Palmela pede 8 milhões ao banco para obras
Um empréstimo bancário, de médio e longo prazo, no valor de 8 milhões de euros, para financiamento do Plano Plurianual de Investimentos para 2011/2013, foi aprovado pelo município, na última sessão pública. O documento passou por maioria com duas abstenções dos vereadores do PS.
Sexta, 11/06/2010 - 14:28
Vão ser consultadas seis entidades bancárias para ver qual a que oferece menores encargos financeiros. O empréstimo, que será utilizado em três anos, deverá ser amortizado dentro de quinze anos.
Este empréstimo, segundo a presidente Ana Teresa Vicente, surge devido a «uma quebra nas receitas municipais» no início do ano, tal como no ano passado. «Não se conhece indicadores que prevejam uma inversão desta tendência até ao final do ano e anos seguintes devido à crise na economia e às medidas anunciadas pelo Governo, em particular as que se reflectem directamente nas finanças locais», sublinha a autarca.
Perante este cenário de crise geral, a edil diz que é necessário utilizar todas as formas de financiamento, incluindo o recurso ao crédito bancário, de modo a satisfazer as necessidades dos munícipes e para dar cumprimento à concretização do Plano Plurianual de Investimentos aprovado.
Teresa Vicente esclarece que o município «dispõe de capacidade de endividamento» que permite recorrer ao financiamento bancário para realização de investimentos, libertando assim os recursos próprios para a satisfação de outras competências municipais.
A maioria das obras a concretizar no terreno diz respeito à construção de saneamento básico e asfaltamento de ruas, estradas e caminhos. Mas o empréstimo vai beneficiar também a ampliação da EB1/JI de Aires, beneficiação da EB1/JI de Palmela, a execução de redes de abastecimento de água a Asseiceira de Cima – Loja Nova, a execução do reservatório de Aires, pavilhões desportivos, a construção da ciclovia poente de Pinhal Novo, a recuperação de espaços públicos da urbanização Nogueira de Matos (Pinhal Novo) e a execução da rotunda na EN 379 – Ligação a Aires, entre outras.
O vereador do PS, Fonseca Ferreira, considera que com este empréstimo, o nível de endividamento e respectivos encargos, que deverão atingir 87,5 por cento, em 2013/2014 é «muito elevado e pesado» para a gestão do município.
O autarca realça que a edilidade «gasta quase tudo em despesas correntes e depois não tem dinheiro para investimento e recorre a estes empréstimos, que deveriam ser para investimentos excepcionais». Fonseca Ferreira conclui que a autarquia deveria dar prioridade à centralização dos serviços que estão dispersos por 32 edifícios e na requalificação do centro histórico de Palmela.
Imais
Quem devia fazer a rontunda da estrada nacional 379 era a Estradas de Portugal.