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Eu acho muito engraçado esse povo que acha que temos que dar dinheiro para sustentar empresas de pessoas ricas das quais eles não são sócios nem recebem nada. E se vc for contra isso vc é um capitalista safado...

Serio que esse pessoal acha que é beneficiado com a fato da Embraer pertencer a empresários brasileiros e não a empresários estrangeiros? O pessoal é tão crente disso que esta disposto a dar seu próprio dinheiro via impostos para sustentar uma empresa que na verdade nunca não lhe deu dinheiro algum. É um fenômeno que tem que ser estudado.
 

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Bracho! Paola Bracho!
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^^
Verdade. Se os nacionalistas de almanaque querem manter uma parte da Embraer em "mãos nacionais", seja lá o que isso possa significar (ainda mais sabendo que a Embraer tem maioria de acionistas de fora do Brasil), que façam uma proposta melhor que a Boeing.
 

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Creio que o modelo de industria aeronautica do seculo XXI é o modelo adotado pela industria aeroespacial e de defesa do Europa. Não existe mais industria porta bandeira de um país, é tudo integrado, os projetos são transacionais, o importante para cada país é garantir as condições necessarias para que sua economia possa participar da cadeia internacional.
O fato da Embraer ter sede administrativa aqui ou em outro lugar não faz diferença nenhuma, nos ultimos anos eles já estavam focando nos estabelecimentos no exterior, principalmente nos EUA.
Se o Brasil garantir as condições necessárias para se tornar atrativo para a industria aeroespacial (e neste setor isso significa muito subsidio), a Boeing não só manterá as operações da Embraer aqui como poderá trazer mais linhas de produção. Mas se não houver essas condições, as linhas da Embraer vão embora, independente de quem é o dono no papel.
 

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Se o Brasil garantir as condições necessárias para se tornar atrativo para a industria aeroespacial (e neste setor isso significa muito subsidio), a Boeing não só manterá as operações da Embraer aqui como poderá trazer mais linhas de produção. Mas se não houver essas condições, as linhas da Embraer vão embora, independente de quem é o dono no papel.

Perfeito, e cabe esclarecer novamente pros patrioteiros:

- O que importa é quantos empregos e atividades qualificadas de grande valor agregado são gerados e mantidos no território, não a bandeira da companhia.

- E essa medida funciona muito mais como uma garantia de que um mínimo vai acabar vindo ou sendo mantido no Brasil, sendo que a outra via, a da barreira contra os estrangeiros, iria apenas significar o início da falência da parte comercial da Embraer, seja pelo novo nível de concorrência, seja pela migração do know-how que sabe a barca furada que a empresa iria virar.
 

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'66-'03-'13-'14
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Creio que o modelo de industria aeronautica do seculo XXI é o modelo adotado pela industria aeroespacial e de defesa do Europa. Não existe mais industria porta bandeira de um país, é tudo integrado, os projetos são transacionais, o importante para cada país é garantir as condições necessarias para que sua economia possa participar da cadeia internacional.
O fato da Embraer ter sede administrativa aqui ou em outro lugar não faz diferença nenhuma, nos ultimos anos eles já estavam focando nos estabelecimentos no exterior, principalmente nos EUA.
Se o Brasil garantir as condições necessárias para se tornar atrativo para a industria aeroespacial (e neste setor isso significa muito subsidio), a Boeing não só manterá as operações da Embraer aqui como poderá trazer mais linhas de produção. Mas se não houver essas condições, as linhas da Embraer vão embora, independente de quem é o dono no papel.
A Airbus está aí firme e forte.

Vários componentes vem de vários campos da Europa para Toulouse de trem, hidrovia, rodovia e nos Aviões Beluga.
 

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CIDADÃO DE BEM
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Se o Brasil garantir as condições necessárias para se tornar atrativo para a industria aeroespacial (e neste setor isso significa muito subsidio), a Boeing não só manterá as operações da Embraer aqui como poderá trazer mais linhas de produção. Mas se não houver essas condições, as linhas da Embraer vão embora, independente de quem é o dono no papel.
O medo lá nos EUA é que empregos de Seattle venham parar em Araraquara. :lol:
 

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A Airbus está aí firme e forte.

Vários componentes vem de vários campos da Europa para Toulouse de trem, hidrovia, rodovia e nos Aviões Beluga.
O movimento europeu foi impressinante, hoje tudo lá é uma coisa só. Alem da aviação comercial, a Airbus congrega a area de defesa (EADS) e helicopteros. E há a MBDA, que juntou a area de misseis de varios paises.
E mesmo na poderosa industria americana a Boeing dominou completamente a grande aviação comercial. As outra foram engolidas, fecharam ou sairam da aviação comercial.
No futuro só vejo tres grupos: Boeing, Airbus e uma união das fabricantes chinesas contando o poderoso mercado de aviação interno chines, com barreiras contra os concorrentes.
Enfim, a Bombardier e a Embraer viram que seriam comidas nesse cenário.
 

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'66-'03-'13-'14
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O movimento europeu foi impressinante, hoje tudo lá é uma coisa só. Alem da aviação comercial, a Airbus congrega a area de defesa (EADS) e helicopteros. E há a MBDA, que juntou a area de misseis de varios paises.
E mesmo na poderosa industria americana a Boeing dominou completamente a grande aviação comercial. As outra foram engolidas, fecharam ou sairam da aviação comercial.
No futuro só vejo tres grupos: Boeing, Airbus e uma união das fabricantes chinesas contando o poderoso mercado de aviação interno chines, com barreiras contra os concorrentes.
Enfim, a Bombardier e a Embraer viram que seriam comidas nesse cenário.
Convair, McDonell Douglas, Lockheed, Dassault, De Havilland, Hawker-Siddeley, Avro, Vickers, Fokker, SUD Aviation ...

Todas essas sumiram ou foram engolidas na aviação comercial.
 

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MEIYO
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Associação de investidores vai abrir ação contra venda da Embraer




Transação deveria ter disparado oferta pública de aquisição a todos acionistas, diz Abradin
22.jan.2019 às 11h01




“Não existe ‘joint venture’ isso é sofisma da administração da Embraer. Existe cisão seguida de venda”, afirmou o presidente da Abradin, Aurelio Valporto. “O que restar da Embraer não sobreviverá, a médio prazo, sem pesados subsídios estatais, daí as perspectivas de rebaixamento anunciadas pelas agências de rating, como Standard & Poor’s e Fitch”, acrescentou.

Alguns dias depois, a Embraer anunciou que estima ter uma posição líquida de caixa quando concluir a venda do controle de sua divisão de aviação comercial para a Boeing, mas alertou que terá lucro pequeno ou zero nos próximos dois anos.

Nesta terça-feira, o Credit Suisse cortou o preço-alvo dos recibos de ações da Embraer negociados nos Estados Unidos de 28 para 24 dólares.

As ações da Embraer exibiam queda de 1,2 por cento às 10h50 na Bovespa, cotadas a 19,89 reais. No mesmo horário, o Ibovespa exibia baixa de 0,21 por cento.



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MEIYO
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Boeing terá acesso a crédito do BNDES, diz presidente da Embraer
24/01/2019 às 05h00




Sobre a questão de financiamento, Souza e Silva observou que, com a Boeing fabricando aviões em São José dos Campos, terá acesso aos financiamentos de exportação do BNDES. As condições do crédito são estabelecidas pelas regras da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) por um acordo setorial entre fabricantes aeronáuticos.

A Embraer é uma das principais tomadoras de recursos do BNDES.


https://www.valor.com.br/empresas/6083213/boeing-tera-acesso-credito-do-bndes-diz-presidente-da-embraer
 

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Embraer informa que assinou contrato de operação com a Boeing em aviação comercial
A operação será submetida à aprovação dos acionistas da companhia brasileira em Assembleia Geral Extraordinária em 26 de fevereiro


A Embraer informou nesta quinta-feira, 24, que assinou o contrato principal de operação com a Boeing em aviação comercial. Também foi assinado o contrato de cooperação que contém os termos e condições para a criação da joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para o avião cargueiro KC-390.

A operação será submetida à aprovação dos acionistas da Embraer em Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada, em primeira convocação, em 26 de fevereiro de 2019. A operação também depende da aprovação por autoridades concorrenciais brasileiras, dos Estados Unidos e de outras jurisdições aplicáveis.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,embraer-informa-que-assinou-contrato-de-operacao-com-a-boeing-em-aviacao-comercial,70002693435
 

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CIDADÃO DE BEM
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BOLSONARO DEVE REANALISAR FUSÃO DA EMBRAER COM BOEING


O presidente Jair Bolsonaro deve reanalisar o acordo de fusão da Embraer com a Boeing, antes de bater o martelo na assembleia de acionistas marcada para a próxima terça-feira.

Bolsonaro chegou a manifestar preocupação com o acordo, mas depois deu aval. Nesta semana, porém, chegou a seu gabinete um relatório que aponta questões “sensíveis” sobre o negócio.

Um desses pontos trata da transferência das atividades industriais de Gavião Peixoto (SP) para os EUA. A partir do acordo, o KC-390 não seria mais montado no Brasil, afetando toda a cadeia de produção associada à companhia.

O mesmo ocorre em relação à propriedade intelectual do projeto da Força Aérea, que passaria para uma nova empresa controlada pela Boeing. Sem contar o lucro com a venda das aeronaves, com exceção dos royalties.

O documento a ser analisado por Bolsonaro também indica que a “Nova Embraer” será regida pelas leis de Nova York.

O anão que vive embaixo da mesa do presidente disse a O Antagonista que essas questões não foram apresentadas ao presidente antes.

Ontem, o ministro da Defesa, Fernando de Azevedo, voou para Gavião Peixoto – onde o KC é finalizado -, para uma reunião a portas fechadas.

A interpretação na cúpula do governo é de que a Embraer não está se fundindo, mas sendo cindida. E que haveria desindustrialização e desnacionalização da tecnologia.

Apesar do aval público dado em janeiro, o presidente ainda pode exercer a chamada “segunda aprovação golden share”, que prevê o aceite expresso por escrito ou tácito – ou o exercício do poder de veto.







https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-deve-reanalisar-fusao-da-embraer-com-boeing/
 

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MEIYO
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Empresa resultante de acordo com Boeing poderá concorrer com Embraer em jatos executivos



Possibilidade de competição está prevista no documento que será levado a acionistas
21.fev.2019 às 8h00



A NewCo, empresa que vai surgir a partir da venda da divisão de aviação comercial da Embraer para a Boeing, vai poder competir diretamente com a produção de jatos executivos da fatia brasileira da Embraer que ficou de fora do negócio.

A possibilidade de concorrência está prevista no documento que será levado para a aprovação de acionistas em assembleia na terça-feira (26).

O trecho do texto que abre espaço para a competição direta no mercado de aviões de menor porte gerou ruído entre acionistas nas últimas semanas.

A associação de minoritários Abradin diz ter sido informada tardiamente sobre o assunto.

“Esse material só foi disponibilizado no final de janeiro, num calhamaço enorme, para ninguém saber de nada. Eles fazem de tudo para que acionistas e governo não tenham conhecimento do teor das negociações”, diz Aurélio Valporto, presidente da Abradin.

De acordo com um dos parágrafos do documento, a empresa resultante da transação —controlada pela Boeing— poderá incorporar propriedade intelectual da Embraer no lançamento de aeronaves civis de até 50 assentos, desde que tente negociar algum acordo para que a Embraer seja parceira preferencial no projeto.

Mas, se não chegarem a um acordo, a NewCo ficará livre para lançar o avião sozinha ou com outros parceiros. Os jatos executivos se encaixam na categoria de até 50 lugares.

“O que foi vendido na imprensa é que a Embraer teria a aviação executiva incólume. Não é verdade”, afirma Paulo Dóron Araújo, professor de direito dos contratos da FGV Direito SP.

Para o professor, trata-se de uma “cláusula de derrota da Embraer”. Lido isoladamente, o parágrafo comunica uma desvantagem para a fabricante brasileira, mas ele pode ter sido trocado por outra vantagem no histórico das negociações, como uma elevação no preço de venda do controle do braço de aviação comercial ou outros termos.





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MEIYO
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Esse acordo no futuro será alvo de investigação.



Possibilidade de subornos a dirigentes e políticos deve ser esgotada em investigação, já que o acordo é claramente lesivo para um lado e benéfico para o outro. Sem falar que isso é Brasil, e coisas assim podem acontecer com naturalidade.
 
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