  • a geografia da região, de forma penisular, que reduz a saída/entrada na região a uma única via rodoviária;

  • a forma como se deu a ocupação desse espaço, com planejamento precário e cessão de grandes áreas a corporações militares;

  • o problema da sub-moradia e das ocupações urbanas, que formam cerca de 45% das residências da RMB;

  • o processo de proletarização seletiva, que expurga grandes contingentes populacionais do centro à medida em que suas antigas áreas de residência vão sendo valorizadas e ocupadas por empreendimentos imobiliários destinados à classe média e média/alta, fazendo com que esses contingentes se instalem em áreas periféricas menos alcançadas pelas políticas públicas;

  • a ausência de política pública para o transporte de massa;

  • a ausência de um planejamento de longo prazo, que pensa a região Metropolitana de forma integrada, organizando a expansão das manchas de ocupação e, necessariamente, a ampliação dos serviços públicos tornados necessários por essa expansão.
Essas várias situações, juntas, transformam a RMB num caos cotidiano, com impacto sobre a economia e sobre a qualidade de vida dos seus habitantes. A imagem abaixo, por exemplo, ilustra essa situação, mostrando a quantidade de linhas de ônibus que atravessam as principais vias de Belém:


O Ação Merópole é um programa de intervenção que objetiva racionalizar essa situação. Ele começou a ser planejado no ano de 1990, por meio de estudos contratados pelo Governo do Pará com a JICA, uma agência japonesa de planejamento urbano. Vários estudos foram feitos, medindo impacto e propondo soluções viáveis.

Por viável quer-se dizer exequível. Por exemplo: todos gostaríamos de resolver o transporte público de Belém com um metrô ou com uma linha de tramway (VLT), é claro. Mas Belém é uma cidade pobre, e não poderia custear um investimento dessa magnitude, ao menos sem um envolvimento muito amplo do Governo Federal. É nesse sentido que o sistema BRT (bus rapid transport), criado em Curitiba e disseminado por todo o mundo, se constitui como uma boa solução.


Construir um quilômetro de metrô custa, atualmente, entre 80 e 90 milhões de dólares. Fazer um quilômetro tramway - ou seja, de metrô de superfície, tecnicamenta chamado Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) significa gastar entre 20 e 30 milhões de dólares por quilômetro. E implantar um quilômetro de Bus Rapid Transit (BRT) sai de R$ 7 a 15 milhões de dólares.

Pare percursos longos, como Icoaraci/Entroncamento/São Braz e Marituba/Entroncamento/São Braz, o BRT é, de longe, a solução mais indicada.

Mas o BRT não é tudo, é apenas parte da solução. Junto com ele é necessário que várias coisas caminhem juntas. E o problema é que elas nunca foram acontecendo e o projeto, na prática, ficou engavetado durante 20 anos.

Por que o projeto não foi em frente? Muito simples: por pura falta de vontade política. Nenhum governante ou gestor público, do PMDB, do PSDB, do PTB ou do DEM quiseram enfrentar o desgaste de duas negociações fundamentais para que o projeto caminhasse: a negociação com as diversas prefeituras da Região Metropolitana de Belém (RMB), todas elas com interesses próprios; e a negociação com os proprietários das empresas de ônibus urbanos da RMB, todas elas grandes financiadoras da política convencional, feita por esses partidos.

Por que seria fundamental a negociação com os prefeitos? Porque é necessário uma tarifa única e a regulação de fluxos, além de parcerias nas obras e assunção de compromissos comuns, necessários para a obtenção de crédito para a obra.

E por que seria fundamental a negociação com as empresas de ônibus? Simples, porque é preciso bom senso para o Ação Metrópole funcionar, e isso quer dizer suprimir linhas superpostas mas lucrativas, implantar linhas curtas e menos lucrativas, investir na frota e no treinamento de pessoal, etc. Em síntese: o Ação Metrópole só vai funcionar direito se todas as empresas se fundirem em uma só e o Estado participar do capital dessa empresa de maneira dominante, o que não diminui a lucratividade dos empresários tradicionais do setor mas diminui, necessariamente, seu capital social, caracterizado por esquemas políticos e, muitas vezes, associações à contravenção - ao jogo do bicho e coisas piores.

Qual o mérito do Governo do PT? Simples: só o PT teve a coragem política para resolver esses impasses e, além disso, teve a competência técnica para renovar o projeto, replanejando todas as idéias construídas dez, quinze anos antes, de modo a solucionar, tecnicamente, os impasses mais recentes do trânsito de Belém.

A solução dada pelo PT para o impasse político foi a seguinte: a criação e implantação de um órgão gestor metropolitano, com ação colegiada envolvendo todos os municípios beneficiados pelo projeto e a concepção de um modelo de gestão do sistema sob a forma de um Consórcio Público. Essa solução foi elogiada tanto pela JICA como pela Governo Federal. As duas entidades entrariam em funcionamento a partir da segunda etapa dos projeto.

Pessoalmente, duvido que isso aconteça. A maneira como o BRT está sendo feito faza com que ele não esteja integrado ao Ação Metrópole. O Governo Jatene vai dizer que está, mas isso será apenas um discurso vazio. Nem o Conselho Gestor Metropolitano e nem o Consórcio Público, provavelmente, serão implantados. Tanto o PSDB como o PTB apenas desejam acomodar os interesses divergentes, sem enfrentar os interesses das empresas de ônibus.

Provavelmente, o Ação Metrópole será apenas um arremedo do que poderia ser.

E o que, afinal, poderia ser? O mapa seguinte mostra o planejamento do PT para as três etapas previstas para o projeto:


Na primeira etapa (em vermelho), a ser concluída em 2010, tinha-se as seguintes ações:


1 - Expansão da Av. Independência num trecho de 4,78 km, ligando as Avs. Júlio César e Augusto Montenegro. Essa obra envolvia, além do projeto executivo, o Eia-Rima (relatório de impacto ambiental), desapropriações e reassentamentos. Tudo isso foi feito e o Governo do PT inaugurou a obra em 2010.









2 - A urbanização complementar da área de entorno do mangueirão. Também realizada pelo Governo do PT.


3 - A construção do viaduto no cruzamento das avs. Júlio César e Pedro Álvares Cabral e, ainda, a ligação desse modal com a av. Pedro Miranda. A obra também foi realizada pelo Governo do PT.


4 - O prolongamento da av. João Paulo II num trecho de 3 km e a preparação da rua Ricardo Borges, num trecho de 1,8 km, ligando essa av. ao Viaduto do Coqueiro, o que permite a integração entre a João Paulo II e a rodovia Mário Covas. O Governo do PT concluiu a primeira etapa dessa obra, correspondente ao projeto executivo, ao relatório ambiental e ao projeto de reassentamento das famílias deslocadas, mas não executou a obra. Por que não fez a obra? Por causa das manobras do PSDB e do PMDB, na Assembléia Legislativa, que dificultaram como puderam a obtenção do empréstimo necessário para sua execução.


5 - A duplicação da av. Dr. Freitas, com o remanejamento de cerca de 1.500 famílias para a área do residencial Liberdade, na Terra Firme. A obra também envolvia a finalização do viaduto atravessando a Almirante Barroso, com a construção de um túnel - obra iniciada quando o PT governou Belém e não concluída. Essa obra também só teve um trecho executado, em parte em função do atraso na conclusão do residencial Liberdade, em parte pelos mesmos motivos decorrentes da jogada política do PMDB e do PSDB.

6 - A recuperação da rodovia Arthur Bernardes, em todos os seus 14,6 km de extensão, ligando o centro de Belém a Icoaraci, com duas faixas de tráfego, acostamento e ciclovia. Essa obra também foi concluída no prazo pelo Governo do PT.

7 - A construção do Terminal Hidroviário, na Arthur Bernardes, resolvendo a questão do transporte fluvial de passageiros, eterno problema de Belém. Também essa obra foi concluída pelo Governo do PT e entregue em 2010 - apesar de o Governo Jatene pretender, simplesmente, tornálo inútil e jogar no ralo dos R$ 7,5 milhões investidos. A esse propósito, veja este post.


Tudo isso foi e/ou seria a primeira etapa do Ação Metrópole. Reproduzo abaixo um vídeo que fizemos na nossa TV Pará (aliás, que pena, hoje desativada pelo Governo Jatene):


Não posso deixar de perceber que o que o Governo Jatene está chamando de segunda etapa é, apenas, unicamente, o ítem 4 da primeira etapa e o BRT da segunda etapa.

Continuamos falando sobre o Ação Metrópole daqui a alguns dias. Vamos ver o que seriam, originalmente, as etapas 2 e 3 do programa e discutir seu impacto sobre a qualidade de vida na RMB.

Fabio Fonseca de Castro

Fonte: http://belem400.blogspot.com.br/2012/07/o-que-e-o-acao-metropole-verdades-e.html
 

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Como é o BRT de Curitiba. Para entender por que o BRT de Belém está mal planejado.

Retomo o assunto do BRT de Belém, sobre o qual falei antes, no postsobre o Ação Metrópole. O que o motiva é, simplesmente, um comentário de uma tia, que, vivendo hoje em Curitiba, e em férias em Belém, observou, enquanto passávamos pela Almirante Barroso, que há um grande problema com o BRT de Belém: o fato de ele ser, simplesmente, um linhão, sem linhas de integração de fato, que cortem a cidade em outras direções.

Foi apenas a observação de uma usuária do BRT mais conhecido do mundo, não de uma especialista. Fiquei pensando se procede. De fato, afinal, o BRT de Belém tem um perfil troncal, sem linhas radiais ou circulares. Em que medida isso pode constituir um problema para um sistema desse gênero?

Bom, antes vejamos melhor como é o BRT de Curitiba. O gráfico abaixo sintetiza sua estrutura geral:


É claro que a expansão urbana de Curitiba se dá num formato radial, ao contrário de Belém, mas o que interessa, de fato, não é o formato, e sim as características desses sistema, as quais seriam:

  • Ampla acessibilidade com o pagamento de uma única tarifa;

  • Prioridade do transporte coletivo sobre o individual;

  • Caracterização tronco/alimentador;

  • Terminais de integração fechados;

  • 81Km de canaletas, vias ou faixas exclusivas, caracterizando corredores de transporte;

  • Terminais fora dos eixos principais, que ampliam a integração.

  • Abrangência Metropolitana.
Nenhuma dessas características estará presente no BRT de Belém. Em primeiro lugar porque o projeto tem visão restrita: é estritamente municipal, não se articula dentro de um programa mais amplo, que pense conjuntamente todos os municípios da região metropolitana – enquanto que a população desses municípios será usuária quotidiana do sistema de transporte instalado.
Em segundo lugar porque, até o momento, ninguém informou como se dará a alimentação/integração do tronco, pelas linhas que o cortam.

A imagem abaixo mostra a extensão do sistema BRT de Curitiba:


Outro ponto a considerar, e que compreendo ser o problema real da observação feita pela minha tia, é que o sistema de BRT de Curitiba é pensado de modo integrado com as diferentes demandas de transporte da cidade, e não como uma via troncal única. O BRT de Belém é concebido como uma via única que, pelo volume de sua demanda e pela alta concentração de empresas de transporte, que continuarão a atuar sem qualquer racionalização (critica que já fiz no posta anterior referido), com suas múltiplas e desnecessárias linhas, irão sobrecarregar essa via única, ampliando o caos em que já se vive, porque não oferece condições de diminuição da sobrecarga.

Como funciona em Curitiba? O conceito é o seguinte: o sistema é sempre pensado como duas vias:

  • Via Central: Canaleta central exclusiva para a circulação das linhas expressas (transporte de massa) e duas vias lentas para acesso às atividades lindeiras. A via exclusiva confere ganhos significativos para a velocidade operacional das linhas expressas.

  • Vias Estruturais: Duas vias paralelas à via central com sentido único, situadas a uma quadra de distância do eixo, destinadas às ligações centro-bairro e bairro-centro, para a circulação dos veículos privados.

Em Belém teremos apenas a via central.

Bom, é claro que se dirá algo como: é o começo, depois haverá uma expansão, nem em Curitiba se fez tudo de uma só vez...

E isso é verdade. Porém, em Curitiba, o sistema surge de um planejamento cuidadoso, dotado de um cronograma de expansão eficiente.

Em Belém não se tem nada disso. Não se pensou no futuro, nem em expansão. Não se tem conceito.

Tem-se a eterna incompetência do prefeito Duciomar e de sua equipe de nulos.

Corredores de Transporte

E por falar em conceito, vamos entender melhor qual é o verdadeiro conceito de um BRT. É o de ser um corredor de transporte – e não, exatamente, uma via.

Por corredor de transporte se deve entender o eixo estrutural de desenvolvimento urbano, com as seguintes características:

  • Ordenam o crescimento linear do centro;
  • Caracterizam as maiores densidades demográficas;
  • Priorizam a instalação de equipamentos urbanos;
  • Concentram a infra-estrutura urbana;
  • Definem uma paisagem urbana própria;
  • Traduzem os mecanismos do planejamento integrado do uso do solo;
  • Ordenam o sistema viário e o transporte coletivo;

Ou seja, por meio do planejamento do transporte público integrado se consegue racionalizar a própria vida urbana, gerando qualidade de vida para todos.

Um prova disso: Em 1974, 92% dos usuários da rede de ônibus local se deslocavam, cotidianamente, até a região central de Curitiba. Já em 2003, em função da estruturação dos corredores de transporte, apenas 30% dos usuários tem como destino o centro da cidade.

Na foto abaixo dá para entender melhor essa filosofia: em vermelho e em verde tem-se a via central. Em azul, as vias estruturais. É o seu conjunto que produz o efeito racionalizador urbano:


Terminais de Integração

Mais um ponto a considerar, que se apresenta como fundamental na estruturação do sistema de Curitiba, são os “terminais de integração” – estações que permitem a integração entre as diversas linhas que formam a Rede Integrada de Transporte (expressas, alimentadoras, linhas diretas e interbairros).

Ok, a publicidade de Duciomar informa que o BRT de Belém terá também esses terminais de integração. Mas estou convencido de que a turma desse prefeito infeliz não tem ideia do que é isso, de fato.

A questão é: o que será integrado? Em Belém, o máximo de integração que haverá é com as outras linhas de ônibus, todas elas de grande extensão e quase todas elas, em algum momento de seu trajeto, passando pelo mesmo corredor urbano que constitui o tronco do BRT.
Em Curitiba o BRT integra linhas alimentadoras mais curtas, com melhor atendimento aos bairros, ampliando o número de viagens a partir da diminuição do tempo de percurso.
Por lá, os terminais promovem ainda a estruturação dos bairros, concentrando atividades diversas no seu entorno.

A imagem abaixo mostra a estrutura de uma dessas estações de integração:



Por fim, é interessante ver como o sistema de Curitiba possui toda uma coerência: não se trata de pensar somente o BRT troncal, tudo está integrado e a população identifica os componentes do sistema por meio das cores dos veículos, também reproduzidas nas indicações de direção. A imagem seguinte mostra a composição da frota da região metropolitana de Curitiba. Nela, podem-se ver os vários tipos de veículos, com sua capacidade de passageiros. Percebe-se como a coerência a racionalidade fazem toda a diferença. O expresso troncal principal, por exemplo, tem apenas 2 linhas. Em Belém haverá 30, 35 linhas, sem nenhuma coerência.
Pior, as linhas troncais farão o papel, também, de linhas alimentadoras, complicando ainda mais a situação.

O quadro seguinte mostra a composição da frota do sistema de Curitiba:


Gestão e Operação do Sistema

Como funciona o sistema de Curitiba? Em síntese, uma lei, de 2008, criou uma empresa pública, a URBS - Urbanização de Curitiba S.A., a quem compete a regulação, o gerenciamento, a operação, o planejamento e a fiscalização do chamado “Sistema de Transporte Coletivo de Passageiros do Município de Curitiba” e de sua região metropolitana.

Essa empresa não possui veículos. Ela contrata outras empresas que vão efetivar o serviço, apenas gerenciando todo o processo. Sua funções, em síntese, são:

  • Contratar as empresas operadoras;
  • Definir itinerários, pontos de paradas e horários;
  • Determinar tipos e características dos veículos;
  • Vistoriar a frota e fiscalizar os serviços;
  • Definir o custo por quilômetro e propor tarifa;
  • Controlar a quilometragem rodada e passageiros;
  • Gerenciar a receita e remunerar as empresas por quilômetro rodado.

A operação do sistema é executada por empresas privadas, através de concessão. A estas empresas compete:

  • Adquirir a frota de ônibus de acordo com as determinações da URBS
  • Contratar e remunerar pessoal de operação (motoristas, cobradores, etc);
  • Manutenção e limpeza dos veículos
  • Executar as ordens de serviços encaminhadas pela URBS;
  • Arrecadar a tarifa
  • Repassar a arrecadação à URBS .

A relação das Empresas Operadoras do Sistema de Transporte Coletivo de Curitiba pode ser consultada através do link http://www.empresasdeonibus.com.br/empresas.php

Para concluir, ainda uma informação importante: O sistema de Curitiba desenvolveu mecanismos de racionalização baseados na ideia de agilidade que podem render boas lições a Belém e a outras cidades. Exemplo disso é a tela mostrada na imagem abaixo, à disposição do condutor do veículo e que, por um simples toque, transmite instantaneamente a informação sobre situações de emergência, que podem ocorrer, à central de operações:


Também mostro uma fotografia da central de operações do BRT de Curitiba. Para mostrar como é importante a tarefa de gerenciamento do sistema:


Como é a tarifa?

A tarifa cobrada dos usuários do transporte coletivo constitui arrecadação pública, sendo recolhida pelas empresas operadoras e gerenciada pela URBS.
O Poder Executivo fixa a tarifa com base na planilha de custos do sistema, precedida de proposta da URBS.
Para quem se interessar em entender melhor, recomendo os seguintes links:


Como é o pagamento das passagens?

Pode ser por dinheiro ou por meio de um cartão magnético, o que agiliza bastante a movimentação do sistema.

Em 2010, a URBS ativou 1.454,128 cartões transporte. 44% das passagens da RIT são pagas com o cartão. Há mais de 20 mil empresas cadastradas na URBS para a utilização do cartão transporte por seus funcionários. Deste total de empresas, cerca de 8 mil adquirem créditos de vale transporte por meio do portal da Prefeitura na Internet.


Os números do BRT de Curitiba

2.365.000 PASSAGEIROS TRANSPORTADOS DIARIAMENTE
1915 ÔNIBUS
355 LINHAS
364 ESTAÇÕES TUBO
30 TERMINAIS DE INTEGRAÇÃO
6 CORREDORES DE TRANSPORTE
INTEGRAÇÃO COM 13 MUNICÍCIOS DA REGIÃO METROPOLITANA

Fica a lição para o futuro prefeito de Belém tentar salvar o BRT do Duciomar, fazendo uma obra mais decente e mais inteligente.

Fabio Fonseca de Castro

Fonte: http://belem400.blogspot.com.br/2012/08/como-e-o-brt-de-curitiba-para-entender.html
 

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Olá! De vez enquando leio partes desse forum e queria saber... Enquanto isso o que acontece na Augusto Montenegro? Vai ficar só aqueles buracos que o Duciomar cavou cheio de lama? Alguém tem informações de quando eles retomaram as obras ou vão simplesmente deixar a parte mais chata do projeto que é a Augusto Montenegro pro próximo prefeito?
 

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Belém - Pará
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Olá! De vez enquando leio partes desse forum e queria saber... Enquanto isso o que acontece na Augusto Montenegro? Vai ficar só aqueles buracos que o Duciomar cavou cheio de lama? Alguém tem informações de quando eles retomaram as obras ou vão simplesmente deixar a parte mais chata do projeto que é a Augusto Montenegro pro próximo prefeito?
Seja bem vindo!

creio que eles só irão retormar as obras na augusto montenegro quando o entroncamento e a almirante estiverem concluido. Por enquanto eles estão concentrando esforços no trecho são braz-entroncamento. Esse trecho é o de maior impacto no trânsito.

lembre que as obras têm prazo de conclusão de quase dois anos, até o final de 2013 as obras estarão concluidas, de são braz a icoaraci.
 

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Liberada continuidade das obras do BRT no anel viário

Serviço foi suspenso na semana passada por um impasse entre Prefeitura e Cosanpa


Foi liberada, na tarde desta quarta-feira (3), pelo juiz Elder Lisboa, a continuidade das obras do BRT (Bus Rapid Transit) no Anel Viário do Entroncamento, paralisadas por força de liminar expedida no último dia 24 de setembro. Com a homologação, o magistrado extingue a ação de nunciação (ação que compete ao proprietário de um prédio para impedir neste qualquer prejuízo que possa ser causado por obra nova).
Na decisão, porém, o juiz Elder Lisboa faz uma ressalva, determinando que o deslocamento da adutora da Cosanpa tenha suas despesas suportadas pela Construtora Andrade Gutierrez, 'já que realizou uma obra sem a consequente cautela necessária e estudos ambientais e o seu consequente impacto ambiental'. O pagamento dessas despesas pelo Município de Belém, como requeria o acordo, conforme o entendimento do magistrado.



Entenda - De acordo com os autos do processo, a Cosanpa ajuizou ação contra o Município e contra a Construtora, considerando a possibilidade de sérios riscos à população quanto ao abastecimento de água, por possível e/ou provável rompimento da adutora que se localiza naquela área.

A Cosanpa alegou ainda ter constatado que a adutora de 900 milímetros de diâmetro em ferro fundido, localizada no canteiro central do anel viário do Entroncamento, onde estão sendo realizadas as obras do BRT,está sob o bloco de fundação B2 em construção, com sua geratriz superior externa a 20 centímetros da base do referido bloco, o que poderia causar sérios problemas no abastecimento de água aos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba e danos ao patrimônio da Companhia.

A distância aceitável e que eliminaria possíveis riscos seria de três metros. No acordo firmado entre Prefeitura de Belém e Cosanpa, essa distância será respeitada.

Em nota, a empresa Andrade Gutierrez informa que aguarda ser notificada oficialmente para dar prosseguimento as obras.

Redação Portal ORM, com informações do TJE-Pará
Foto: UGPE
http://noticias.orm.com.br/noticia....+continuidade+das+obras+do+brt+no+anel+viário
 

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Eu se não me engano vi uns carros dessa empresa Andrade Gutierrez lá pelo Entroncamento... Eu acho que era só impressão minha. E colocaram alguns novos "tubos" que são as paradas né pela Almirante Barroso. Lá pela Humaitá e Antonio Baena.

EDIT:

Eu passei por um trecho da Almirante e vi que estão cavando buracos onde ficavam aqueles ferros laranja da ciclovia e colocando umas espécies de grades... Laranjas...
 

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Azulino com orgulho
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Como é o BRT de Curitiba. Para entender por que o BRT de Belém está mal planejado.
Perfeito Jamba, voce disse tudo perfeitamente o que sempre tentei falar
 

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Eu se não me engano vi uns carros dessa empresa Andrade Gutierrez lá pelo Entroncamento... Eu acho que era só impressão minha. E colocaram alguns novos "tubos" que são as paradas né pela Almirante Barroso. Lá pela Humaitá e Antonio Baena.

EDIT:

Eu passei por um trecho da Almirante e vi que estão cavando buracos onde ficavam aqueles ferros laranja da ciclovia e colocando umas espécies de grades... Laranjas...
Tbm vi, achei ridícula essa grade. Eles estão colocando as grades na ciclovia e tbm estão colocando grades em cima das barreiras de New Jersey.. o BRT vai ficar enjaulado rsrsrs

Muito breve essas grades (que já são bem finas) estarão todas amassadas e cheias de propagandas penduradas. :eek:hno:

Tbm vi que instalaram mais duas paradas tubo, na esquina da Tv. Curuzú e Ant. Baena.
 
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