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Discussion Starter · #1 ·
olás,
venho acompanhando o forum há algum tempo, sou de belo horizonte, e vendo a quantidade grande de gente daqui que conhece bem a cidade, tenho uma curiosidade que queria ver o que vcs pensam a respeito.
a região da pampulha em BH é um marco do urbanismo brasileiro na cidade, tem um conjunto interessantíssimo, a arquitetura modernista e o complexo como um todo é um símbolo da cidade etc., mas porque tem tão pouca coisa em termos de comércio e serviços lá?! restaurantes (tirando xapuri e paladino...), comércio sofisticado, casas de show, boates etc.!? fiquei pensando nisso depois que um amigo do Rio disse que foi a um show no museu de arte um dia de semana a noite e depois achou estranho que foi levado pra um restaurante na savassi...! porque vcs acham que acontece isso!?
obrigado,
joão
 

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Bom, do alto do meu achismo puro, suponho que isso se deva ao mito da distância. As pessoas acham que a Pampulha é o fim do mundo, que só se deve ir lá em último caso. Mais ou menos como uma 'Venda Nova chic'. Além disso, tem o zoneamento, que é muito rígido na região. Dessa forma fica complicado o aparecimento de um comércio mais consolidado... (e eu acho que tem que a Lei de Uso do Solo tem que ficar do jeito que está lá, ou daqui a pouco teremos prédios de 15 andares na orla...)
 

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Na minha opinião a Pampulha não foi projetada para ser um bairro 'badalado' e sim um subúrbio de classe alta. Quem mora lá deve querer sossego, já basta o mineirão.

Eu acho uma pena, poderia ser um centro de comércio e movimentar mais a região.
 

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Na minha opinião a Pampulha não foi projetada para ser um bairro 'badalado' e sim um subúrbio de classe alta. Quem mora lá deve querer sossego, já basta o mineirão.

Eu acho uma pena, poderia ser um centro de comércio e movimentar mais a região.

É, mas querer não é poder hehe

Eu concordo que há esse "mito da distância", e acho que ele é reforçado por uma "sensação de separação". Se Antônio Carlos ou a Dom Pedro II fossem avenidas cercadas de bons bairros e seguissem o mesmo padrão urbanístico do que se vê na Zona Sul e na Pampulha, acho que as pessoas não teriam essa sensação de que estão indo pro outro lado da cidade, um lugar à parte.

Agora, mesmo considerando isso, o que me intriga é que a região tem a maior concentração de mansões e casas enormes da cidade, e uma quantidade enorme de bairros de classe média e média alta ao redor, cada vez mais valorizados. Acho que na própria região há público para viabilizar empreendimentos comerciais de melhor nível (nos locais que a lei permite, claro). O Buritis tem supermercado Verdemar e cinema de alto nível, e é um bairro de imóveis bem mais simples do que se encontra em praticamente qualquer bairro da regional Pampulha.

Já a rua Conceição do Mato Dentro, porta de entrada do Ouro Preto, só tem comércio feio, caído... Uma avenida entre as mansões da orla e a UFMG, chamada Cel. José Dias Bicalho, pode ter comércio, está cercada de casas de bom padrão... E não tem nada de destaque...
 

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Acho que a orla da Pampulha está protegida por leis municipais que impedem a instalação de uma grande maioria de comércios. O Cidade Jardim tb está na mesma situação desde umas semanas atrás...

Eu particularmente acho ótimo que a Pampulha seja preservada como uma região residencial, tranquila e "verde".
 

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olás,
venho acompanhando o forum há algum tempo, sou de belo horizonte, e vendo a quantidade grande de gente daqui que conhece bem a cidade, tenho uma curiosidade que queria ver o que vcs pensam a respeito.
a região da pampulha em BH é um marco do urbanismo brasileiro na cidade, tem um conjunto interessantíssimo, a arquitetura modernista e o complexo como um todo é um símbolo da cidade etc., mas porque tem tão pouca coisa em termos de comércio e serviços lá?! restaurantes (tirando xapuri e paladino...), comércio sofisticado, casas de show, boates etc.!? fiquei pensando nisso depois que um amigo do Rio disse que foi a um show no museu de arte um dia de semana a noite e depois achou estranho que foi levado pra um restaurante na savassi...! porque vcs acham que acontece isso!?
obrigado,
joão
Eu também notei o mesmo que seu amigo, mas acho que por ser um bairro um tanto calmo, o deixa mais agradável para passear, conhecer, etc. Enfim, acho um charme passear pela lagoa e ter pouco movimento. ^^

Bem-vindo! :)
 

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Mas tem o Carrefour Pampulha, tem a Telha Norte, tem Blockbuster, tem Cultura Inglesa, tem os cinemas e boliche do Shopping Del Rey ali perto, tem bons clubes como o Iate e Pic, tem o Xapuri.

Claro que é pouco, mas é uma região mais residencial mesmo.
 

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Discussion Starter · #8 ·
então, verifiquei essa questão da legislação e achei o seguinte:

na legislação de 1996 (plano diretor), tem uma série de restrições...

"Art. 90 - A ADE da Pampulha é a área em que, até que entre em vigor o plano previsto nos arts. 44 e 45 do Plano Diretor, devem ser aplicados os seguintes parâmetros urbanísticos especiais:

I - afastamento frontal mínimo de 5,00 m (cinco metros);

II - afastamentos laterais e de fundo mínimos de 3,00 m (três metros);

III - uso exclusivamente residencial, permitidos condomínios horizontais em conjunto de lotes, desde que as unidades sejam isoladas e respeitem os parâmetros urbanísticos do zoneamento existente. "

... que são suavizadas relativamente numa lei específica da ADE Pampulha (área de diretrizes especiais) aprovada em 2005 (lei municipal 9.037, de janeiro de 2005):

"Art. 1º - O Programa de Recuperação e Desenvolvimento Ambiental da Bacia da Pampulha - PROPAM - tem como objetivos:
II - promover o desenvolvimento urbano e econômico da Bacia da Pampulha por meio de:

a) requalificação urbana das áreas integrantes da Bacia, de modo a propiciar a realização de potenciais econômicos, ampliar a oferta e as condições de apropriação de espaços públicos e acentuar a atratividade da Pampulha como espaço de lazer, cultura e turismo de âmbito metropolitano;
b) definição de parâmetros de ocupação e uso do solo adequados à recuperação ambiental e ao desenvolvimento urbano e econômico da referida Bacia.

Art. 4º - Entre as ações do PROPAM, incluem-se as seguintes, relativas à gestão e ao planejamento urbano e ambiental:

VI - a maximização do potencial turístico e de lazer representado pela represa e seu entorno, por meio da ampliação das possibilidades de localização de atividades econômicas;

Art. 28 - Além do uso residencial, são permitidas as atividades apresentadas no Anexo VII, conforme as áreas discriminadas no Anexo VI, a saber:

I - áreas predominantemente residenciais - são permitidas atividades similares ao uso residencial e serviços de educação do Grupo I da LPOUS, exceto escolas de segundo grau;

II - Avenida Otacílio Negrão de Lima - são permitidos serviços similares ao uso residencial e usos vinculados ao lazer, à cultura e ao turismo;
III - avenidas Flemming/Expedicionário Celso Racioppi, Alfredo Camarate, Santa Rosa, Praça Alberto D. Simão, Francisco Negrão de Lima, Atlântida/Heráclito Mourão de Miranda, Antônio Francisco Lisboa, Clóvis Salgado e Braúnas - são permitidas as atividades dos itens I e II; as atividades classificadas como Grupo I e as atividades dos Grupos II e III da LPOUS, vinculadas a serviços de instituição de crédito, pessoais, diversão e comunicação, entidades desportivas e recreativas, serviços públicos e centros de convenção, conforme Anexo VII;

Art. 29 - São permitidos nas avenidas Presidente Antônio Carlos, Portugal, Presidente e Francisco Negrão de Lima (entre Avenida Presidente e Rua Acácio Teles Pereira) e ruas Francisco Bretas Bhering e João Zacarias de Miranda os usos permitidos em vias arteriais, de acordo com a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo em vigor.

§ 1º - A R. Cheik N. Assrauy, extensão da Avenida Portugal, admite os mesmos usos desta.
§ 2º - Aplica-se aos lotes lindeiros à Avenida Antônio Carlos o disposto no art. 71 - B da Lei nº 8.137/00, desde que sob anuência do Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR.

Art. 30 - Nos terrenos lindeiros às avenidas Atlântida/Heráclito Mourão de Miranda, Antônio Francisco Lisboa, Clóvis Salgado e Braúnas, para a instalação de Hotel, Apart-Hotel e Residência-Hotel; Parque de Diversões; atividades listadas na LPOUS, como "Instituições Científicas, Culturais, Tecnológicas e Filosóficas"; Centros de Convenção, admite-se:

a) taxa de ocupação superior a 50% (cinqüenta por cento), desde que assegurada a taxa de permeabilidade mínima de 30% (trinta por cento);
b) altura máxima na divisa de 9m (nove metros), nas vias arteriais e de ligação regional; e de 5m (cinco metros) nas vias coletoras.

Parágrafo único - A utilização dos parâmetros estabelecidos nas alíneas do caput deste artigo ocorrerá, obrigatoriamente, mediante a apresentação de Estudo de Impacto de Vizinhança - EIV - e a aprovação pelo CDPCM e pelo COMPUR.

Art. 31 - O remembramento de lotes para usos não residenciais é permitido somente ao longo das avenidas Flemming/Celso Racioppi, Alfredo Camarate, Santa Rosa, Francisco Negrão de Lima, Atlântida/Heráclito Mourão de Miranda, Antônio Francisco Lisboa, Clóvis Salgado e Braúnas.

Art. 32 - Cinemas, teatros, auditórios e museus, desde que sua destinação não seja alterada, são permitidos, inclusive com parâmetros de ocupação diferentes dos previstos nesta Lei, desde que:

I - tenham sido submetidos à aprovação do CDPCM e do COMPUR;
II - contribuam para a requalificação da área;
III - promovam adequação à paisagem local.

Art. 33 - As atividades instaladas há mais de 2 (dois) anos da vigência desta Lei e que estejam em desacordo com o Anexo VII desta regulamentação, poderão permanecer no local, observadas as seguintes condições:

a) regularização das edificações, esteja a atividade regularizada ou não;
b) regularização das atividades, mediante apresentação do EIV e aprovação do Fórum da Área de Diretrizes Especiais da Pampulha - FADE da Pampulha, do COMPUR e aprovação do CDPCM, quando aplicável.
"

ou seja, o uso não residencial é incentivado em alguns lugares específicos, mas parece que isso não tá acontecendo (que eu saiba). a idéia de que é longe, que é um lugar à parte vai por água abaixo se vcs considerarem que a região adensou bastante na última década (castelo, ouro preto etc.), são todos consumidores em potencial...
 

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Reportagem de hoje que postei no MG Notícias

Lei. Apesar da resistência de moradores da cidade, vereadores insistem em verticalizar área tradicional

Projeto prevê prédios de até 12 pavimentos na Pampulha

PBH deu parecer contrário; mas diz que excesso de lotes vagos é problema

Flaviane Paixão

Vereadores de Belo Horizonte querem abrir um precedente para a verticalização na região da Pampulha e, o mais perigoso, é que a intenção "esbarra" na orla da lagoa. O projeto de lei nº 1.579/07 quer flexibilizar a legislação atual em alguns pontos, permitindo a construção de prédios residenciais com até 12 pavimentos em alguns trechos dos bairros São Luiz, Bandeirantes, Braúnas, Garças e Jardim Atlântico.

A prefeitura já manifestou formalmente o não-interesse pelo teor da proposta. Mas admite que é preciso discutir com os moradores a grande quantidade de lotes vagos espalhados pela área para evitar subutilização e problemas de segurança pública.

A região da lagoa e seu entorno imediato foram definidos como Área de Diretrizes Especiais (ADE). Essa lei, regulamentada em abril de 2005, tem padrões rígidos de construção como, por exemplo, altura máxima de 9 m, equivalente a uma casa de três andares. A proposta que tramita na Câmara é assinada pelos vereadores Autair Gomes (PSC), Henrique Braga (PSDB) e Wellington Magalhães (PMN). O texto já foi aprovado pela Comissão de Legislação e Justiça e será apreciado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário. Só depois desse parecer, o texto estará apto para votação em 1º turno.

"A Pampulha não pode ficar mais engessada e o projeto vem para discutir o desenvolvimento econômico e sustentável da região", disse o chefe de gabinete do vereador Henrique Braga, Mauro Matias de Almeida.

Mesmo ciente da resistência que o projeto deve enfrentar, Almeida acredita que a cidade precisa ser repensada. "É necessário fazer com a Pampulha o que está sendo feito com o centro da capital, ocupação de algumas áreas." A prefeitura demonstrou, por meio de um parecer técnico da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, que a proposta desagrada no momento. O documento, remetido à Câmara em abril deste ano, atesta que "a instalação de condomínios verticais caminha em sentido contrário ao disposto para a área" e ainda classifica o texto como "pouco adequado".

De acordo com o secretário de Administração Regional Municipal Pampulha, Lessandro Lessa, a prefeitura está desenvolvendo estudos para a formulação de um Plano de Preservação do Conjunto Urbano da Pampulha. E somente esse plano indicaria o que é necessário para a região, levando em consideração os diagnósticos técnicos em conjunto com as consultas populares. "O plano aborda várias temáticas como mobilidade urbana, preservação ambiental e a própria ocupação do solo. Mas só depois de debater o diagnóstico com a região é que vamos saber se é necessário rever ou não a ADE", ressaltou Lessa.


Preservação. Moradores temem descaracterização da Pampulha, caso projeto seja aprovado
Foto: Milton Campos/Divulgação
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Empresário tentará casa para shows

Em plena orla da lagoa, a reportagem constatou na semana passada uma faixa de pano anunciando a construção de uma casa de shows no bairro Braúnas . O proprietário do imóvel, Paulo Rocha, tem a intenção de erguer um espaço para acolher um público estimado em 5.000 pessoas. O lote tem 9.000 metros quadrados e o projeto demandaria cerca de R$ 3 milhões. Mas ele afirmou que ainda não há negociação para construir a casa de espetáculos. (FP)

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Diagnóstico
Só na orla da lagoa são mais de cem lotes vagos


Dados do diagnóstico feito na Pampulha mostram que só na avenida Otacílio Negrão de Lima, que circunda a lagoa, existem 112 lotes vagos. No bairro Bandeirantes, por exemplo, foram contabilizados 477, enquanto no São Luiz são 109.

“O não uso leva à degradação, mas somos contrários à descaracterização da Pampulha. Precisamos dinamizar esses espaços sem perder o foco da preservação”, disse o secretário de Administração Regional Municipal Pampulha, Lessandro Lessa.

O presidente da Associação Amigos da Pampulha, Flávio Marcus Ribeiro de Campos, demonstrou sua insatisfação sobre as possibilidades de alteração da região. “Volta e meia essa discussão de ocupação da Pampulha vem à tona. Qualquer tentativa de ampliar o uso permitido hoje vai descaracterizar o espaço. A vocação da Pampulha é o uso residencial e o turismo contemplativo”, disse. (FP)


Fonte: O Tempo
Publicado em: 22/06/2008
 

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Discussion Starter · #12 ·
bom, eu acho que a verticalização realmente seria um negócio agressivo demais com a área, descaracterizaria as visadas etc.

mas será que tem jeito de conciliar a preservação desse lado "contemplativo" com algum crescimento comercial e de serviços (até pros turistas e frequentadores de fim de semana)!?
 

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Acho que apartamentos estilo Lagoa(RIO), Jardim Botânico dariam uma nova dinâmica ao bairro, mas a prefeitura têm que fiscalizar para não construirem monstrengos de quarto e sala...:)
 

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Eu tenho um amigo que estuda na UFMG e mora no Ouro Preto, e quando eu fui prestar o vestibular lá eu fiquei hospedado no apartamento dele, na Av. Fleming. Eu amei a região! É muito bom andar a pé por lá, principalmente ao redor da lagoa, pois não há muito barulho e nem movimento, sem contar que o clima é muito agradável. Para quem estuda na UFMG aquela região é a melhor que há, sendo que as moradias estudantis da universidade ficam lá. Acho o acesso à região central tranqüila, principalmente pelas linhas de ônibus que passam pelo corredor da Antônio Carlos e pela Carlos Luz. A única coisa que não me agrada é o shopping Del Rey, que poderia ser um pouco melhor.
 

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Em Brasília, Águas Claras seria também prédios pouco superiores a doze andares...o gabarito!

Agora já estão falando 80 andares, hehehe, eu acredito!
Vai ficar lindo, igual ao alphaville's barueri e votorantim, logo, logo uma grande parte do horizonte será tapada pela cortina de concreto dos edifícios, tal qual Águas Claras que já foi até poética, mas hoje parece uma Mumbai!
Ainda prefiro o gabarito da praia da Boa Viagem, onde o vento circula...agora o sol, é sombreado nas areias da praia!
Acho que precisamos rever o "nosso" estilo urbanístico!
 

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É que nem o Morumbi em São Paulo, é um bairro tranquilo e de luxo, com pouco comércio.
 

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Fora que essa noção de deslanchar está muito está muito furada. A Pampulha é um sucesso desde seu lançamento.

Qual região na cidade é um roteiro turístico por si só e ainda consegue ter bairros com padrão de vida que se equipara ao Belvedere e ao Mangabeiras!?
 
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