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2º SEMESTRE Aumento será gerado pelas obras do PAC

Economia estabilizada e em plena expansão, em conjunto com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), parcerias com prefeituras e organizações da iniciativa privada, como a Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) para treinamento de mão-de-obra. Este conjunto de ações fará com que o Pará gere uma boa quantidade de empregos, principalmente no segundo semestre, porém, sem fazer previsões numéricas. Esta é a visão da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), por meio do diretor Célio Bordallo.
Apesar do otimismo, os números gerais da oferta de empregos no Pará são positivos, mas nada de extraordinário por enquanto. De acordo com Célio Bordallo, da diretoria de Trabalho e Emprego da Seter e que também coordena o Sistema Nacional de Empregos (Sine) do Pará, o desempenho no período entre janeiro e abril deste ano só não foi melhor por causa dos resultados negativos verificados na indústria da transformação e na construção civil. No entanto, ele acredita que estas duas tendências deverão ser invertidas a partir de julho com a chegada do verão e das obras de grande porte do PAC. “O Pará deverá se transformar em um grande canteiro de obras”, complementa Bordallo.
Na construção civil, o período das chuvas no primeiro semestre faz com que o setor sempre colecione resultados negativos. No período de janeiro a abril, a construção civil perdeu 1.147 postos de trabalho. Foram gerados 13.547 empregos, mas os desligamentos somaram 14.694. Já na indústria da transformação, o resultado foi pior. Isso porque foram gerados 14.353 empregos, porém, os desligamentos chegaram a 17.358, resultando em um saldo negativo de 3.005 postos de trabalho perdidos. “Na indústria da transformação, o problema ocorreu com a indústria madeireira, mas com os investimentos do governo do Estado haverá a mudança do perfil da economia e o resultado negativo se transformará em positivo. Já na construção civil, o fator sazonal devido às chuvas fez com que o resultado fosse negativo, mas haverá uma grande mudança no segundo semestre”, disse Bordallo.
Entre as obras públicas que deverão empregar um grande contingente de trabalhadores, Célio Bordallo destacou o prolongamento da macrodrenagem do Tucunduba, a urbanização da rodovia dos Trabalhadores (ou Transmangueirão), construção de casas populares, ampliação da rede de água e esgoto – tudo em Belém. Em Ananindeua, haverá construção de casas e melhorias no sistema de saneamento. No interior do Estado, Bordallo destacou a intensificação das obras nas eclusas de Tucuruí, ampliação do Porto de Vila do Conde em Barcarena, construção de casas e ampliação do sistema de água e esgoto em Marabá.

Comércio e serviços impulsionaram bons resultados

Os setores de comércio e serviços foram os dois grandes geradores de empregos formais no período de janeiro a abril deste ano no Pará. O setor de serviços foi o grande campeão com um saldo positivo de 4.264 no acumulado do ano e só em abril este saldo chegou a 1.406 empregos com carteira assinada. Ao todo, o setor de serviços contratou 22.201 trabalhadores e desligou outros 17.937. No comércio, o número de admitidos chegou a 21.412, mas os desligamentos ficaram em 20.826, resultando em um saldo positivo de 586 postos de trabalho.
A indústria extrativa mineral também deu boa contribuição nos primeiros quatro meses do ano, com um saldo positivo de 581 postos de trabalho. Este número é resultado da diferença entre o número de admitidos, que chegou a 1.005, contra os desligamentos, que somaram 424. Já o setor de agropecuária apresentou resultado negativo, com uma geração de empregos de 11.418, contra um total de desligamentos que ficou em 11.708, proporcionando um saldo negativo de 290 postos de trabalho. O setor de serviços de utilidade pública, ou seja, as contratações terceirizadas de empresas como Celpa e Telemar, entre outras, proporcionaram um pequeno saldo positivo de 70 empregos com carteira assinada. Ao todo, em todo o Estado, foram admitidos 84.694 trabalhadores no Pará, contra um número de desligamentos que ficou em 83.618. Isso fez com que o Pará registrasse saldo positivo de 1.076 postos de trabalho entre janeiro e abril deste ano, o que significa uma melhora 0,21%.

Sine expande ações no interior do Estado

Uma das metas da Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda (Seter) é expandir a atuação do Sistema Nacional de Empregos (Sine) no interior do Estado. De acordo com Bordallo, o Sine está presente em 53 municípios com 58 postos de atendimento, que são os locais onde os candidatos se inscrevem para pleitear um emprego com carteira assinada. Dos 84.694 trabalhadores paraenses que se empregaram entre janeiro e abril, o Sine foi responsável pela intermediação de 8.472, ou seja, cerca de 10%.
O que chama a atenção nos números do Sine é o fato de muitos municípios do interior terem gerado mais oportunidades de trabalho que Belém. Pelas intermediações do Sine, o grande campeão no período entre janeiro e abril deste ano foi Redenção, com a contratação de 1.992 trabalhadores. Logo em seguida, aparece Barcarena com 1.808 empregos formais de saldo positivo. Na terceira posição, ficou Tucuruí com um saldo positivo de 741 empregos formais criados.
Na avaliação de Bordallo, este resultado é muito importante porque mostra a descentralização dos empregos na RMB. Só depois de Redenção, Barcarena e Tucuruí é que aparece Belém. Neste caso, o Sine foi responsável pela colocação de 534 trabalhadores no mercado formal.

Fonte: Diário do Pará
 
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